Um anjo a sua espera

Por quanto tempo você é capaz de esperar uma pessoa? Dez anos? Vinte ou mais?
Pois é, imaginava que não conseguirira esperar nem por um dia, mas estava enganado. Meu coração resistiu ao tempo me surpreendedo.
Se está disposto a amar, lute com todas suas forças pelo seu amor, essa história não é só mais um romance, é o MEU ROMANCE.

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2. Bilhete misterioso.

 


Sentado sozinho na sala do hospital, um homem se aproximou de mim, demonstrando que queria conversar. Eu mesmo sem cabeça pra dar atenção, fui educado e deixei que se sentasse ao meu lado. Depois de uns 10 minutos calado, só me olhando e tentando dirfarçar, o homem enfim falou.

- É duro perder um amor né?

Olhei para o velho que usava um chapéu preto, meio assustado com oque disse, como sabia que eu tinha perdido minha mulher?

- Sim.

- Você a ama né?

- Muito.

- Entendo, mas não fique tão triste assim, você poderá ver ela novamente.

- Me desculpe senhor mas eu não estou bem pra ouvir essas bobeiras de vida pós a morte.

- Não são bobeiras, e não estou falando em vida pós a morte. Estou falando em amor.

- Meu amor não foi suficiente pra evitar que minha mulher morresse.

- Você a ama?

Já estava de saco cheio desse velho, se continuasse a fazer perguntas mandaria ele pro inferno.

- Senhor eu já disse que sim.

- Então prove que a ame.

- Provar? O senhor está louco? Minha mulher está morta como vou provar e pra que? 

Já estava alterando o meu tom de voz, mas o velho continuava me olhando serenamente.

- Se você amar sua mulher de verdade, vá atrás desse endereço aqui.

O velho me entregou um papel branco que cabia no palmo de minha mão, estava dobrado, tentei devolver mas quando olhei de volta para direção de onde ele estava, não vi mais nada. O banco estava vazio. Me assustei com o ocorrido mas não disse nada, apenas me levantei pra ir embora, já que eu estava quase dois dias naquele lugar.

Antes de ir, peguei o papel, amassei e joguei no lixo, com certeza se tratava de um comerciante barato querendo me enganar, querendo tirar proveito de minha dor.

Chegando em casa, entrei no quarto pela primeira vez depois do acidente e quando vi as fotos de minha mulher retratada nos quadros, ao meu lado, lembranças de casamento e momentos felizes, desabei no choro. Olhava para tudo ao meu redor e nada mais fazia sentido, sentia uma dor horrível em meu coração, um vazio que me deixaria louco.

Depois de chorar por horas, me deitei, sem saber o porque, coloquei a mão no bolso e peguei algo, estranhei porque não tinha colocado nada no bolso então olhei. E inexplicávelmente, era o papel que o velho havia me dado no hospital. Como poderia ser? Eu tinha jogado no lixo, como veio parar em meu bolso?

 

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