Mina Loka(volume 1)

Maria e Isabela sempre compartilham todos seus problemas, principalmente as decepções amorosas que colecionam a cada ano que passa. Após ambas serem iludidas por seus atuais namorados e levarem um pé na bunda dos galãs, Maria e Isabela se unem para construir um exército de garotas iludidas com um único objetivo, se vingar de seus ex-namorados.
Uma vingança divertida e ao mesmo tempo diabólica de lindas garotas que já foram sensíveis.
esse volume começa com a vingança de Rosa

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Author's note

uma ficção criativa para todas as garotas se divertirem um pouco lendo e esquecer esses caras que não sabem valorizá-las
AA

5. Covarde!

Não teve tempo pra se explicar, até porque não tinha explicação. Seu pai arrumou suas coisas e jogou lá fora, o expulsando de casa, enquanto que sua mãe chorava, desesperada.

Persegui Denis e sentei em cima do carro de seu pai, o encarando.

- Está feliz Rosa?

- Sim. Mas relaxe que é só o começo.

- Não tente mais entrar em meu caminho Rosa, estou falando isso pelo seu bem. - me ameaçou, pegando as malas do chão.

Sorri, ironizando o comportamento dele, mas ao mesmo tempo estava preocupada com o que aconteceria depois que Denis saísse de casa. Com certeza se envolveria com coisas erradas e apesar de querer seu mau, senti pena.

Voltei para minha casa pra tentar colocar as ideias em ordem, mas não foi possível. Logo ao chegar, meus pais já se encontravam brigando, não aguentava mais aquelas discussões desnecessárias que surgiam sempre por causa do machismo de meu pai.

O pior de tudo não era só a discussão, meu pai era covarde, e sem escrúpulos agredia minha mãe como se tivesse batendo em um homem. Não aguentando mais ver aquela cena horrível de espancamento, lancei um copo em seu rosto, o machucando.

- Filha, não! - gritou minha mãe.

- Você é louca menina, perdeu a noção do perigo? - disse ele, vindo em minha direção como um demônio.

- Estou cansada de ver minha mãe apanhar, você é um covarde! Eu vou te denunciar seu desgraçado!

Sem chances de me defender, levei um soco no rosto que me fez cair no chão com a boca sangrando.

Chorava no chão de dor e tristeza, não estava mais aguentando aquele inferno, ver minha mãe apanhar todos os dias não era fácil. Queria poder fugir com ela, fazer algo para mudar essa situação mas não encontrava os caminhos para isso.

- Vocês tem que entender que eu sou o homem desta casa! Eu mando nessa merda! - gritou, jogando no chão, a comida que minha mãe tinha feito.

Após o desgraçado sair para o trabalho, minha mãe se levantou com um pouco de dificuldade, pois ele havia chutado sua perna e se dirigiu até a mim, me abraçando. Não conseguia olhar para o rosto dela, estava todo machucado, seus olhos roxos e seu nariz já se encontrava irreconhecível de tanta pancada que levava. Logo, ele conseguiria ocultar a beleza de minha mãe através de suas porradas.

- Obrigado por ter me protegido filha.

- Mãe, vamos sair desse inferno, por favor.

- Seu pai precisa da gente filha.

- Não mãe, precisamos sair daqui antes que ele nos mate. Vamos embora daqui, por favor.

Minha mãe se manteve em silêncio, ela tinha medo de sair de casa por causa das ameaças que ele fazia. Tinha medo de me pôr em risco também, mas pra mim o risco maior seria continuar vivendo ali. Era difícil conviver com esse medo, rezava pra que meu pai não voltasse para casa tão cedo e que chegasse mais calmo para não descontar seus problemas em minha mãe, mas pra piorar, ele era alcoólatra, um fator a mais para aumentar o nosso medo.

 

Nota do autor: Todos os direitos autoriais reservados ao autor Stefen Hermenegildo

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