The Teacher

Uma amizade pode virar um amor? Muitos creem que sim. Mas e se essa amizade for com uma professora? E se ela sentir o mesmo? Será que vai dar certo? Depois de descobrir uma traição, Juliana não acredita mais no amor. Ou ela acha que não. Mas um par de olhos verdes estará do seu lado para faze-lá voltar a amar a todo custo.

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Author's note

Por favor, comentem o que acharam a cada capítulo, porque isso ajuda muito!
AA

2. Quase beijo...?

 

Naquele mesmo dia...

*POV Juliana*

Rodrigo saiu antes de mim, mando mensagem mas ele não responde. Fiquei preocupada e resolvo ir na casa dele.
Não avisei meu pai porque el sabe que se eu demorar a chegar, eu fui lá. Rodrigo não mora muito longe da minha
casa. Quando chego no seu prédio encontro sua mãe, sua irmã e seu primo (que estava passando um tempo lá.)

-Oi dona Carla, o Rodrigo tá em casa?

-Tá sim, Ju. Ele está com uma amiga.

-Amiga?- Fico meio desconfiada

-Sim, eu vou sair e não demoro. Juízo- ela ri

-Claro- rio sem graça. Essa história de amiga tá meio estranha...meio não, muito estranha. Vou correndo para o
elevador que, por sorte não demorou. Tô com um mal pressentimento... A porta do seu apartemento estava fechada
no trinco e a do seu quarto entre-aberta. Dou uma espiada e vejo a cena mais horrível da minha vida.

-Rodrigo!

-Ju?!- ele se vira espantado com meu grito

-O que está acontecendo aqui?!- na verdade eu sabia, ele estava se agarrando com outra garota, mas eu não conseguia
acreditar no que meus olhos viram

-Quem é ela, Rô?- a estúpida perguntou

-Eu sou a namorada dele, na verdade, era. Por que Rodrigo? Por que justo comigo? O que eu te fiz??!!

-Ju, porfavor, me deixa explicar!

-VOCÊ NÃO TEM NADA PRA EXPLICAR!!! ACABOU RODRIGO!! ACABOU TUDO ENTRE NÓS! ME ESQUECE!

Sai daquele lugar correndo desesperadamente, não conseguia acreditar no que vi. Corri, simplesmente corri, sem
saber e nem me importar onde iria parar. Ainda correndo, atravessei a rua sem me importar com nada nem 
ninguém.

*POV  Marcela*

Fiquei até um pouco depois do meu horário no colégio para resolver umas pendências e fui para casa. No caminho
vi uma lojas de donuts, eu amo donuts. Depois de compras aquelas maravilhas, fui pro carro e voltei ao meu caminho
de volta para casa. No meio do caminho vi uma pessoa corredo e chorando, freei rapidamente, ela se assustou e
logo voltou a correr

-Ju...- por instinto vou atrás dela e duas quadras depois ela para de correr e se encosta em uma parede.

-Ju!- saio do carro e lhe chamo

-Prof, o que faz aqui?- ela fala secando rapidamente a lágrimas que já tinham molhado todo o seu rosto

-Freei quando você atravessou a rua, podia ter sido atropelada.

-Ah...desculpa prof...

-Ju...o que aconteceu? por que está chorando?

-Nada, não estou chorando...- disse cochando os olhos, que estavam vermelhos 

-Sei...Provavelmente está bem longe de casa, certo?

-Pelo visto sim...- disse olhando ao seu redor

-Quer uma carona?

-Não quero te atrapalhar, não ainda mais-disse olhando para o chão.

-Você nunca vai me atrapalhar, Ju.

-Então, pode ser.

Entramos nos carro, depois de uma tempo vi que ela não parava de olhar para os donuts, provavelmente estava
com fome e cansada. Constatei também que ainda não tinha ido para casa, pois, estava com o uniforme e a mochila
do colégio.

-Aceita um?- perguntei lhe direcionando a caixa.

-Não, obrigada.

-Pegue, aposto que está com fome.-insisto

-Muita...ok, já que insiste. São de que?

-Tem de chocolate, morango e marshmello. São os meus preferidos.- solto uma risadinha no final

-Sério? São os meus preferidos também!- ela ri com a conhecidência

-Posso te perguntar uma coisa?

-Claro- ela diz dando uma mordida em um dos donuts, seus olhos brilhavam em satisfação.

-Por que estava correndo e chorando desesperadamente?


*POV Juliana*

Aquela pergunta me fez ter um flash back rápido do que aconteceu mais cedo, senti meus olhos arderem e 
encherem de lágrimas.

-Falei algo de errado?- seu tom de voz era de preocupação e arrependimento

-Não, não. É que... eu não quero falar sobre isso, entende? Não agora.

-Ah, sim. Desculpe por ser incoveniente... só fiquei preocupada com você.

-Sem problemas, e você não foi inconveniente...

Ficou um silêncio desconfortável no carro e acho que ela percebeu isso.

-Gosta de música?

-Amo

-Então não se incomoda deu ligar o rádio?

-De jeito nenhum

-Ok

Ela ligou o rádio e a música começou a ecoar pelo carro. Quando dei por mim estava cantando, baixinho, 
a música. Um tempo depois, pude ouvir sua voz também. 

Oh, I don't know, what can I do
What else can I say, it's up to you
I know we're one, just me and you
I can't go on

What is love?
Baby, don't hurt me
Baby, don't hurt me
No more
What is love?
Baby, don't hurt me
Baby, don't hurt me
No more

I want no other, no other lover
This is our life, our time
When we are together
I need you forever
Easier love

What is love?
Baby, don't hurt me
Baby, don't hurt me
No more
What is love?
Baby, don't hurt me
Baby, don't hurt me
No more

(Tradução:Oh, eu não sei, o que posso fazer?
O que mais posso dizer, cabe a você
Eu sei que somos um, só eu e você
Não posso continuar

O que é amor?
Querida, não me machuque
Querida, não me machuque
Não mais
O que é amor?
Querida, não me machuque
Querida, não me machuque
Não mais

Eu não quero outro, nenhum outro amante
Esta é a nossa vida, nosso tempo
Quando estamos juntos
Eu preciso de você para sempre
Isso é amor

O que é amor?
Querida, não me machuque
Querida, não me machuque
Não mais
O que é amor?
Querida, não me machuque
Querida, não me machuque
Não mais...) 


*POV Marcela*

Ouvi-la cantando era lindo demais, sua voz era suave e atingia os pontos certos da música, porém, conseguia 
perceber um certo tom de lamento em sua voz. Ao fim da música, nossos olhares se encontraram, mas ela tratou
de desviar rapidamente.

-Eu moro no próximo quarteirão.-disse com um tom de frieza na voz.

-Ok.

Um tempo depois, chegamos em sua casa (que na verdade era um mansão!)

-Obrigada pela carona e desculpe por qualquer coisa.

-Nada, se cuida.

-Pode deixar.

-Pode me ligar ou mandar mensagem a qualquer hora.

-Obrigada, Marcela.- Me deu um beijo na bochecha, depois, seu rosto ficou frente a frente do meu. Conseguia sentir
sua respiração quente, seus lábios estavam a centímetros dos meus, senti um grande impulso de beija-la (mesmo sem saber o 
por que), mas lembrei do que aconteceu mais cedo e percebi que não era o momento certo para isso.
Ela entrou em casa dando um tchauzinho, fiz o mesmo e entrei no meu carro, pensando no que poderia ter acontecido,
mais cedo, e também o que eu poderia ter feito....

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