O filho da minha madrasta

Depois de termos perdido minha mãe eu e meu pai nos mudamos para Los Angeles por conta do trabalho do meu pai e por ele achar que seria melhor eu sair da cidade de São Paulo por um tempo.
mas esse tempo nunca chegou ao fim, meu pai foi gostando cada vez mais dessa cidade na minha opniao algo o prendia la mas ele sempre negava e dizia que seu trabalho era ali agora.

Ate eu conhecer o Anthony, um menino lindo educado e romantico mas que segundo meu pai ele era meu irmao emprestado.

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1. CAP 1

Bom , ultimamente tantas coisas aconteceram na minha vida que eu não sei nem por onde começar. 

 Meu nome é Lorena, tenho 17 anos e moro em São Paulo em um bairro não tão grande assim, eu morava com minha mãe e meu pai mas a alguns meses minha mãe morreu. Ela descobriu que tinha câncer de mama , tentou fazer os tratamentos devidos mas infelizmente já era tarde de mais.

 Então meu pai ficou com a minha guarda. Minha vó e os demais vizinhos sempre dava concelhos para ele me colocar em um Colégio interno ou até mesmo me largar em um orfanato. Mas como o orfanato não me aceitavam pela minha idade e meu pai não tinha dinheiro o suficiente para pagar um Colégio interno ele quis...ou foi obrigado a ficar comigo. 

 Apesar de 11 meses ter se passado após a morte da minha mãe e a dor estar visivelmente dentro de mim, quase nada mudou aqui. Meu pai chorou muito ao longo dos meses mas parece que sua dor foi amenizando  com o tempo, ele continua trabalhando e fazendo suas reuniões tarde da noite. 

 Eu tive que continuar estudando, minha mãe ter morrido de câncer não foi motivo o suficiente para ganhar férias adiantadas. Na escola eu parecia Carrie a estranha todos olhavam pra mim com um olhar de compaixão, e até na prova de matemática que provavelmente eu iria ganhar 0 pelas respostas respondidas erradas ganhei um 10 apenas com um recadinho deixado pela professora " Lorena minha querida estude um pouco mais,mas sei que a sua intenção foi a melhor por isso o 10."  

Não precisou ser clara o suficiente para perceber que ela estava comovida com a vira volta que minha vida deu. Eu nem sempre via meu pai e sempre que ele estava em casa era em seu escritório onde também era o escritório da minha mãe e dês  do dia da sua morte eu me recuso a entrar. Segundo meu pai ele deixou do jeitinho que estava, os retratos ainda estão erguidos , seus documentos guardados ele diz que seu cheiro está lá e que faz um bem danado pra ele ficar sentado horas e horas em silêncio lá, apenas fazendo de conta que ela está ao seu lado.

 Hoje mais cedo, antes de me levantar para ir a escola meu pai me ligou dizendo que precisava conversar comigo, ter uma daquelas conversas de adulto que demoram horas e horas. Tentei fazer ele dizer sobre o que era essa conversa mas ele disse que não era conversa pra se ter por telefone. 

E eu tenho quase toda certeza de que foi algo que eu fiz na escola. Talvez por eu ter ganhado notas baixas em espanhol... Ou talvez por eu ter quebrado o braço de uma colega minha semana passada... Calma gente, não sou uma maníaca... ela disse que minha mãe poderia ter ido para o inferno, que existia uma grande chance dela ter ido. Então eu quebrei, mas foi sem querer, ganhei uma advertência e fiquei proibida de entrar no colégio por 20 dias, e já que meu pai não para em casa foi fácil fazer esses 20 dias uma mini férias. 

 Organizei a casa com calma, subi para o andar de cima e parei no começo do corredor olhei aquelas duas portas uma de frente para outra...e a mesma saudade de sempre volta, ela sempre vai volta...minha mãe está aqui, ela está em cada cômodo em  cada mobília em cada retrato pendurado na parede...eu há sinto. Caminhei lentamente e coloquei minhas mãos na maçaneta, respirei fundo algumas vezes até abrir aquela porta, o rangido de sempre continuava. 

Aos poucos pela abertura da porta eu pude ver a cama, o guarda-roupa, o criado mudo... assim que eu ia dar o segundo passo para entrar no quarto meu celular toca me tirando daquele transe. Desço as escadas correndo, meia desorientada tentando achar minha mochila com o celular dentro. Assim que pego meu celular olho na tela do aparelho e lá está o nome dela Lili a Liliane era a única amiga que ficou do meu lado depois da morte da minha mãe.

"IGNORAR"

 Mas hoje eu estava num péssimo dia para conversar sobre qualquer coisa, toco o celular novamente dentro da mochila, em cima do sofá e caminho novamente até as escadas, agora decidida em ir para meu quarto mas assim que coloquei meu pé no primeiro degrau a campainha toca. ' pai...pode deixar a conversa pra depois '  já fui dizendo antes de abrir a porta mas no final de contas não era meu pai.

 - ignorando minhas ligações, minhas mensagens...esse foi o único jeito de conseguir falar com você. 

 - Lili?.

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