The Good Girl

Scarlett Westbrook tinha 20 anos quando foi humilhada publicamente.
Aos 23 anos presenciou a celebração de noivado do seu amor da adolescência.
Aos 24 anos estava numa delegacia prestando depoimento sobre um assassinato.

Graças a uma única pessoa, esses momentos marcaram sua vida: Barbara Faye.

A família Faye amparou a família Westbrook quando esta passava pela pior fase de sua história. Devido a isto Scarlett e Barbara conviveram como melhores amigas, confidentes, irmãs...

Dividiam praticamente tudo, exceto suas personalidades. Nisso elas eram absolutamente opostas. Barbara ignorava todas as regras, Scarlett as seguia metodicamente

Scarlett nunca pensou que as coisas acabariam daquele jeito para Barbara.
Nunca pensou que estaria no velório da amiga.
Muito menos que a boa moça viria a ser, além uma das peças mais importantes da investigação, também a sua principal suspeita.


Conteúdo +18: Pode conter tortura, mutilação, suicídio, violência gratuita/banalização da violência, pena

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22. «twenty-first»

Quatro Anos Antes

GYM

Marblecoast

5 p.m.

Quinta-feira

»Christopher«

 

A música tocava alto nas caixas de som da academia enquanto eu descontava qualquer preocupação que estivesse ou que pudesse aparecer futuramente na minha cabeça.

Estava ciente das garotas ao meu redor que fingiam desde dar socos  desinteressados nos sacos de areia disponíveis até amarrar e desamarrar para amarrar novamente o cadarço de seus tênis.

Há algumas semanas, eu daria bola para cada uma delas, mas hoje não. Hoje a única garota na minha cabeça era Scarlett.

Ela andava diferente há umas semanas e nessa ela simplesmente desapareceu. Disse que tinha que estudar para as provas.

Provas, o caralho. Eu estava perdendo algum detalhe e tinha certeza de que Henry não estava fazendo campanha a meu favor com Scarlett.

Esmurrei o saco de areia com mais força e ouvi suspiros atrás de mim. Rolei os olhos.

Confesso que a princípio eu estava apenas sendo impulsionado por um instinto masculino ao procurar Scarlett. A maioria das vezes, ela era ofuscada por Barbara e toda sua "popularidade". Porém, não existiu melhor campanha para que Scarlett fosse finalmente notada quanto a que Barbie fez ao falar todas aquelas coisas indelicadas naquela festa.

Pronto, aquilo foi o suficiente para que todos os caras ligassem seu "radares". Entretanto, eu tinha vantagem, segundo Barbara, era de mim que ela gostava.

Tudo bem que Barbie não estava muito sã naquela festa, mas eu estava disposto a correr o risco.

Foi só eu me aproximar para notar que ela era diferente. De fato, eu já tinha reparado nisso desde aquela festa de 15 anos que ela e Barbara deram, na qual eu fui seu par, só que naquela época os garotos estavam apenas interessados nas garotas cujas calcinhas caiam mais rápido. Scarlett de maneira nenhuma era uma delas.

Quando eu a encontrei no meu aniversário, eu entendi porque meu primo babava por ela desde quando entrou na faculdade. E então eu precisava tê-la. Não só seus beijos ou tê-la apenas por uma noite. Eu precisava tê-la de verdade. Estava virando uma obsessão.

Ela era tão pura e tão entregue  e eu era tão sujo e descompromissado que o choque entre nós dois era uma coisa impressionante. E ela estava me deixando louco me privando desse choque viciante.

—Uou, eu realmente não queria ser a pessoa que iria procurar alguma confusão com você. - senti duas mãos delicadas em minhas costas e meus músculos ficaram tensos.

Virei-me encontrando uma Barbara composta do seu melhor sorriso, do seu top mais decotado e da sua legging mais justa.

—Oi, Barbie.- eu disse tentando fingir algum ânimo e voltando a fazer o exercício, só que dessa vez mais suavemente

—Então, não vai me contar o motivo desse treino bem...raivoso?- ela tirou uns fios de cabelo da minha testa suada e outro round de suspiros pôde ser ouvido, dessa vez eram de frustração deixando Barbara satisfeita.

—Não tem nada de raiva, só estava precisando me exercitar.- caminhei até o meu armário pegando minha garrafa de água e tomando um longo gole. Barbara me seguia.

—Se você diz...Não quer ir tomar um suco comigo? Faz um tempinho que nós não saímos para bater um papo.- ela me olhou com seus olhos persuasivos que trabalhavam em conjunto com suas mãos acariciando o meu ombro.

Ela sabia muito bem que nunca  batíamos um papo.

Barbie me virou pelo ombro para que ficássemos frente a frente:

—Por favor.

Bufei frustrado e então ela sabia que o "confronto" estava ganho.

»«

 

Minha língua coçava para perguntar o que Scarlett estaria fazendo. Entretanto, algo dentr de mim -talvez, medo da resposta- me impedia de fazê-lo.

—Sua mente parece em outro lugar. Posso saber onde?- Barbie me tirou dos devaneios enquanto sugava o suco sugestivamente pelo canudo.

Eu não entendia porque ela fazia isso. Ela era rica, bonita, simpática e, verdadeiramente, gostosa para caralho. Sinceramente não precisava daquela porcaria de promiscuidade toda.

—Só estou cansado, Barbs. Acho melhor irmos para casa. - tomei o último gole do meu suco e passei a mão no pescoço já sentindo as consequências do exercício pesado.

—Você está sem caso, posso te levar em casa.- ela sugeriu.

Minha mente estava tão inquieta que eu apenas dei de ombros e alguns minutos depois nós estávamos dentro do carro de Barbara a caminho da minha casa.

—Obrigado, Barbie. - eu disse quando ela estacionou na frente da minha casa.

Tirei o cinto de segurança e estava prestes a sair do carro quando Barbara me impediu pondo a mão na minha coxa.

—Ei? Eu fiz alguma coisa errada da última vez que a gente...se viu?- ela perguntou se virando para mim.

—Não, Barbie. É que eu ando meio concentrado na faculdade - quem diria que eu usaria a mesma desculpa esfarrapada que Scarlett me deu e que tinha reclamado anteriormente.

Barbara tirou o cinto de segurança e tocou meu braço totalmente exposto pela regata.

—Você parece tenso, Chris. - ela desceu a mão e tocou meu abdômen o que me deixou ainda mais tenso.—Não quer relaxar um pouquinho?

—Barbie...- minha voz saiu fraca quando sua mão foi mais embaixo. Um alerta vermelho gigante piscava na minha mente, mas o meu corpo estava em abstinência por muito tempo e respondendo rapidamente ao toque de Barbara.

No minuto seguinte ela estava em meu colo.

—Senti saudades de você.- ela disse enquanto beijava meu pescoço e a parte de trás da minha orelha.

—Barbara...estamos praticamente no meio da rua.- eu estava com uma certa dificuldade para falar devido ao modo com Barbie se esfregava em mim.

—Só relaxe, Christopher. Você nunca se preocupou com essas coisas antes.-tentei lançar outro argumento mas ela colou os lábios nos meus.

Suas mãos estavam em todas as partes do meu corpo ao mesmo tempo enquanto as minhas estavam fechadas ao lado do meu corpo tentando manter o resto de força de vontade que restava.

—Me toque.-Barbara pediu pondo minhas mãos em sua cintura.

—Aqui não.- eu disse e ela soltou um som de frustração, mas continuou determinada, enfiando a mão por dentro da minha bermuda e então me segurou por cima da cueca.

—Por que você está se segurando? Olha como você quer isso tanto quanto eu! O que está te prendendo?

Retesei todo o meu corpo quando vi uma pessoa do outro lado da rua. Será que era a...?

Respirei fundo quando fui capaz de distinguir a feição da garota na calçada. Não era Scarlett, mas poderia ser.

Barbara ainda me encarava.

—Nada. Nada está me prendendo, mas será que podemos, por favor, sair daqui? Ir para o meu quarto ou sei lá.

Ela pareceu satisfeita com o meu pedido e saiu do meu colo.

Entramos na minha casa por uma das escadas laterais que levava diretamente a varanda do meu quarto.

No momento que pisamos na varanda, Barbie me empurrou para dentro do quarto e fechou a porta atrás de si. 

Ela então me prendeu contra a parede e disse:

—Espero que agora todas as suas preocupações tenham ficado na droga do carro. - e beijou minha boca ferozmente pegando uma das minhas mãos para colocar por dentro do seu top. Ela gemeu assim que eu ajeitei meu toque por debaixo da peça.

Abri meus olhos por um momento, mas não foi Barbara que eu vi e sim Scarlett. A Scarlett de olhar puro que esperava que eu lhe desse todas as sensações que eu pudesse lhe dar.

Aquilo foi o suficiente para que eu levasse adiante toda aquela porcaria com a Barbara. Contanto que tudo que eu visse fosse Scarlett, estaria tudo bem.

Ainda assim tentei fechar os olhos e abri-los novamente para encarar a realidade, mas ela não veio. Scarlett ainda estava ali reagindo aos meus toques de uma forma como Barbara nunca reagiria.

Tive dificuldades para colocar a outra mão dentro do top, mas a dona logo se livrou da peça.

Então a realidade voltou, me deixando desnorteado. Barbara estava na minha frente novamente me olhando como quem dizia que a única saída que eu tinha era terminar logo com aquilo.

Ela se ajoelhou na minha frente e abaixou minha bermuda junto com a peça de baixo de uma só vez, e então me segurou em suas mãos, me acariciando.

Minha mente entrou em colapso novamente e minha visão me enganava alternando imagens de Scarlett e Barbara. 

Eu não aguentaria aquilo.

Quando Barbie me pôs na boca, eu decidi fechar os olhos e deixar minha imaginação tomar o controle. A sensação era incrível.

Eu soltava gemidos sôfregos e estava chegando ao meu limite em velocidade recorde. Se a Scarlett da minha imaginação conseguia me fazer sentir daquele jeito, eu ficava louco pensando o que a de verdade não faria.

—Eu...quase...pare.- tinha minhas dúvidas se Barbara me entendeu, mas em segundos ela já havia parado.

Ela tirou minha regata e se apressou em tirar o que ainda lhe cobria, enquanto eu tirava os tênis com os próprios pés. Seus braços passaram pelo meu pescoço, uma ordem silenciosa para que eu a carregasse até a cama.

Peguei uma camisinha na cômoda próxima a cabeceira e joguei Barbara sem muito cuidado na cama.

—Hm, você está rápido hoje.- ela disse quando eu me encaixei no meios de suas pernas. Me segurei para não pedir que ela ficasse quieta. Quanto mais ela falava, mas a imagem de Scarlett era distorcida, e isso não poderia acontecer.

Fui firme e rápido, sem emoção. Olhos cerrados até que eu chegasse onde queria. Poderia ouvir ao longe Barbara gemendo meu nome, mas na minha mente não era ela quem eu estava satisfazendo.

Mordi os lábios reprimindo a vontade de gritar o nome de Scarlett e me joguei ao lado de Barbie quando tudo acabou.

—Uau, parece que você realmente precisava disso tanto quanto eu.- ela me abraçou de lado traçando, com seu dedo indicador, desenhos no meu peitoral.—Deveríamos ficar sem ver um ao outro mais vezes.

—Barbie,- respirei fundo —Isso não pode mais acontecer.

—O que? Ficarmos separados? Concordo inteiramente com você.- ela deu um risinho, mas quando percebeu que eu falava sério, fechou a cara. — Quem é ela?

Meu corpo ficou tenso:

—Ela quem?- fingi não ter entendido.

—A vadia que você está comendo. -sua voz agora era furiosa enquanto eu tentava inventar uma desculpa melhor.

Me levantei da cama indo em direção ao banheiro.

—Não há ninguém, Barbie...- pelo menos lá dentro ela não poderia me obrigar a encará-la.  —Mas é que...não podemos  continuar desse jeito. Somos adultos, não dá para continuar nessa coisa adolescente primitiva e sem compromisso. Gosto da sua amizade e...

—Então fica comigo, Christopher.- arregalei os olhos— Nós dois sabemos que sempre foi mais que amizade colorida. Nossas famílias gostam uma da outra...

—Barbie...

— Lógico que essa iniciativa tinha que vim de você, mas eu tenho coragem por nós dois para fazer essa proposta e...

—Barbara!- ela parou de falar e olhou para mim através do espelho do banheiro ainda sentada na cama com aquele olhar persuasivo.

Eu deveria dizer não. Eu tinha  que dizer não. Dizer que não gostava dela daquele jeito, mas então sua expressão se tornou aflita.

Eu não conseguiria deixá-la assim. Barbara então, quando percebeu que eu não daria a resposta que ela queria, apenas se levantou e pegou suas roupas espalhadas pelo quarto vestindo-as.

  —Tudo bem, sei que não é algo para se responder assim de uma hora para outra. Não importa, só quero que saiba que quero ficar com você. De verdade.- ela andou até mim já vestida. —Para sempre. 

Nossos lábios se encostaram por alguns poucos segundos.

Barbara pediu que eu a levasse até a porta e eu concordei me vestindo rapidamente. 

Descemos pela escadaria principal dessa vez, meus pais não ficavam mais surpresos de ver uma garota saindo do meu quarto frequentemente.

  —Barbie, querida! - ouvi a voz da minha mãe vinda do fim do corredor— Não sabia que estava aqui.- ela e Barbie se abraçaram e responderam as perguntas costumeiras uma da outra— Apareça mais vezes.

—Se depender de mim, eu aparecerei muito mais, senhora Samuels.- minha mãe pareceu se iluminar com aquilo.

Um olhar sugestivo foi lançado para mim quando Barbie se despediu definitivamente com um beijo na minha bochecha.

 Aquilo foi o suficiente para que o casal inexistente Christopher & Barbara virasse assunto do jantar.

— Barbara é uma ótima menina, Chris. Tomara que você consiga segurá-la ou vice-versa.- minha mãe sorriu para mim do outro lado da mesa enquanto meu pai confirmava com a cabeça:

—Espero que sim. Aquela menina vale ouro, filho.- e então murmurou baixinho: —Literalmente.

 

  »«  

 

(Notas Finais: hey, good people!

como vcs estão?

o que acharam do capítulo? oq que acharam do P.OV. do polêmico Christopher?? querem mais?

deixem seus comentários, sugestões, ideias, teorias etc..

não se esqueçam de votar/favoritar e indicar para os amigos!!

me sigam no twitter:@/whodat_emmz

até mais

xx)

 
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