Pelos seus olhos

Nossa maneira de perceber as coisas(percepção), dita como percebemos o mundo ao redor. Porém, a mesma percepção é limitada pela maneira, cujo o indivíduo responde ao que sente.
A historia segue a vida de Lucas, um universitário prestes a ter sua visão do mundo completamente transformada pelas varias pessoas, ideais e percepções ao seu redor.

Então, ainda não decidi a agenda de lançamento dos capítulos, devido ao fato de eu ter que trabalhar na parte da noite, o que é bastante cansativo. Mas, sem estresse os capítulos, serão, eventualmente, postados para vocês. Amo vocês do fundo mais profundo do meu HEARTS2! Obrigado pela compreensão.

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Author's note

Essa ficção, foi criada como um protótipo, ou seja, não tenho nada agendado no que diz respeito ao lançamento de capítulos, portanto esta sujeito a algumas minimas mudanças(mas nada tão grande a ponto de faze-los voltar capítulos atrás, para entender a história.
Desde já, tenha em mente, que este, será um projeto continuo, e que de maneira alguma irei negligencia-lo. Desde já, agradeço à todos os leitores, e desejo-lhes uma boa leitura.
Por ultimo, deixem o seu feedback(Please!), pois me ajuda muito, tanto me motivando, quanto me deixando ciente do que deve ser melhorado.
Lembrem-se, amo vocês, meus leitores.
AA

2. Uma noite difícil (Parte II)

— Me desculpa, Joana, eu falei demais. Vamos. Dessa eu não falo nada. Só te deixo na sua casa, e acaba ali.

Ela nem olhou para trás, somente continuou andando em silencio.

Quer saber, eu não estou nem aí. Se você quer ir andando até sua casa, ou até o chile, faça o que quiser.

— Se você não quer vir, então, estou indo. Se cuida.

Me virei e andei em direção ao carro.

— Com licença. Boa noite.

Já de frente com o frentista, eu estava a um abastecimento de distância para finalmente ir para casa.

— Boa noite. Comum ou aditivada?

— Vinte reais de comum, por favor.

Enquanto o carro era abastecido, eu vi uma vassoura e sabão de limpar para-brisas ao lado da bomba, e decidir dar uma limpada no meu.

‘Mexer com água nesse frio é foda.’

— PERDEU! PERDEU! TODO MUNDO PARADO.

Eu olhei para o lado, assustado, e tudo que eu vi, foi o revólver, que parecia ser do tamanho do meu braço naquele momento, nas mãos de dois caras com máscaras. Pareceu que tudo durou um momento, em uma eternidade, em um loop infinito dentro da minha cabeça.

— CADÊ O DINHEIRO? ANDA, EU QUERO O DINHEIRO!

O maluco apontou a arma pro frentista, que estava abastecendo o carro, paralisado, e pediu para ele entregar o dinheiro. Ao notar a falta de reação do frentista, não demorou muito para a coisa ficar feia. O assaltante, era magro e tinha a tatuagem, de um palhaço ensanguentado e de um homem com a cabeça de pombo com um estilete na mão, ao decorrer do braço dele. Ele estava muito agitado e tremendo. Talvez fosse o frio daquela gélida madrugada, afinal o cara estava com uma camisa regata.

— ANDA LOGO, PORRA! ME DÁ ESSA MERDA!

O cara tatuado, impaciente, ficou violento e acertou o frentista com a arma dando uma coronhada em sua cabeça, que começou a sangrar.

— VOCÊ AÍ! SOLTA ESSA MERDA E AJOELHA! E SEM GRACINHA, SE QUISER SAIR DAQUI SEM FURO NOVO NA CAMISA.

Enquanto o cara tatuado rendia o frentista, o parceiro dele me fez ajoelhar e foi terminar de encher o tanque do carro.

Minha mente estava em branco. Eu sabia que eu estava muito ferrado, eu estava do outro lado da cidade às 3 da manhã, estava sendo assaltado às 3 da manhã, eu nem ao menos sabia se sairia vivo daquela, mas, ainda assim, não conseguia formular uma linha de raciocínio que pudesse me tirar daquela situação, ou que pudesse pelo menos melhorá-la um pouco.

Eu vi o frentista ali no chão, ensanguentado e atordoado. E, vi o assaltante nervoso e irritado, gritando. Eu olhava aquela cena em câmera lenta, como um pressagio do inevitável. Bem distante já era possível ouvir o barulho de uma sirene, e então, eu ouvi o outro cara falar com o parceiro dele:

— MERDA! PEGA O DINHEIRO E ENTRA NO CARRO LOGO. Os caras’tão vindo, CARALHO!

O cara tatuado ficou ainda mais agitado, e depois de ouvir dois tiros eu já não conseguia ouvir mais nada. Mesmo quando o outro ladrão saiu do carro – ele parecia estar desesperado, e discutindo com o parceiro, mas, ainda assim, minha mente estava em branco. Os dois, então, pegaram o dinheiro do frentista, estirado no chão, correram para o carro e foram embora, sem nem olhar pra mim.

— ...as! ...cAS! LUCAS!

— HUH! — Respondi, surpreso.

Pouco a pouco, pude ouvir a voz da Joana, quem eu pensava já estar longe nesse momento, me chamando. Respondi enquanto olhava em direção à origem da voz, e a vi correndo em minha direção já a uns 10 metros de distância de mim.

— Você está bem? Tá ferido em algum lugar?

— ANH? AH, não. Estou bem, eu acho.

— Fica tranquilo, eu chamei a polícia. Eles já estão perto.

Sim! O frentista! O homem que trabalha aqui foi baleado chama a ambulância, ele pode estar vivo ainda. Chama a ambulância, rápido.

Eu lembrei do homem baleado, naquele momento. “Podia ter sido eu!” eu pensei.

A polícia chegou primeiro, com dois carros e quatro policiais. E, ao vê-lo ensanguentado no chão, baleado, foram, de imediato, prestar primeiros socorros ao frentista, até que a ambulância chegasse.

Excluindo o que estava com o frentista, os outros três policiais vieram falar comigo e com a Joana.

Boa noite. Nós recebemos a notificação, de que um assalto a mão armada estaria em andamento aqui, 10 minutos atrás. Os dois estavam no local durante o ocorrido?

A resposta para a questão do policial veio da Joana.

Correto. Fui eu quem fez a denúncia. Mas, eu não estava envolvida diretamente no assalto. Eu estava do outro lado da rua, quando ouvi anunciarem o assalto. Me escondi, e então, liguei pra vocês.

Confere. A senhora poderia me acompanhar para pegarmos o seu depoimento, por favor?

Certo. Lucas, eles levaram o carro, né? Me espere aqui, eu já volto, ok?

Ela acompanhou o policial até a viatura, onde eles começaram a conversar, era muito longe para distinguir exatamente o que, mas parecia que ela realmente tinha presenciado tudo com bastante atenção, pela maneira que eu, vagamente, ouvia ela descrever a situação.

Eu fiquei impressionado. Como ela conseguiu ficar tao calma em uma situação como aquela, eu me pergunto.

Enquanto eu a olhava, o policial ao meu lado me perguntou.

A moça ali disse que eles levaram seu carro, você pode descrevê-lo pra mim, por favor? A placa, cor, modelo, qualquer coisa, que possa lembrar.

O carro não era meu. Um amigo me emprestou, pra que eu pudesse chegar em casa.

Você pode entrar em contato com esse amigo- qual o nome dele?

Henrique. Ele estava bastante alterado quando fui embora, então, é provável, que ele não acorde por agora.

É mesmo o henrique vai ficar puto quando souber que roubaram o carro dele.

Merda! Por que tiveram que roubar essa porra, logo na minha mão? E agora? Como eu resolvo essa merda? Eu estou muito ferrado.

Entendo, mesmo assim, você poderia tentar entrar em contato com ele?

Ok. eu-

Meu celular tinha ficado dentro do carro.

MERDA! — Eu disse, em um tom de voz bem alto, porém, não gritando ainda. Ali, naquele momento, eu estrava com raiva, frustrado, contrangido e humilhado. Sem um pingo de dignidade eu xinguei, tudo que pude, fora.

CARALHO. ESSA MERDA… FILHA DA PUTA, SÓ PRA ME FUDER, CARALHO!

Senhor, tenha calma, por favor. Fique tranquilo já estamos fazendo uma ronda por perto, procurando qualquer atividade suspeita. E, com a descrição do carro, as coisas podem ser mais eficientes ainda.

Talvez, o policial tinha percebido que meu celular tinha sido roubado também, e por isso não insistiu em contatar o Henrique.

Ok. — eu disse — O carro é um uno 2014, verde, com um adesivo escrito “espera eu amadurecer” abaixo do vidro traseiro, no canto esquerdo.

Certo. Obrigado. Eu vou acionar as patrulhas sobre a descrição do veículo. Quando você conseguir falar com seu amigo, peça a ele para comparecer à delegacia para efetuar o B.O.*

Logo depois, Charles, o policial, me disse, que assim que os paramédicos checassem o meu estado, se não houvesse com o que se preocupar com relação a minha saúde, eu estaria liberado. E, assim sucedeu.

Joana, estava próxima à viatura me esperando. O relógio batia quase quatro horas da manhã, e eu não estava nem perto de casa ainda.

Tem alguém que você possa chamar, a essa hora, pra te levar em casa?

Não.

Então, o que planeja fazer?

Não sei.

Vai dormir na rua hoje, então?

Talvez.

Eu não tinha ideia do que fazer, como me tirar daquela situação. No entanto, eu não estava pensando naquilo de qualquer maneira. Havia algo diferente, que estava me deixando confuso.

Lá em casa tem um-

Por que está me ajudando? O que quer de mim?

A pouco tempo atrás ela se recusava a se sentar do meu lado por alguns minutos, do caminho do posto até a sua casa, mesmo sendo extremamente perigoso andar sozinha no breu da madrugada.

Você, realmente, só consegue ver as coisas dessa maneira? Ao invés, de fazer essas perguntas idiotas, você já perguntou, a si mesmo, o porquê de você associar tudo o que faço a algo predefinido. Até agora, toda ação positiva minha, direcionada a você, na sua cabeça, indicou um traço aparente de interesse meu seja em você, ou em algo que parta de você.

Ela continuou:

Agora, eu já estendi minha mão. Cabe somente a você decidir se aceita a ajuda, ou não. Não me importo com a resposta. Me segue, se quiser vir.

No fim, eu a segui em silêncio até chegarmos em sua casa, um complexo de apartamentos simples, dois quilômetros depois. Quando chegamos já eram quatro e meia. Foi uma viajem fria, silenciosa e cansativa.

Dos 5 andares, ela morava no terceiro. Então, após seis lances de escada, nós chegamos lá.

Até, que enfim.’

Você fica no sofá. É só puxar a parte de baixo, caso queira mais espaço pra deitar. Vou pegar uma coberta e o travesseiro pra você, e não, isso não significa que eu interessada em você, é só uma coberta.

Ela disse com um sorriso sarcástico no rosto, e então, entrou em um dos dois quartos, para buscá-los para mim.

Eu sabia, que haveria um preço a se pagar, por dormir aqui hoje. Parece que ela vai me encher o saco agora que eu estou aqui. Só quero, que a manhã chegue rápido – pensei.

O Ap. dela, era razoavelmente espaçoso com quatro cômodos mais o banheiro. A sala dava acesso a todos os outros cômodos, excluindo a área de serviço, que ficava por trás da cozinha. O piso era de madeira envernizada, e as paredes e teto brancos.

Não mexa em nada. Nem faça barulho, minha amiga está dormindo no quarto em frente ao meu. Se você acordá-la, ela mesma, é quem vai te expulsar.

Não se preocupe, quando vocês acordarem eu provavelmente já vou ter ido trabalhar, quem me mantém, sou eu mesmo afinal.

Você é mesmo um idiota, não é? Mas, ok. Se você está dizendo. Vou dormir, boa noite.

Eu sou o idiota?’

Você é um pouco doida, mas, obrigado por me deixar ficar. Boa noite.

Eu pude ouvi-la trancar a porta, nada sutilmente, e checar se a porta estava realmente trancada.

Era o fim de uma longa – quase interminável – noite. Tudo que eu desejava era dormir naquele momento. Então, não pensei em mais nada. Apenas me aconcheguei naquele sofá, como se fosse os braços dos meus pais. E fechei os meus olhos.

Mais tarde, acordei com o barulho de coisas batendo umas nas outras.

Ainda deitado, olhei ao redor, em busca da origem do barulho, sem sucesso.

Que barulho é esse? — Perguntei com uma voz de sono.

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