O Guerreiro e a Princesa (Continuação de Salva-me)

Hemon Forthwind e Amyra Martell saíram do Norte com vida e chegaram à Dorne. Tudo parece bem, mas eles terão de continuar fortes e unidos, pois o Norte se lembra e muitos outros desafios se colocarão no caminho deles.

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20. Uma aliança

Dias se passam e nenhuma resposta vem do Palácio de areia. Ellaria não se abala, até esperava por isso. Mas as Serpentes, especialmente Tyene, que sempre teve ciúmes de Amyra e que agora a odeia ainda mais por estar casada com Hemon, o homem por quem ela se apaixonou, ficam descontroladas de ódio. 

- Porque aquela petulante não nos responde? Nem ela e nem Hemon.  – Tyene pergunta. – Por mim iríamos para lá agora mesmo acabar com aquela insuportável.

- Tenha paciência, eles falarão conosco quando estiverem preparados.  – Ellaria diz.

A verdade é que o exército Dornês perdera alguns de seus soldados depois do assassinato de Doran. Os que restaram, somados aos cidadãos Dorneses que foram fracos o suficiente para cair na conversa de Ellaria, não eram suficientes para um ataque ao Palácio de areia, que tem o melhor e maior exército de Dorne, já que a família Forthwind é do ramo do exército.  

Ellaria precisa descobrir um jeito de aumentar seu exército antes de atacá-los, mas não sabe o que fazer. Já conversou com todas as casas nobres de Dorne e a minoria aceitou ajudá-la. Tentou alianças com outras casas de Westeros também, oferecendo suas filhas em casamento, mas não obteve nenhuma ajuda.

- Milady, há um homem aqui que deseja falar com a senhora. – Um guarda avisa.

- Quem é agora? – Ellaria faz cara de entediada e desce até o salão onde o homem a aguarda.

 

*****

 

- Sou Rupert Bolton, muito prazer. – O homem beija as mãos de Ellaria.

- Bolton? O que um Bolton faz aqui? Pensei que sua família havia acabado com a morte de Ramsay. – Ellaria pergunta.

- Assassinato, você quis dizer. Meu sobrinho foi assassinado por sua... sobrinha?

- Ela não é minha sobrinha já que Oberyn e eu nunca nos casamos.

- Ainda tenho dificuldades em entender os costumes Dorneses, me perdoe. – Rupert diz em um tom zombeteiro que desagrada Ellaria.

- Você veio até aqui para falar sobre meus costumes?

- Não, vim até aqui para lhe oferecer uma aliança.

Ellaria demonstra interesse, portanto Rupert continua.

- Apesar de não ter sido muito íntimo de meu irmão e meu sobrinho, não aprovo o que Amyra fez com minha família. Ela quase acabou com minha família e tanto eu quanto meu povo a queremos morta. - Rupert continua. 

- Isso não tem nada a ver com a morte de seu irmão, não é? Tem a ver com sua ganância. - Ellaria provoca. 

Ellaria é perspicaz e fala o que lhe vem à mente. Rupert se agrada disso. Ele fica em silêncio por alguns segundos e sorri.

- Você entendeu, afinal. A vingança vem da parte de meu povo, mas eu quero mais. Muito mais. Tenho muitos homens a meu lado e isso pode te beneficiar também. Além de soldados de várias casas nobres do Norte, os cidadãos também me apoiam. Eles não engoliram a história de ter seu senhor assassinado por Amyra e Hemon.

- E o que quer em troca?

- Um casamento. Pode ser você ou uma de suas filhas, eu realmente não me importo. Quero que passem terras para meu nome e quero também o direito de matar Amyra e Hemon, meu povo merece isso. Ou será que você tem sentimentos pelos pombinhos? – Rupert tem um tom de voz zombeteiro novamente, mas a essa altura Ellaria ignora isso.

- Eles não são nada para mim. Eu queria vingança pela morte de meu amante e quero me certificar de que Dorne nunca mais tenha um governador fraco como Doran era. Amyra é boba como o pai, ela não merece governar Dorne. Só acabarei com eles porque sei que não aceitarão o que fiz e que me causarão problemas no futuro, e também para me certificar que o trono não fique com Amyra, já que ela é a herdeira direta. 

- E como ficamos?

- Você está fazendo exigências demais, não acha? Como saberei que o que me diz é verdadeiro? Que tem os homens que preciso e que me ajudará?

- Se eu me casar com uma de vocês, vou querer minhas terras e ainda teremos uma aliança entre nossas casas. Para isso sei que preciso acabar com Amyra e Hemon e também sei que você não tem os meios necessários para isso. É um caso de necessidades, minha querida. Eu te ajudo a acabar com aqueles dois, dando o que meu povo quer também e ganho terras aqui e uma aliança, aumentando meu poder de alcance. Será bom para nós dois. Eu não mentiria para uma parceira em potencial. 

Ellaria o olha por alguns segundos, analisando a proposta. Apesar de não o conhecer, ela não tem outra alternativa. Precisa de ajuda.

- Aceito seu acordo, mas Dorne é minha agora. Se quiser te concedo outras terras e até cargos, mas o trono de Dorne é meu e de minhas filhas.

- Excelente.

Rupert sorri. É claro que não se contentará com outras terras, ele quer o trono de Dorne também, mas uma coisa de cada vez.

Apertam as mãos. O trato está feito.

 

Ellaria o leva até suas filhas. Explica tudo a elas e elas aceitam prontamente. Tudo o que querem é vingar a morte do pai, tomar Dorne e, no caso de Tyene, matar Amyra. 

- Adoro mulheres fortes e com convicção. Vamos nos dar muito bem, meninas. – Rupert sorri. Seus olhos são atraídos para Tyene.

- Me parece que você já fez sua escolha. – Ellaria diz.

- Se ela não se incomodar, é claro. – Rupert diz sem tirar os olhos de Tyene.

- Claro que não. – Ellaria vai até a filha e a empurra delicadamente, pelas costas, em direção a Rupert.

Tyene sorri, apesar de não ter achado o homem tão bonito como os homens de sua terra são. Ainda assim, ela o beija. 

Ellaria sorri de contentamento com a aliança recém-formada. Ela abraça e beija a filha.

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