Amor Mutilado

Ana tem apenas 14 anos, mas já enfrenta muitos problemas pessoais. Uma linda garota com sorriso perfeito que deixa qualquer menino apaixonado, mas toda essa moral pra ela não basta, não a faz feliz. Sabe que o amor não é isso, apenas a olham como uma mulher linda que tentaram conquistar, um objeto de valor para ser exibido aos amigos como um troféu.
E por isso resolve não acreditar em ninguém, apenas viver, solitária em seu quarto. Mas algo de inusitado acontece e ela se apaixona por um garoto que nem mora perto dela, e logo começam a namorar, mas esse relacionamento será conturbado, cheio de problemas e inimigos tentando destruir essa linda relação.
Um romance perfeito daqueles que qualquer um desejaria ter um dia, uma paixão eterna entre dois jovens que se amam a ponto de ficarem loucos.

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6. Encontro

- Calma, cuidado com essa arma!

- Cala a sua boca e senta no sofá agora. Se tentar chamar a polícia, ou atenção de alguém, eu disparo!

Ver ele com medo das minhas ameaças era um prazer que não esqueceria jamais, e pra completar a festa, dei alguns socos e chutes, só para descontar minha raiva né.

- Qual seu objetivo, me matar?

- Como você adivinhou? Disse a mulher chutando Peter, o fazendo cair no chão.

- Oque eu te fiz garota? Esqueça o passado!

- Esquecer? Jamais! Por sua culpa, eu me tornei esse lixo, virei uma drogada e quase matei minha mãe de desgosto. E agora vem me perguntar oque fez?!

Revoltada, eu chutava ele e dava muitas coronhadas, quando vi o sangue descer por seu corpo, me senti um lixo, como fui capaz de fazer tão mal? Mas eu tinha que fazer isso, pois aquele sangue não se comparava 1 por cento da dor que eu sentia em meu coração por tudo que fez comigo.

Fiquei horas rodeando ele com meu revolver na mão, mostrando autoridade, olhando o idiota no chão tremendo me fazia gargalhar muito, tinha que ser sarcástica, mesmo que não o matasse, só o susto, valeria a pena, até porque ele não teria coragem de chamar a polícia depois disso.

Quando já era 8 horas da noite, abri uma janela para poder ter um pouco de ar naquele apartamento, porque não estava mais aguentando o ambiente fechado. Mas ele, covarde como sempre foi, tentou correr até a janela para gritar, mas dei um murro em seu nariz que o derrubou no mesmo momento, pelo menos minhas aulas de boxe serviram para alguma coisa.

Inteligente, tentou me seduzir e o pior que quase conseguiu, disse quase. Quando menos esperava, ele já estava com as mãos em minha cintura me encarando, desviei o olhar porque tinha medo de me apaixonar novamente, oque seria uma desgraça.

- Fica longe de mim, eu não estou de brincadeira!

- Diz que não me ama? Fala isso, porque aí eu deixo que me mate!

- Já disse, se afaste porque eu vou...

Antes que eu terminasse de falar alguma coisa, recebi um beijo que me levou aos céus, aquele lábio era o meu favorito, a forma como ele me beijava trouxe lembranças de tudo que prometíamos nos momentos bons, era nosso primeiro beijo e talvez o último.

A ironia da vida me fez ficar furiosa, quando imaginaria que nosso encontro seria assim? Não podia criar mais expectativas, precisava acabar com tudo aquilo logo, mas quando percebi, já estava na cama com ele. Despertando no dia seguinte não pude acreditar e procurei por ele, mas óbvio, não encontrei.

Após procurar por todos os cômodos, fui ao banheiro e ele estava lá, se lavando, me surpreendi por ainda estar ali e não ter fugido.

- Porque ainda está aqui? Não encontrou as chaves?!

- Apesar de não ter encontrado, fiquei por outra razão.

Nem precisei perguntar porque em minha direção estava o meu revolver apontado para meu rosto, mas como sabia que ele era covarde e lerdo, avancei e o derrubei no chão, conseguindo pegar  a arma de volta.

- Como pode pensar que poderia me ameaçar? Só por causa desse seu ato eu precisarei te matar!

- Faz isso, a polícia já está a caminho mesmo!

- Você não teria coragem.

Apesar de sempre achar que ele seria um covarde, me surpreendi com o comportamento dele, jogou o celular em minha mão com a ligação feita. Eu fiquei apavorada, seria meu fim, não podia morrer na cadeia, e apontei a arma na cabeça dele, com o dedo no gatilho prestes a matá-lo, era meu único caminho.

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