Bussinesman William Protón Smith

Proton William Smith is a former accountant for a business tycoon and famous sardines when mobsters and have something interesting to propose.

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1. Sardinhas.

Tio Sam tinha agora em mãos um problema que lhe lembrava até demais a sua infância - bons tempos afinal - quando não dava a mínima de quanto era um mais um por mais que tal conhecimento fosse necessário para uma boa média ao fim de do ano escolar. Mas não dava a mínima atenção para tal problema, pois sua mente o dizia que tal não merecia tamanha atenção assim para que houvesse tamanha preocupação a ponto de adentrar em seus pensamentos durante sua chique, e com os mais burgueses, partidas de golfe.

 

Que se dane a crise econômica, isso era um problema dos outros funcionários, os de baixo escalão.

 

Uma tacada e... puf!, sentia-se renovado como se sua idade realmente não passasse dos três dígitos. E realmente não passava, mas muitas pessoas preferem julgar o livro pela capa ao invés de perguntá-lo há quantos anos vive.

 

O fumo o fez mal. Não só aos pulmões, a ponto de ter de encomendar um postiço feito a plástico, mas também a sua pele que já não era mais a mesma de dois ou quatro anos atrás.

 

Contudo era um grande magnata, dentre as empresas alimentísicas, era o cara. A sua, Sardinhas by my, era do ramo dos futos do mar e das criaturas, também do mar. Desde as mais pequenas e molhadas algas até os maiores peixes. Dentre estes, estava as sardinhas, que por um bom tempo vendeu bem, enquanto o povo não descobrira que sardinhas eram um saco. Mas tudo era vendido de forma proporcionalmente grande no mercado, sobretudo não foi o comércio marítimo que o levou às alturas da grana, era rico desde moleque porque seu pai fora um engenheiro do cacete. 

 

Bah, que se dane. Crise econômica era um papo complexo demais para um magnata vagabundo de sua idade. Preferia deixar os jovens contadores estagiarios torrando a cuca e se desesperarem equanto observam o quão maldito é o mundo dos negócios. As ações estavam caindo, e é bom lembrar que nunca foram tão altas assim. Se já estavam num buraco, principalmente, é bom dizer que logo após um tempo o buraco foi aumentando e estava próximo até demais do centro da Terra. Para Tio Sam, isso era besteira.

 

Era um "velho" feio, barbdo e com a maior pinta de americano velho e barbudo. Logo seus subalternos o chamaram de vulgo Tio Sam e a coisa pegou mesmo.

 

Não havia como negar o fato de que seu tabaco era seu melhor amigo. Além, é claro, de seu taco de golfe e seu antigo colega de faculdade de Administração Neon Hamilton - que partiu dessa para melhor depois de uma dia eficaz, eficaz demais.

 

Foi muito bacana para o magnata amigo de entorpecentes e narcóticos ver sua empresa falir instantaneamente. Foi legal enquanto estava drogado. Prosseguiu sendo bem interessante e bacana ao dia inteiro, e acabou tornando-se com o tempo uma recordação hilária. O mais hilário podia ser considerado o surto total entre os funcionários.

 

Ninguém mais comia sardinhas mesmo. Antes cedo do que tarde. Agora partiria para o comércio de loções de barbear que na verdade estimulavam os hormônios fazendo os pêlos faciais retornarem melhor do que nunca.

 

 

Estar em uma fila é a real demonstração a todos que você sofre de um tédio brutal e obtuso enquanto tem um tempo livre do tamanho d euma baleia azul ou de um golfinho. Ou seja, apenas está ocupado na hora do almoço, do banho, do jantar, da hora do lanche e enquanto está cozinhando mariscos do ar em um restaurante absurdamente vazio.

 

Isso também pode significar que vocé é o chef de um restaurantes de frutos do mar e etc. ,as esse não é o saco e cozinhar mariscos do mar não entra nessa questão.

 

Estar em uma fila significa que graças a sua burrice você não é o primeiro e terá de esérar um tempo legal para que possa enfim exibir seu humilde currículo para um careca de terno interessadíssimo em, na verdade, quantas horas larga seu expediente. Esse era o caso de William Protón Smith. 

 

Wiliam conseguiria facilmente encontrar mais à frente da mesa algum antigo colega de trabalho seu e o mendigo da rua de sua casa vestindo um terno lindíssimo. O problema era que mesmo acordando cedo ainda teria muito que esperar para ser entrevistado, e um mendigo de terno desmotivaria mais William. Provavelmente o mendigo meteria uma estória de que era um alcóolico safado que acabou toda sua vida com a bebida e agora queria recomeçar, e o careca entrevistador acreditaria, ou não, isso era questão de misericórdia e bom senso.

 

Ah, esperar em uma fila apenas para ser rejeitado não era a coisa mais empolgante de sua vida. Isso tudo mais o impecável sono o induziram a simplesmente ir à lanchonete ao lado, deixando a fila de lado, e dormir na mesa mais próxima da janela. Pensou em pedir um capuccino mas os seus bolsos estavam realmente vazios, vazios até demais, e as contas de luz refletiriam isso, assim como o olhar malvado de sua mulher quando chegasse à casa sem o emprego. Tanto faz, sua mulher o receberia com seu sorriso malvado mesmo se continuasse naquela fila, tinha uma chance mínima de conseguir o emprego e era mau-perdedor o suficiente para, após ser rejeitado, catar o cartão de crédito da carteira e sair gastando em bebidas. Heineken era a sua preferida.

 

Seria bom mentir para a mulher, dizendo que prosseguiu na fila por todo o tempo, mas isso apenas refletiria a vagabundez de Protón. Nunca foi realmente um vagabundo. Mas se dormir era sinal de vagabundagem, Protón era um vagabundo completo.

 

Dormiu feito um porco até porque refletir sobre sua própria e pacata vida era um grande saco. Tédio era o que não lhe faltava.

 

 

 

 

 

 

 

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