The Good Girl

Scarlett Westbrook tinha 20 anos quando foi humilhada publicamente.
Aos 23 anos presenciou a celebração de noivado do seu amor da adolescência.
Aos 24 anos estava numa delegacia prestando depoimento sobre um assassinato.

Graças a uma única pessoa, esses momentos marcaram sua vida: Barbara Faye.

A família Faye amparou a família Westbrook quando esta passava pela pior fase de sua história. Devido a isto Scarlett e Barbara conviveram como melhores amigas, confidentes, irmãs...

Dividiam praticamente tudo, exceto suas personalidades. Nisso elas eram absolutamente opostas. Barbara ignorava todas as regras, Scarlett as seguia metodicamente

Scarlett nunca pensou que as coisas acabariam daquele jeito para Barbara.
Nunca pensou que estaria no velório da amiga.
Muito menos que a boa moça viria a ser, além uma das peças mais importantes da investigação, também a sua principal suspeita.


Conteúdo +18: Pode conter tortura, mutilação, suicídio, violência gratuita/banalização da violência, pena

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14. «thirteenth»

Aniversário de 21 anos de Christopher 
Marblecoast
12 a.m.
Sábado
 

Tem certeza que sabe se virar sozinha?- Henry perguntou pela milésima vez.

—Eu não sou uma criança indefesa, Samuels. E mesmo se fosse, minha mãe está no outro cômodo e eu sei gritar.- eu peguei uma taça de alguma bebida que eu não sabia identificar naquele momento e tomei um gole.

—Ótimo. Qualquer coisa você tem meu número e eu venho no primeiro toque.

—Obrigada, Superman! -dei um beijo estalado em sua bochecha deixando claro que eu já estava pelo menos um pouco afetada pelo álcool. —Agora vá descansar, não é todo dia em que você tira alguns centésimos a mais que eu numa prova.

Ele balançou a cabeça negativamente e me devolveu o beijo na bochecha.

—Para quem não se conheciam há uma semana, até que vocês tão bem juntinhos.-Persie disse me abraçando de lado.

—Não. Você não vai começar com isso de novo. Somos só amigos. - eu retribui o abraço. —E você? Onde estava?

Ela deu um sorrisinho tímido.

—Eu estava por aí, aproveitando a festa.- lancei um olhar malicioso para ela, que riu.

Persie era parecida comigo em muitas coisas, só que ela era mais desenrolada. Ela conseguia entrar e sair de qualquer lugar e falar com todo mundo. Muito diferente de mim.

Ela sabia a hora de ficar na sua e a hora de aproveitar sem culpa.

—Hm, vou ver se acho a mamãe para acalmar um pouco o coraçãozinho dela. Sabe como ela se preocupa conosco.- me deu um beijo na bochecha e saiu.

Resolvi explorar um pouco do espaço que Christopher havia deixado aberto ao público, apesar de não ter muito para se ver.

A cada pilastra havia alguém bebendo ou usando algo ilícito, a cada canto havia alguém praticando suas técnicas de beijo e em cada cômodo havia alguém indo muito mais além de beijos.

Achei um quarto vazio e me sentei na cama macia. Eu poderia dormir ali para sempre que não me importaria.

Entretanto não aproveitei muito aquela sensação, já que logo alguém chamava a minha atenção.

—Me desculpa, achei que estava vazio.-me levantei depressa quando vi que o banheiro daquela suite já estava ocupado.

Com certeza, depois daquela noite, já tinha um arsenal de imagens de pessoas sem roupa pelo resto da minha vida.

Tentei achar o caminho da porta novamente, mas a iluminação não ajudava.

A garota reclamava, mas eu não estava dando ouvidos a ela. Enfim, eles fecharam a porta do banheiro e eu pude raciocinar direito.

—Não sabia que você era adepta ao relacionamento a três.- o susto que eu tomei foi tão grande que logo atrás de mim, um vaso se espatifou no chão.

Coloquei a mão no coração e observei a figura de Christopher rindo.

—Já te falaram que não é legal assustar pessoas?

—Isso foi um "obrigada"?

Ele tocou meu braço levemente, deixando minha pele ridiculamente arrepiada, e me guiou através de uma porta que eu não tinha notado antes que ligava o quarto a uma saleta com quase todas as paredes como se fossem janelas do teto ao chão.

A vista para o jardim bem cuidado e iluminado de Christopher era estonteante, adicionando isso ao fato que a saleta também era decorada com vários e muitos tipos de flores, eu já poderia considerar aquele o meu local favorito da casa.

Acho que fiquei olhando para tudo meio incrédula, pois Christopher se pronunciou:

—É inacreditavelmente lindo, não é?- eu apenas assenti com a cabeça.

Depois de alguns minutos acariciando meus olhos com aquela paisagem, tive noção que eu estava em um cômodo sozinha com Christopher Samuels.

Já podia sentir minhas mãos suarem.

—Hm,- comecei puxando assunto. —Desculpa por ter quebrado o vaso lá dentro.

—Era um dos favoritos da minha mãe.-arregalei os olhos e ele começou a rir.—Estou brincando, relaxe. Você deveria ter visto sua cara. Minha mãe não deve nem lembrar que ele existe.

—Você está sendo malvado comigo.- parei em frente à uma das enormes janelas.

—Estou?- Christopher se posicionou ao meu lado e colocou as mãos no bolso

—Posso te fazer uma pergunta?- ele assentiu.—Por que o aniversariante está se escondendo da sua própria festa?

—Não estou me escondendo. Estou dando um tempo. Eu não tive a ideia dessa festa, por mim eu estaria num bar com as pessoas mais próximas a mim. Quem organizou esse "evento" todo, foram os meus pais e uns amigos.

—Entendi. - passei a mão pelo meu braço. Meu vestido ainda estava úmido e o tempo estava fresco o suficiente para me deixar com frio.

—Se você estiver se perguntando, sim, você faria parte das pessoas próximas. Apesar de eu ter quase certeza que você não compareceria.

Senti minhas bochechas esquentarem.

— Agora, eu tenho direito a uma pergunta.-o tom de sua voz estava sério agora. Fiquei nervosa lembrando da saia justa em que  ele me colocou na cozinha há algumas horas.

Christopher se virou para mim:

—Você e o Henry estão juntos? Tipo, você sabe....

—Parabéns, você é participante número 100 que perguntou essa mesma coisa para mim, mas a resposta ainda é a mesma: eu e Henry somos só amigos.- ele passou a mão pelos fios de cabelos e sorriu desconcertado.

—Ele parece ter um carinho especial por você.

—Eu gosto dele e da amizade dele. Também tenho um carinho especial por ele. Mas essa pergunta foi só por curiosidade mesmo?- eu e minha boca grande. Minha boca estava falando as coisas sem pensar, mas Christopher não hesitou em responder.

—Na verdade, eu estava pensando em fazer uma coisa e eu precisava da sua resposta sobre isso.- eu me virei para ele franzindo a testa.

—E o que você estava pensando em fazer?- Christopher chegou mais perto.

—Isso.- senti o toque de seus dedos sobre o tecido do meu vestido e aquilo já me aqueceu como uma fornalha.

Seus lábios eram tão macios quanto eu vergonhosamente imaginara.

Ele pressionou seu corpo contra o meu enquanto mordia levemente o meu lábio inferior.

Suas mãos desceram até a minha bunda e suspenderam um pouco o meu vestido. Seus dedos roçaram lentamente a minha coxa e eu estremeci.

—Christopher, nós não...-ele beijou meu pescoço e, céus, foi tão bom.

Passei os dedos pelos seus cabelos e os puxei levemente.

Ele me colocou sentada em uma bancada e se encaixou entre as minhas pernas. Seus lábios se chocaram contra os meus novamente e sua língua explorava com agilidade minha boca.

Eu já tinha ficado com vários caras. Okay, não vários, mais ou menos uns três caras ao longo da minha vida, mas aquilo era bem novo para mim.

Eu estava mesmo dando uns amassos com Christopher em seu aniversário.

—Christopher..., sério, temos que parar.- ele me olhou com uma expressão confusa como se não tivesse ouvido nada do que eu falei.—Temos que parar.

Ele processou as palavras e então começou a ajeitar sua compostura rapidamente.

Chegou até a ser engraçado o jeito que ele me desceu da bancada e ajeitou meu vestido devidamente.

—Claro. Claro. Eu abusei, desculpa. - ele passou a mão no meu rosto e no meu braço. —Não quero que pense que eu te acho uma dessas meninas que fazem qualquer coisa na primeira noite.

Não pude deixar de formar a imagem de Barbara na minha mente, mas tentei ignorar.

Fingi um sorriso:

—Não achei que estivesse pensando isso, só não esperava que aconteceria algo assim.-coloquei meu cabelo atrás da orelha envergonhada.

—Você não sabe quanto tempo eu vinha pensando nisso.- levantei uma sobrancelha e ele confirmou com a cabeça.

—Acho melhor eu voltar para procurar a minha irmã, não quero que fique preocupada.-  tirei uma poeira inexistente do meu vestido.

Lancei um sorriso tímido para Christopher e me virei em direção à porta.

—Você não precisa ver aquela cena de novo, sabe-se lá o que eles estão fazendo agora, tem outra porta aqui. -ele pôs a mão na maçaneta do outro lado da sala e quando eu estava prestes a seguir o meu caminho, ele pôs a mão em minha cintura. —Não pense que vou parar por aqui. Isso foi apenas o começo.

»«

Dias Atuais
Lanchonete Bolton's
Marblecoast
10h45 a.m.
Quinta-feira

Então, a relação dos dois não era tão pacífica?

O café apenas me fazia suar mais.

—Não é bem isso o que eu quero dizer, quero dizer que Christopher e Barbara não eram o tipo de pessoa que se apegavam e se acomodavam com uma pessoa só.-engoli a seco tentando parecer o mais impessoal possível. —Foi uma surpresa quando eles anunciaram noivado apesar de todos já saberem que rolava algo entre os dois.

—E o que você achou do noivado dos dois? Você gosta do Christopher como pessoa? Achava-o um bom pretendente para ela?- Barre cruzou os braços na frente do peito.

—Eu não tenho nada contra o Christopher. Ele não é de todo mal, só não a tratava como ela merecia. Na verdade, nenhum dos dois fazia isso, eles eram muitos parecidos.-enrolei uma mecha de cabelo no dedo.

—Eu preciso fazer essa pergunta para você. Sei que essas coisas são difíceis de responder, mas... você acha que Christopher poderia ter feito algo com Barbara? Testemunhas disseram que eles vinham tendo muitas brigas ultimamente, alguns disseram que a incompatibilidade entre eles só aumentava a cada dia.

—De fato eles brigavam muito. Porém, não parecia uma motivação para acontecer o que aconteceu. Por Deus! Barbie foi esquartejada, muito possivelmente torturada antes disso, não acho que algumas brigas de casais despertariam um ódio tão grande assim.– tudo saía da minha boca num fôlego só.

Volte a respirar, Scarlett. Endireite os ombros e faça contato visual.

Você não está dizendo nada além da pura e simples verdade.

—Então, na sua opinião, Christopher nada tem a ver com isso? Nunca mostrou tendência violentas ou opressivas?- o olhar de Barre eram flechas inflamadas em minha direção. —Com ninguém?

Minha voz não saiu, em seu lugar um ridículo aceno negativo de cabeça apareceu.

Por um segundo, um flash de decepção passou pelo delegado, mas ele se recompôs.

Esse caso não seria tão simples como ele imaginara.

—Okay. - ele arrumou a papelada espalhada pela mesa em uma pilha só, o que marcava o fim da nossa conversa. Eu quase suspirei aliviada. Quase.

Ah!- ele bateu a mão na testa e abriu um sorriso.—Como pude deixar passar? Prometo que essa será a última pergunta de hoje, senhorita Westbrook.

Assenti já sabendo o que estava por vir.

Fecharemos com chave de ouro, Scarlett!

Minha mente conseguia ser mais malvada comigo do que qualquer outra pessoa.

Eric limpou a garganta:

—Poderia me contar detalhes da noite do assassinato?

 

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Notas Finais: hey, good people

como vocês estão?

aqui está a att extra como prometido!!

espero que tenham gostado do capítulo, foi feito com muuuito amor

por que não dizem o que acharam? comentem, deixem sugestões, teorias etc..

não se esqueçam de votar/favoritar/recomendar e indicar para os amigos!!

me sigam no twitter: @/whodat_emmz

e sigam o tumblr de the good girl e minhas outras histórias: www.thegoodgirlfanfic.tumblr.com

vejo vcs sexta? espero q sim!!

até mais

xx

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