A Filha do Tempo e os Elementos Primordiais

Foi uma quarta-feira, lembro-me bem disso. Afinal, quem não gravaria na memória o dia em que sua versão de uma realidade alternativa aparece na sua casa buscando abrigo?

Eu olhei para eu mesmo com quinze anos, vestindo uma armadura de couro sobre uma camiseta preta com os dizeres "CTPE - Treinando os salvadores de amanhã", e a julgar pela espada que ele carregava, não deveria ser uma iniciativa dos bombeiros.

A história que narrarei aconteceu em outra Terra, mas segundo meu "eu mais jovem", poderia chegar aqui, em nosso mundo, caso ele e seus amigos não conseguissem derrotar o exército de anti-deuses conhecidos como azuras, ou algo assim, que queriam trazer de volta do exílio o Lorde do Caos, Isfet, e seu filho N'Guói (ou lagosta, não sei bem qual era o certo).

Alternando as versões dele (eu mesmo de outra realidade), a da Pri e a da Deb (também da outra versão da Terra, que aqui são minha família), você conhecerá o incrível mundo (ou dimensão, não saquei bem ainda) de Etherion, e toda a gama de complicações que ele trouxe àquela Terra, que podemos definir em uma única palavra: deuses.

Bem vindo às Crônicas de Etherion.

# Uma nova visão da Mitologia Grega

# Os deuses sob uma nova perspectiva

# 2º lugar na categoria "Fantasia" da 2ª Edição do "Projeto Leitura Voraz 2017" do Wattpad - https://my.w.tt/QIE3gAjLML

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24. Modo Saint Seya, ativar

Deb

 

- Meu Deus - ouvi a Pri gritar -, o que é isso?

Olhei para Apolo, por que achei que ele sabia a resposta. Ele olhou para Pri, mas respondeu olhando para Rod.

- É um filho de Nekhbet, uma fera do caos. Foi mandado na retaguarda atrás dela.

- Isso faz dos pesedjets traidores? - Perguntou Artemis para Apolo.

Ele balançou a cabeça negando.

- Concordo que levanta suspeitas, mas Set tinha muitos seguidores, e lembro de Nekhbet ser um deles.

Pesedjets ? Sete o que? E  dela quem? Será que era de mim? Definitivamente eu não queria ter um  abutre gigante que fedia peixe podre e era tiete do Zeca Urubu me  perseguindo. Eca.

- Não pode ser - disse a Pri. - Quem é Nerlet? Por que ela está atrás da Deb? É amiga da sereia?

- Melhor você não saber - disse Diana. – Pode ser que ele esteja atrás de você também.

Olhei para a Pri e vi que ela estava tão apavorada quanto eu. Ela pegou o braço do Rod e tentou puxá-lo a qualquer custo.

- Vamos embora daqui - ela pedia, apavorada.

Vendo que Rod estava  decidido a não arredar o pé dali (sabe-se lá porque), achei que Apolo ou  Diana nos ajudariam a tirá-lo de lá. Tentei convencer Diana. Ela pegou a  Pri e eu pelas mãos e nos levou uns dez passos para trás dos meninos.  Foi quando o ruim ficou pior ainda.

Uma sombra opressiva  passou por nós. Parecia se expandir em todas as direções. Quatro  monstros iguais ao primeiro chegaram do nada, e junto com eles os cães.  Bem que podiam ser aqueles salsichinhas, fofinhos e compridinhos. Adoro  aqueles auaus, são muito da hora. Mas não, tinham que ser três cães do  tamanho de cavalos, também fedidos e com baba vermelha caindo das  enormes bocas cheias de presas afiadas. Tinham pelo preto e olhos  totalmente azuis, e rosnavam pra nós.

- São feras canídeas –  disse a Pri, entrando no seu modo super enciclopédia. O livro apareceu  na mão dela, e sua pedra mágica, ou gema do éter se preferirem, estava  brilhando. Mal tinha reparado, mas a minha estava igual, tão quente que  saia fumaça.

- Sim, são – confirmou Artemis. – Mas esses foram tocados pelo caos.

Se eu estava apavorada  antes, agora fiquei bem mais, com certeza. Eu adorava cachorros, mas os  pequenininhos. Baces, Begous, Poodles... esses são linduchos (menos os  pinschers, esses eu não gostava). Mas sinceramente, morria de medo dos  grandes.

Pitbus eram os que eu  mais tinha medo, com aquelas orelhas afiadas apontando pra cima. Mas  dobermans, pastores alemães e todas as outras raças grandes também me  enchiam de pavor. E agora eu tinha três cães gigantes, que pareciam um  cruzamento de labradores com tanques de guerra bem na minha frente, e  pelo pouco que eu entendi, estavam lá por minha causa.

Agora eu queria fugir dali pra ontem. Virei-me pra falar com o Rod então vi ele pegar a sua gema do éter e erguer para o céu.

- Etherion - ele gritou.

A única coisa que consegui pensar foi "caraca".  O Rod estava usando uma armadura dourada com detalhes vermelhos de  chamas, que deixava seus braços e pernas de fora. Tinha uma aljava de  flechas e um arco nas costas e, na cintura, carregava uma espada e uma  adaga.

- Guerreiro deus, mago guerreiro elementar, Rod Apoloson, tenente de Midgard.

- Meu Deus - a Pri disse.

Então ouvi Apolo e Diana gritarem também:

- Etherion.

- Etherion.

Olhei para o lado e  Apolo e Artemis também estavam de armadura. Ao contrario da armadura de  Rod, Apolo usava uma armadura dourada com detalhes vermelhos, coberta de  chamas amarelas. Chamas vivas, de verdade.

A armadura de Diana era  prateada, mas parecia que ela vestia a própria lua, tamanha a  intensidade da luz que a revestia. Assim como Apolo, todo o seu corpo  estava coberto pela armadura. Como Rod, os dois traziam aljavas de  flechas, um arco, um punhal e uma espada. Porém, Apolo tinha um escudo  na mão esquerda.

- Guerreiro deus, mago guerreiro elementar, Apolo Zeuson, general do Olimpo.

- Guerreira deusa, maga guerreira elementar, Artemis Zeuson, general do Olimpo.

Juntos, Apolo e Rod  desembainharam as espadas. Diana encaixou uma flecha em seu arco, ainda  apontando para baixo. Foi ai que as coisas ficaram mais estranhas (se é  que isso era possível). Do lado dos cães infernais, surgiu uma energia  negra, e quando ela se dissipou, lá estavam três homens touro.

Usavam armadura de couro  que deixava exposto os braços, as pernas, e (infelizmente) o umbigo.  Cada um tinha um machado de duas lâminas nas mãos. Tinham uns dois  metros de altura, e fizeram o fedor dos monstros voadores se  multiplicar. Um deles, aparentemente meio metro maior que os outros,  provavelmente o líder, deu um berro gutural que quase estourou meus  tímpanos, e depois disso os monstros se separaram.

Lembrei das aulas do  professor Drumon que aqueles monstros deviam ser minotauros, monstros  humanóides com cabeça de touro. Pelo que lembrava, só existia um  minotauro, Minos, filho de Pasífae e Zeus (em outras versões, filho de  Pasífae e do Touro Cretense). Agora, porque eu estava lembrando tudo  isso quando estava para ser morta por monstros esquisitos e meus amigos  estavam vestidos de Seiya, Shurato e Sailor Moon, eu não tenho como  explicar.

Ouvi Apolo dizer para Rod e Diana.

- O plano foi por água  abaixo, então teremos que improvisar. Diana fique com as meninas, e  acerte os voadores. Eles só atacam quando podem tirar vantagem, então  não precisamos nos preocupar com eles inicialmente. Eu cuido dos  minotauros. Rod, você pode manter os cães ocupados?

- Demorou - ouvi Rod dizer.

- Diana, os cães... acha que é possível?

Eu não entendi o que ele  perguntou, mas Diana fechou os olhos por três segundos, e quando abriu,  seu semblante estava um pouco triste.

- Vou tentar Apolo, mas eles já estão marcados há muito tempo.

Apolo ponderou aquilo e balançou a cabeça positivamente. Então, o minotauro lider rosnou algo quase inteligível.

- Vocês, guerreiros  deuses do Olimpo, não têm jurisdição aqui. Se afastem e não provocarão a  ira dos Asura Prime. Entreguem os três semideuses.

Apolo riu na cara do monstro. Não sei se era coragem ou burrice, mas a média dele subiu comigo.

- Vai sonhando contrafilé.

O monstro ficou bem  bravo, pois bufou e raspou os pés no chão, igual a um touro mesmo.  Apontou o machado para nós e bradou a ordem:

- ATAQUEM! Por Varuna e Kashyappa!

E, como dizia o sábio Percy Jackson, "o Hades veio à Terra".

 

Fala povo... eu pessoalmente adoro as kamuis, então fiquei bem empolgado com esse capítulo, e mais ainda com o que pensei para o próximo... estão curtindo?

 

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