Hearts Of Sapphire

"Ter coração nunca foi tão importante."

Corinna desde que nasceu soube que não seria capaz de se acomodar numa vida subjugada pelo sistema.

Num lugar onde seres com poderes fantásticos e humanos vivem uma relação de opressores e oprimidos, ela vê-se obrigada a ir de acordo com as regras de seus governantes para conseguir uma chance de derrotar esse sistema de dentro para fora.

Em meio a aventuras, disputas e intrigas, Corinna descobre ser agraciada com uma dádiva que os outros à sua volta perderam há muito tempo e ela terá de escolher se usará isso para o bem ou para o mal.

0Likes
0Comentários
564Views
AA

1. ¨p r o l o g u e ¨

Meu mundo era dividido em dois em sua hierarquia.

Para um lado Deorum, para o outro Humanos.

Os Deorum, ou os Deuses, eram arbitrariamente opressores dos humanos. Assim como os Humanos eram servidores e submissos aos Deorum.

Eu era humana.

E não, os deuses não eram um refúgio ao qual corríamos quando precisávamos de ajuda. Na verdade, geralmente, eles eram o motivo por precisarmos de ajuda

Não aprendi isso num livro de história. Nasci sendo subjugada a essa imposição.

De fato, não poderíamos aprender isso num livro já que nossa população, majoritariamente, não sabia ler.

Os poucos livros de história—que, estrategicamente, não contavam a história de como chegamos nesse ponto dessa hierarquia imposta.— eram proibidos e, se encontrados, destruídos. 

Na minha opinião, eles contavam algo bastante utópico se comparássemos à maneira que vivemos. Não acho que provocavam algum tipo de ameaça direta ao nosso sistema.

Humanos vivendo independentemente, com acesso à política, à cultura, ao poder? Quem acreditaria em algo assim? Quem acreditaria que conseguiríamos algo assim?

Deorum sendo tão insignificantes que os livros nem mesmo registravam a existência dos mesmos? Era praticamente uma blasfêmia.

Isso não era plausível no nosso mundo. Isso não era aceitável. Isso era, como chamam os livros antigos, contos fantasiosos para a hora de dormir.

Além disso, deveríamos sempre reservar grande parte do nosso tempo demonstrando nossa gratidão por coisas como: o incrível "autocontrole" de não sermos atacados ou escravizados pelos Deorum apenas porque eles estavam com vontade de fazê-lo.

Sacrifício era uma das formas de demonstração. 

Todo ano após o solstício de verão, vinte jovens eram escolhidos na faixa etária dos 10 aos 19 anos para irem para as Terras dos Deorum, o Setor Superior,  disputar contra a nossa própria espécie a fim de obter um centeio de glória e uma falsa ideia de poder.

Mas era esse centeio de glória e poder que atraía a maioria de nós, inclusive eu. Os livros antigos—que eram a minha versão de contos para dormir— registravam relatos de várias das chamadas Revoluções começaram e conquistaram seu espaço com apenas uma pequena esperança, apenas uma faísca para começar uma explosão.

Participar do Sacrifício  era apenas o começo para desenvolver o meu plano a favor da justiça. Tinha coragem o suficiente para acreditar que eu poderia fazer a diferença.

Eu e quem mais se importasse o suficiente.

Com 17 anos minhas esperanças estavam agarradas nos próximos dois anos que ainda me restavam. Se esse tempo acabasse, eu precisaria de outro plano.

Não sabia porquê tinha esse sentimento de lutar contra esse sistema.

Era apenas outra coisa que eu nasci tendo que aceitar.

❖ ❖ ❖

 

Notas finais:  Hey, pessoal. Essa é minha mais nova e primeira história de fantasia. Espero que se interessem pela jornada de Corinna e a acompanhem até o fim.

Deixem seus comentários, opiniões, críticas construtivas etc...

Se ficaram interessados, não se esqueçam de votar/favoritar a história e adicioná-la em sua lista de leituras.

Me sigam no twitter: @whodat_emmz

Até mais!!

xx

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...