O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRLHA

Aqui começa uma história de amor e luta, de esperança e liberdade, de profecias, espiritualidades e crenças messiânicas no período colonial português no Brasil. Esta saga tem palco no Quilombo dos Palmares, entre o atual estado do Pernambuco e Alagoas, onde era a Capitania Hereditária de Pernambuco e nos conta uma história mística de um Preto Velho GRIOT chamado Djeli, um descendente dos antigos contadores de histórias africanos e de N’zambi, um jovem da descendência real do Congo, que futuramente se tornaria um dos maiores heróis negros da história dos africanos escravizados, forçadamente trazidos para o Novo Mundo.

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28. CRONOGRAMA DOS FATOS HISTÓRICOS EM QUE ESSA OBRA FOI BASEADA

CRONOGRAMA DOS FATOS HISTÓRICOS EM QUE ESSA OBRA FOI BASEADA

1559 – A coroa portuguesa permite o ingresso de escravos negros no Brasil.

1580 – Início do quilombo (negros fugitivos da Capitania da Bahia).

1580 a 1640 – Domínio espanhol.

1602 – O governador-geral da Capitania de Pernambuco, D. Diogo Botelho, envia soldados em expedição contra Palmares. Estes retornam com a falsa notícia da destruição do quilombo.

1602 e 1608 – Expedição comandada por Bartolomeu Bezerra.

1621 – Criação da WIC (companhia das índias orientais) pelos holandeses.

1624 – Os holandeses tomam Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos.

1630 – Esquadras holandesas chegam à Capitania de Pernambuco.

14 de fevereiro de 1630 – os holandeses invadem a Capitania de Pernambuco.

1635 – Os holandeses tomam a Capitania de Pernambuco com a ajuda de Calabar.

1635 – A guerra entre portugueses e holandeses favorece a fuga de escravos. Palmares cresce e organiza-se em vários mocambos.

1637 – Chega o conde holandês João Maurício de Nassau-Sieger, novo governador de Pernambuco.

1640 – Os portugueses se libertam dos Espanhóis.

1643 -1644 e 1645 – Os holandeses enviam sem sucesso expedições contra Palmares. Entre elas as de Rodolfo Baro e Johannes Blaer.

Março de 1645 – Portugueses rebelam-se contra os holandeses.

1645 – Insurreição pernambucana.

1654 – Assinam acordo de paz holandeses e portugueses.

1654 – Expulsão dos holandeses de Pernambuco.

1655 – Nascimento de Zumbi.

1655 – Novas expedições punitivas contra o quilombo. Alguns palmarinos são capturados.

1654-1669 – Expedições punitivas seguem contra Palmares. Todas foram derrotadas. Os quilombolas adotavam a guerra de emboscada, abandonando os mocambos para atrair o inimigo para a luta dentro da mata.

1660 – Expedição que incendeia o quilombo (zumbi é levado como cativo)

1663 – O capitão negro Gonçalo Rebelo comanda 200 soldados negros contra Palmares. São cinco meses de luta. A expedição retorna com 40 prisioneiros. Todos são degolados.

1661 – Efetiva-se o acordo de paz entre holandeses e portugueses.

1667 – A primeira "entrada" de grande porte com 500 soldados é enviada a Palmares. Foi a do mestre de campo Zenóbio Accioly de Vasconcelos. Depois de violento combate, a expedição volta derrotada.

1670 – Retorno de Zumbi ao quilombo.

1671 e 1678 – Houve vinte e cinco expedições ofensivas a Palmares.

1677 – Ataques dos palmarinos no litoral para roubar armas, libertar negros e vingar-se de senhores e feitores dos engenhos. Em 1670 os palmarinos atacam e destroem fazenda de gado onde hoje situa-se Garanhuns. O local passa ao domínio dos negros com o nome de Tapeca.

1677 – Expedição sob comando do capitão de infantaria Fernão Carrilho, experiente em lutas contra negros sublevados. Este retorna com 200 prisioneiros.

1678 – Ganga-Zumba vai a Recife para firmar pacto de paz com o governador de Pernambuco, Aires de Souza e Castro. O pacto prevê a deposição de armas dos quilombolas em troca da concessão de terras e da liberdade. A alforria só seria concedida aos negros nascidos no quilombo. Os outros retornariam ao cativeiro. O pacto divide Palmares. Zumbi torna-se o líder da resistência ao acordo. Ganga-Zumba, seguido por seus homens, entre eles importantes chefes militares, abandona o quilombo.

1678/1695 – Zumbi torna-se o líder de Palmares e impõe um forte esquema militar à vida do quilombo. Zumbi teve pelo menos cinco filhos. Antes do pacto de Recife, era chefe de um dos mocambos também chamado Zumbi.

1687 – O bandeirante Domingos Jorge Velho compromete-se com o governador de Pernambuco, Souto Maior a destruir Palmares.

1692 – Jorge Velho parte com exército formado por brancos, índios e mamelucos. Após dias de caminhada pela mata montam acampamento próximo a Macaco, principal mocambo de Palmares.

Janeiro de 1694 – Parte nova expedição de Domingos Jorge Velho.

3 de fevereiro de 1694 – Chegam à Serra da Barriga seis canhões e reforço de 200 homens.

5 de fevereiro de 1694 – Enfrentamento dos dois exércitos. Os quilombolas são encurralados à beira de um despenhadeiro e centenas de negros caem no precipício. Os quilombolas tentam a estratégia de refúgio na mata. Sem sucesso, são perseguidos e centenas de negros são degolados.

6 de fevereiro de 1694 – O mocambo de Macaco é destruído e incendiado, restando do combate 510 negros prisioneiros. Somente mulheres e crianças são poupadas na guerra. Muitas mulheres matam seus filhos para livrá-los do cativeiro e recusam-se a comer, morrendo de fome.

7 de fevereiro de 1694 – O Quilombo de Palmares é destruído.

Dezembro de 1694 – Surge a notícia de que Zumbi vive.

1695 – Zumbi é reconhecido com um grupo roubando armas de um vilarejo de Pernambuco.

Novembro de 1695 – Antônio Soares, homem de confiança de Zumbi, é capturado. Sob tortura e diante da promessa de sua liberdade revela o esconderijo do chefe, na Serra Dois Irmãos.

20 de novembro de 1695 – Antônio Soares conduz um grupo de 15 bandeirantes paulistas ao local onde Zumbi se encontra. Soares aproxima-se de seu líder ferindo-o mortalmente.

21 de novembro de 1695 – o corpo de Zumbi apresenta 15 ferimentos a bala e inúmeras marcas de arma branca. Seu pênis é decepado e enfiado na boca. A cabeça de Zumbi é tratada em sal fino e enviada à Recife, onde é exposta em praça pública.

1693-1695 – O quilombo de Palmares é destruído após ter resistido a 17 expedições organizadas por proprietários de terras. Seu líder, Zumbi, é morto dois anos depois.

1807 – A Inglaterra declara ilegal o tráfico negreiro.

1830 – Para obter da Inglaterra o reconhecimento do Brasil como nação independente, D. Pedro I assume compromisso no sentido de abolir o tráfico negreiro no país.

1850 – É aprovada a lei Eusébio de Queirós, que proíbe o tráfico de negros para o Brasil.

1860 – O Instituto dos Advogados considera o trabalho escravo como ilegítimo pelo direito natural. A ideia de escravidão passa a ser vista como incompatível com o desenvolvimento capitalista industrial.

1866 – D. Pedro II assina várias cartas de alforria (documentos que davam liberdade aos escravos).

1871 – É aprovada a Lei do Ventre Livre. A lei estabelece que os filhos das mulheres negras que nascessem a partir da data de sua promulgação não seriam mais escravos, sendo libertados após os oito anos de vida mediante indenização do governo aos proprietários.

1885 – A lei Saraiva-Cotejipe (dos Sexagenários) declara livres os escravos de mais de 65 anos, mediante indenização.

1888 – A princesa Isabel por pressão do desenvolvimento capitalista industrial sanciona a Lei Áurea, que estabelece a extinção imediata e incondicional da escravidão.

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