Mina Loka(volume 1)

Maria e Isabela sempre compartilham todos seus problemas, principalmente as decepções amorosas que colecionam a cada ano que passa. Após ambas serem iludidas por seus atuais namorados e levarem um pé na bunda dos galãs, Maria e Isabela se unem para construir um exército de garotas iludidas com um único objetivo, se vingar de seus ex-namorados.
Uma vingança divertida e ao mesmo tempo diabólica de lindas garotas que já foram sensíveis.
esse volume começa com a vingança de Rosa

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Author's note

uma ficção criativa para todas as garotas se divertirem um pouco lendo e esquecer esses caras que não sabem valorizá-las
AA

1. Coração quebrado


Já estava próximo do meio dia, e o tédio que a escola me fornecia gratuitamente ao longo do dia, se dissolvia aos poucos. Faltavam só 20 minutos para sair desse inferno e entrar de férias, a minha tão esperada férias. Maria era minha melhor amiga e apesar de ser linda, não era muito popular na escola, diferente de mim que parecia até uma artista.

Com um de seus fones no ouvido, ela se aproximou de mim que se encontrava encostada na porta, de pé, só esperando o bendito alarme tocar.

- Qual a sensação de saber que daqui alguns minutos estará viajando com seu namorado para Angra dos Reis?

- Nem sei explicar amiga. E Bob, não te ligou mais?

- Não, talvez ele esteja ocupado. - disse, se encostando na porta.

- Maria, olha lá hein, não vá deixar esse garoto te iludir.

- Ah, lá vem você de novo com isso.

- Santo ele não é, já está há três dias sem mandar uma mensagem pra você, e pelo que sei, não levou nenhum tiro porque notícia ruim chega mais rápido do que dívida.

- Não bote grilos em minha cabeça não. Aff! - reclamou, indo para o fundo da sala.

Maria era muito inocente, se fosse eu, já teria ido na casa dele e feito um escândalo, mas ela sempre teve esse jeito calmo que muitos garotos se aproveitam disso.

O alarme, enfim tocou, e eu sai correndo feito uma desesperada, esbarrando em um monte de gente, principalmente nas invejosas que ficaram me xingando. Atravessei a rua da escola que não era muito movimentada, na realidade nem passavam carros ali, e se joguei nos braços de Luiz que estava lindo com seu macacão de motoboy, sentado em sua moto. Toda vez que saia da escola, ele estava a minha espera, sempre me levava para dar uma volta em sua moto, mas dessa vez estava mais feliz, porque sabia que dali, partiríamos para Angra dos Reis, onde ficaríamos juntinhos um mês inteiro. Seu rosto de bebê, e seu topete com luzes, me deixava louca e logo tratei de beijá-lo, mas estranhamente, ele se afastou.

- O que foi? Não quer meu beijo?

- Eu não quero namorar mais com você.

- Como assim? - perguntei assustada.

- Não quero mais, eu sou jovem, quero aproveitar um pouco a vida e também minha mãe vai se mudar pro Rio de Janeiro, então vou junto com ela.

- Mas eu poderia ir junto...

- Lógico que não! - me interrompeu - seus pais nunca deixariam você se mudar pro Rio.

- Amor, então a gente poderia ficar se falando pelo celular, aí quando desse, você vinha me visitar. Juro que esperaria.

- Não Isabela, eu não quero que passe por esse sacrifício.

- Que sacrifício? Não é nenhum sacrifício... não estou te entendendo amor.

Luiz me segurou em meus braços, e começou a me chacoalhar grosseiramente.

- Eu não quero você! Me entendeu? Acabou Isabela, acabou!!

- Você está me machucando. - reclamei, enquanto me chacoalhava.

- Só assim, pra você me entender garota! - gritou, me empurrando no chão.

Furioso, Luiz montou em sua moto e saiu pela calçada mesmo, sem nem ligar para o meu estado. Sua agressão verbal e física me deixou no chão, chorando feito uma idiota. Esmurrava o chão e gritava feito uma louca, estava com muita raiva de mim mesma, mas pra minha sorte, Maria apareceu do nada e me abraçou, se sentando ao meu lado.

- Aonde você estava Maria? - perguntei, soluçando de tanto chorar.

- Bob me ligou e disse que não queria mais nada comigo, aí fiquei dentro do banheiro chorando, e só agora consegui parar.

- Sinto muito amiga, estou sofrendo a mesma coisa, o covarde do Luiz terminou comigo, e ainda me agrediu... meu braço está doendo Maria, meu coração está pior ainda.

- Deita aqui, minha baixinha. - ofereceu seu colo, para deitar minha cabeça.

- Qual foi meu erro Maria? O que eu fiz de mal?

- O nosso erro é acreditar neles meu amor, se doamos demais a eles, e sempre escolhemos os caras errados.

- Não existe homem bom, odeio esses homens.

Maria beijou minha testa e segurou minha mão.

- Vamos ser felizes juntas, temos que curtir a vida amiga, somos lindas e jovens.

- Como ser feliz? Eu amo o Luiz.

- Eu sei, também amo o Bob, mas eles não nos querem mais.

- Será que Luiz tem outra?

- Talvez, mas não pense nisso agora, você vai ficar pior.

- Me ajuda amiga, por favor... meu coração está doendo muito, nunca pensei que sentiria isso. 

- Ei! Levanta a cabeça mulher, não podemos ficar assim por causa deles, agora já devem estar com outra e você está aí, sofrendo.

Pensei por alguns segundos no que me disse, e apesar de estar com o coração destruído, cheio de ódio, concordei com Maria. Eu era linda, e tinha que se valorizar. Não poderia ficar chorando mais por causa de homem. Sou uma garota linda, ostento um cabelo crespo e uma pele morena que é de dar inveja em qualquer uma, e meu corpo é sexy. E se me chamam de exibida, não estou nem aí, é dever da mulher ser exibida e mostrar sua beleza. Ter amor próprio é exibição? Então eu sou exibida a nível extremo.

- Você está certa, vamos ter amor próprio! - disse, enxugando as lágrimas e se levantando.

Saímos abraçadas, juntas como sempre, dessa vez com algo diferente. Não estávamos mais dispostas a sofrer por amor, e por caras que não nos valorizam, somos lindas, e essa beleza vai fazer eles sofrerem e voltarem se rastejando aos nossos pés como idiotas que sempre foram.

 

NOTA DO AUTOR: DIREITO AUTORIAIS RESERVADOS AO AUTOR STEFEN HERMENEGILDO

 

 

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