O Guerreiro e a Princesa (Continuação de Salva-me)

Hemon Forthwind e Amyra Martell saíram do Norte com vida e chegaram à Dorne. Tudo parece bem, mas eles terão de continuar fortes e unidos, pois o Norte se lembra e muitos outros desafios se colocarão no caminho deles.

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24. Cama de sangue

 

Hemon se recuperou completamente, ficando apenas com algumas cicatrizes da batalha. Ele agora ganhou ainda mais respeito dos nobres de Dorne, ficando conhecido como o Lorde que não perde nenhuma batalha. Mais homens pediram para se juntar ao seu exército, pois ser liderado por Lord Hemon Forthwind tornou-se motivo de honra e orgulho para qualquer homem Dornês. 

Aqueles que apoiaram Ellaria se arrependeram. Perceberam o erro e pediram perdão, muitos deles pessoalmente, indo até Deserto Vermelho para beijar as mãos de Amyra. Ela, obviamente, os perdoou. O povo Dornês agora a reconhece como sua princesa e única senhora e líder. Ela deixou homens de sua confiança cuidando de Jardim das Águas, mas vai até lá de vez em quando. As coisas serão assim até seu filho ou filha nascer e ter idade suficiente para cuidar do palácio e do povo de Dorne. 

 

*****

 

Quase nove meses se passam. Hemon e Amyra estão sentados lado a lado no grande salão do Palácio de Areia, ouvindo os cidadãos de Deserto Vermelho pacientemente. Hemon é um governador justo. Ele concede os pedidos de maneira justa e magnânima. 

Antes de o próximo cidadão entrar Hemon pede uma pausa. Olha para Amyra, que já demonstra sinais de cansaço por estarem fazendo isso há muitas horas. Ele acaricia a barriga dela, que já mostra a evolução do bebê.

- Acho melhor você se deitar um pouco, eu termino aqui. – Hemon acaricia a barriga da esposa orgulhosamente. 

- Vou aceitar. Ele está inquieto, parece protestar por eu estar sentada na mesma posição há tantas horas. – Ela sorri.

Amyra se levanta e beija Hemon antes de ir para o quarto.

 

*****

 

Amyra se deita e cochila, mas não por muito tempo. Começa a sentir contrações muito fortes, que passam a acontecer em intervalos muito pequenos. Ela entende os sinais, seu bebê está chegando. 

Ela se levanta e pede para que uma de suas amas chame o meistre. Ele chega ao quarto pouco depois.

As contrações já se tornaram insuportáveis.

 

*****

 

Hemon esperava a próxima pessoa quando um empregado lhe avisa que Amyra entrou em trabalho de parto. Ele se levanta, ansioso e nervoso, e pede para cancelarem com as pessoas que ainda faltam ser ouvidas. Não são muitas, mas ele promete encontrar-se com elas alguns dias mais tarde. Todos entendem. 

Ele corre até seu quarto, mas é impedido de entrar por uma das ajudantes do meistre que saía para pegar mais toalhas limpas. 

- Agora não é a melhor hora, Milorde. - A ama diz. 

- Claro... - Ele responde angustiado. Ouve o parto de Amyra e imagina que ela deva estar sentindo dor, dados os gritos que ela solta. Anda nervosamente de um lado a outro em frente à porta do quarto.

De vez em quando uma ou outra empregada sai do quarto com panos encharcados de sangue para buscar mais panos limpos. Isso o preocupa profundamente. Pensa em pará-las para lhes perguntar como as coisas estão indo, mas sabe que elas não podem demorar.

 

O meistre fica preocupado. Amyra sangra muito mais do que o esperado e o bebê não sai facilmente. Ela está pálida e demonstra sinais de cansaço e fraqueza. Ela precisa continuar fazendo força para que seu filho sobreviva, mas suas forças parecem querer abandoná-la. Amyra começa a chorar. Tem medo de perder o filho.

- Não se preocupe, milady. Você está indo muito bem. – A ajudante do meistre lhe fala.

- Sim, milady é forte. Está tudo bem. – O meistre diz.

Amyra inspira profundamente e depois expira com cuidado. Busca forças do fundo de seu ser, precisa ser forte para seu filho.

O meistre olha para sua ajudante e ela entende o recado imediatamente. Um dos dois não conseguirá sobreviver, é Amyra ou o bebê. Amyra entende os olhares sem que eles precisem dizer nada.

- Por favor... - Amyra diz quase sem forças. - Se algo acontecer, salvem meu filho. É ele quem deve viver! 

A escolha foi feita. O meistre não quer que as coisas cheguem a esse ponto, mas a verdade é que Ramsay a machucou muito e não apenas mentalmente. Seu corpo ficou com marcas do tempo em que estava casada com ele. Amyra sabe disso e nesse momento sente raiva. Ela havia conseguido se recuperar, passar por tudo aquilo e finalmente ser feliz, então não ia deixar que Ramsay tirasse outra coisa dela. Não ia deixar que Ramsay tirasse seu filho dela, a deixasse infeliz mais uma vez. 

Mais algumas horas se passam quando o bebê finalmente sai. Apesar de um pouco roxo por ter passado da hora, ele está bem e saudável. É um lindo e forte menino. Ele é lavado e embrulhado em uma manta.  

Amyra está com os olhos fechados, desmaiada em sua cama de sangue. 

 

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