Uma babá mais que perfeita- Livro 1

★Livro 1» Uma babá mais que perfeita: O começo™★ Jasper Hale é dono de uma popular revistas masculina, casado com a gananciosa Maria e pai de uma linda e amorosa menininha de três anos chamada Mellody. O casal vivia uma linda história de amor, mas após o nascimento de Mellody, Maria se torna uma pessoa terrível. Além de não amar mais Jasper, a mesma maltratava sua filha pois a odiava, mas mesmo assim a pequenininha continuava a amá-la. Jasper resolve dar um basta nessa situação e se divorcia de sua esposa, pensando que assim os seus problemas iriam diminuir. Como ele trabalha boa parte do dia, ele não possuía tempo para cuidar de Mellody, então ele resolve contratar uma babá, que consequentemente desencadeará algo que Jasper não sentia a muito tempo...O Amor.

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1. Uma babá?

P.D.V JASPER

Nova York, 2007

Era Véspera de ano novo. Em alguns minutos estaríamos em 2008. Sai de casa assim que pude. Meus pais estavam viajando junto a minhas irmãs mais novas, e Rose, minha irmã Gêmea, havia saído para comemorar com as amigas. E eu estava sozinho em uma bolha de tédio enorme. Foi então que resolvi ir para algum lugar para não ficar sozinho. Segui em direção a primeira boate que parecia habitável.

Eu estava sentado esperando mais uma bebida no bar quando ela apareceu e se sentou ao meu lado. Não pude deixar de reparar em sua beleza. Ela era extremamente bonita! Seu cabelo castanho estava amarrado em um coque com alguns fios cacheados soltos que caíam sobre o rosto fino. Seus olhos castanhos escuro estavam tristes debaixo dos cílios longos e se destacavam ainda mais por causa do seu vestido branco.

— Mais uma por favor. — pediu ao garçom que assentiu. Ela continuou imóvel, brincando com a taça vazia que estava em sua mão e nem sequer notou minha presença.

Suspirou, pegou o telefone e depois de o encarar com uma expressão nada boa o desligou o guardando dentro da bolsa.

— Droga! — resmungou jogando a bolsa em cima do balcão.

Não demorou muito e o garçom colocou sua bebida em cima da mesa.

— Obrigada. — sorriu para ele colocando uma nota em cima da mesa.

Puxei sua mão e a mesma me olhou assustada. Olhei para o Garçom que nos encarou.

— Por minha conta.— falei a ele que concordou.

Ele saiu e eu soltei sua mão.

— Muito obrigada. — sorriu para mim.

— Não há de que. — me virei para ela. — A bela dama está sozinha ?— á perguntei a fazendo rir.

— Sim , "a bela dama" está sozinha. — respondeu rindo. — Qual o seu nome jovem soldado? — se virou para mim.

— Jasper Hale. E o da Bela Dama? — ela sorriu tirando alguns cachos que estavam caídos sobre o seu rosto os colocando atrás da orelha.

—Maria Whitlock. —respondeu ainda sorrindo. —Está acompanhado?— neguei tomando mais um pouco da minha bebida.

— Também sozinho. — puxei o seu banco a fazendo ficar mais perto de mim.

Ficamos nos encarando por alguns segundos até que a música, que antes estava agitada, mudou para algo mais calmo. Encaramos a pista de dança que estava se esvaziando.

— Me daria a honra ? — á perguntei erguendo a mão e a mesma pegou descendo do banco. Ainda de mãos dadas seguimos em direção a pista de dança que agora estava apenas com alguns casais. Assim que chegamos ela rapidamente se virou para mim entrelaçando seus braços em meu pescoço.

—De onde você é? — me perguntou enquanto eu segurava em sua cintura e dançávamos sincronizadamente no ritmo da música.

— Vamos deixar as perguntas para depois, eu respondo assim que nos encontrarmos de novo. — ela sorriu e col ainda mais nossos corpos.

— Será que iremos nos encontrar de novo? — paramos de dançar e a encarei.

— Claro que sim. Aliás, acho que semana que vem iremos nos encontrar em um restaurante. — respondi a ela que riu me puxando pela blusa e me beijando me pegando de surpresa. Correspondi rapidamente a levantando um pouco para que eu não precisasse abaixar tanto.

Nos separamos para pegar fôlego. Nos encaramos e sorrimos um para outro. Voltamos para o bar e ela se sentou no seu colo tomando um pouco da minha bebida que ainda estava lá.

—Você é incrível ! — ela sorriu me beijando novamente.—Se importaria se fossemos para minha casa? — negou pegando sua bolsa.

 

Nova York 2013 — Dias atuais

 

Escutei passos bastante suspeitos vindo em minha direção, mas continuei deitado ainda "dormindo".

—Papai acorda. — Mellody falou nervosa antes de subir na cama e pular em cima de mim. Começamos a rir e olhamos para o lado quando escutamos alguém resmungar o que me fez revirar os olhos e puxar Mellody para meu lado.

— Menina insuportável! Quantas vezes eu terei que falar para não me acordar? É tão burra a ponto de não entender isso?— Maria perguntou a Mellody que abaixou a cabeça com um olhar triste.

— Não se preocupe, em breve você não precisará se preocupar com isso, por enquanto apenas respeite a nossa filha. — Mell sorriu para mim.

—SUA FILHA. ESSA COISA NÃO É MINHA FILHA. — Maria gritou apontando para Mellody que me abraçou assustada. Encarei Maria que estava se levantando enquanto calçava suas pantufas. Em breve ela iria experimentar do seu próprio veneno.

Escutei alguns fungados e quando olhei para Mell seus olhinhos azuis estavam cheios de água.

Droga!

—Não fique assim meu bem, ela não sabe o que está falando. Não quero que chore. — me levantei com ela em meus braços. — Tenho certeza que tem alguma novidade para me contar. — ela me fitou e sorriu concordando.

— Tia Rose veio brincar de boneca comigo. — sorriu de orelha a orelha sacudindo os lindos cachinhos loiros enquanto eu a colocava no chão.

— Argh... Jasper já falei para você mandar aquelas loiras dos infernos pararem de vir aqui . É última vez que pedirei isso, a próxima você não terá desculpa. Não suporto elas. — Maria repetiu mais uma vez enquanto saia do banheiro amarrando o cabelo em um rabo de cavalo.

Comecei a rir com aquilo. Como uma pessoa era capaz de se achar a dona do mundo?

— Também será a última vez que eu repito. Rosalie , Tanya , Irina e Kate são minhas irmãs e elas tem todo direito de vir aqui em casa quando elas quiserem. Não vou permitir que fale assim delas e são elas que dão atenção a Mellody já que eu não fico em casa o dia inteiro e você vive fugindo dela. — sorri para ela que revirou o olhos.

— Inclusive mamãe elas são minhas tias e são melhores e mais bonitas que a senhora! — comecei a rir.

Mellody e sua sinceridade...

— Olha aqui sua coisa horrorosa — veio furioso em direção a Mellody que se escondeu atrás de mim. — cala sua boca pois eu sou um milhão de vezes mais bonita do que aquelas quatro loiras escrotas. — cruzei os braços a encarando.

— Nem pense em dar mais um passo. — avisei a ela que me encarou e se afastou.

Escutei risadas e quando olhei para a porta sorri para minha irmã.

—Maninho, não sei como você suporta essa coisa lixenta com quem você se casou. Ainda bem que o pé na bunda está próximo de acontecer, ou melhor dizendo, o divórcio. — Rose sorriu olhando para Maria que me encarou sem entender.

Não era um bom momento para falar daquilo,mas infelizmente não havia um momento ideal.

— O que? — olhou para nós três a ponto de entrar em desespero. — Di-divórcio? — assenti. — Não, nem pensar. Ficou maluco? — perguntou me olhando assustada.

Olhei para Mell que olhava atenta para o que estava acontecendo.

— Rose. — olhei para minha irmã que estava parada na porta e apenas assentiu indo em minha direção e pegando Mellody no colo.

— Temos que pegar aquela sua penteadeira nova. — Rose falou com ela enquanto se retiravam do quarto.

Assim que as duas saíram fechei a porta do quarto enquanto Maria me fitava ainda assustada . Olhei para ela que esperava uma explicação. Eu não estava acreditando que havíamos chegado em um ponto tão crítico. Era quase impossível que a garota meiga que eu havia conhecido havia se tornado aquele monstro.

— Hoje mesmo o advogado irá vir aqui para assinarmos os papéis.

—Mas— a interrompi.

— Não nos amamos mais, não convivemos da mesma forma que antes. Você maltrata nossa filha, não a respeita, não a ama e eu... — suspirei. — eu não vejo motivo para continuarmos casados.— Maria arregalou os olhos.

— É assim que você resolve as coisas? — riu.

— Te dou minha palavra que essa era uma das últimas alternativas que eu tinha. Mellody te ama, apesar que você não merece o amor dela e eu sei que vai ser difícil pra ela, mas você não me deu escolha. — respondi a ela me sentando na cama.

— Ela morrerá de ódio de você. — falou entre os dentes.

— Um dia ela irá entender. — falei calmamente a ela. — Não quero ter que olhar na sua cara. Não sabe o quanto é desagradável.

— E se eu não assinar os papéis? — sorriu para mim e eu fiz o mesmo para ela.

— Acho que seria melhor se você assinasse. — me olhou debochada. — Acho que aqueles processos contra você não irão encerrar tão cedo sem a ajuda de um bom advogado. — me olhou assustada. — Mas se não quiser assinar eu demito o advogado sem problema algum e você morrerá no meio de um bilhão de processos. — sorri para ela que negou.

Me levantei para seguir em direção ao banheiro.

— Acho melhor você arrumar aquele cafofo de onde você saiu, hoje mesmo você sairá daqui.

— NÃO, FICOU MALUCO ? EU NÃO TENHO EMPREGO. COMO VOU ME SUSTENTAR ? — Ela gritou me puxando pelo braço. — NÃO FAZ ISSO COMIGO, POR FAVOR. — implorou.

— Isso é o preço de tudo que você fez pela nossa filha , ou melhor, minha filha como você mesmo sempre diz. — falei ainda de costas para ela que estava abraçada a meu braço.

Puxei meu braço, mas ela o agarrou novamente. Ok, aquilo estava ficando cansativo.

— Jazz... você sabe que eu te amo não é mesmo?Eu só não demonstro mais e — revirei os olhos e encarei me afastando dela.

— Pare de ser falsa. — pedi já não tento nem um pingo de paciência com ela.— Eu estou cansado de você, não suporto sua voz, seu cheiro,eu não suporto olhar na sua cara...— tentei manter a calma. — Você não serve pra mim . Me arrependo amargamente do dia que te chamei para dançar e logo depois te engravidei sem querer,apesar que a gravidez foi a única coisa boa pra mim que aconteceu entre a gente, pois a única coisa que eu não me arrependo é de Mellody que sempre foi tão carinhosa com você e... você sempre fez desfeita . Como eu poderia imaginar que você poderia deixar um bebê com fome? Você fez coisas horríveis.

— Jasper, por favor. — se ajoelhou no chão.

— Rose irá levar Mellody com ela. Quando eu chegar eu não quero ver absolutamente nada seu aqui. Você irá assinar os papéis sem dar um pio e irá sair pela porta da frente como se nada tivesse acontecido. Finja que fugiu e aceitou a separação numa boa, vai me ajudar a arrumar uma ótima desculpa e todos sairemos felizes.. Você tem oito horas para arrumar suas coisas e sair daqui, caso eu te encontre aqui você irá resolver seus problemas com a polícia. — avisei a ela antes de entrar no banheiro para fazer minha higiene matinal.

Assim que fechei a porta me encarei no espelho me debruçando sobre o balcão. Meu maior problema estava acabando. Mas eu tinha medo daquela não ser a coisa certa a fazer. Mas eu não tinha outra opção.

Assim que fiz minha higiene sai do banheiro e encontrei Maria sentada na cama chorando desnecessariamente. A ignorei e sai do quarto fechando a porta. Desci as escadas até a sala onde encontrei Rose e Mellody sentadas no grande tapete branco felpudo brincando com uma boneca Barbie. A televisão estava ligada, mas aparentemente ninguém estava assistindo. Me inclinei em direção ao sofá e avistei e Bella, a cozinheira e chefe dos empregados, que para nós era da família, sentada no sofá conversando ao telefone.

— AI PIRANHAAAA QUE SAUDADE .— Ela gritou no telefone fazendo meus ouvidos sangrarem.

Bella sendo Bella.

— Bom dia senhor Jasper. — Bella me olhou sobre o ombro e sorriu.

— Bom dia. — sorri para ela seguindo em direção a cozinha, mas algo veio correndo e parou na minha frente me fazendo assustar e parar de andar no mesmo instante.

— O senhor quer alguma coisa ?Quer que minha humilde pessoa prepare algo a mais? — me perguntou e eu neguei.

— Até então não, pode continuar sua conversa. — ela sorriu e logo depois de me dar um abraço rápido voltou correndo tropeçando nas coisas.

— ALICEEEEE PIRANHAAAAA, SUA LOUCA ME CONTA TUDO. — comecei a rir com escândalo de Bella.

Ela era a melhor pessoa do universo!

— Bella fala mais baixo. — Rose e Mellody a advertiram.

Encarei as duas que estavam entretidas com as bonecas.

— O que as duas estão fazendo ? — me aproximei delas.

— Papai o senhor não é menina então com licença.— Mellody disse me empurrando e eu comecei a rir

— MEU DEUS, PARA TUDO. COMO ASSIM VOCÊ NÃO DEU PRA ELE?— arregalei os olhos para Bella. —MAS É A SUA PROFISSÃO. — ela respirou fundo. — MESMO SE FOR ALGO NOJENTO. — riu —COMO QUE TU TRABALHA NUMA PADARIA AI A PESSOA TE PEDE UM PÃO COM VINAGRE E TU NÃO DÁ? — comecei a rir e sai dali antes que eu ficasse maluco como a Bella.

Escutei o som do portão se abrindo e quando sai para a varanda, avistei Edward, o advogado, estacionando seu carro entre meio aos outros carro. O esperei em pé na porta e assim que ele se aproximou nos cumprimentamos com um aperto de mão.

— Como está a primeira semana de volta a sua terra Natal? — ele riu.

— Apesar que os anos na Itália foram ótimos, aqui ainda continua sendo meu lugar preferido. — concordei. — Como vão as coisas?

— Mal, mas tenho certeza de que dias melhores virão.— respondi a ele que me entregou um envelope. — Não precisa me explicar nada, apenas explique a ela. Se possível tudo. — pedia ele assim que o mesmo abriu a boca.

— Tudo bem— respondeu.

— Ela está no quarto, se quiserem podem ir para o meu escritório. Só tome cuidado com o veneno dela. — ele riu.

— Não se preocupe , estou acostumado.

— Meu querido você não a conhece diaba da...— Bella paralisou no momento que o encarou. Se abaixou um pouco e pegou o telefone. — Alice do céu, acabou de chegar um Deus grego, esse meu chefe nem pra me apresentar esses amigos lindos dele. Tudo bem, depois a gente conversa — Bella cochichou de costas para nós . Encarei Edward e rimos baixinho. Bella era impossível. — Posso ajudar em alguma coisa ? — perguntou e Edward que segurou para não rir na frente dela.

— Sim, só um copo de água. — ela sorriu de orelha a orelha saindo andando tropeçando no sofá.

— Normal. — falei a ele que riu.

— Oi tio Edward. — Mellody apareceu atrás de nós dois.

— Olha como minha garotinha está crescida. — a tirou do colo de Rosalie. — Quanto tempo não nos vemos.

— Ouvi o papai dizer que o senhor largou a gente pra ir arrumar uma namorada na Itália.

— O que ? — perguntei a ela.

— Nem vem dizer que é mentira porque a tia Rosalie está de prova, pois ela concordou e começou a rir.

— Dedo duro. — Rose falou a ela que cruzou os braços virando a cara.

— A culpa não é minha, são os dois que ficam fazendo piadinha com o Tio Edward porque ele não tem namorada.

— Ok, eu não me importo com essas brincadeirinhas. — falou a ela após me encarar e encarar Rosalie. — Eu preciso ir agora conversar com Maria. — Edward me entregou Mellody.

— Já tomou seu café? — perguntei a Mell que concordou ainda encarando Edward subir as escadas.

Ela era esperta, sabia que estava acontecendo algo naquele momento.

—Por que o senhor e a mamãe brigaram de novo? — Mellody me perguntou e eu respirei fundo.

— Faz parte da nossa rotina, esqueceu? — falei a ela que me olhou triste.

— Não gosto quando vocês brigam.

— Eu sei meu anjo, me desculpe. — lhe dei um beijo na testa e encarei Rosalie que estava nos observando.

— Ok, que tal nós irmos para a casa do tio Emmett acordar ele? — Mell a encarou com um sorriso maldoso.

— Vamos. — Falou descendo do meu colo. — Tchau papai.

— Tchau meu anjo. — Sorri para ela que ia saltitante atrás de Rosalie.

— Cadê o gato que me pediu água? — Bella perguntou olhando para todos os lados a procura de Edward.

Apontei para cima e a mesma subiu as escadas correndo. Segui em direção a mesa de jantar e tomei meu café da manhã calmamente, apesar que algo que dizia que aquilo daria a maior bagunça.

Poucos minutos após subir Edward veio até mim e se sentou em uma das cadeiras vazias.

— Agora, nós iremos resolver no tribunal. — concordei. — Ela até reagiu bem. — É apenas dessa maneira que ela tem que reagir. Ela não tem escolha. — falei a ele que riu.

— E Mellody? Como reagiu?

— Não contei a ela. — suspirei. — Acho que vai ser um pouco complicado.

— Ela vai entender. — me assegurou.

— Tomara. Não quero que ela fique na companhia de Maria.

— Maria que cuida dela?

— Não, mas é a que deveria cuidar já que eu trabalho o dia inteiro,Bella não tem tanto tempo livre, meus pais viajam muito e Rosalie estuda.

— E quem ficará com ela? — Olhei para ele.

Eu não havia pensado naquilo.

— Ai meu Deus! — Bati a mão na testa. — Que lerdeza a minha... Eu nem...

— Por que não contrata uma babá. — Bella apareceu para recolher os pratos e copos sujos.

—É uma ideia aceitável. Mas onde eu encontraria uma babá confiável? — perguntei a Bella que me encarou encostada na mesa.

— Tenho uma amiga bastante confiável e bom... ela ama crianças. E eu acho que isso já é o suficiente.

— Tem certeza? — era algo complicado tentar confiar em amigos da Bella. Se ela já era louca imagina os amigos.

— Meu querido, não há outra pessoa no mundo que conheça bem aquela cavala como eu. Ela é de confiança e vai cuidar muito bem de Mellody, eu te dou minha palavra.

— Tudo bem, será que essa sua amiga estaria disponível para poder fazer um teste amanhã?

— Eu posso olhar com ela porque eu não se ela está com seus milhões de trabalho de faculdade. 

— Ela estuda? — Concordou.

— Sim, ela cursa Desing de moda a noite.

— E isso não irá atrapalhá-la ?

— Não, não. Ela trabalha meio horário na padaria perto da casa perto da casa dela e consegue dar conta de tudo.

— Tudo bem, então se você conseguir me avise.

— Sim senhor. — falou antes de sair.

— Ok, outro problema resolvido. — Edward brincou.

Depois de conversarmos mais um pouco. Subi para me trocar para ir trabalhar e encontrei Maria juntando suas coisas. Passei por ela segurando o riso e sai de casa. Quando o relógio marcou 3 horas saí do prédio do editorial da revista e segui até o tribunal, onde ela Edward e outro advogado estavam sentados me esperando.

Por sorte foi coisa rápida e logo depois de terminamos de resolver alguns assuntos pendentes. Nos despedimos pela última vez e fomos embora. Assim que a vi sair como um furacão pela porta senti um enorme peso sair das minhas costas, apesar que a ideia de que ela iria se vingar me atormentava.

Após voltar para o prédio e resolver outros assuntos sobre a revista, voltei para casa já de noite sendo recebido pelos gritos eufóricos de Mellody.

—PAPAAAAAI— a procurei pela casa e quando olhei em direção as escadas a mesma vinha descendo escorregando pelo corrimão de aço. Fiquei no final da escada e a peguei assim que a mesma voou em direção ao sofá

—Já te pedi pra não fazer isso. — a adverti mais uma vez a encarando sério. Ela fez bico e cruzou  os bracinhos virando a cara.

—Tio Emmett que me ensinou.

— Então não repita o que o tapado do seu tio faz. — falei a ela que riu.

— Jazz— Rose chamou minha atenção enquanto descia as escadas. — Não gosto que fale assim que Emmett, ele é meu noivo e ele tem um carinho muito grande por Mellody. — ralhou terminando de descer as escadas.

—Tudo bem. — falei as duas me olharam igualmente com uma cara nada boa. —Tá parei. — falei a elas que caíram na gargalhada.

— Agora eu tenho que ir. — Rose falou triste seguindo em direção a porta.

—Tchau. — nos despedimos dela com abraços e a acompanhamos até o carro, onde ela deu partida e foi embora.

— Onde está minha mamãe? — perguntou me pegando de surpresa enquanto eu fechava a porta. — Ela foi embora? Como o senhor sempre quis.

— Mell, me desculpe meu anjo, mas...

— Estamos livres dela. — sorriu para mim me pegando de surpresa novamente.

—É. — sorri para ela. — Estamos livres dela. — falei subindo para meu quarto junto a ela.

— Ela vai ficar bem ? — perguntou enquanto eu a punha em minha cama.

—Sim, sua mãe sabe se virar. — garanti a ela que me encarou triste.

—Por que ela não gosta de mim ?

—Ela gosta de você, só que ela sente inveja de você porque você é linda ! – Ela sorriu.

— Sou bonita porque eu pareço com meu papai.— sorri para ela que me abraçou.

Depois de muito tempo conversando ela dormiu e logo depois tomei um banho para que eu pudesse dormir, algo que não consegui, pois um pensamento me perturbava.

Maria iria se vingar cedo ou tarde. 

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