Hearts Of Sapphire

"Ter coração nunca foi tão importante."

Corinna desde que nasceu soube que não seria capaz de se acomodar numa vida subjugada pelo sistema.

Num lugar onde seres com poderes fantásticos e humanos vivem uma relação de opressores e oprimidos, ela vê-se obrigada a ir de acordo com as regras de seus governantes para conseguir uma chance de derrotar esse sistema de dentro para fora.

Em meio a aventuras, disputas e intrigas, Corinna descobre ser agraciada com uma dádiva que os outros à sua volta perderam há muito tempo e ela terá de escolher se usará isso para o bem ou para o mal.

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—Já que você visitou cinco vagões, o que o fez passar tanto tempo no meu?

Eu não sabia quanto tempo havia se passado desde que eu permitira a entrada de Conall no meu vagão, mas era bom conversar ali com alguém para variar.

Ele era do vilarejo de Nix, um vilarejo acima do meu, e Conall havia sido um dos escolhidos da Maré de Azar. Tinha a mesma idade que eu e apenas não participou de uma Audição quando tinha 13 anos e estava com uma enfermidade contagiosa.

—Foi uma benção eu conseguir ir até cinco vagões, seria abusar da sorte continuar fazendo isso.— ele já estava íntimo da minha cama, visto que estava esparramado na mesma enquanto alternava a intensidade da iluminação do quarto. —Meu objetivo inicial era ter uma companhia, uma vez que os bastardos que estão comigo não fazem nada além de me olhar de cima a baixo, entretanto o vagão adjacente ao meu pertence a uma garota chamada Mattia que ousou dizer que eu precisava mesmo era de um psicólogo e não de uma companhia. Eu nem sabia o que era um psicólogo e ela também não parecia disposta a explicar, apenas fez um gesto um tanto grosseiro e se afastou de mim, pois disse que não iria morrer por causa de um imbecil carente.

Eu ouvia tudo que Conall falava, mas parte da minha mente estava agitada demais querendo saber como seria todos os outros oponentes.

—...você foi a primeira que realmente esperou que eu dissesse mais de duas palavras. Obrigado.— ele ficou um segundo em silêncio. —Por que você não conta algo sobre você?

Levantei os olhos do desenho completamente amador que eu fazia de Conall no meu caderno e dei de ombros encarando o moreno.

—Tudo que eu poderia falar de mim você revelou que já sabe, acho que não tenho mais nada para acrescentar.

—Desculpa, eu estraguei toda diversão.— ele gargalhou se apoiando nos cotovelos para me olhar. —Mas se tem uma coisa que meus examinadores fizeram que serviu de fato para alguma coisa, foi me obrigar a analisar todos os meus, você sabe, concorrentes.

Isso era um diferencial. Eu não sabia nenhum nome, idade ou informação adicional sobre os meus concorrentes. Tinha apenas uma vaga lembrança de alguns rostos do dia do Pronunciamento.

—Não que eu te considere minha concorrente.— ele acrescentou rapidamente.

—Não acha que eu estou a uma altura para ser sua concorrente?— dei um sorriso de canto e Conalle sentou-se rapidamente com os olhos arregalados.

—Céus, não! Não foi isso que eu quis dizer. Eu queria dizer que você não é apenas minhas concorrente e...— eu levantei uma sobrancelha enquanto ele falava e então ele jogou-se de volta na cama colocando um travesseiro no rosto. —Argh, por isso eu não tenho amigos.

—Ei, ei.— eu disse em meio a risadas. —Eu entendi o que você quis dizer, eu só estava brincando com você. — ele apenas fez um gesto feio para mim e eu ri mais um pouco. —É bom saber que pelo menos, um de 22 não vai querer me matar imediatamente.

—Opa, eu não disse nada sobre isso.— joguei uma almofada em seu rosto. —Sabe o que eu estava pensando? Agora que já é noite, poderíamos aumentar nossa aliança indo atrás da "Mattia, a mal humorada". Sabe como é, expandir nossos horizontes.

—Você implicou mesmo com a garota, hein? Você está me chamando para quebrar as regras com você, só por causa de orgulho ferido?

Conall colocou a mão no peito fingindo estar profundamente ofendido.

—Não estou com orgulho ferido, mas acho que quanto mais pessoas tivermos ao nosso lado, melhor nos sairemos dessa. Ou você acha que, nesse exato momento, o resto dos desafortunados como nós estão dormindo, ao invés de estar formando um motim contra os mais fracos?

—Você não está sendo meio dramático?— perguntei inclinando a cabeça para o meu mais improvável novo amigo.

—Por que você não pergunta isso para o seu colega de vilarejo que já está fazendo parte da aliança dos Massacradores? — ele levantou uma sobrancelha.

—Kallien? Massacradores? Do que você está falando?— agora Conall tinha toda a minha atenção.

Kallien estava formando alianças? E eu não tinha conhecimento daquilo até aquele momento.

—Então vocês são próximos?— um sorriso esperto brotou no rosto perfeito de Conall.—Massacradores foi apenas um apelido carinhoso que eu dei a ele, pois massacrar é realmente o que eles planejam fazer assim que iniciar o Sacrifício. Massacrar o restante de nós.

—Como você tem acesso a essas informações?— Meu Kallien estava fazendo parte de algo terrível. Por medo. Por vontade de voltar para casa. Indo contra seus próprios princípios.

Eu sabia que havia uma possibilidade disso acontecer, entretanto isso não tornava o sentimento de impotência, da minha parte, menor.

—Meu tio já foi um dos escolhidos e a primeira coisa que ele me disse foi para que eu tornasse meus olhos e ouvidos para serem bem atentos e isso poderia me dar alguns minutos a mais de vida.

❖ ❖ ❖

Notas Finais: como vocês estão? o que acharam do capítulo?

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a playlist da história está em construção, mas já está disponível no link: https://open.spotify.com/user/emmy_lopez259/playlist/1sEYWtEU41bW6n6HIcvnpm

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até mais

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