Last First Kiss

Okay, o que falar da Carol? Provavelmente a pessoa mais complicada e confusa que exista no universo. Sua vida é uma bagunça, não tem nada que ela olhe e diga "isso está certo". Por que obviamente, se não consegue nem botar os pensamentos em ordem, imagina sua vida. Zayn, Liam, Louis , Niall e Harry , são esses seres que dai sentido a vida da garota. Ela faz de tudo por eles, assim como eles a amam como a irmã mais nova...

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AA

28. grávida?

-aí Liam colabora comigo, por favor-pedi depois da vigésima terceira tentativa de tirar sua calça jeans.

-okey- ele ficou de pé e tirou a calça facilmente. E a vontade de bater nele, só aumentou.

-agora, a cueca- ele fez uma careta e tirou.

O empurrei pro chuveiro, mas deixei a água quente, porque estava um frio tremendo lá fora.

Praticamente dei um banho nele, porque ele não estava em condições de passar shampoo. Logo desliguei a água e o enrolei numa toalha, fui secando seu cabelo quando ele me puxou pra um...abraço de bêbado.

-me solta, você está pelado- ele riu e me segurou mais forte- Liam é sério.

Ele me ignorou completamente, e começou a me beijar. Não parei segundo de bater em seu peito e tentar me soltar, mas ele me segurava muito forte.

-Liam!-gritei quando consegui me soltar.

-ue, cade a lari? Eu estava beijando ela- fiquei extremamente aliviada ao ouvir isso, porque na cabeça dele, ele queria beijar a lari e não eu.

-acabou de sair, mas volta amanhã.-ele assentiu e levei ele pro quarto, o vestindo com uma blusa dele que estava na mansão e uma calça de moletom.

Assim que ele se deitou, dei o remédio pra ele tomar, e então ele caiu num sono profundo.

Peguei meu celular e liguei pra lari.

-oi carol, eu queria me desculpar por que eu fui muito- ela começou a falar muito rápido mas eu a interrompi.

-lari, meu amor, não tem que se desculpar, não foi sua culpa, eu que estava com medo dele passar mal. Tenho que parar de ser tão mãe de vocês assim.-ela riu.

-que bom que não está brava. Como ele está?

-dormindo- falei e ela riu.

-passo aí de manhã ta bom?- ela disse parecendo insegura.

-claro, pode vir aqui a hora que quiser.

Observei Liam por um tempo, pra me certificar de que ele estava realmente dormindo, depois fui tomar banho. Senti uma dor de cabeça muito forte, mas não liguei, o único problema foi que Zayn surgiu na minha mente. E foi automático, lágrimas desceram sem parar, minha visão estava totalmente embaçada, me senti tonta e me escorei na parede até o chão. Eu nunca tinha sentido uma dor tão grande, nem fisicamente. Foi então que comecei a lembrar do seu cheiro, dos seus beijos e dos abraços, eu sentia tanta falta. E nada iria trazer ele pra mim, e isso me fazia pesar mais, eu sabia que agora, ele não ia sofrer. Seus últimos dias tinham sido horríveis, eu lembro que estávamos no hospital, em silêncio observando a janela.

"-esse dia está péssimo-ele resmungara De mau humor.

-mas esta nublado, do jeito que você gosta- eu falei e vi ele dar ombros.

-eu vou morrer, qualquer dia é péssimo-eu tinha sentido meu coração pesar, infelizmente ele estava certo.

-mas eu...- tentei falar, mas seu rosto rancoroso me fez calar.

-eu te amo Carol-ele disse com a mesma expressão no rosto- mas eu não quero ver você chorando. Prefiro que me odeie, do que sofra depois"

Quando voltei pro mundo real, Niall estava vestido e todo molhado,me segurando desesperado debaixo do chuveiro.

-Carol-ele falou aliviado quando eu pisquei.-o que aconteceu? Você estava sonhando acordada? Seus olhos estavam abertos, mas você não...me olhava.

-eu estava pensando no Zayn- falei e o abracei, molhando ele ainda mais.

-aí meu deus, a água está fria- ele me puxou e me enrolou numa toalha enorme que estava pendurada ali.- os aquecedores já estão ligados. Vem, vou te vestir e fazer um café quente.

Ele me conhecia tão bem. Me fazia tão bem. Ele colocou uma calcinha qualquer em mim, uma blusa de pijama de moletom e uma calça do conjunto. Me levou praticamente no colo até o sofá grande da sala, colocou três cobertores em volta de mim e logo voltou com duas xicaras de café com marshmellows e leite, se aninhando comigo ali na montoeira de cobertores.

-eu te daria meu coração se eu pudesse.- ele disse depois de terminarmos nossas xícaras.- eu digo, eu arrancaria ele do peito e entregaria na sua mão, porque eu sei que você cuidaria dele muito bem, exatamente como faz agora. Você cuida de mim de um jeito que me faz sentir alegria, por estar vivo ( música do jota quest😎) e eu sei que ele nunca vai ser substituído, mas eu quero ser seu, porque você é minha-eu estava abraçada com ele, seu perfume me trazia uma confiança, que eu só sentia com ele, mesmo de olhos fechados eu o segurava com toda a força que conseguia.

-eu sou sua como o inverno de Londres é frio, e como eu te amo. Não existe nada que mude o meu sentimento, nem se a gente estiver separado eu vou deixar de te amar. Eu não vou conseguir nem que eu queira muito, te esquecer. Porque você me da uma paz que eu não tinha encontrado nem na música.

Ele me deu um selinho e ficamos abraçados até dormirmos.

Lari's pov

Acordei eram seis horas da manhã, eu precisava muito ver Liam, abraçá-lo e dizer como eu o amava. Me arrumei rapidamente e fui até a casa mais desnecessária do mundo, de acordo com a Carol. Abri a porta e um clima quentinho saiu de dentro da casa, tirei o casaco pesado, devido a neve que caia, e as botas. Andei até a sala e vi uma da cenas mais fofas do mundo: Carol e Niall abraçados e dormindo no sofá, e se seguravam de um jeito "não vou te deixar nunca". E me senti muito feliz vendo aquilo, não sei porque, mas senti.

Automaticamente imaginei que Liam estivesse no quarto deles, e ao abri a porta confirmei a hipótese. Ele estava lindo, com as bochechas coradas, deitado com a bunda pra cima e aquela beleza quase infantil dele.

-vai só me olhar? Vem deitar comigo- ele pediu e eu obedeci, sem hesitar.

Me aninhei com ele, sentindo parcialmente seu peso sobre meu corpo. Ele passou o nariz quente pela minha bochecha fria, me dando um arrepio.

-eu achava que você tinha dois rins - ele riu divertidamente me puxando pra mais perto.

-não é nada de mais

- é sim!- protestei- você podia ter ido pro hospital.

Ele riu com a minha preocupação, se deitou sobre mim, mas não jogando todo peso. Começou a me beijar lentamente, passando a mão quente na minha barriga. Provavelmente teríamos avançado, mas Niall gritou nos chamando.

-o que houve?- falei exasperada, quase sem fôlego.

- a Carol ta passando mal-ele disse vendo ela vomitar na privada.

Rapidamente me ajoelhei as seu lado, segurando seu cabelo e passando a mão nas suas costas.

Liam encostou a porta quando fiz um sinal pra que ele fechasse.

-Carol, amiga, faz quanto tempo que tem de sentido mal?- ela se encostou na parede e deu descarga.

-acho que uma, duas semanas- ela pousou a mão na barriga.

-menstruação?- perguntei desconfiada.

-zero. Nada.- eu dei um sorriso de orelha a orelha.

-Carol, acho que você está gravida- ela arregalou os olhos e voltou a vomitar. Mandei uma mensagem pra Liam, mandando ele comprar testes de gravidez de várias marcas.

Logo ouvi ele saído com o carro.

-o que ta acontecendo?- Niall perguntou batendo levemente na porta- Carol está bem?

-sim sim, está tudo certo.

(...)

Quando Liam voltou, peguei a sacolinha da farmácia e entreguei rapidamente pra Carol e fiquei de fora do banheiro. Niall estava impaciente, não havíamos contado nada pra ele, nem que tínhamos comprado os testes.

Depois de alguns minutos ela saiu de lá mais pálida do que nunca e cheirando a pasta de dente.

-4 positivos e 1 negativo- Liam e eu nós entreolhamos e começando a pular é a abraçá-la.

-mas porra. Estão falando do que?- Niall perguntou nervoso.

-A CAROL TA GRÁVIDA.- Liam falou todo contente.

Niall abriu a boca mas não falou nada. Puxei Liam lá pra cima, talvez fosse melhor deixar eles sozinhos.

Narradora pov

Niall não ficou feliz com a notícia. Na verdade, sentiu raiva.

-como assim?- ele perguntou quase gritando- VAI ESTRAGAR TUDO. AGORA VOU TER UMA CRIANÇA PRA CUIDAR. QUE ÓTIMO.

Carol estremeceu, nunca tinha sequer imaginado que ele reagiria desse jeito.

-Niall eu.. Eu não..

-cala a boca- ele falou rude, fazendo ela sentir vontade de chorar.- sai daqui.

Ela não se moveu, estava com medo.

-eu mandei sair- dessa vez ela se virou, usando as últimas forças que tinha e pegou a chave do carro, no balcão.

Andou com dificuldade até o carro, estava se sentindo péssima, feia e não-amada. Saiu da garagem acelerando o máximo que pode, ela queria morrer. Tudo o que ele tinha lhe falado ontem não valeu nada? Porque ele tinha sido tão insensível? Decidiu que não ia sobreviver. O sinal tinha se fechado. Acelerou ainda mais, não parou nenhum segundo, até quando um carro vindo de frente acertou o carro da garota em cheio. Viu uma mistura de asfalto, neve e vidros se quebrando.

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