Pelos seus olhos

Nossa maneira de perceber as coisas(percepção), dita como percebemos o mundo ao redor. Porém, a mesma percepção é limitada pela maneira, cujo o indivíduo responde ao que sente.
A historia segue a vida de Lucas, um universitário prestes a ter sua visão do mundo completamente transformada pelas varias pessoas, ideais e percepções ao seu redor.

Então, ainda não decidi a agenda de lançamento dos capítulos, devido ao fato de eu ter que trabalhar na parte da noite, o que é bastante cansativo. Mas, sem estresse os capítulos, serão, eventualmente, postados para vocês. Amo vocês do fundo mais profundo do meu HEARTS2! Obrigado pela compreensão.

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Author's note

Essa ficção, foi criada como um protótipo, ou seja, não tenho nada agendado no que diz respeito ao lançamento de capítulos, portanto esta sujeito a algumas minimas mudanças(mas nada tão grande a ponto de faze-los voltar capítulos atrás, para entender a história.
Desde já, tenha em mente, que este, será um projeto continuo, e que de maneira alguma irei negligencia-lo. Desde já, agradeço à todos os leitores, e desejo-lhes uma boa leitura.
Por ultimo, deixem o seu feedback(Please!), pois me ajuda muito, tanto me motivando, quanto me deixando ciente do que deve ser melhorado.
Lembrem-se, amo vocês, meus leitores.
AA

1. Uma noite difícil (Parte I)

— O pessoal tá pensando em ir no Havaianos hoje. Tá afim de ir?

— Quem vai?

— Todos da nossa turma de latim e alguns da Química, que eu não conheço.

— Vou precisar de carona.

— Sem problema. Eu te levo.

(SUSPIRO) Esse mês eu vou passar apertado de novo.

Talvez, eu devesse simplesmente sair da faculdade, minhas notas não estão nem perto de onde deveriam, e ainda assim eu não encontro um pingo de motivação pra estudar.

E depois, fazer o que?

Passar o tempo em festas, bebendo e no facebook? Me poupe...

—HAH(SUSPIRO).

— Vamos! A galera já tá esperando a gente lá.

Quando eu sai da aula, o Henrique já estava me esperando na porta, apressado.

— Sabe, o bar não vai sair do lugar, nem a cerveja vai acabar antes da gente chegar lá.

Acho que ele nem me ouviu.

— É melhor passar em um posto antes. O bar fica longe pra caralho lá de casa.

Eu disse.

— Fica de boa, cara. Na volta a gente abastece, tranquilo?

— Mano, você tá parecendo uma criança na fila do doce. Vai com calma.

— Você quer ir no porta-malas? Qual é cara você quase não sai, só quer ficar fumando de barriga pra cima na sua casa o dia todo. Se anima véio.

— Ok. Ok. Não digo mais nada. Bora pra essa porra.

Umas 30 pessoas já estavam lá quando a gente chegou.

Eles estavam muito concentrados em suas bebidas, amores, amigos e líbidos para notar a nossa chegada.

Então puxamos duas cadeiras e nos sentamos ao lado de quem eramos mais próximos no grupo.

— E aí, gente. Até que enfim vocês chegaram.

Thiago foi a pessoa mais “próxima” ao lado de quem a gente se sentou, ele era um cara gente boa, e muito sociável. Todo mundo o conhecia.

— Pois é, cara. Nosso amigo mais nerd aqui, gosta de aproveitar até o ultimo segundo da professora Elisa, então não tive escolha, senão esperar. Afinal, quem sou eu, para atrapalhar a alegria alheia?

— hahahahaha. Justificável. Brener, se você nunca fizer nada a respeito da Elisa, nada vai acontecer, de fato. Acho até, que ela te daria uma chance se você realmente tentasse. Na real.

— Vocês estão viajando demais. Eu não tenho interesse na Elisa. Vocês que não conseguem assistir uma aula inteira de professor algum.

— Que blasfêmia! Que fique claro, sou um aluno exemplar.

O que eu sei é: se eu estou ferrado, o Henrique está em dobro.

Quando eu olhei no relógio, minha visão já estava pra lá de embaçada. Os ponteiros dos três relógios que vi, apontavam quase duas da madrugada.

E já que minha carteira estava vazia também, era hora de ir embora.

— Henrique, vamo pra casa, já são duas da manhã.

— Já, irmão?...

Ele pensou um pouco deu uma olhada para a garota com quem ele estava conversando e continuou:

— Pode pegar o carro eu vô com a Jessica, ela me dá uma carona né, Jessica?

Ela sorriu e disse:

— Claro! Qualquer coisa você dorme lá em casa. É perto daqui.

— Você ouviu a moça. Pode ir, irmão. E manda uma mensagem quando chegar em casa, pra eu ter certeza que você chegou bem.

Eu me despedi de todos e fui em direção ao carro, estacionado não muito longe.

— Lucas! Espera!

Eu me virei e vi que era a Joana do curso de Química, que também estava no bar.

— Joana, certo?

— Sim! Joana. Acontece, que minhas amigas já estão todas acompanhadas, e eu perdi minha carona – a que esta com seu amigo – daí, ela me disse que você estava indo agora, e que talvez pudesse me levar. Você pode me dar uma carona, ate perto da minha casa, por favor?

É, segurar vela bebado às duas da manhã é foda.

— Onde você mora?

— Perto do centro, no setor oeste. Você passa por ali no seu caminho?

Puta merda! É caminho contrário do meu. Aquele filha da puta! Talvez não tenha gasolina o suficiente, e posto… a essa hora?!.

— Não. Mas, eu te deixo la perto sem problemas. Entra aí.

Era só dizer não. Mas, afinal, o que faz o ser humano é a empatia.

— Antes de te deixar, preciso passar em um posto pra abastecer. Você conhece algum posto aberto essa hora?

— Conheço um que fica no caminho de casa. Pode ser?

— OK!

Beleza, agora, eu também não fico na mão.

‘Observando bem, ela se destaca bastante, levando em conta a altura, beleza e estilo ela com certeza… tem namorado’ - pensei.

De fato ela era excepcional, os olhos dela eram castanhos e puxados como as de uma índia, e pele morena característica de um país tropical. As longas tranças dela estavam soltas, mas, mesmo escondido por trás daquele emaranhado, seu lindo pescoço ainda estava visível, verdadeiramente, como um “pedaço” de mal-caminho.

—HAH(SUSPIRO)

— O que foi? Em alguns lugares do mundo dizem que a gente suspira a nossa felicidade embora. — ela olhou pra mim e perguntou.

— Oh! Nada. Então você tá em qual período mesmo? Eu não estava em mim durante a festa.

— Terceiro da graduação. E você? Quase não falou nada antes.

— O segundo. Na verdade acredito, que essa vai continuar sendo minha resposta, semestre que vem. — Respondi.

— Não deve estar tão ruim assim. A gente ainda está no meio do semestre.

— Otimismo, também é um tipo de vocação. Sou mais realista que isso.

— Hmm.

Ela me deu um olhar que eu não consegui decifrar, e parou de falar.

— AH! É mesmo! Você pode abrir o porta-luvas pra mim e ver se tem uma carteira ai dentro?

Ela abriu, e falou.

— Hm. Não tem nada aqui. Só alguns cigarros e um isqueiro.

— Droga, esqueci de pegar o dinheiro com o Henrique. Vamos dar meia-volta, pra— ela me cortou no meio da frase.

— Não precisa, pode deixar que eu pago. Considere como o valor da carona. Além disso, a gente já está bem longe, mesmo que a gente volte agora, eles provavelmente já foram embora.

— Entendo. Ok. Mas, ainda assim não vou cobrar pela carona. Qualquer dia desses eu te pago um almoço, e aí estamos quites.

Ela me encarou por alguns segundos e falou.

— Não precisa.

Curta e grossa.

— Então que tal— Ela me cortou novamente.

— Você está dando em cima de mim? Antes que você me entenda errado, eu não tenho a menor intenção de ficar com você.

Ela me deixou paralisado. Ela achou que eu estava dando em cima dela? Convencida? Não, espera. ‘...eu te pago um almoço.’ Ah!

— Eu também, não tenho interesse algum em você. Não seja convencida o que eu disse foi que eu te pago um almoço, não que eu almoçaria com você.

— Sei. Nada mal pra um menino de letras brincar com o sentido de uma frase assim.

— Você é doida.

Definitivamente, uma garota problema.

Depois de alguns incômodos minutos de silêncio, dentro de um carro, chegamos ao posto de gasolina.

Não pude deixar de exalar o ar preso nos meus pulmões, em sinal de alívio.

E enquanto eu procurava a bomba de gasolina finalmente o pude quebrar o silencio.

— Quanto você vai colocar?

— Por que? Agora é só você que tem boca pra responder quando o frentista perguntar?

— É sério, isso? De verdade não sei como você ainda tem amigos com essa sua atitude arrogante e sem educação, no meu caso eu já teria te abandonado pra nunca mais ter o desgosto de ouvir sua voz.

Terminando de falar aquilo, ali, por um ínfime momento, juro que vi os olhos dela lacrimejando, e me arrependi no mesmo momento de ter dito o que disse.

Droga eu fui longe demais tenho que me desculpar.

— Me desc— ela me interrompeu novamente.

— Cala a porra da boca. Você nem ao menos me conhece, quem é você pra opinar sobre a minha atitude. E sobre todos ao meu re- ah merda, quer saber foda-se, eu vou a pé. Aqui, a grana da gasolina.

Ela disse e então saiu do carro sem nem ao menos esperar minha resposta ou olhar pra mim.

— Não- ei. Espera.

Eu disse, então sai do carro e continuei.

— Você vai andando a essa hora? Sozinha?

Fui atrás dela, pra ver se eu conseguia convencê-la. Minha consciência pesava. Eu não deveria ter dito aquilo. E ela ainda deixou o dinheiro da gasolina. Eu não podia deixar por isso mesmo.

— Entra logo. Eu te levo.

Eu a segurei o braço dela, para faze-la parar por um momento, e então, ela me olhou com um olhar tão feroz e violento que parecia que eu tinha virado seu pior inimigo.

— Me solta – ela disse.

Então, eu a soltei e ela continuou andando.

— Joana, espera! Sua casa ainda fica muito longe não é?

Continuei tentando persuadi-la mas dessa vez não a toquei.

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