Corvo Apaixonado

O amor não tem barreiras não é mesmo?
Mentira, depende de você, se quiser criar algumas, vai fazer isso sem nenhuma cerimônia. Eu sempre fui um garoto tímido, o famoso sonso sabe? nunca tive uma namorada por causa disso mas oque aconteceria se quando morresse, pudesse escolher alguma garota pra namorar? Pois é, eu tive essa oportunidade mas não foi tão simples como imaginava ser.

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8. O pedido

- Me desculpe, eu não devia ter feito isso.

- E porque? Há muito tempo estava esperando esse beijo.

- Sério?

- Sim, você é uma garota bonita e bem legal, sempre mecheu comigo.

Tive que confessar enquanto estava com coragem.

- É por isso que sempre me olhava na escola?

- Sim, mas você percebia?

- Claro, te achava fofo, apesar de nunca ter chegado em mim.

A felicidade que havia tomado meu coração naquele momento, era inesplicável. Imaginava que minha presença nunca tivesse sido percebida por ela, mas hoje, descobri que estava totalmente enganado.

- Eu demorei muito tempo para poder criar coragem pra te conhecer, e hoje sei que não vivo mais sem você. Antes que minha insegurança volte, você quer namorar comigo?

Bruna ficou vermelha, nervosa se levantou e foi para a porta, voltou e ainda nervosa pegou em meus braços.

- Tenho medo de me magoar. Meu último relacionamento me fez muito mal, então estou com medo.

- Mas... não precisa temer, nós podemos ser felizes, prometo que não vou te magoar.

Bruna se sentou na cama com os braços cruzados. Não tendo muito oque fazer, fiquei de pé, apenas olhando pra ela e torcendo pra que aceitasse meu pedido.

- Você promete?

- Claro, não vou te magoar, eu te amo de verdade e esse sentimento não é de agora.

O olhar dela demonstrava que estava bem insegura, eu fiquei preocupado pois imaginei que ela confiava em mim totalmente, mas enfim, ela estava certa.

- Está bem, eu também amo você. Mas não faça eu me arrepender hein?

- Ok, sorri.

Nós nos beijamos mais uma vez e voltei para minha casa, estava muito feliz, depois de muito tempo, estava namorando com a garota que sempre sonhei.

Deitado em minha cama, olhava para o teto lembrando do beijo que tivermos, o toque dela era tão sensível, me fazia viajar por universos imaginários. Parecia que acompanhado dela, meus sonhos eram realidade, e os problemas não existiam, se isso fosse apenas um sonho, não faria nada para acordar.

Mas quando já estava fechando os olhos para dormir, algo me interrompeu.

- Corvo?!

Fiquei assustado, de onde aquela voz estava saindo, até pensei que seria minha mãe mas ela não me chamava por apelido. Quando olhei para o lado, enxerguei a criatura sombria em minha frente, a Morte havia voltado e eu temia é descobrir a causa de seu retorno.

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