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Que emoção começar a publicar nesta plataforma totalmente brasileira. 

Quero parabenizar a Carla Juncioni e sua equipe pelo sucesso do seu empreendimento.
Queridas leitoras, estarei postando aqui o conto Imperdoável: do pensamento ao ato. Este foi publicado na Amazon e fez o maior sucesso entre as leitoras da loja.
Capitão Miguel Germano e Tenente Amanda vão esquentar sua leitura.
Pensei muito antes de me aventurar por esta história por se tratar de assunto tão polêmico. A traição ainda é um grande tabu em nossa sociedade, principalmente se for cometida pela mulher.
Para quem não conhece ainda o meu estilo de escrever, vai perceber que gosto de trabalhar temas polêmicos e nem sempre muito agradáveis, mas que são de suma importância para nossa vida.
Estarei postando aqui o conto completo. Não estarei ainda demarcando um dia certo para postagem. Atendendo a muitos pedidos, estou terminando de escrever o livro que será lançado em Dezembro na Amazon. Espero que vocês gostem. Sejam bem vindas ao mundo de Amanda e Germano.
COM VOCÊS
IMPERDOÁVEL: DO PENSAMENTO AO ATO

O Gatilho
Os problemas tendem a crescer quando não resolvidos!
Meu nome é Amanda, sou uma mulher de trinta e cinco anos, casada há dezoito anos com o mesmo homem, aliás, o único que tive em toda minha vida. Acho que sou uma mulher comum, estatura mediana, com algumas gordurinhas a mais, cabelos longos que atualmente estão de cor marrom, mas sou bastante vaidosa. Gosto de me sentir bonita. Modéstia à parte, ainda consigo atrair o olhar de alguns homens quando estou pelas ruas.
Temos um filho de dezesseis anos, o Guilherme. Um rapaz lindo, responsável e que está fazendo um intercâmbio no Canadá há exatos cinco meses. São cinco meses, dez dias e oito horas, conto tudo, pois foi desde sua partida que minha vida virou um tédio. Cuidar das coisas do meu menino me fazia viver no automático, sem perceber que meu casamento estava em crise. Ser mãe ocupava meus dias e me deixava feliz.
Eu e Antônio não vivíamos mal, mas não sei se podia considerar nossa vida como viver bem. Éramos amigos, gostávamos da companhia um do outro, mas faltava algo: paixão, borboletas no estômago, sedução, coisas assim. Na verdade, a sensação é de que eu tinha um irmão em casa e não um marido.
Já tinha sinalizado várias vezes que sentia falta de mais, que precisava de atenção por parte dele, de envolvimento na relação. Porém, ele sempre me dizia que mulheres nunca estavam satisfeitas, que era normal ser assim depois de anos de casado, que tínhamos tudo, inclusive vivia me dizendo para agradecer a Deus, que estava feliz com nossa vida e me pedia para parar de procurar problemas aonde não existia. Eu acabava me fechando e concordando.
Você pode estar pensando que eu era uma mulher ingrata por não me sentir abençoada com minha vida. Os meus sentimentos também me incomodavam. Eu não queria me sentir tão sozinha em busca de sensações, que nem mesmo sabia descrever.
Com a viagem do nosso filho, me dediquei exclusivamente ao meu trabalho. Eu era psicóloga de Recursos Humanos de um hospital militar. Para ocupar minha mente, pedi para ser transferida para a UTI, assim me envolveria com o drama das famílias e esqueceria um pouco do meu. Outro divertimento que eu tinha era os meus livros. Amava romances e lia sem parar. Era uma forma de me transportar para uma realidade paralela.
Não pense que eu era alienada em achar que aqueles homens de romances existiam. Na verdade, eu, como romântica declarada, gostava mesmo era do amor que existia nas palavras, no encantamento. Ler me fazia ir além da minha rotina e me fazia bem.
Minha vidinha continuava dia a dia na mesma monotonia. Casa, hospital e de lá para casa. Meu marido quando não estava no trabalho, estava em casa estirado no sofá com o controle remoto na mão, passeando pelos canais, ou jogando videogame. Tinha dias que chegava depois dele e me dava vontade de sumir quando eu o via deitado no mesmo lugar, naquele sofá, olhando para a televisão. Era sempre a mesma frase:
“Oi, minha linda. Como foi o seu dia?”
Eu dava sempre a mesma resposta e só! Ia direto para o meu quarto, tomava um banho e ia fazer algo para comer, colocar roupa na máquina, pegar as coisas que ele espalhava pela casa e colocar no lugar. Era uma vida muito sem graça. E eu queria mais, muito mais!
Não pense você que era fácil aceitar assim. Eu fui criada em uma família perfeita para mim. Sou filha de um casal que vivia o casamento da forma mais linda possível. Meu pai era o homem mais encantador e poético do mundo. Tudo para ele era poesia e música. Ele tinha um brilho natural nos olhos e amava a vida como ninguém. Minha mãe, a mais doce criatura. Dedicada aos filhos e ao marido. Os dois viviam como beija-flores, sempre belos e felizes. Foi em meio a tanto amor que fui criada.
O amor deles era tão grande que Deus, em sua imensa sabedoria, levou os dois juntos. Parece triste, não é? Acredite, foi difícil, mas o que me consolou na despedida foi saber que os dois estariam juntos como sempre amaram. Bom, mas isto é outra história.
Consegue me entender agora? Nasci para selar um amor puro e verdadeiro. Fui criada em meio ao lirismo e a poesia. Como acha que me sentia em uma relação como a minha? As escolhas nos fazem escravas delas mesmas. Ali estava eu, infeliz, com sede de amor e tão só.
O grande problema de tudo isto era a inquietude de minha alma. Por diversas vezes falava com Deus, pedia a ele que iluminasse e protegesse meus caminhos. Eu pedia que retirasse do meu coração a chama que me queimava, o desejo incontrolável pelo desconhecido. Para manter minha segurança e sanidade, preferi contentar com minha vida e passei a agradecer todos os dias. E desviei meu pensamento e minhas forças para ajudar os familiares de pacientes terminais que estavam na UTI.
E assim minha vida ia passando. Eu e Antônio passeávamos aos domingos, tínhamos uma vida sexual morna, aliás, muito morna. Ele era um homem, digamos, tradicional demais e não aceitava ousar. Fora criado em uma família muito religiosa e com muitas regras. Éramos opostos. E hoje me lembro do conselho do meu irmão quando decidi casar. Ele me dizia: “Mana, cuidado! Os opostos se atraem, mas depois se distraem”. Hoje, vejo como ele estava certo.
Infelizmente, descobri tarde demais. Sim, hoje minha prioridade era meu filho crescer junto do pai e da mãe. A minha agonia não podia ser maior que a qualidade de vida do meu filho, ele era minha maior criação. E abriria mão de tudo por ele, até mesmo da minha felicidade. Assim eu ia levando os meus dias.
 

 

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