Lívia e os ladrões

"Devo ter cochilado pois quando finalmente abro os olhos há pouca luz e começa a chover. Como poderia chover depois de uma tarde daquelas? E aonde está Gregório?
Um pânico instantâneo me toma. Ele não me deixaria sozinha."

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2. Dois ladrões, um coração

- Eu não sei como deixei um trabalho tão importante para dois incompetentes. Até mesmo eu teria conseguido essa proeza. Vocês, em maior quantidade, não conseguiram! Principalmente você, Maurício, você é um incapaz!

- É verdade, eu também esperava mais. - Desdenhou Clau.

- Cale a boca, seu cretino! Você não ajudou em nada, só me atrapalhou, caindo pelo barranco e me levando junto. - Retrucou Maurício.

- Mas não se esqueça de que eu capturei o servidor que acompanhava a garota. - Respondeu Clau.

- O que não nos serviu de nada, você não o matou e ele nos impediu. O feitiço da eternidade só poderá ser feito com o coração ainda quente! - Houve uma pausa - Mas foi melhor assim, seria muito arriscado fazê-lo durante a noite, a menina estava com medo, o que não é o ideal. E teríamos servidores em nossa porta antes que o feitiço ficasse pronto.

- Mas perdemos nossa oportunidade, sabe-se lá quantos anos serão necessários para termos uma nova princesa. - disse Maurício.

- Mas ela ainda não completou quinze anos. - Lembrou o comparsa.

- E você acha que depois disso deixarão ela sair daquele castelo? - Maurício respondeu, incrédulo.

- Ah, mas ela vai sair, sim!

Uma risada que gelou a espinha dos dois ladrões ecoou pelo recinto.

Num casebre no meio da floresta, uma senhora segurava um cordão valioso, como se fosse o seu verdadeiro troféu.

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