O grande escape (short)

Elise e Rafael estão sentenciados a lutar até a morte para salvar suas famílias, mas o que acontece quando eles tem que lutar um contra o outro?

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1.

A garota girou a espada habilidosamente na não direita, seus cabelos negros caiam encaracolados ao redor do belo rosto e seus olhos negros encaravam os do menino do outro lado da sala.

- Elise, por favor... - pediu o garoto segurando a própria espada com as duas mãos. Ele tirou o capacete revelando os cabelos loiros e olhos azuis.

Elise lançou um olhar furtivo para a esquerda onde o rei a encarava envolto por cavaleiros. Dois dos cavaleiros seguravam uma pequena menina de 9 anos muito parecida com Elise, a garotinha chorava em silêncio ao olhar para a irmã mais velha.

- Rafael Saraiva, 18 anos, sentenciado a lutar até a morte pelo crime de roubo e tentativa de fuga. a vitória concederá, além da própria liberdade condicional, a liberdade dos reféns Alan e Rachel Saraiva de 40 anos. A luta será contra Elise Ferreira, 16 anos, sentenciada a lutar até a morte pelo crime de feitiçaria e tentativa de fuga. A vitória concederá, além da própria liberdade condicional, a liberdade da refém Maria Ferreira de 9 anos. - leu um dos cavaleiros empurrando a pequena garota para frente junto com um casal de cabelos loiros que se abraçavam.

Prisioneiros, eles nunca passariam disso, eles chegaram até a final na seria inútil pensar que chegariam além disso, se ela sobrevivesse sua irmã estaria livre, mas era inútil pensar que depois do ato de rebeldia dos dois o rei os deixaria viver muito mais tempo.

Elise atacou, Rafael se protegeu com a própria espada e tentou afastá-la com o braço mas a garota o conhecia bem demais e desviou aproveitando a posição para acertá-lo na barriga com o cotovelo, o menino se afastou com um grunhido.

- Elise, você não precisa fazer isso, eu não quero te machucar. - disse o menino com cuidado. Ela se recusava a encará-lo, os dois morreriam de um jeito ou de outro, Elise tinha certeza disso, mas Maria ainda tinha uma chance e ela tinha que pensar na irmã.

Seu coração batia mais forte ao ouvir a voz dele, mas ela se recusava a escutar suas palavras, ela o escutará em quanto ele contava histórias aos reféns e aos prisioneiros muito velhos para participar do torneio, ela o escutará quando ele tentava acalma-la assegurando Elise de que ninguém os descobriria é ela o escutará quando ele sugeriu a fuga. E agora os dois se encontravam ali, de volta no campo dos prisioneiros, com a sabedoria de que nenhum deles viveria muito além daquilo, por que diferente das belas histórias de Rafael na vida real, Elise sabia, o amor nem sempre triunfava.

- Eu sinto muito. - foi a resposta de Elise antes de atacar outra vez. Rafael se afastou e acertou o punho da espada no braço da garota, ela se virou rapidamente e lhe fez um corte superficial no rosto. O sangue cegava O menino mas ele não desistiu, puxou Elise para mais perto a fim de distinguir melhor sua espada, a garota o chutou derrubando-o, Rafael limpou rapidamente o sangue do rosto, A menina deixou uma pequena lágrima cair, o garoto sorriu para ela, Elise tinha a espada na não preparada para o ataque quando Maria gritou seu nome, com um movimento rápido a garota se virou e lançou a espada, que voou da mão da menina, acertando seu alvo em um baque surdo.

O corpo do rei caiu no chão do campo de batalha, Elise puxou Rafael do chão, os cavaleiros pareciam perdidos dando tempo para Maria e os pais de Rafael fugirem.

- O rei está morto! Peguem os assassinos! - gritou um dos cavaleiros fazendo todos os outros dispararem atrás deles.

Os fugitivos eram mais rápidos e conheciam o local mas estavam cansados e machucados permitindo que os soldados se aproximassem rapidamente.

- Para o galpão! - gritou Rafael correndo em direção ao local onde os prisioneiros eram mantidos. Maria ficava para trás então Rafael passou sua arma para Elise e carregou a menina no colo.

Elise acertou dois guardas no caminhões continuou correndo. O galpão era, na verdade, uma grande praça com várias saletas onde ficavam os prisioneiros amontoados como animais. Cada porta era mantida presa por uma toda de metal que com ajuda dos pais de Rafael foram abertas libertando as pessoas. Os cavaleiros chegaram, eles usavam as espadas para afastar os prisioneiros mas aquilo não parecia pará-los. Os recém-libertos usavam de unhas e dentes para se aproximarem dos cavaleiros em uma tentativa desesperada de se vingar dos anos de abuso e dor.

O grupo continuou correndo até os estábulos quando Elise vai no chão com um grito, Rafael se vira rapidamente para ver a garota com uma faca fincada no estômago. Sua espada voou a medida que ela fora atingida pelo cavaleiro que agora segurava uma espada pronta para crava-la em seu peito. Rafael pulou em cima do soldado derrubando-o, ele conseguiu pegar a espada do soldado e com um movimento rápido matará-o.

- Você vai ficar bem. - Assegurou Rafael fazendo Elise sorrir com a tentativa de acalma-la. Seus dedos tocaram a bochecha do menino.

- Cuida da Mari. - ela pediu fracamente. Maria chorava ao lado da irmã enquanto a mãe de Rafael a segurava. - Os guardas vão aparecer daqui a pouco você precisa ir! - Ordenou ela respirando com dificuldade. Elise pousou os lábios nos de Rafael apenas por alguns segundos antes de se deixar levar pela escuridão.

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