X-Men: A Nova Era

Com a implementação do Programa EQUALITY pelo governo americano, a raça Homo Superior finalmente encontra a paz e igualdade política que tanto desejava. A guerra entre homens e mutantes chega ao fim, possibilitando que instituições de ensino como o Instituto para Jovens Superdotados do Professor Xavier se popularizem ao redor do mundo. É neste contexto que a jovem Sarah Winston, portadora de um curioso poder de detectar mentiras e segundas intenções, se inscreve no Colégio Interno de Jovens Extraordinários Kitty Pryde. E o seu instinto não engana; há uma grande mentira escondida dentro desse suposto período de paz.

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1. PRÓLOGO: A Nova Mutante.

15:42. Colégio Interno de Jovens Extraordinários Kitty Pryde. Londres, Inglaterra. 

 

Para os padrões de um típico inverno inglês, o frio daquela tarde não chegava nem perto da temperatura dos anos anteriores. A brisa era fraca, quase inexistente, o que não condizia nem um pouco com os gritos efusivos e os estalos elétricos que atravessavam as paredes do Colégio Interno de Jovens Extraordinários Kitty Pryde. Apesar de ser localizado em uma calma serra na periferia do território londrino, a barulheira por ali era diária, motivo pelo qual o Colégio Kitty Pryde era conhecido como uma das instituições de ensino para mutantes mais animadas e energéticas do país. 

 

Ainda assim, a pequena loira parada em frente ao prédio parecia assombrada com o que via em sua frente. Aos olhos de Sarah Winston, aquilo não era nada do que esperava. O Colégio Interno era uma construção rústica, com paredes de tijolos avermelhados do tamanho de muralhas que davam a impressão de cobrir o espaço de um estádio de futebol. O teto era em formato de cúpula, emoldurado nos cantos com detalhes barrocos. Os portões dourados davam um charme imperial para o prédio e, neste momento, estavam escancarados para que uma belíssima senhora de cabelos brancos até a cintura pudesse passar. Quando pesquisara na internet sobre o colégio, as fotos que encontrara pareciam bem ordinárias. Mas agora, quando a imagem vista em uma janelinha do navegador se expandira para a realidade... Tudo era grandioso e mágico. 

 

"Seja bem-vinda, minha querida", a senhora de cabelos brancos desceu o pequeno lance de escadas que separava o prédio da passarela dos jardins, "Vejo que os seus pais não quiseram ficar para uma xícara de chá. Os estressantes compromissos da sociedade urbana os impediram de passar alguns minutinhos em nossa etérea comunidade natural?"

 

Sarah engoliu em seco, as bochechas corando em um vermelho escarlate. O que aquela senhora tinha de bela, também tinha de ousada. 

 

"Me desculpe", Sarah disse, com sua vozinha frágil e aguda, "Eles ainda não se acostumaram com a ideia de eu vir para aqui. Preferiam que eu tivesse escolhido um instituto mais próximo de casa."

 

A senhora meneou a cabeça, dando um sorriso de brilho quase incandescente. Seus olhos verde-musgo com veias que saltavam pela pele como raízes marrons também pareciam ter uma luz própria.

"Imagino", a senhora murmurou, com um tom levemente desconfiado, "Bem, teremos tempo de conhecê-los no encontro de pais e alunos mês que vem. Mas agora o que realmente nos importa é conhecer você, Sarah Winston" ela deu uma pausa, calma e resoluta, "Nós somos Eterna Pryde, ou como algum nos chamam, a Fada Verde. Nascemos como uma e logo descobrimos que éramos várias. Se você nos vê como uma mulher, na verdade, nos sentimos e somos muito mais do que isso. A Eterna Pryde que vê a sua frente é apenas uma entre as várias raízes que completam  a Natureza."

 

"Hã... Isso é meio confuso", Sarah disse, esmiuçando seus olhos azulados, "Mas eu acho... que entendi a mensagem." 

 

"Somos... ou sou", ela corrigiu, com uma piscadela brincalhona, "uma Mulher-Planta, que controla e é controlada, move e é movida, comunica e é comunicada pela fauna. Talvez você nos compreenda melhor com uma pequena demonstração."

 

Eterna fechou os olhos e levantou os braços, esticando os seus dedos como se fossem os galhos de uma árvore. De repente, um tremor esbravejou pelos jardins silvestres, um ruído grotesco que parecia se aproximar cada vez mais de Sarah e Eterna. Sarah soltou um grito assustado; nunca fora uma das garotas mais corajosas. Eterna continuou a se concentrar, as veias de seus olhos aumentando até chegarem aos seus lábios finos. Aos poucos, as poucas folhas que ainda sobravam nas árvores dos jardins começaram a se soltar, lançando-se em direção ao prédio e batendo contra o vidro das janelas. 

 

Imediatamente após as folhas caírem na grama, uma série de adolescentes de todos os tipos, tamanhos, gêneros, cores e cheiros começou a sair pelas portas do prédio, formando filas horizontais logo atrás da Fada Verde. Era o mais estranho grupo de jovens que Sarah já vira. Havia um garoto franzino com um cabelo preto esfarelado que tinha pernas enroladas em formato de mola, motivo pelo qual não parava de saltitar. Logo atrás dele, uma ruiva de fulminantes olhos vermelhos parecia brincar com um ratinho em suas mãos, sua fina língua de serpente lambendo delicadamente o topo da cabeça do pequeno animalzinho. Mas um dos principais destaques do grupo era um moreno alto, de queixo quadrado e ombros largos logo na fileira da frente. Os cabelos negros e rebeldes batiam logo abaixo da linha dos ombros, dando-lhe um ar grosseiro, mas ainda assim, magnético.

 

"Se não tivéssemos no inverno, minha apresentação teria sido um pouquinho mais impactante". Eterna disse, ao mesmo tempo que usava o seu poder para devolver cada folha para sua respectiva árvore, "Enfim, quero que conheça os seus colegas de turma, futuros amigos e parceiros de trabalho. Muitas coisas precisam ser decididas ainda sobre qual será o caminho que trilhará como mutante ativo, mas acima disso, a verdade é que todos aqui serão a sua família, independente da sua personalidade e de sua escolha. X-Men, conheçam e saúdem Sarah Winston." 

 

Todos bateram palmas, com exceção da ruiva de aspecto reptiliano. Sarah sentiu o estômago revirar com aquele olhar tão nefasto.

 

"Agora, é melhor que vá conhecer as suas acomodações", Eterna falou, "Víbora, por favor, leve Sarah para o alojamento feminino."

 

Sarah não precisou nem pensar duas vezes pra saber quem atendia por esse nome. 

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