Perfeição

Emy é uma garota de 14 anos que luta pra seguir um grande sonho, mas seus pais não apoiam e dificultam que chegue até onde deseja. Criada no berço de ouro, é tratada como uma princesa e controlada semelhante uma marionete, como todos os jovens, ela também quer sair e tomar atitudes sem que alguém tome por si.
Pra piorar, seu coração bate mais forte por um garoto mais velho que a deixará louca de paixão, só provocando a ira de seus pais. Uma guerra familiar envolvendo diversos problemas, fará de Emy a grande vitima ou talvez a única sobrevivente.

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1. Pressão.


Nem sempre conseguimos orgulhar as pessoas que apostam em nosso futuro, sou uma garota de apenas 14 anos e não sou obrigada a saber lidar com a pressão de meus pais. Desejo seguir um caminho sem que me indiquem outro pois tenho direito pra isso, mas minha mãe deixa claro a cada dia que não vou poder ser feliz.

 

Chegando da escola, ela já venho me encher o saco com suas perguntas, sempre arrumava um motivo pra começar a discutir.

- Aonde você estava Emy?

- Na escola mãe.

- Eu sei, mas você demorou mais de 20 minutos pra chegar, e o motorista me disse que ficou te esperando até todos os alunos sairem da escola, só depois disso você apareceu.

- Vou dar um gato pra ele, aí cuida da vida dele e das sete que o bichano tem, só assim pra me deixar em paz.

Sabendo que minha mãe insistiria, tirei meu fone da mochila e fui ouvir música, se dirigindo para o banheiro. É lógico que ela ficou brava, bateu várias vezes na porta mas não abri.

Esse inferno era todo os dias, não entendia o porque que faziam isso comigo, quando meu pai chegava então, a situação que estava agravante, só piorava. Vinha direto para meu quarto, verificar se tinha feito as lições de casa e se estava estudando advogacia. A obsseção da minha família, era me formar uma advogada, isso porque tanto meu pai quanto minha mãe, eram advogados renomados da cidade em que moravamos.

Mas meu sonho era outro, não queria vestir um terno e roupas sociais, permanecendo a minha vida inteira em um escritório, cuidando de processos, sonhava alto, ser famosa e ter minha arte como um entretenimento para o mundo. E determinada a isso, todas as noites vestia minhas sapatilhas e se entregava para o som da música que me levava ao paraíso, dançar ballet era o meu maior amor, fazia aulas escondidas de noite com uma professora já aposentada que aceitou me treinar.

Sei que sou louca por arriscar assim, mas meus pais não se importavam comigo a noite, porque ficavam resolvendo diversos processos, então aproveitava esse momento pra me libertar um pouco da cadeia que vivia. Já estava mais de dois anos treinando com a professora e a cada dia tinha um avanço, mas não pense que é fácil, muitos dias fiquei com os pés doendo e as vezes até sangrava, o pior de tudo era ter que segurar o grito quando colocava em um balde de água fria em meu quarto, pois meus pais não podiam saber que estava machucada.

Infelizmente, nem tudo é perfeito pra sempre, chegando em casa por volta das 2 horas da madrugada, meu pai estava na porta de meu quarto, e quando tentei abrir, ele ligou a luz me surpreendendo.

- Posso saber onde a mocinha estava?

O olhar que me deu sabia que não sairia livre dessa, o medo fez eu ficar pálida sem ao menos respirar, principalmente porque se abrisse a mochila, estaria morta.

 

 

 

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