Corvo Apaixonado

O amor não tem barreiras não é mesmo?
Mentira, depende de você, se quiser criar algumas, vai fazer isso sem nenhuma cerimônia. Eu sempre fui um garoto tímido, o famoso sonso sabe? nunca tive uma namorada por causa disso mas oque aconteceria se quando morresse, pudesse escolher alguma garota pra namorar? Pois é, eu tive essa oportunidade mas não foi tão simples como imaginava ser.

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12. Voltei a vida?


Me aproximei dela e a abracei, minha forma de pedir perdão foi dar um beijo nela.

- Me desculpa por tudo, sei que devia ter contado quem eu era de verdade mas fiquei com medo de você não me querer.

- Eu sempre vou te querer. 

- Será que vai? Eu não vou mais viver, você vai sofrer muito preconceito se falar que tem um namorado e ninguém te ver acompanhada dele. Vão falar que é namoro virtual.

- E se fosse? O importante é o amor, existem tantos casais virtuais que se amam e acabam casando, mais vale um amor verdadeiro do que um casal mentiroso.

- Eu sei mas você vai aguentar as brincadeiras de mal gosto?

- Vou, temos que ser felizes, é isso que importa. Ah, hoje você dorme aqui.

- Amor, será que é melhor mesmo eu dormir aqui?

- Claro. Disse ela me puxando pra cama.

Mesmo sabendo que estava morto, fiquei preocupado por dormir no local, vai que acontecia algo e Crodoaldo me visse com sua irmã, com certeza me mataria.

E inexplicávelmente, fomos acordados já de manhã com alguém tocando a porta. Bruna logo acordou e abriu, era Crodoaldo com uma regata amarela de basquete. Quando Bruna perguntaria o que ele queria, o muleque empurrou ela e se aproximou da cama onde eu se encontrava.

- O que está fazendo na cama da minha irmã seu muleque?!

Bruna e eu, ficamos com os olhos arregalados, como ele estava me vendo? Isso significava que eu teria voltado a viver, se fosse isso que estava acontecendo, ficaria feliz, e se sobrevivesse ao Crodoaldo, ficaria mais feliz ainda.

- Espera aí, você não é o Corvo?!

- Sou eu mesmo. Respondi, se levantando.

- Mas você não estava morto? Eu vi seu corpo no chão?

- Estava, mas acabei sobrevivendo.

Crodoaldo ficou olhando para mim sem dizer nada, não conseguia entender, na realidade nem eu entendia, mas é claro que não perdeu a oportunidade de me humilhar.

- Agora eu te mato, quem mandou tocar em minha irmã?! Gritou ele se aproximando de mim.

Bruna passou na frente e empurrou o irmão com muita raiva.

- Já chega, você não manda em mim Crodoaldo, e te digo uma coisa, para de ser esse muleque idiota, que só sabe humilhar as pessoas, não sabe que cometer Bullyng é só pros covardes? Da próxima vez que saber que tentou amendrontar o Corvo, eu conto tudo pra minha mãe, e você sabe o que ela vai fazer né?

- Não maninha, não por favor! Eu juro que não faço mais nada, vou mudar ser uma pessoa melhor, mas não deixe minha mãe me levar pra meus avôs.

Crodoaldo se ajoelhou no chão com muito medo, fiquei até com pena mas Bruna foi dura com ele, até porque merecia. O garoto saiu correndo e voltou para seu quarto, deixando nós sozinhos.

- Seus avôs são tão ruins assim?

- Não, é porque lá não tem nenhum sinal de internet. Agora me explica, como ele te viu?

- Isso que desejo saber, será que eu voltei a viver?!

Nos olhamos por alguns segundos, estavamos confusos, precisavamos descobrir o que aconteceu, só não sabiamos como.

 

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