The Good Girl

Scarlett Westbrook tinha 20 anos quando foi humilhada publicamente.
Aos 23 anos presenciou a celebração de noivado do seu amor da adolescência.
Aos 24 anos estava numa delegacia prestando depoimento sobre um assassinato.

Graças a uma única pessoa, esses momentos marcaram sua vida: Barbara Faye.

A família Faye amparou a família Westbrook quando esta passava pela pior fase de sua história. Devido a isto Scarlett e Barbara conviveram como melhores amigas, confidentes, irmãs...

Dividiam praticamente tudo, exceto suas personalidades. Nisso elas eram absolutamente opostas. Barbara ignorava todas as regras, Scarlett as seguia metodicamente

Scarlett nunca pensou que as coisas acabariam daquele jeito para Barbara.
Nunca pensou que estaria no velório da amiga.
Muito menos que a boa moça viria a ser, além uma das peças mais importantes da investigação, também a sua principal suspeita.


Conteúdo +18: Pode conter tortura, mutilação, suicídio, violência gratuita/banalização da violência, pena

1Likes
1Comentários
3965Views
AA

17. »sixteenth«

Quatro Anos Antes
Universidade de Meadowfort 
Meadowfort 
12 p.m.

Terça-Feira

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo.

Christopher Samuels estava atrás de mim depois todos esses anos.

Eu me certifiquei se ele e Barbara não tinham realmente nada sério antes de me entregar aos encantos dele.

E que encantos.

Ele era muito mais do que eu imaginava. Christopher era lindo, charmoso, atencioso, beijava bem e deveria fazer muito mais coisas bem também.

Deveria. Sim, porque eu não tinha passado da fase dos beijos e de uns amassos mais quentes com ele. Não que ele não quisesse.

Na verdade, eu é que sempre recobrava a consciência nesses momentos mais ousados.

Se algo realmente acontecesse, Christopher seria o meu primeiro e aquilo descarregava uma onda de ansiedade em mim.

—Vocês estão sendo muito discretos, ninguém vai perceber nada.- Henry bufou fechando o armário ao meu lado.

—Oi?- desviei o olhar de um Christopher que me encarava sorrindo.

—Nada, Scarlett.- Henry soltou um sorriso incrédulo, saiu andando na frente e eu tentei acompanhar o seu passo.

—Ei. Para, vai. Henry!- ele parou a contragosto e esperou que eu conseguisse parar ao seu lado. —Uau, alguém acordou com o pé esquerdo hoje.

—Não acordei com o pé esquerdo. Só não estou com paciência para ver você que nem uma retardada.- arregalei os olhos.

—Eu não estava agindo que nem uma retardada.- me defendi.

—Não só estava, como está. Você combinaram o quê? De se pegar escondido? Sério, Scarlett? Você é bem melhor do que isso. Além disso, se isso foi ideia dele, avise que não está dando certo porque ele te come com os olhos o tempo todo. - minha bochecha esquentou.

—Só não queríamos fazer furdúncio. Por enquanto é melhor que ninguém saiba. Depois de toda exposição que eu já tive naquela festa...-respirei fundo.

Eu queria ficar de verdade com o Christopher. Andar por aí com todo mundo olhando, mas era melhor assim.

—Foi essa a desculpa esfarrapada que ele deu pra você? Porque, perdão, Lettie, mas você é bem mais esperta do que isso.- Henry se virou e continuou andando em um ritmo mais lento para que eu o acompanhasse.

—Por que seria uma desculpa esfarrapada? Você acha que ele está querendo só se aproveitar de mim?- olhei para ele, sentindo o nervosismo dar as caras.

Pensei ter visto um olhar de pena em Henry, mas no segundo seguinte não estava mais lá, então eu não tinha certeza de que foi real.

—Eu ainda não saquei o que ele quer, Scarlett, mas Christopher nunca se incomodou em ser discreto. Nem com ficadas, nem com namoros e, lá no fundo, você sabe bem disso.

Henry tinha razão, mas como eu faria para descobrir o que Christopher queria de verdade?

—Não crie caraminholas, agora. Temos um dia inteiro de estudo pela frente. Vamos, quero te mostrar depois da aula um restaurante que eu frequentava bastante aqui perto.- tentei abrir um sorriso e Henry beijou minha testa.

»«

7 p.m.  

—Senti sua falta.- Christopher disse entre os beijos que dava em meu pescoço.

—Hm...- foi apenas o que eu respondi.

Eu estava ali, mas minha mente não. Ela ainda tentava compreender as palavras de Henry mais cedo.

Não queria acreditar que aquele Christopher era mentira, entretanto milhões de possibilidades passavam pela minha cabeça.

Talvez isso fosse um joguinho de Barbara para logo mais me humilhar novamente.

Não, Scarlett! Você está ficando paranoica.

Barbs não faria nada de ruim para você, ela só fez aquilo porque estava bêbada. Fora de si.

—Tá tudo bem?- Christopher parou os beijos, mas suas mãos ainda seguravam minha cintura firmemente em cima da bancada.

Estávamos em um casebre não muito longe dos fundos de sua casa. Ele fora construído especialmente para Christopher quando ele tinha 8 anos, pois todos seus amigos estavam construindo uma casa na árvore, mas em volta de sua casa não tinha árvores que aguentassem o peso da pequena construção.

Queria eu ser mimada desse jeito.

Apenas confirmei com a cabeça, respondendo sua pergunta, esperando que ele deixasse isso para lá e voltasse aos beijos, mas ele não ficou muito convencido.

—Você parece distante.- ele deslizou a mão desde a lateral do meu rosto, passando pelo meu colo, até a minha barriga onde enfiou a mão por dentro da minha camiseta.

—Só estou cansada.- enrosquei minha mão em seus cabelos e encostei nossos lábios.

—É muito bom ficar com você, sabia?- ele disse em meio aos selinhos.

—Seria ainda melhor se pudéssemos ficar juntos a qualquer momento.- as palavras escaparam da minha boca antes que eu pudesse pensar.

Christopher se afastou minimamente para me olhar e fez uma cara triste.

—Já conversamos um pouco sobre isso, Scar. Se assumimos um namoro assim enquanto aquela festa ainda está recente na mente das pessoas, elas vão inevitavelmente começar a falar.- ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. —Não quero te expôr desse jeito novamente. Vamos dar um tempo para eles esquecerem, está bem?

Apenas confirmei com a cabeça e ele me deu mais um beijo.

—Tenho que ir, está na hora do jantar.- eu disse descendo da bancada e ajeitando minha saia.

—Te mandarei uma mensagem antes de dormir.- Christopher me abraçou e deixei seu perfume me impregnar. —Não se preocupe, eu quero resolver nossa situação o mais rápido possível.

Perdi a conta de quantas vezes eu ouvi essa mesma frase durante os dois anos seguintes.

»«
Alguns meses depois
Mansão dos Faye
Marblecoast
4 p.m

Segunda-feira

Estávamos todos reunidos em uma das salas da casa dos Faye.

Charles Faye, pai de Barbara e Gunther, havia colocado em sua cabeça que já estava na hora de deixar um testamento.

Ele tinha uma saúde impecável e era muito bem cuidado, mas quando colocava uma ideia na cabeça era difícil de tirar.

Estávamos ali reunidos para que ele dissesse suas intenções do que iria deixar para quem, caso algo acontecesse.

Minha mãe, Persie e eu fomos convidadas a participar da reunião, mas estávamos ciente de que aquele assunto não nos competia.

Os Faye já haviam feito tanta coisa para nós.

O senhor Faye começou dizendo que todos os imóveis e terrenos, exceto um, ficariam para Audra, o que, pode acreditar, não era pouca coisa.

As ações da empresa seriam divididas igualmente entre Barbara e Gunther.

Em questão de toda a fortuna, ela seria dividida da seguinte forma, 40% seriam para Gunther, outros 40% seriam para Barbara e os 20% restante seriam divididos igualmente entre mim e Persephone.

Nessa hora, eu quase engasguei com o meu café.

—O quê? Não, senhor Faye, nós não podemos aceitar isso.- Persephone foi a primeira a conseguir dizer algo.

—Audra, Charles, vocês já fizeram tanto por mim e por minhas filhas, não seria correto aceitar.- minha mãe disse com sua voz calma de sempre.

—Eu abro mão dos meus 10%, senhor Faye.- eu disse—Todo o suporte que o senhor nos ofereceu foi uma benção, mas seria incoerente nos apropriar de algo que deveria ficar entre sua família.

—Scarlett, querida, vocês fazem parte da nossa família desde o dia que passaram pelo nosso portão, não se sintam como se estivessem se apropriando de algo.- Audra disse enquanto acariciava o ombro do marido.

Provavelmente ela teria sido tão responsável naquela decisão quanto ele.

—Como Audra disse, vocês não estão se apropriando de nada. Não irei revogar essa decisão.- Charles disse inciso por fim.

Ele era um cara meio fechado e na dele, mas tinha um coração tão bom quanto o de sua esposa.

Ele limpou a garganta:

—Por fim, deixo o imóvel restante para Annalise e sua família, apesar de ter certeza que não será necessário já que nossas próprias portas estarão sempre abertas para vocês, tenho certeza disso.

Minha mãe estava à beira de lágrimas e eu passei o braço pelo seu ombro para confortá-la.

O que eles estavam fazendo por nós era algo inimaginável. Era muito mais do que poderíamos pedir.

Barbara e Gunther aproveitaram a presença do advogado para fazerem um "pré-testamento". Eu achava isso meio macabro e quase um mal agouro.

Nós éramos jovens não precisaríamos nos preocupar com essas coisas agora, entretanto não me manifestei sobre.

 

  »« 

 

(Notas finais: hey, good people

como vcs estão? espero q bem

aproveitando o feriado+fim de semana?\o/

queria anunciar que as atualizações ocorrerão agora entre sexta e sábado, para q vcs n fiquem esperando apenas na sexta e ficarem chateados comigo :D

e então mais um capítulo para esclarecer as coisas, oq acharam?

o que acham de Christopher e Scarlett?

juro que não estou tentando enlouquecer ninguém kkkk

próximo capítulo teremos o ponto de vista de outro personagem... quais são suas apostas?

deixem seus comentários, opiniões, teorias etc..

não se esqueçam de mostrar o amor de vcs também votando/favoritando/adicionando a história em sua lista e divulgando nas redes socias

sigam nosso tumblr: thegoodgirlfanfic.tumblr.com

e me sigam no twitter: @/whodat_emmz

amo vcs

xx)

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...