Mina Loka(volume 1)

Maria e Isabela sempre compartilham todos seus problemas, principalmente as decepções amorosas que colecionam a cada ano que passa. Após ambas serem iludidas por seus atuais namorados e levarem um pé na bunda dos galãs, Maria e Isabela se unem para construir um exército de garotas iludidas com um único objetivo, se vingar de seus ex-namorados.
Uma vingança divertida e ao mesmo tempo diabólica de lindas garotas que já foram sensíveis.
esse volume começa com a vingança de Rosa

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Author's note

uma ficção criativa para todas as garotas se divertirem um pouco lendo e esquecer esses caras que não sabem valorizá-las
AA

7. Crime e fúria


- Você está bem?

- Ótima, não precisava me ajudar. - se afastei dele, sentando em um banco.

- Lógico que era preciso... você não pode ficar se arriscando assim.

- Eu estou com pressa, me deixa ir por favor.

A todo momento, virava meu rosto para não correr o risco de olhar para Denis.

- Será que poderíamos marcar pra sair?

- Como é?

- Estou muito triste, preciso de sua companhia.

Há coisas na vida que não merecem respostas e nem perguntas, o melhor a fazer é virar as costas e deixar a pessoa sozinha. E foi isso que fiz, Denis ficou sozinho, me olhando feito um idiota.

- Eu não vou desistir de nós! - gritou, subindo no banco.

Era muita ironia da parte dele, me largou por causa de uma piriguete e agora, quer reconstruir uma história que já foi destruída, só se eu fosse uma idiota mesmo. É bem típico deles, terminar o namoro e depois que levam um pé na bunda, se arrependem e tentam voltar para fazer a mesma coisa.

Os conselhos de Isabela estavam dando certo, Denis continuava a se rastejar em meus pés. Conseguiu arrumar uma maneira de poder me atazanar, e essa maneira foi ir na casa de meus pais, onde ficou plantado do lado de fora me esperando sair, a poder de um buquê de rosas.

- O que você quer homem?

- Ficar com você.

- Para de dizer besteira, você me magoou por causa de uma outra pessoa, nem ao menos ligou para os meus sentimentos.

- Eu errei, mas me arrependi.

- De verdade?

- Sim, eu ainda lhe amo. - segurou meus braços.

- Se ama, me deixa andar no seu carro, aquele verde que seu pai lhe deu.

- Aaah meu bem, você sabe que o Dodge  Charger é uma máquina rara que representa muito para minha família. Eu não posso sair assim com ele.

- Por favor, será que não me ama? - fiz cara de ursinho de pelúcia.

Denis pensou por alguns segundos e então aceitou. Me levou até sua nova casa, que ficava em um bairro de luxo. Apesar de estar morando sozinho, conseguia ganhar sustento pela venda de drogas e outros crimes que cometia.

Ainda preocupado, pediu pra que eu entrasse no carro, mas fui inteligente e lhe pedi um copo de suco.

- Eu compro no caminho meu bem.

- Custa você ir buscar pra mim?

- Estou indo. - saiu bufando de volta para sua casa.

Aproveitei o tempo para acariciar o carro dele que era raro e muito valioso não só para a família, mas também no mercado de automóveis. A melhor maneira de fazer carinho no carro de um ex, é com uma picareta. Se equilibrei no capô e aguardei Denis voltar. Quando ele me viu, saiu correndo e jogou o copo sobre o gramado de seu jardim.

- O que é isso Rosa... endoidou?

-  Eu era doida enquanto estava com você, não era assim que você me chamava?!

- Não era por maldade.

- Nada que você fez foi por maldade não é mesmo?! - enquanto falava, dei o primeiro golpe de picareta no carro dele, primeiro acertei o vidro da frente.

- Não!!!! Você está louca?! Desce daí!

- Não foi você que disse que não tínhamos nada a ver, e que precisava pensar um pouco? Mas você mentiu! - dei outro golpe, desta vez no teto do carro.

- Para com isso por favor. - disse ele tentando se aproximar do carro.

- Esqueceu de tudo que vivemos para ficar com uma piriguete... você me fez entrar nas drogas dizendo ser um alívio, sendo que você nunca usou!

Dava tantos golpes no carro dele que já havia quebrado todos os vidros e amassado o capô. Denis não acreditava no que estava vendo, e desesperado se sentou na calçada, com as mãos na cabeça.

- Vocês homens se acham incríveis... tentam nos impressionar com carros, luxo e esquecem que o principal para um relacionamento é o amor, uma riqueza que não possuem... do mesmo modo que está chorando pelo seu carro, eu chorei naquela tarde em que me disse que não queria mais nada comigo.

- Você não entende nada, não sou obrigado a te amar.

- Não seja ridículo! Eu não quero mais o seu amor, não estou reclamando de ter terminado comigo... apenas julgo a falsidade e as mentiras que me falava todos os dias. Aprenda a amar uma pessoa com o coração, e não dizendo que me ama.

Denis continuava sentado, chorando feito um idiota e após terminar de destruir seu carro, desci do capô, limpando meu vestido com as mãos.

- Eu não ligo pra isso, tenho muito dinheiro... não sou igual a você.

Se não ligasse, não estaria chorando feito um idiota. O deixei sozinho e voltei para casa, com um sabor de satisfação que me deixou pulando de felicidade. Ao entrar em casa, um silêncio raro tomou conta de meus ouvidos, então comecei a estranhar, porque sempre que chegava minha estava ouvindo música e na maioria das vezes o homem que se diz meu pai, estava a agredindo.

- Mãe? 

Apesar de chamar, não recebi nenhuma resposta, até que ao subir em seu quarto, senti um cheiro forte, então abri a porta desesperada, mas não encontrei nada além de uma bagunça irreconhecível, quando pensei em voltar para a cozinha, tropecei em algo mole, e ao olhar, reconheci que se tratava da mão de minha mãe. Então olhei debaixo da cama e comecei a chorar e gritar, pois o corpo de minha mãe se encontrava ali, coberto de sangue.

TODOS OS DIREITOS AUTORIAIS DA HISTÓRIA, RESERVADOS AO AUTOR STEFEN HERMENEGILDO

 

 

 

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