Amor Mutilado

Ana tem apenas 14 anos, mas já enfrenta muitos problemas pessoais. Uma linda garota com sorriso perfeito que deixa qualquer menino apaixonado, mas toda essa moral pra ela não basta, não a faz feliz. Sabe que o amor não é isso, apenas a olham como uma mulher linda que tentaram conquistar, um objeto de valor para ser exibido aos amigos como um troféu.
E por isso resolve não acreditar em ninguém, apenas viver, solitária em seu quarto. Mas algo de inusitado acontece e ela se apaixona por um garoto que nem mora perto dela, e logo começam a namorar, mas esse relacionamento será conturbado, cheio de problemas e inimigos tentando destruir essa linda relação.
Um romance perfeito daqueles que qualquer um desejaria ter um dia, uma paixão eterna entre dois jovens que se amam a ponto de ficarem loucos.

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8. Dor

Não sabia como tive a coragem de cometer tamanha covardia, se antes já me sentia um lixo, depois disso então tive a certeza que não passava de uma inútil, que reclama da vida sem ter a coragem de lutar para mudar a sua própria situação.

Vendo ele nos meus braços, cobrindo minha roupa com seu sangue, lembrei de tudo que ocorreu em minha vida, dizia que meu sofrimento era causado pelos outros, mas na realidade a única culpada por tudo era eu. Os cortes que fazia não aliviava nada, oque sempre procurei foi um refúgio e quando estava para ser enfim feliz, desperdicei com brigas e ressentimentos.

Afinal, meu maior “talento” é deixar as pessoas maus, é fazê-las infelizes como a mim, se cada gota de sangue trouxesse ele de volta, eu, com certeza, me mutilaria todos os dias e a qualquer hora, mesmo que a dor corrompesse meu corpo, pois pelo menos não destruiria meu coração como está fazendo nesse momento. Esperaria a polícia chegar, não podia fugir, ser covarde novamente provaria que eu não o amava, mas o desespero foi me sufocando e quando ouvi a sirene do carro lá fora, corri a minha mochila, peguei alguns remédios e também um veneno que comprei pela internet, com o propósito de me matar, e fiz oque realmente era certo.

Quando terminei de tomar todos os comprimidos e o litro de veneno junto, cair no chão e dormir eternamente. Sabia que aquilo era um ato de covardia, mas a dor que sentia não me dava outra opção, o amor que já havia sentido um dia, estava enterrado em um mar de ódio e decepção. Se pudesse mudar tudo, faria, caso tivesse a oportunidade de trazê-lo de volta a vida, trazia, se Deus me desse o poder de transformar toda a tristeza que gerei em felicidade para Peter, aceitaria, mas se me desse o amor negaria. Amar não é apenas um sentimento, não se trata de uma paixão e atração, amar é um talento que muitos tem, mas poucos sabem usar, no mundo são tantos corações partidos que muitos se atrevem a dizer que não vão cometer mais o mesmo erro de amar.

Claro, é mentira, todos nós nos apaixonamos e decepcionamos sempre, são poucos escolhidos pelo destino para serem felizes nesse mundo, quando se trata de uma relação que envolva dois corações sempre haverá conflitos de sentimentos, mas eu não soube levar esses problemas e terminei assim, caída em um chão com minha roupa suja de sangue que pertence ao meu maior amor, e ele do meu lado assassinado cruelmente por uma bala disparada de uma arma que ainda estava na minha mão, mesmo morta eu estava presa as algemas do amor e do ódio, os sentimentos que me destruíram ao longo de meus 14 anos.

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