Uma babá mais que perfeita- Livro 1

★Livro 1» Uma babá mais que perfeita: O começo™★ Jasper Hale é dono de uma popular revistas masculina, casado com a gananciosa Maria e pai de uma linda e amorosa menininha de três anos chamada Mellody. O casal vivia uma linda história de amor, mas após o nascimento de Mellody, Maria se torna uma pessoa terrível. Além de não amar mais Jasper, a mesma maltratava sua filha pois a odiava, mas mesmo assim a pequenininha continuava a amá-la. Jasper resolve dar um basta nessa situação e se divorcia de sua esposa, pensando que assim os seus problemas iriam diminuir. Como ele trabalha boa parte do dia, ele não possuía tempo para cuidar de Mellody, então ele resolve contratar uma babá, que consequentemente desencadeará algo que Jasper não sentia a muito tempo...O Amor.

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2. A nova baba

P.O.V. Alice

— Ok, já entendi. — repeti pela milésima vez a Bella. — Vai ter um porteiro gato na entrada do bairro. — repeti o que ela havia me dito a alguns minutos atrás.

— Anotou o endereço direitinho?

Haja paciência. Em plena quinta feira de manhã e a Bella já estava me tirando do sério.

— Sim senhora, anotei até a descrição da árvore que parece um pé de maconha.

Isso mesmo. Vai ter dois cocos embaixo de uma arvore bem alta...

— Mas na verdade são os cachorros obesos da vizinha, que segundo você parece um mosquito, descansando na sombra depois de caminhada matinal. — me sentei no sofá. — Ok, Bella. Eu já sei, não precisa repetir. As vezes acho que você não é minha amiga e sim minha mãe.

— Credo menina. Até parece que sou igual aquele troço ruim da sua mãe.

— Ok, me desculpe.

— Tudo bem.

— Preciso tomar um banho antes de ir. Até mais.

— Não... Espera, você anotou a tamanho do pé da...

— Tchau Bella. — me despedi antes de desligar o telefone. Encarei o endereço que estava anotado em um pedaço de papel e olhei o relógio que marcava sete e meia da manhã. — Vamos lá. — me encorajei.

Tomei um banho para acordar e vesti um vestido florido, justo até a cintura, com a saia solta até a altura dos joelhos e calcei minhas sapatilhas lilás que combinavam com algumas das florzinhas da estampa do vestido.

Olhei pela janela e o tempo estava muito bom. Seria um dia de sol maravilhoso!

Fui até á padaria de frente ao meu prédio aonde eu trabalhava, até então, e após tomar um café bem reforçado voltei para o meu apartamento, escovei os dentes, penteei meu cabelo para que ele pudesse ficar solto e após passar apenas um rímel, o que destacava ainda mais meus olhos verdes folha seca, dei uma última olhadinha no espelho.

— Está apresentável. — falei a mim mesma me encarando no espelho.

Peguei minha bolsa colocando alguns livros da faculdade, pois depois do teste eu iria para a faculdade para poupar tempo. Tranquei meu minúsculo apartamento e desci as escadas correndo já que a droga do elevador havia estragado.

Assim que pus o pé na calçada senti um calor infernal. Ok... Não seria mais um maravilhoso dia de sol.

— Ei Alice, pra que essa correria toda ? — olhei para o outro lado da rua, onde Charlote, minha amiga da faculdade, estava acenando para mim como uma louca.

Atravessei a rua quase sendo atropelada por um garoto que estava andando de bicicleta e fui até ela que estava sentada provavelmente esperando um ônibus. A cumprimentei com um abraço e me sentei ao seu lado enquanto a mesma ajeitava seu cabelo que estava bem mais curto que antes.

— Qual o motivo pra essa pressa toda?

— Trabalho. — respondi rindo.

— Mas a padaria é logo ali. — falou confusa apontando para a padaria que estava na outra esquina.

— Vou fazer um teste em um novo emprego. — expliquei a ela que me abraçou novamente.

— Parabéns amiga. — sorri para ela assim que a mesma me soltou. — Irá trabalhar aonde?

— Não conta pra ninguém, OK?— concordou freneticamente. — Se tudo der certo, eu irei trabalhar na casa de Jasper Hale como babá da filha dele. — contei a ela e assim que a mesma ameaçou gritar tampei sua boca deixando seu grito abafado.

— O dono daquela revista masculina ?— cochichou e eu concordei a fazendo esbugalhar seus olhos castanhos.

— Sim. Bella conseguiu um emprego lá de cozinheira a alguns anos e pelo visto é uma super amiga dele, e me indicou como babá para a filha dele.

— Oh céus. — se abanou. — Ele é um gato!

— Pelas fotos que vi, é mesmo. — concordei rindo.

— Imagina ver aquele homem pessoalmente. — revirou os olhos. Balancei a cabeça indignada. — Que sorte a sua em... — me encarou de cima a baixo com um olhar estranho.

— Sai pra lá invejosa. — fiz o sinal da cruz para ela que revirou os olhos novamente. — E além do mais ele é casado.

— Eu sei que ele é casado e eu não estou pondo inveja em você. — deu as costas para mim. — Tenho o mecânico. — encarou as unhas;

— Aquele que se possível tenta pegar todas as mulheres do bairro?— perguntei a ela que me deu um tapa me fazendo rir.

— Eu sei que não sou apenas mais uma. — me disse e eu concordei rindo.

Meu telefone começou a vibrar em minha bolsa atrapalhando nossa conversa super interessante sobre o caso do amor platônico de Charllote pelo Mêcanico galinha.

— Esse telefone falsificado... — a empurrei assim que a mesma encarou meu Iphone( paraguaio) que agora estava em minha mão.

— Calada. — ordenei a ela o atendendo.

— Oi diva, o ônibus já passou? — Era Bella...

— Qual é o número do ônibus que vai até a casa do seu querido chefe?— perguntei a ela que riu.

— Trezentos e quatro. — Respondeu e eu dei uma breve olhada pela rua.

O avistei a poucos metros de mim vindo em alta velocidade, como se estivesse sem freio. Então eu pensei comigo mesma:

Momento o que eu iria fazer diante daquela situação complicada:

1°— Se eu, com meus um metro e cinquenta e dois de pura sedução e beleza, pulasse na frente do ônibus, eu morreria atropelada e além de não conhecer Jasper Hale pessoalmente eu também não iria poder seguir o meu sonho de me tornar um ícone de moda.

2°— Se eu pedisse carona para um estranho, eu correria o risco de ser sequestrada e mantida em cárcere privado até a morte.

3°— Se eu fosse esperar o próximo ônibus, eu provavelmente chegaria atrasada e nem rolaria de fazer o teste. Além do mais eu continuaria enfurnada naquela padaria que só vai gente maluca.

— ALICEEEEEEE. — Bella gritou fazendo meus ouvidos sangrarem.

—Ai Bella. — apertei meu ouvido. — Calma! Eu só estava pensando no que fazer já que o ônibus passou. — falei a ela avistando o ônibus seguir seu trajeto.

Que morte trágica...

Vem de táxi. — sugeriu me fazendo rir.

—Atá, bonita. Por acaso eu tenho dinheiro ?— questionei a ela que bufou. —Eu ganho um salário minimo por mês pra poder pagar duas passagens de ônibus por dia, o aluguel de apartamento que terá acréscimo esse mês, meus livros da faculdade, essa sendo bolsa de cem por cento graças a Deus. Pago meu lanche que as vezes eu fico sem e eu vou pagar um táxi ?—perguntei a ela que se manteve calada por alguns segundos.

Então vai vim de que? Montada nem um jegue? De carroça?— revirei os olhos.

— Vou ir montada nas suas costas. — retruquei.

— Ridícula.

—OK... eu vou de taxi .— falei sem mais nenhuma opção. — Tchau. — desliguei meu telefone o jogando na bolsa.

— Até mais Alice. — Charlotte falou antes de entrar no ônibus que estava parado na nossa frente.

— Até mais. — acenei para ela assim que a mesma entrava.

Fiquei sozinha no ponto de ônibus e abri minha bolsa. Procurei por algum dinheiro e tinha apenas trinta dólares guardados na capinha do meu telefone.

—Merda! —resmunguei lembrando que hoje eu ficaria sem lanche.

Olhei para os lados e encontrei um táxi parado na outra esquina. Fui até o carro amarelo e bati na janela do motorista, que estava lendo um jornal, e se assustou com as batidas no vidro. O mesmo, assim que viu que eu não era perigosa, abaixou o vidro me encarnado sobre os óculos de graus.

— Bom dia. O senhor poderia me levar a esse endereço ?—perguntei lhe entregando o papelzinho amassado que estava dentro da minha bolsa.

— Sim .—ele respondeu com um sorriso no rosto.

Entrei no carro e após uma curta conversa com ele, que era bastante gentil, o carro parou de frente a entrada do bairro que era bastante monitorada por seguranças.

— Muito obrigada. — agradeci a ele jogando quinze dólares em cima do banco do passageiro.

— Boa sorte no teste. — me devolveu o papelzinho que eu havia lhe entregado.

— Obrigada. Tenha um bom dia de trabalho.— sorri para ele que deu partida no carro e virou a primeira rua a direita saindo do meu campo de visão.

Segui em direção a entrada onde haviam cinco seguranças que revistaram minha bolsa e uma outra segurança que me revistou com um detector de metal. Após ser liberada o portão de grade foi aberto me fazendo cair o queixo.

Haviam enormes mansões, que apesar dos muros altos, eram possíveis de serem vistas. Algumas casas continham muro de vidro que mostravam os enormes jardins floridos e os carros mais luxuoso e velozes estacionados no gramado.

— Meu Deus. — senti um nó na garganta.

Era um sonho...

Peguei o papel e comecei a procurar pela casa. Haviam quatro ruas e eu não fazia ideia de qual entrar. Caminhei mais um pouco e avistei uma árvore bastante suspeita.

" Você encontrará uma árvore, que mais parece um pé de maconha." Lembrei das palavras de Bella.

Caminhei até ela e avistei uma rua com uma arvore enorme e debaixo dela dois cocos e uma mulher magrela.

" Você irá virar na rua onde há uma árvore grande onde terá dois cocos debaixo dela, mas na verdade..."

— São dois cachorros obesos. — completei me lembrado do que Bella havia me dito.

Caminhei pela rua até me aproximar da arvore onde haviam dois Basset's deitados debaixo dela junto a dona de ambos que mascava um chiclete enquanto mexia no telefone.

— Bom dia.— a chamei e a mesma me encarou com os olhos que estavam fundos.

Meu Deus... ela parecia ter saído de um filme de terro.

— Sim. — perguntou arrumando o cabelo lilás que estava um pouco torto.

Espera... aquilo não era cabelo de verdade.

— Desembucha minha filha. — me despertou dos meus pensamentos.

— Er... eu queria saber onde é a casa do senhor Hale. — falei a ela que me puxou para um canto.

— Ele já abriu as inscrições para o teste para ser a nova esposa dele?

— O que? — perguntei sem entender. — Ele é casado. — me desencostei dela que riu.

— Querida ele divorciou daquela jararaca. Vi ela saindo ontem com mala e tudo.

— Serio? — concordou.

Então foi pro isso que ele estava procurando por uma babá.

— Eu preciso ir. — me afastei dela.

— Se souber de algo me avise. — concordei para ela que se virou e voltou a caminhar me dando a infernal visão do seu corpo ultra magro dentro daquela roupa de malhação branca.

Realmente aquele lugar a Bella seencaixava. Pelo visto só haviam malucos.

Voltei a caminhar e procurei pelo numero 86, que era o número da casa. 83... 84... 85...86... Encarei o grande muro branco, com algumas partes com janelas de vidro. Avistei Bella dando ordens a outras mulheres que carregavam roupa dobradas. Todas com o mesmo uniforme azul escuro. Procurei pela entrada e encontrei dois seguranças de frente ao muro alto, marrom claro. 

— Não estou armada— falei a eles que riram enquanto eu erguia minhas mãos.

—Deve ser a senhora Brandon. — concordei. — Identidade. — pediram e eu a peguei em minha carteira e os entreguei. Ambos analisaram a foto e depois me encararam. — Seja bem vinda a mansão Hale. — o segurança ruivo devolveu minha identidade enquanto o outro abriu o porta de madeira me dando passagem.

— Obrigada. — agradeci passando por eles, que assim que entrei, fecharam a porta. — Jesus cristinho. — eu poderia jurar que meus olhos estavam brilhando naquele momento.

A casa era magnífica! Era tão clara e aberta. Era enorme.

Era preciso atravessar um extenso gramado para chegar á frente da casa que possuía as paredes pintadas de branco. A fachada tinha dois andares. O primeiro com uma varanda enorme com alguns assentos acolchoados e algumas cadeiras de praia. De longe era possível ver o Hall de entrada com uma pequena cascata de água. Na outra ponta da varanda havia uma piscina com horizonte infinito. O segundo andar, que possuía alguns detalhes em vermelho, a única coisa que era possível ver eram as sacadas dos possíveis quartos que estariam ali. E pelo vidro da piscina era possível ver que embaixo dela havia uma garagem cheia de carros. Era tudo tão maravilhoso!

— AMIGA. — me assustei assim que Bella pulou em cima de mim me jogando no chão junto a ela. — Ai que saudade. — me deu um abraço bem apertado quase me fazendo morrer sufocada.

— Também senti sua falta. — a abracei. — Essa casa é incrível!— concordou saindo de cima de mim e me ajudando a levantar.

—Você não viu nada. — confessou me ajudando a me recompor.

—Bom dia. — me virei rapidamente quase tendo um ataque cardíaco.

Um homem de terno escuro, que aparentava ter menos de trinta anos, com cachos largos loiros revoltos e olhos mais azuis que o céu em dias claros, me saldou. Jesus amado... multiplica.

—Bo-bom dia Senhor Hale.— tentei me manter firme e forte perante aquela tentação.

Realmente de perto ele era muuuito mais bonito do que já era.

—Por favor... só Jasper. — pediu e eu assenti.

—Ok. — sorri. — É um prazer lhe conhecer.

— O Prazer é todo meu Alice. — sorriu quase me fazendo desmaiar. Que sorriso perfeito, Deus.— Deve estar ansiosa para conhecer Mellody ?— perguntou e eu concordei.

— Sim, Bella já me falou muito dela. — Falei cutucando Bella que estava do meu lado me encarando com um olhar maldoso.

— Ah sim... está doidinha para conhecê-la bem, conhecer o quarto DELA , a cama DELA. — Balancei a cabeça assim que entendi o porque de Bella estar enfatizando tanto no "Dela". Eu estava deixando tão na cara?

— Espero que ela esteja ansiosa para me conhecer. — tentei desviar das brincadeiras bobas de Bella.

— Conversei com ela de manhã e ela parece bastante insegura. A única pessoa fora da família que ela confia é a Bella.

— Claro . Porque todo mundo me ama. — Ele riu.

Jesus, que homem! Como a esposa dele se divorciou dele? Ela era uma tapada, trouxa, idiota, burra, otá...

— Vamos? Ela está na sala. —Falou me tirando dos meus pensamentos.

— Sim. — o acompanhei pelo gramado caminhando junto a Bella que não parava de rir.

— Contenha-se Alice. O seu corpo está te denunciando. — cochichou. — suas pernas estão trêmulas e seus olhos estão fixos demais nele. — a empurrei quase a fazendo cair de cara na grama. — Tenho mais coisas a fazer. — nós falou seguindo em outra direção.

Que filha da mãe!

— Mellody parece ser um amor. — falei a ele tentando puxar assunto para que eu não ficasse perdida em meus pensamentos.

— .Sim. — sorriu. —Ela é bastante agitada e precisa de bastante atenção e carinho. Ela é muito esperta também, não se assuste com o que ela fala. Ela é superdotada então o seu nível de interesse é maior e ela não se socializa tão bem.

— Ela é superdotada? — concordou. — Eu nunca conheci uma criança superdotada.

—Também nunca conheci uma criança super dotada até ter uma filha. Assumo que fiquei um pouco assustado . — riu. — Mas ela só é muito esperta para uma criança que irá completar quatro anos, não vejo isso como uma anormalidade nela.

—É diferente. Ela é apenas muito especial.

—Sim.Espero que cuide bem dela.

— Pode confiar em mim. — prometi a ele que sorriu quase me fazendo desmoronar de novo.

—Quanto você quer receber por mês? —perguntou e eu fiquei pensativa.

— O tanto que for necessário. — ele me cortou

—Sete mil?—perguntou eu arregalei os olhos. Sete mil?

—Er... eu acho que...—eu não conseguia dizer mais nada.

—Feito. — me disse antes que eu voltasse ao normal.

Sete mil? Eu iria receber sete mil?

— Ok.... — respondi com a voz falha.

Sete mil?

—Então vamos fazer o teste. Se tudo der certo você fica, quem decide não sou eu, é ela. — concordei enquanto entravamos no grande Hall e entramos na sala.

—Mellody.— a chamou.

Uma menininha com longos cachos loiros, olhos azuis e bochechas coradas nos encarou atrás do sofá.Ela parecia uma boneca.

Meu Deus... Que vontade de apertar.

Ela me olhou de cima a baixo e depois o encarou.

— Ela é tão pequena!— falou a ele. Ok... não vamos discutir por causa dos meus um metro e cinquenta e dois. — E é muito bonita! — falou me analisando me fazendo corar. — É sua nova namorada? — perguntou a ele me fazendo engasgar. Namorada?

— O que? — perguntei assustada.

— É sua babá. — falou a ela que continuou com a cara fechada.

—Não preciso de uma babá. — informou a ele com uma cara nada boa.

—Então se você não precisa de uma babá eu acho que pelo menos uma amiga para brincar com você seria necessário. —prôpus a ela que me encarou.

Eu precisava que ela cedesse, agora eram sete mil dólares em jogo.

— Uma amiga?

—Sim.

— Eu não tenho amigas.

—Se quiser eu posso ser sua nova amiga. — falei a ela que sorriu.

—AAAAHHH AGORA EU TENHO UMA AMIGA. —Ela se levantou e correu até mim pulando em meu colo quase me derrubando no chão.— Você veio brincar comigo ?— perguntou e eu assenti.

—Sim. — sorri para ela que me encarou com os olhos brilhando.

Havia dado certo. Ponto para mim.

— Divirtam-se bastante.— o encaramos.—Tenho que ir agora.

Ela desceu do meu colo e estendeu os braços para ele que a pegou no colo.

—Você vai demorar muito ?— perguntou a ele fazendo bico.

Não me diga que ela irá arrumar escândalo quando ele sair...

— De noite eu estarei aqui. Enquanto isso a Alice vai cuidar de você. — falou a ela que me encarou.

— Vamos brincar bastante. — falei a pegando no colo enquanto a mesma encarava seu pai.

— Ok? — perguntou a ela que concordou. — Até mais. — falou antes de sair pela porta.

— Até. — falamos antes que ele sumisse. Mell encarava a porta com os olhinhos cheios de água.

— O que você gosta de fazer?— perguntei me sentando no sofá com ela no colo tentando distraí-la.

—Eu gosto de dançar. — respondeu me encarando. —Você gosta de dançar?— concordei.

—Adoro dançar. — falei a ela que sorriu. —Quando eu era da sua idade meu pai me levava para a aula de balé.— contei a ela que me olhou com os olhinhos brilhando, mas depois o brilho desapareceu.

—Eu queria muito fazer aula de balé, mas não tenho ninguém pra poder me levar. — lamentou. —Minha mamãe foi embora e nunca me deu atenção. Tia Rose estuda e o papai trabalha até tarde. — me contou com a voz quase falha. Pelo visto tínhamos muitas coisas em comum.

Tirei um dos cachos que estavam de frente a seus olhos e a encarei.

— Caso eu venha todos os dias te fazer companhia enquanto seu pai está trabalhando, eu acho que posso te levar para fazer aula de balé. — prometi a ela que abriu um lindo sorriso.

—Serio? Você faria isso?— concordei.

—Sim, caso seu pai deixei.— Ela me abraçou me pegando de surpresa.

Ela era tão doce! Pelo visto nos daríamos super bem.

— Gosta de princesas? — concordei.— Tenho um monte de roupas de princesas. — contou se levantando do meu colo.

— Estou ansiosa para vê-las. —deixei minha bolsa em cima do sofá e a segui pela casa.Subimos as escadas até chegarmos ao andar de cima que tinha um corredor enorme.

Mellody seguiu até a porta Rosa com um "M" dourado e abriu uma portinha que era da altura da metade da porta e logo depois abriu a porta maior.

— Seja bem vinda ao meu reino. — falou me dando passagem para entrar em seu quarto.

— É o seu quarto? — perguntei analisando o local. Aquele era o quarto dos sonhos de qualquer menina que amasse princesas,como eu.

Na parede de frente a porta havia um castelo com duas torres defensivas e no chão entre elas havia uma cama, como a de uma princesa com uma iluminação que deixava tudo ainda mais mágico. Do lado da torre da direita havia uma escada que dava acesso a "cobertura" do castelo e na outra havia um escorregador.

O quarto era completamente rosa, um rosa claro e suave, incluindo as paredes, o chão, os acessórios(cadeiras, mesas, espelhos e penteadeira com detalhes em dourado que dava um ar mais medieval) , e o teto onde havia um candelabro de cristal. As cortinhas rosa claro eram pesadas e com detalhes em renda branco.

—Gostou do meu quarto?

—Sim.. É lindo! Eu adorei. — respondi ainda um pouco enfeitiçada pelo lugar.

— Tem mais. — falou correndo em direção a um dos espelhos e o abriu como se fosse uma porta.

Não... Espera... Era uma porta.

Fui logo atrás dela e quase enfartei com o local.

—Minha nossa! — meu queixo foi parar no chão.

—O que foi ?— perguntou preocupada com a minha exagerada expressão.

—Esse é seu Closset? — perguntei correndo os olhos pelo enorme cômodo que era do tamanho do meu quarto.

Era um comodo branco e dourado com vestidos em cabides separados em duas fileiras. Haviam prateleiras com sapatos de todos os tipos e entre as duas fileiras de vestido havia uma penteadeira e um puff rosa choque no final do corredor.

—É. —respondeu entrando no meio de um monte de vestidos que estavam pendurados nos cabide. —Vê se esse serve em você. Mamãe usou ele no meu aniversário de um ano. — ela apontou para um vestido azul com prata e eu o peguei.

— O que irá fazer com ele?

— Você irá vesti-lo. Para permanecer no meu reino é preciso se vestir como uma princesa.

—Não sei se eu devo vestir. — encarei o lindo vestido. —Ela não irá achar ruim ? — perguntei a ela que negou.

—Mamãe não mora mais aqui. Ela foi embora porque não gostava de mim . — me disse com um olhar triste.

Me abaixei pra ficar ficando da sua altura e segurei em seu rostinho.

—Não se preocupe meu bem, sua mãe é uma boba. — ela riu. — Não pense que você é uma pessoa ruim, pois você é uma pessoa incrível! — ela sorriu e me abraçou.

— Obrigada Alice. Gostei muito de você. — sorri para ela.

— Também gostei muito de você.

—Melhores amigas? — perguntou e eu concordei.

— Melhores amigas. — demos um aperto de mãos.

—Então vamos nos vestir. — falou pegando um vestidinho lilás com rosa e me puxando para a frente aos espelhos.

Após colocarmos as fantasias que ficou um pouco grande em mim , em termos de altura, fomos nos maquiar em sua penteadeira . Ela tinha estojos e estojos de maquiagem que ela mesmo disse nunca ter usado. Nos divertimos bastante enquanto a mesma me maquiava e posso dizer que ela era uma ótima maquiadora. Realmente ela era uma garotinha especial.

Assim que ela terminou sua maquiagem, super leve, em mim, arrumei o seu cabelo enquanto a mesma se maquiava. Prendi seus cachos loiros em um coque e pus uma das inúmeras tiaras que estavam guardadas em caixinhas douradas em prateleiras, em seu cabelo.

Eu :

Mellody :

— Está linda! — falou me fazendo corar.

Ela era tão fofa! Como uma mãe teria coragem de maltratar algo tão fofo como aquela menina?

— Obrigada. Você está maravilhosa! — ela sorriu pulando do meu colo.

—Vem. — segurou em minha mão. —Vamos lá pra baixo. —me puxando para fora do Clossetjunto a ela.

Encarei os milhares de espelhos e fiquei surpresa assim que me vi. Eu jamais havia me fantasiado daquela maneira. Pelo visto ficar com ela era bastante divertido.

Assim que saímos de seu encantado quarto, seguimos pelo corredor até chegarmos a escada. Levantei a barra do vestido, que estava um pouco pesado e quente apesar que ele era decotado, e começamos a descê-la. Eu estava tomando todo cuidado do mundo para não estragar aquele vestido.

— Mellody querida, você viu aonde a sua tia Rose... —parei de andar assim que quase trombei com ele. —Meu Deus !— Jasper desceu um degrau para não nos chocarmos.

O encarei sentindo um enorme frio na barriga enquanto o mesmo me fitava por inteiro.

—Estamos lindas, não é mesmo papai ?— ela o perguntou.

— Sim estão.— ele disse me fitando e eu abaixei a cabeça um pouco constrangida. Ok... não é todo dia que um homem, com a beleza abençoada por Deus, te elogia.—Ficou muito bonita Alice!

Ai, céus...

Respirei fundo e criei coragem para encará-lo enquanto eu sentia minhas bochechas queimarem. Levantei a cabeça e sorri para ele.

— Muito Obrigada. — agradeci tentando manter minhas pernas firmes.

Ok... onde eu posso enfiar a cara agora?

— O que queria papai ? — Mellody o pergunto o fazendo parar de me encarar.

— Queria saber se você viu o celular de sua tia Rose, seu tio Emmett me me ligou no trabalho e disse que ela estava precisando muito do bendito telefone. — disse revirando os olhos.

—Não faça essa cara Jasper. Eu estou precisando muito dele para a sua informação. É caso de vida ou morte, estou sem ele desde ontem á noite. —

Uma mulher com longos cabelos loiros que iam até a cintura, disse enquanto subia as escadas elegantemente com uma calça jeans escura e uma blusa florida que estava por baixo de uma jaqueta rose.

— Me deixe adivinhar. — me encarou erguendo a sobrancelha.— Você é a Alice ? — me perguntou e eu concordei.

— Sim, prazer.— estiquei a mão em sua direção e a mesma a apertou.

— Prazer, eu sou Rosalie irmã dessa benção aqui. — apontou para Jasper. Mas pode me chamar apenas de Rose. — Sorriu soltando minha mão e encarando Jasper que estava me fitando novamente, o que estava me deixando incomodada. — Nossa Jasper... Ela é muito bonita! — o cutucou o fazendo balançar a cabeça e a encarar.

— Sim. — concordou a encarando.

— Obrigada, mas sua beleza é incomparável. — ela sorriu amigavelmente.

— Você é um amor.— se aproximou de mim e encarou novamente seu irmão. — Não querendo ser intrometida ou estragar o clima que está aqui, mas eu acho que se uma pessoa loira que tem uma filha parar de secar a babá a gente podia descer e conversar melhor. Não é mesmo Jasper? — Me assustei com a forma direta que Rose tratou a situação.

Jasper a encarou com uma cara nada boa enquanto eu tentava me manter concentrada em não ficar vermelha.

— Alice porque você está vermelha? — Mellody me perguntou.

Ok... não funcionou.

— Não se preocupe, minha irmã é muito sem noção. — Jasper falou me fazendo rir.

— Eu ouvi isso. — falou enquanto descia as escadas.

Mellody foi logo atrás de Jasper e eu desci logo após os dois.

— Não temos tempo para conversar, procure logo esse seu telefone e você vai direto pra faculdade.

— Bella, cadê meu suco de uva ? — a pequena chamou a Bella que rapidamente apareceu na sala com uma bandeja contendo uma jarra e seis copos.

Assim que me viu a mesma me encarou segurando o riso.

— O que a maquiagem faz com uma pessoa. — riu. — Realmente um milagre. — revirei os olhos. — Madame, na próxima vez tome cuidado com o local onde guarda seu telefone, digamos que a geladeira não é um bom local. — Bella falou enquanto lhe entregava o telefone que estava no bolso do avental.

— Estava na geladeira? — Rose perguntou assustada.

— Quando cheguei lá, estava a menos dez graus. — falou enquanto deixava o suco em cima da mesinha de centro.

— Já que, já o encontrou acho melhor irmos. — Jasper falou se levantando a puxando.

— Não. — puxou seu braço. — Também quero me vestir de princesa. — contestou.

— Nem pensar, você irá pra faculdade.— discordou de Rose que fez bico para ele.

— Jaaaazz... Para de ser chato. — fez uma voz manhosa o fazendo rir.

— Vamos logo. Tenho muitas coisas a fazer. — avisou a ela que saiu sendo rebocada por ele.

— Tchau gente. Adorei te conhecer Alice. — Rose se despediu e acenamos para ela que saiu de cara fechada atrás do irmão.

— Eu também. — falei antes que ela desaparecesse por completo do meu campo de visão.

— Quer um pouco de suco? — Mellody perguntou me entregando um copo de suco e eu peguei sorrindo para ela.

Tão atenciosa... Era perigoso ela ser mais atenciosa comigo do que eu com ela.

— Muito obrigada . — agradeci e segui com ela até a varanda, onde nos sentamos em um dos assentos acolchoados.

De longe era possível avistar Jasper dirigindo a Mercedes preta SLR enquanto discutia com Rosalie. Como um homem daqueles poderia ficar solteiro? Para mim era inaceitável a ideia de que a esposa se divorciou dele. Eu não poderia julgar nenhum dos dois já que eu não os conhecia bem... Ainda. Mas algo me dizia que o relacionamento dos dois foi por água á baixo por causa da esposa, ou melhor, ex esposa. Diante das várias fotos que vi dos dois, ambos pareciam ser a família perfeita diante da sociedade. Eram ricos, bonitos, tinham uma vida estável e uma filha maravilhosa.Mas pelo visto não tinham uma das coisas fundamentais... a felicidade.

— Você está de olho no meu pai, não é mesmo? — Mellody me perguntou me pegando de surpresa e eu neguei.

— Er.. não.Cla-claro que não. — tentei não gaguejar. — Ele é meu chefe. — ela revirou os olhinhos azuis, da mesma forma que o pai fazia.

— E o que tem a ver ? — perguntou me fazendo rir.

— Vamos falar de outra coisa? Isso não é assunto de criança.— sugeri a ela assim que o grande portão se fechou.

— Claro My Lady. — sorri para ela que passou seu braço entre o meu enquanto seguíamos para dentro da casa novamente.

Passamos o dia inteiro brincando em seu quarto. Ela fantasiava varias aventuras e posso dizer que eu também entrei nessa, e foi bastante divertido. Quando o relógio marcou seis da tarde , dei um banho nela e tirei minha fantasia, vestindo minha roupa e voltando para o mundo real. Após vesti-la em um pijama, que mais parecia um macacão, estampado de ursinho, descemos e ficamos na sala assistindo televisão até que Jasper chegasse para que eu pudesse ir embora, contra a minha vontade.

— Amanhã você vai vir de novo ? —perguntou colocando a cabeça em meu colo e se deitando no sofá enquanto eu estudava um pouco com a ajuda dos livros.

— Não sei .— suspirei colocando os livros de lado. — Depende do seu pai.

— Mas mesmo se ele não quiser que você venha me fazer companhia, você vai vir me visitar, não é ? — perguntou preocupada e eu sorri.

— Claro que sim, coisa fofa!— respondi lhe fazendo cócegas a fazendo se contorcer no sofá aos risos.

— Mellody. — ouvimos a voz de Jasper e a mesma se levantou rapidamente.

— PAPAI. — Mellody correu pulando no colo de Jasper que apareceu atrás do sofá.

Me levantei e juntei meus livros os colocando dentro de minha bolsa enquanto os dois conversavam aos cochichos.

— Gostou de passar o dia com Alice ? — ele perguntou a ela que concordou.

— Adorei. — sorri para ela. — Deixa ela ficar cuidando de mim. — pediu fazendo um bico muito engraçado.

— Se ela quiser. — ele propôs me fitando. Olhei para Mellody que assentia freneticamente com a cabeça.

— Claro. Eu fico. — respondi fazendo a pequena surtar.

— Isso. — comemorou.

— Então nos vemos amanhã ? — ele me perguntou e eu concordei.

— Sim, amanhã eu venho no mesmo horário. — falei seguindo em direção a porta; — Eu tenho que ir, minhas aulas começam as oito. — falei a eles que me acompanharam até a porta.

— Tchau. — Mellody desceu do colo de seu pai e veio até mim. Me abaixei e lhe dei um abraço.

— Até amanhã. — me despedi dela que rapidamente voltou para o colo de seu pai que se limitou a apenas acenar para mim e eu fiz o mesmo.

Assim que sai do bairro, esperei por um ônibus, que para minha sorte não atrasou e me deixou quinze minutos antes da aula começar, na porta da faculdade. Após ficar sentada, me distraindo de minuto em minuto com bobeirinhas e não conseguir estudar direito, peguei um ônibus junto a Charllote que ficou me azarando e após chegar exausta em casa, tomei um banho e me deitei para dormir. Sonhando com a minha mais nova e pequena Mellody .

 

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