Corvo Apaixonado

O amor não tem barreiras não é mesmo?
Mentira, depende de você, se quiser criar algumas, vai fazer isso sem nenhuma cerimônia. Eu sempre fui um garoto tímido, o famoso sonso sabe? nunca tive uma namorada por causa disso mas oque aconteceria se quando morresse, pudesse escolher alguma garota pra namorar? Pois é, eu tive essa oportunidade mas não foi tão simples como imaginava ser.

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6. Minha alegria é o sofrimento dela.

- Ah, é claro. Gostei de você, acho que vamos nos dar muito bem.

Ouvindo a resposta dela, sorri muito feliz.

- Mas com uma condição.

- Qual?

- Que não se misture nas maldades que Crodoaldo comete com seus amigos.

- Ah, tudo bem. Não vou me envolver, mas posso te pedir uma coisa também?

- Pode falar.

Me aproximei dela e um pouco mais seguro, olhei nos olhos dela que aparentava ainda estar nervosa.

- Não conte para seu irmão que nós somos amigos.

- Eu não ia contar, mas porque essa preocupação?

- Bem, porque acho que ele odiaria ter um colega de classe dele, sendo amigo de sua irmã.

- Você tem medo dele?

A minha resposta estava clara, era lógico que tinha medo de Crodoaldo, não agora, até porque estava morto e ele não poderia fazer nada contra minha pessoa. Mas poderia ser descoberto, caso ela falasse que estava conversando comigo.

- Não, imagina.

Ela esperta, não acreditou. Comprovou isso em seu lindo sorriso, abaixando a cabeça em seguida.

Como já estava ficando tarde, tive que sair e ir para minha "casa". A tarde tinha sido tão boa ao lado dela que nem havia pensado nisso.

- Bem, nós podemos se ver amanhã?

- Sim, se eu não for incomodar.

- Claro que não. Até logo.

Apesar das despedidas parecerem tristes, a melhor parte era o beijo, os lábios dela eram tão doces e sensíveis. Não fiquem pensando  que ela é oferecida, ao contrário, sabia que ela se tratava de uma garota encantável. O beijo foi na minha bochecha, o suficiente para me deixar bobo.

Ainda não acostumado com a vida de "morto-vivo", olhava para todos os lados enquanto andava, ninguém parecia me notar para meu alivio. Não me notavam nem quando eu estava vivo, imagina depois de morto.

Chegando em minha casa, vi meu irmão assistindo futebol na televisão e a casa toda arrumada, parecia casa de boneca. A responável por isso, era minha mãe, e falando nela, encontrei em meu qaurto. Achei estranho e me aproximei, ela estava com minha blusa ( alias a preferida) na mão e chorava muito.

Realmente naquele momento, fiquei chocado, muito mal. Sempre pensei que ninguém sentia a minha falta, mas ver minha mãe chorar, parecendo pedir pra que eu voltasse, era duro. Se pudesse voltar atrás, teria ficado menos em meu quarto para fazer companhia a ela que sofria tanto, desde que meu pai se foi.

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