The Good Girl

Scarlett Westbrook tinha 20 anos quando foi humilhada publicamente.
Aos 23 anos presenciou a celebração de noivado do seu amor da adolescência.
Aos 24 anos estava numa delegacia prestando depoimento sobre um assassinato.

Graças a uma única pessoa, esses momentos marcaram sua vida: Barbara Faye.

A família Faye amparou a família Westbrook quando esta passava pela pior fase de sua história. Devido a isto Scarlett e Barbara conviveram como melhores amigas, confidentes, irmãs...

Dividiam praticamente tudo, exceto suas personalidades. Nisso elas eram absolutamente opostas. Barbara ignorava todas as regras, Scarlett as seguia metodicamente

Scarlett nunca pensou que as coisas acabariam daquele jeito para Barbara.
Nunca pensou que estaria no velório da amiga.
Muito menos que a boa moça viria a ser, além uma das peças mais importantes da investigação, também a sua principal suspeita.


Conteúdo +18: Pode conter tortura, mutilação, suicídio, violência gratuita/banalização da violência, pena

1Likes
1Comentários
3150Views
AA

20. «nineteenth»

Sete dias antes
Delegacia Distrital de Marblecoast
Marblecoast
2 p.m.

Terça-feira

Senhor Samuels? O delegado está te esperando na sala dele. -ouvi Sarot do lado de fora da minha sala e respirei fundo.

Como aquele clichês, a maioria esperava que o culpado fosse o companheiro. Isso era visível pelo modo que as pessoas na sala de espera o acompanhava com os olhos.

Christopher andava de cabeça baixa e com as mãos nos bolsos, parecendo concentrado na simples tarefa de andar até à minha sala.

—Entre.-eu disse quando ouvi duas batidas lentas na porta.

—Boa tarde, delegado.- ele atravessou a sala e estendeu a mão por cima da minha mesa para me cumprimentar e eu a apertei.

Seus olhos estavam cheio de olheiras e bolsas  abaixo deles. Seu cabelo estava arrumado com desleixo e sua barba estava por fazer.

—Eu atrasei esse momento ao máximo, para termos alguma pista do que possa ter acontecido com Barbara e agora...

—Ela está mesmo morta? Minha Barbie se...foi?- ele me interrompeu e eu abaixei o olhar.

—Foi encontrada uma boa quantidade de sangue e fios de cabelos pela região e o exame de DNA batia com o da senhorita Faye. Ela já está desaparecida por mais de 72 horas, só podemos presumir que...

Ele afirmava com a cabeça compulsivamente como se confirmasse algo para si mesmo.

Limpei a garganta:

—Não sei se o policial Sarot já avisou, mas todos os depoimentos são gravados.- ele diminuiu o ritmo da cabeça. —Precisamos ter tudo registrado.

—Eu entendo.- Christopher disse e eu liguei o gravador. —Antes de começarmos, gostaria de sabe se o senhor não tem nem uma pista de onde possa estar o...

—O corpo? Não. Estamos numa busca intensa, mas ainda não achamos nada que possa nos ajudar nessa busca.

Christopher não parecia surpreso. Parecia nervoso, mas não surpreso.

—Poderia começar me contando como era sua relação com Barbara?- perguntei balançando a caneta entre os dedos.

—Nós éramos noivos, isso você já deve saber. Entretanto, antes disso acontecer sempre tivemos uma ligação.- franzi a testa.

—Como assim uma ligação?

—Boa parte do tempo, apesar de não estarmos em um relacionamento sério, nós... bem...- o sorriso galanteador que surgiu no seu rosto foi quase infame.

—Vocês se relacionavam, ficavam, é isso?- ele concordou com a cabeça. Ele parecia meio perturbado.

—Nós ficamos pela primeira vez há uns quatro anos e foi um caso isolado, sabe, eu achei que não tinha significado nada para ela, mas depois de uns meses nós nos relacionamos novamente e chegamos a um ponto que se aquilo não era namoro eu não sabia mais o que era.

Christopher falava tudo de uma maneira rápida, que beirava o desespero.

—Minha família aprecia muito os Faye, Barbara é...era a nora dos sonhos da minha mãe provavelmente desde quando ela nasceu. Acho que sempre houve essa vontade de juntar Samuels e Faye.-ele estralou os dedos da mão.

—Então o seu relacionamento com Barbara teve uma certa influência, quase uma influência com interesses?-  eu me levantei da cadeira e caminhei até a chaleira.

—Na verdade sim, mas isso não influenciava o que eu sentia e ainda sinto por Barbara.- Christopher respondeu rapidamente.

Eu estava de costas para ele e levantei a sobrancelha. Ele certamente não sentia tanto por Barbara.

—Chá?

—Não, obrigado.- ficamos em silêncio enquanto eu me apoiava na estante atrás da minha mesa.—Barbara era uma mulher de personalidade. Ela sabia o que queria. Quando colocava algo na cabeça, ninguém era capaz de tirar.

—Vocês tinham muitos conflitos por causa disso?

—Não vou mentir e dizer que éramos o casal perfeito. Estávamos longe disso. Brigávamos como todo casal, mas uma coisa que era um pouco demais era a mania dela de fazer um pré-julgamento das pessoas e se apegar a isso, brigamos várias vezes por esse motivo. Acho que isso lhe atribuiu muitas pessoas que falavam com ela apenas por conveniência.

—Alguma dessas pessoas aparentou ter um sentimento ruim a ponto de poder ter feito algo com Barbara?- eu o analisei atentamente. Raras eram as vezes em que me olhava nos olhos.

—Não que eu tenha notado e eu ainda tenho esperanças que Barbie estará sã e salva em algum lugar e...- sua voz era cheia de emoção.

—Você sabe que já faz três dias que...

—Eu sei!-ele bateu a mão na mesa irritado, mas isso não me abalou nem por um segundo. Eu sabia que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. —Você acha que eu não sei o que esta merda toda significa? Acha que eu não sei o que vocês começam a suspeitar depois de 72 horas de desaparecimento?

Christopher tentou se acalmar enquanto eu bebericava meu chá.

—Me desculpa pelo comportamento. -ele deu um sorriso amargo.—Acha que eu não sei porque sou um dos primeiros, senão o primeiro a ter de prestar depoimento? É sempre a mesma história, o mesmo enredo, não é mesmo?

Eu estreitei os olhos curiosamente.

—Mas deixa eu te dizer uma coisa, senhor delegado, e espero que essa merda de gravador registre bem isto: Eu não tenho nada a ver com o desaparecimento de Barbara Faye.

Ele chegou no ponto que eu queria.

—Ninguém está te acusando de nada, senhor Samuels. Esse é um procedimento padrão que todas as pessoas próximas a Barbara e as presentes naquela festa passarão. E pela simples questão de você ser uma das pessoas mais próximas emocionalmente dela, você foi o primeiro a prestar depoimento.

Christopher soltou um riso sarcástico.

—Então vamos fingir que é tudo obra do acaso...

—Você tinha algum tipo de relacionamento com os Westbrook?

—Você quer dizer, Scarlett e Persephone?- eu assenti com a cabeça. —Barbara era muito amiga delas e moravam na mesma casa, acho que o mínimo de relacionamento eu tinha com elas. Acho que Persephone não ia muito com a minha cara, mas tínhamos o mínimo de respeito um com o outro.

—E Scarlett Westbrook? Ela, das duas, era a mais próxima de Barbara.- Christopher tentava sutilmente esconder sua inquietação.

—Scarlett...Scarlett é uma boa garota.- ele respirou fundo passando a mão pelos cabelos. —Ela é uma boa garota.

—E como era o seu relacionamento com ela e o dela com a Barbara?- ali estava um ponto crucial.

—Ela é a melhor amiga de Barbara, eram quase irmãs. Scarlett faria qualquer coisa por ela. Era muito fiel a ela, acredite.

—E com você?

Christopher respirou fundo, fechou os olhos e umedeceu os lábios:

—Nos dávamos relativamente bem, é o que eu posso dizer.

»«

(Notas Finais: Hey, good people

já faz um tempinho eu sei, mas assumi um compromisso há algumas semanas e por isso meu tempo diminuiu consideravelmente.

Talvez isso retarde algumas atualizações em uma-duas semanas, mas não irei abandonar a história que se tornou muito importante para mim, assim como todos vocês.

desculpem n ter aparecido antes.

OBRIGADA POR TODOS QUE COMENTARAM/ FAVORITARAM/ VOTARAM/ ADICIONARAM A HISTÓRIA EM SUAS LISTAS DE LEITURA. Prometo responder a todos assim que possível!!

Não se deixem de continuar deixando seus comentários, opiniões, críticas etc...

vejo vcs em breve

rhysand's kisses

xx)

 

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...