Corvo Apaixonado

O amor não tem barreiras não é mesmo?
Mentira, depende de você, se quiser criar algumas, vai fazer isso sem nenhuma cerimônia. Eu sempre fui um garoto tímido, o famoso sonso sabe? nunca tive uma namorada por causa disso mas oque aconteceria se quando morresse, pudesse escolher alguma garota pra namorar? Pois é, eu tive essa oportunidade mas não foi tão simples como imaginava ser.

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2. Meu desejo

Olhando para aquela criatura sem rosto, me levantei tremendo como um pintinho molhado, e tentei dizer algo mas não conseguia.

- Venha, vou te levar a minha sala. Disse a criatura.

- Quem é você? Onde estou?

- Você tem ideia de quem eu seja, e está morto em um mundo bem distante onde poderá haver paz dependendo da própia pessoa.

Estava surpreso, desejei tanto morrer pra me livrar daqueles muleques e ter paz, e agora um ser que parece ser a Morte me diz que a paz depende de mim? Não podia crer nisso.

- Mas está tudo muito confuso, só lembro de um acidente.

- Sim, esse acidente lhe trouxe até aqui. Agora me acompanha por favor.

O ser estranho pegou em minha mão, levando até uma sala pequena com apenas duas cadeiras empoeiradas por uma mesa. Senti que naquele momento, eu seria interrogado. E foi isso mesmo que aconteceu, a criatura abriu um livro com capa vermelha, colocou um óculos que flutuava em seu inexistente rosto, e começou a ler.

- Bem, já te dei as boas vindas, agora preciso lhe contar alguns direitos e deveres.

Ouvindo oque a morte disse com uma voz meia suave porém grossa, fiquei rindo, até depois de morto tinha que  seguir regras, isso é uma palhaçada.

- Os deveres são: Cumprir tudo que jurar, não só pra mim mas para qualquer outro individuo que se relacionar, e não ser visto por nenhum humano e nem faze-los mal.

- Está bem, e os direitos?

- Tem direito a fazer um pedido e ter paz, caso mereça.

Claro, o lado dos direitos foi oque mais me interessou e pensando em ideias bem malucas porém essenciais, fiz logo meu pedido.

- Então meu pedido é voltar a viver.

- Oque?! Isso não é possível!

- Como não?! Eu preciso, sou muito novo, e lembro que nos deveres está a regra de não fazer mal aos humanos.

- Mas é como morto.

- Você não poderia quebrar o galho? Prometo que  não vou te trazer nenhum problema. Disse o garoto cruzando os dedos.

- Posso te deixar meio humano e meio morto por um período pequeno de 6 meses.

- Só?

- É pegar ou largar!

 Não havendo outra opção, aceitei. Nisso, a criatura ficou em minha frente, pegou a foice e deu em minha cabeça, não senti nenhuma dor, apenas acordei no meu quarto sentado em minha cama sem entender nada. Quando raciocinei que havia voltado a meu mundo, sorri já pensando nas coisas que eu tinha que fazer, afinal não podia desperdiçar essa chance, teria muitas contas a acertar com meus inimigos.

 

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