A biblioteca


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1. A biblioteca

 

A biblioteca

A mistura era de medo e ansiedade, como seria seu primeiro dia na biblioteca? O dia ainda estava amanhecendo e Lucas sabia tão pouco; sabia basicamente que a biblioteca é importante, tinha lido todos os livros que seu pai tinha levado para casa, mas não imaginava que gostar tanto de ler o Traria para cá; Nesses seus doze anos de vida deis dos seis anos, ensinadores o trazia pelo menos uma fez, por ano na biblioteca, era a única vez no ano que ele podia escolher seu próprio livro, engraçado pois isso foi a três dias atrás. Alguém Abril a porta, o homem apenas fez sinal para ele saí.

_Olá eu sou Isaías vou ser seu orientador! Ele passou a Lucas uma escova de dente feita de madeira e pelos que ele não podia identificar, de onde era ou como era feita, em casa sua mãe o fazia bostejar com água e sabão todas as manhãs, às vezes mastigava uma raiz que sua mãe trazia. “É para evitar a dor” dizia sua mãe, e agora ganhava está escova junto com um porte com um sabão diferente; Acompanhou Isaías até uma porta que ele abriu, viu um banheiro com muitas pias e vasos.

_É aqui que fazemos nossas higienes pessoais, vou te mostrar como fazer!

Isaías pegou uma pequena escova como há que havia dado a Lucas, abriu o pote passou levemente a escova e a levou a boca, em poucos instante sua boca se encheu de espuma, cuspiu na pia e abriu a torneira

Faça exatamente igual, não engula! – Isaías explicou mais coisas para Lucas e quando saíram o dia estava claro.

Vista a roupa que logo volto para te buscar, – no pensamento de Lucas agora ele ia até a biblioteca agora vamos para lá, não imaginava que ainda tinha que tomar café então quando Isaías o levou até o refeitório ser decepcionou, mas admitiu para si mesmo que isso era uma boa ideia, estava com fome e o cheiro era bom.

A comida é muito boa, melhor que a de casa, Lucas achou o pão macio, Lucas nunca havia comido algo assim, avia muitas pessoas conversando ao seu redor percebeu logo que o assunto principal era livros, escultou comentários de um ou dois livros que já havia lido, se preparava para entra no assunto, quando um homem um pouco mais novo do que Isaías, rompeu pela porta aos gritos.

_Forasteiros! Forasteiro chegaram na cidade, – Todos os bibliotecários ali levantaram suas cabeças rapidamente.

_Maravilhoso ainda há vida lá fora! – Falou a senhora que Lucas sabia se a líder do local.

_São amigos ou inimigos. – falou alguém que Lucas não podia ver,

todos ser levantaram para sair, Lucas fez o mesmo mais, uma mão tocou seu ombro.

_Temos que ficar, por mais que eu nunca tenha visto Forasteiro temos que manter a disciplina e hoje nós temos que limpar toda a cozinha e o refeitório - Isaías usou sua mão, para mostra o refeitório para Lucas, então Lucas ser decepcionou mais uma vez, só havia ouvido fala de Forasteiros em Livros, e agora que eles estão aqui, eu tenho que lavar pratos.

A arrumação não foi muito difícil, mais Lucas não via a hora de ir para biblioteca então quando Isaías anuncia que haviam terminado, Lucas esperou ansiosamente as próximas palavras.

_Bom! Agora podemos ver o que está acontecendo lá na frente.

A biblioteca era a maior construção da cidade, o alojamento do fundo não ere nada comparado a ela, quando entrou viu um corre-corre de algumas pessoas. Uma mulher escrevia em um livro, com um homem em sua frente, Lucas ser aproximou para ouvir.

_Então foi uma guerra?

_Sim! Sim! Foi uma guerra terrível.

_Quem atacou primeiro e porquê? – interrompeu outro homem que estava atrás da mulher.

_Bom, isso tem contradições, já faz muito tempo, eu ouvir essa história do meu avô – continue o homem.

_Parece que veio daquilo que ele chamava de Oriente, explodiu entre duas Nações de lá, então outras se envolveram.

_Acho que foi as coreias – Falou a mulher Virando-se para o outro homem.

_Pode ter sido a China e Japão, há relações entre eles estavam ruins na época – As duas coreias, Lucas já havia lido sobre as duas, ele gostava mas dessa ideia.

_Bom eu não sei – recomeçou o homem – Aí as coisas se Espalharam e terminou sem chegar aqui.

_Ser não chegou aqui, por quê todo mundo sumiu?

_Eu não sei o que aconteceu, o mesmo aconteceu na nossa cidade, éramos uma cidade pequena como vocês, de repente todas as comunicações ficaram muda, pouco a pouca os abitantes da cidade foram indo para as grandes cidade, é nunca mais voltaram, sobrou apenas nós, e agora decidimos ir também.

_Aqui aconteceu a mesma coisa.

_Exceto que anos paramos de mandas pessoas pra lá.

_Então é isso, estão indo para Cidade Grande.

_sim!

_Eles não vão voltar – cochichou Isaías ao lado de Lucas – vamos temos que arrumar a biblioteca.

Lucas tentou balança a cabeça negativamente, mas Isaías o interrompeu.

_Eles não sabem de nada, além disso você tem muito o que aprender.

Lucas passou o resto do dia limpando livros, e ouvindo sobre os estrangeiros no entre e sai de pessoas da cidade, que vinham para apresentar pedido, com a ajuda da biblioteca a cidade estava reunido coisas para doar para os viajantes, Lucas limpava distraidamente alguns livros, enquanto tentava escutar mais cochichos sobre os homens, nesse momento deparou-se com o livro que antes a senhora escrevia, o segurou para limpá-lo, nesse momento o abriu e começou a ler – o livro do apocalipse – Era o que estava escrito na primeira página.

Notícias 23 de julho de 2266 foi o último dia que a cidade de Bela Vista, teve notícias do resto do mundo, agora três meses depois que percebemos que ninguém vem de fora deis desse dia, a energia está oscilando já faz algum tempo as transmissões e comunicações estão mudas deis desse dia; todas nós achávamos quer era um problema técnico mas agora com o desaparecimento do prefeito e delegado, o pânico começa a ser espalhar, principalmente agora que os alimentos começaram a ser exaurir”

Lucas fechou rapidamente o livro quando ouviu uma voz o chama.

_ Aí está você vamos para cozinha vamos ajudar a preparar o jantar e depois descansar.

///

Ele não conseguia se concentrar no livro, o livro do apocalipse era tudo o que povoava a sua mente, por sua janela observava parte do muro da biblioteca observava a noite Clara, hoje Platão não conseguia dizer nada de relevante para ele, fez todo o trabalha na cozinha pensando em tudo que havia visto e acontecido em seu primeiro dia na biblioteca, por um segundo se espantou ao se lembrar da sua mãe seu pai seus irmãos, era incrível como o dia havia se passado sem que ele lembrasse que está longe de casa, foi até a porta, escorou seu ouvido contra ela, precisava mesmo ler mais um pouco daquele livro, olhou de volta para cama, onde estava o livro de Platão, antes de dormi, Isaías a havia lhe dado aquilo.

_Nós aqui aprendemos e ensinamos com os livros, Você já leu esse – perguntou Isaías – Lucas apenas balançou a cabeça negativamente enquanto dava uma olhada no livro.

_Leva para seu quarto, leia à noite depois me diga o que achou.

Mas há verdade que mal havia passado da décima página, e maus tinha entendido, outro livro povoava a sua mente, por isso abriu a porta e saiu lentamente.

Aporta do fundo da biblioteca estava aberta, pensou por um momento se isso deveria acontecer, mas não se em portou, apesar dos muitos corredores de estantes Lucas sabia muito bem aonde estava o livro, sempre admirou aquele local, então todos os anos quando vinha, fazia questão de caminhar por o maior número possível de corredores, então conhecia bem cada um, assim foi direto até o local onde estava o livro, ficou um tempo olhando o local vazio; não precisava de lamparina pelo vidro da biblioteca a luz da lua e das estrelas passava fortemente, Iluminando quase toda o local, Lucas começou a fazer seu caminho de volta, quando viu, em um dos corredores uma pequena luz.

Se aproximou lentamente, viu a velha senhora em uma mesa com uma lamparina, o livro estava com ela, ela não estava escrevendo nele apenas parecia o está folheando, depois de um tempo quando Lucas já estava desistindo, a velha senhora se levantou, e Lucas se escondeu na sombra da prateleira, ela passou a alguns passos de Lucas, encachou o livro de volta no espaço vazio da prateleira e saiu.

A Rodovia simplesmente desapareceu eu e o Jorge fomos lá e, por isso que estamos isolados mas não é o caso de deslisamento de terra na rodovia, ela simplesmente desapareceu, apenas, terra ceca e mato, a rodovia já estava muito ruim depois ela piorar ainda mais, e depois simplesmente desapareceu.”

Lucas parou para pensar como seria uma Rodovia, já havia lido sobre ela em outros livros, mas não havia muitas explicações sobre ela, olhou ao seu redor e imaginou se algum daqueles livros, teria uma resposta para essa pergunta, ainda girava sua cabeça quando notou um pequeno Raio de Sol surge no horizonte, o dia está amanhecendo tinha que voltar para o alojamento, correu até a porta para abrir, a porta estava trancada “Como você é burro” pensou Lucas, há velha deve ter trancado como ia sair dali, como ia voltar para seu quarto sentiu seu coração bater como se estivesse na palma da sua mão, um pouco de suo começo a escorre pela sua testa, levou a mão à cabeça para limpa, nessa hora avistou a janelas “eu tô dentro” pensou Lucas correu até lá e abriu, saltou para fora e a fechou, se perguntou se a porta do alojamento estava aberta, a porta se abriu e Lucas entro vagarosamente, avia homens trabalhando na cozinha, Luca foi em direção ao seu quarto, quando Isaías surgiu à sua frente.

_Você já acordou! Estava indo em seu quarto, trouxe escova e a pasta?

_Lucas apenas Balançou a cabeça negativamente!

_Então vá buscar.

///

_Eu não sei porque, ainda há pessoas que insiste em ir para Cidade Grande.

Lucas apenas acompanhava o movimento de Isaías. Havia saído da biblioteca cedo!

_Vamos trabalhar fora hoje, lá na tecelagem vamos ajudar o seu Eurico a melhorar o processo de pintura.

Seu Eurico falava tanto que monopolizava a conversa.

_Não há nada lá, não vão volta, não há nada além de…..

Silêncio há criança aqui, não fale de coisas proibidas – Isaías virou-se quase com raiva.

_Só estou falando para os forasteiros não ir.

Lucas nunca tinha trabalhado como outras pessoas além do seu pai e sua mãe, e eles nunca falavam de coisas proibidas, mas Lucas sabia que existia, já avia ouvido cochichos.

_Ele não está estudando para ser um de vocês.

Lucas notou que Isaías falava e com seu Eurico em código, adulto faziam isso o tempo todo, viu e ouviu isso toda sua vida, não se incomodava mas com isso por isso continuou a vira os panos, fingindo não dá atenção a conversa.

_ A nova fórmula está muito boa, será que você pode preparar mais.

_Sim mas tenho que voltar ao laboratório.

_Sim tudo bem aproveite e leve estes cobertores para os Forasteiros, eles vão precisar.

Lucas pegou os cobertores, e começou a acompanha Isaías.

_Quando eu tinha sua idade, eu também queria ver as grandes cidades que os livros tando falam – o menino ergueu a cabeça por um instante, para olhar pra Isaías.

_Você também quer não é?

O ombro de Lucas apenas fez um movimento de subida e decida rápido.

_Aí estão eles, parece que já vão – havia muitas pessoas reunido próximas à praça principal, Lucas Isaías se aproximaram.

_Seu Eurico mandou pra vocês – Isaías falava enquanto Lucas entregava os cobertores, ficou observando enquanto eles amaravam os cobertores nas bicicletas! Bicicleta era uma das coisas que a cidade tinha de sobra, O velho seu Edmundo não parava de fabricá-las então todos tinham uma, alguns até mais de uma, alguém deve ter ficado feliz em se livrar de algumas delas.

Um homem mais velho conversava sobre algum sinal, algumas pessoas tentavam convencer os homens a ficar, mas em nada adiantou, dali a pouco tempo os homens partiram, saíram pedalando em direção a mata no sentido aonde no passado ficava a cidade grande; no sentido proibido, Lucas foi uma vez pra lá, com seu irmão mas velho, não foi muito longe, logos um vigia da biblioteca os viu e os fez volta, tomou bronca de sua mãe mas seu pai acreditou que foi sem querer, então Lucas sabe que eles não ia ter dificuldade de passar pelas mata com as bicicletas do senhor Edmundo.

///

O laboratório, era assim que todo chamava o local aonde era produzido todos os produtos químicos da cidade, a doutora Neiva era bem conhecida de toda a cidade, era a pessoa responsável por produzir remédio tanto para homem, quanto para animais e plantas, Lucas a viu muitas vezes Desde quando nasceu! Sempre que estava doente ou seu pai estava com problema com as plantas, ou alguém da família com alguma dor, era sempre ela a quem íamos procurar.

Neiva era uma mulher na faixa de 40 anos, que gostava de fumar um grande charuto que ela mesma fazia, estava sempre com jaleco branco, e como uma explicação para tudo o que acontecia na natureza e no corpo humano, isso fazia Lucas pensar que ela já havia lido todos os livros da biblioteca.

_Eurico vai querer mas tinta Neiva! – Isaías e lucas estava no local que um dia foi um grande mercado, agora a cidade não precisava de mercado, as pessoas plantão e colhe e fábrica muitas coisas, e todos os finais de semanas trocam entre si, ou fazem isso sempre que precisão, mas na maioria das vezes ele simplesmente dão, e esperam que os outros retribuo o favor um dia, mais Lucas sabe que um dia já existiu algo chamado dinheiro.

_Mas é claro que ele quer, todo mundo pensa que só e querê e está pronto – Neiva falava enquanto virava para Lucas. – Assim! Você veio para o nosso lado, fico feliz que esteja aqui, poderei te mostra toda a instalação finalmente.

Lucas sabia muito bem do que ela estava falando, a muito tempo ela avia prometido mostra, há ele o local aonde ela trabalhava.

_Vou apenas misturar mais um pouco, aí nós podemos ir, - Neiva misturou algumas coisas em um tambor enorme - Se houvesse energia eu não precisaria ficar aqui misturando.

Energia era uma daquelas coisas que Lucas leu em um livro, mas não entendia o que era.

_Pronto vou apenas deixar aí e logo estará pronto, enquanto isso eu mostro minhas instalações pra você.

Havia muitas pessoas naquele local, enquanto caminhava Neiva mostrava instrumentos e coisa a toda hora, também a viu parar para gritar com algumas pessoas, atravessaram toda instalação até chegar em uma pequena porta, quando Neiva abriu a porta dava para o lado de fora, saíram para fora, avia uma grande torre ao lado parecida com um moinho.

_Me desculpe, parece que meu corpo se move sozinho, venho aqui muito para fumar e ficar sozinha pensando.

O menino entendia bem isso, ele também tem seu lugar especial! Era uma árvore próxima ao Lago, mas ela tinha três outras árvores que a escondia, ficava bem escondida mas dava pra ver quem tava no lago, mas quem estava no lago, tinha que ser esforçar muito para ver que havia alguém ali, Lucas ficava ali com seus livros observando seus irmãos ou qualquer outra pessoa, que por lá, passasse.

_Ah vocês estão ai – Isaías chegou pela porta e colocou a mão no ombro de Lucas, e ser juntou a eles na observação do moinho.

_Parece que ele gostou da torre de Rubens – Ao ouvir as palavras Lucas desviou seu olhar pela primeira vez da torre, passando-o para Neiva.

_Ah é mesmo, ele tentava gerar energia eólica; “dos Ventos” sabe, ele pensava em fazer isso pra cidade.

Neiva foi até a porta da Torre, puxou a chave do bolso e abriu uma pequena porta deu uma olhada pra dentro.

_Hum…. Como está empoeirado aí dentro.

Lucas deu uma olhada, havia apenas o início de uma escada.

_Lá em cima, e ainda mais estreita, como Rubens trabalhava lá, garoto você quer me fazer um favor; lá em cima há uma mesa grande e estranha, a um livro encima dela, é o gerador, perque o livro e traga para mim.

Lucas subiu lentamente a escada escura, lá em cima havia ainda mais poeira avistou mas uma porta a abriu e viu a mesa estranha com o livro, o pegou e desceu.

_Obrigado garoto! Aqui está escrito todo o trabalho de Rubins, você sabe nós bibliotecário fazemos muitas coisas pela cidade, além de manter a ordem a nossa maior missão e repassar o nosso conhecimento, por isso também escrevemos, Rubins trabalhava nisso, eu estava procurando alguém para continuar o seu trabalho! De uma olhada, se não se interessar me devolva.

Neiva deu o caderno de Volta para Lucas.

Vamos voltar pra dentro, já deve está pronto. – No caminho de volta, Lucas apenas ficou escutando a conversa dos dois adultos.

_Sei o que está fazendo, mas ele ainda é muito jovem para ser recrutado.

_Besteira, nunca se é novo, pra se descobrir o que gosta.

_Tudo bem, mas não sabia que estava usando o trabalho de Rubens agora.

_Tudo bem, eu não tenho mesmo tempo de continuar o trabalho dele.

///

Nessa noite Lucas não cometeu o mesmo erro da noite anterior, deixou propositalmente uma das janelas da biblioteca aberta, essa noite a velha não estava lá, o que significava que o livro estava no mesmo lugar, Lucas queria muito ler mas um pouco aquele livro.

A energia finalmente acabou nós já esperávamos isso, a alguns dias que vinha acilando, é como ser o mundo estivesse desaparecendo aos poucos, mas algumas famílias saíram da cidade, eu tive que esconder Pedro na biblioteca, estava aproveitando a confusão para aprontar das suas, pensei em ir na casa do professor João quero convencê-lo a reabri a escola, os dias estão cada vez mais difícil, e as crianças não podem ficar jogada.

Que tragédia a família Santos, e a família Pereira quase se mataram os Pereiras acusaram, o Santos te esconder remédio e um dos membros da família Pereira está doente, uma das pessoas da família Pereira estava armado, e o resultado são três mortos. Agora a família Santos que vingança, e a cidade esta apavorada, eu e Pedro vamos juntos a casa dos Santos, esperamos conseguiu um acordo entre eles, e ainda tem o problema da comida.”

O barulho da porta se abrindo fez Lucas fecho o livro rapidamente e se esconder, a velha senhora surgiu com uma lamparina, caminhou até o livro e o pegou.

Lucas concluiu que já era muito tarde, é voltou ao alojamento, quando se sentou na sua cama, mais uma vez Platão nada lhe dizia, preferiu pegar o livro de Rubens e adormeceu o lendo.

Acordou assim que o sol brilhou em seu rosto sabia que Isaías chegaria logo Pegou, sua pasta e escova e saiu para o banheiro, fez tudo o que tinha que fazer, retornou ao seu quarto pegou manual de Rubens e saiu, já estava próximo ao refeitório quando Isaías finalmente apareceu.

_Desculpe! Tive algo para fazer bem cedo, eu voltei agora pouco mas acho que você já fez tudo não é?

Lucas apenas subiu e desceu seu ombro como de costume.

_Escovou os dentes como mostrei?

Lucas Balançou a cabeça positivamente.

_Então vamos, mas eu espero que tenha arrumado a cama.

Mais uma vez o garoto Balançou a cabeça positivamente.

Os dias seguintes, foram ótimos, Lucas passou a maior parte do tempo na Biblioteca estudando o manual de Rubins. Procurou tudo que podia sobre energia na biblioteca, adorava as coisas detalhadas que Rubens escreveu, se enchia de alegria só de imaginar ver algo que Rubens descreveu como uma pequena estrela, leu tanto sobre energia que logo os outros membros da biblioteca traziam tudo que encontrava sobre isso para ele, Lucas não ficava mais tão perto de Isaías, passava uma boa parte do tempo com Neiva, e quando ela não precisava dele, ele subia para o agora chamado torre de energia, e refazia seus experimentos, voltava a ler o livro do apocalipse sempre que podia, mas a maior parte do seu tempo tentava gerar energia; leu quer Pedro e o bibliotecário resolveu o problema da família Santos e Pereira, foi mais complicado o problema da Fome, mas no final ele Pedro organizaram melhor a distribuição dos alimentos, além de organiza o plantio de mais.

Lucas ainda tinha muita dúvida sobre o que um bibliotecário fazia, mas Percebeu como suas funções eram importantes para Cidade, e como os bibliotecários procuravam nos livros conhecimento para o seus afazeres, eles fazem de tudo, deis de alimentos, a limpeza da cidade, era os bibliotecários que organizavam tudo, a maior parte teles não escolhiam o que fazer, tinha sua funções dadas por outros mas velhos,mas percebeu que todos escolhiam o que estudar, Lucas não escolhia a maior parte dos seus afazeres, mas Lucas escolheu estudar energia, escolheu tentar gerar energia. Isaías parecia aceitar bem isso, passou a deixar que ele passasse grande parte do dia e até algumas noites com Neiva, Mas essa noite Lucas estava cansado, todas as suas tentativas com o gerador fracassaram, fez sinal para Neiva que queria ir embora, ela o guiou por grande parte do caminho, quando ela o deixou na biblioteca ele não foi para o alojamento, preferiu ir até a décima estante, puxou o livro da estante começou a foliá-lo até uma palavra chamar sua atenção.

Depois de mais de 10 anos de isolamento, essa terrível doença chegou, as pessoas têm feridas pelo corpo, febre alta e deliram até a morte, o medo de se contagiar fez com que pessoas, se tranquem em casa, e fogem dos amigos ao menor sinal de um sintoma, isolamos os doentes na escola, Isadora é uma boa médica está fazendo tudo que pode, mas não sabemos o que é, vamos ter que queima os corpos, algumas pessoas são contra, Isadora já falou que não podemos enterrá-lo, o risco é muito grande, eu só posso confiar nela! Ela já leu tudo sobre o assunto na biblioteca, o seu conhecimento não deve ser desprezado. Amanhã vou pedir para Pedro fala com eles, todos tem medo dele e por isso que o mandarei, ninguém vai ousa questioná-lo.”

///

Durante os últimos 40 anos Katia fez, o mesmo ritual todos os dias; logo após as refeições ia para biblioteca, lá retirava da estante o livro do apocalipse, a maioria das vezes nem o lia, as vezes nem mesmo o abria, mas sempre estava em cima da sua mesa de trabalho, de onde administrava a biblioteca, gostava de restaura livros ou cria novos dos escritos dos bibliotecários, transformar páginas velhas em novas era algo que fazia deis dos 16 anos, Katia acreditava que o livro do Apocalipse foi o seu trabalho mas magnífico, por isso ia sempre até ele! O livro proibido para as crianças, e agora ela estava ali olhando para aquela criança, com aquele livro nas mãos, Katia esboçou um pequeno sorriso, há anos as a crianças ler em todos os livros da biblioteca sobre um mundo que nunca viram, quase todas acham que e um mundo imaginário, eles nunca leram a história de como ele acabou. Almenos o pouco que sabemos, quando forem jovem, seus pais vão falar sobre esse mundo, com as lendas de cada uma das famílias, mas cedo ou tarde eles leram esse livro e saberão o porque decidimos não contar as nossas crianças, sobre esse tempo de tragédias, em que seus parentes quase ser mataram por migalhas. Mas nele também tem o motivo do porque ainda estamos aqui, porque a biblioteca é o que é, porque a cidade sobreviveu. E agora olhando o rosto assustado do menino;  aquele livro parece ter tão pouco significado, aquele passado está tão longe. Fechou o livres e ser esforçou para dar o seu mais meigo sorriso, pegou o livro e fez um sinal pra Lucas a seguir.

_Nós nunca dissemos que você não podia ler este livro, mas você estava lendo as escondidas então acho que você sabia que não podia ler.

Lucas respondeu positivamente com a cabeça.

_Tudo bem! Somente não conte pra ninguém, não conte o que está escrito para nem uma outra criança.

Lucas estranhou aquele pedido não havia nenhuma outra criança na biblioteca, não que ele tenha visto, e as outras crianças não o procuravam, seus irmãos o procurava na infância mas agora eles tem novos amigos normais, e agora eles não tinha muito tempo para Lucas, então não havia a quem conta.

_Deixarei que você termine esse livro quando for adulto, eu prometo.

Lucas estava agora à frente da mesa da velha senhora, avia Livro incompleto e uma máquina com pequenas letras de metal.

_A propósito meu nome é Kátia, senhora Kátia pra você, sou administradora da biblioteca por consequência também da cidade, eu deveria ter me apresentado antes, mas, nunca entrou alguém tão jovem na biblioteca como você, e toda a confusão como os forasteiros, aí você se acostumou tão depressa, então não vi mais necessidade.

Katia apontou uma cadeira para Lucas, e sentou em outra maior do outro lado da mesa colocou o livro do apocalipse na mesa e começou a trabalhar no livro que estava inacabado.

_Esse nosso encontro me dá oportunidade de explicar certas coisas – Kátia falava pausadamente, enquanto continuava trabalhando.

_Nós bibliotecário usamos os livros que estão aqui para adquirir conhecimento, também para criamos novos, por isso também escrevemos, isso para repassar para gerações futuras nosso conhecimento, como o manual de Rubens, que você está lendo, não o estrague, assim que eu puder vou fazer uma cópia.

Lucas Balançou a cabeça afirmativamente quando Kátia o encarou, Katia ser levantou e foi até a estante, e pegou um caderno.

_Toma, isso e pra você escreva seu próprio manual, ou livro se você preferi.

A barriga de Lucas fez um barulho alto que ecoou pela biblioteca.

_Você está com fome é claro, pode ir, mas lembre-se do que conversamos sem mais leitura deste livro – Kátia falou colocando a mão sobre o livro do apocalipse, Lucas começou a saiu quando ouviu Katia o chamar novamente

_Lucas não conte para Isaías nem para Neiva, – Lucas voltou a acena positivamente com a cabeça.

///

Lucas estava debruçado sobre o gerador quando Neiva chegou.

_Tenho que ter falar uma coisa garoto.

Não e o gerador ele e perfeito, – Lucas não cansava de admira o gerador, mas não o entendia completamente, mas sabia que o defeito não estava a li.

_Rubens era meu esposo, e morreu aqui mesmo nesse moinho.

Lucas já sabia, Isaías o avia lhe contato quando advertiu para que não fizesse perguntas, sobre Rubens a Neiva, mas nunca contou como ele morreu.

_Ele foi encontrado por mim mesmo, bem aqui, seu coração apenas parou, foi isso que eu disse para todos, mas havia queimaduras em suas mãos! Eu não falei pra ninguém, eu acredito que nesse dia ele tomou um choque muito forte e morreu.

Lucas pela primeira vez parou o que estava fazendo, para se concentrar completamente em Neiva.

_Por isso eu não deixei mas ninguém continuar o seu trabalho, não queria que ninguém ser machuca-se, se alguém tivesse que se machucace que fosse eu, mas eu sempre estive muito ocupada fazendo outras coisas nunca tive tempo, então você foi acolhido pela biblioteca e sendo você como é! Eu imaginei que nem um dos grupos fosse te acolher, então eu quis lhe da algo pra fazer, mais nunca imaginei que você fosse gostar tanto disso, então eu peço que você pare.

O garoto pareceu pensa por um instante, depois olhou para Neiva até sua cabeça finalmente se mover negativamente.

_Imaginei que essa seria a sua resposta, mas eu tinha que tenta, por favo me prometa, que ira toma cuidado.

Lucas moveu positivamente a sua cabeça, e logo sentiu os braços de Neiva circular seu corpo em um abraço; pouco tempo depois Neiva limpou suas lágrimas e começou a descer as escadas.

Ela não imagina o que fez, pensava Lucas nesse momento, ela tinha dado à lucas a resposta do problema que tanto atormentava tudo estava perfeito só está, sendo uma sobrecarga pensava Lucas enquanto olhava para o gerador.

///

Já havia passado da meia-noite, quando a velha lâmpada se acendeu, ofuscando o olho de Lucas, demorou alguns segundos pra seu olho se acostumar, a luz iluminou toda a sala mas um uma grande parte da cidade, Lucas agora podia perceber qual era a ideia original de Rubens, um farol, ele havia lido algo sobre isso no manual, foi até o manual e começo a passar rapidamente as folhas até encontrar a passagem que avia lido.

Meu pai sempre me disse, se houver alguma coisa lá fora ele não sabe que nós estamos aqui, deveríamos criar um sinal! É isso que eu estou tentando fazer um sinal para o mundo lá de fora, deve haver alguém perdido lá fora.”

Lucas agora entendia foi até a plataforma ao redor da lâmpada e começou a manobrá-la; ela podia dá toda volta ao redor da lâmpada e ainda ia um pouco por cima da lâmpada, a manobrou para baixo para a praça principal e também a biblioteca a levou até a casa da marmoraria, não dava para iluminar as montanhas nem chegar na Fazenda dos seus pais, em casa. Não havia pensado muito em sua casa naqueles dias, já está no tempo de seus pais vir a cidade, ouvi Passos apressados subindo a escada Neiva apareceu na porta como um ar de assustada, a pouco ela dormia sobre uma mesa de trabalho, não conseguiu se concentrar, depois da sua conversa com Lucas no moinho e de ter fumado durante um tempo o seu charuto embaixo do moinho, habito que havia herdado de Rubens, entrou para o laboratório, ser cansou de esperar por Lucas não queria chamá-lo mas também não queria deixar o garoto sozinho então entrou e sentou-se em uma das mesas, depois simplesmente adormeceu, desperto com o passa de um clarão pela janela, notou sutilmente a primeira passagem na segunda assustou-se a ponto de ficar imóvel na cadeira.

Pouco a pouco a lembrança de Rubens venho a sua cabeça, um farol para iluminar a cidade e dá um sinal, era isso o projeto de Rubens ele conseguiu, essa foi sua única palavra na terceira passagem da Luz, apreçou-se em ir a até o Moinho, e agora que está em frente à luz não conseguiu conter suas lágrimas por ver o sonho de Rubens realizado.

///

 

Naquele dia Lucas havia dormido até, mais tarde, tinha passado a noite com Neiva no farol, por isso só mais tarde ficou sabendo que havia assustado muita gente na cidade, só desligou o farol e a energia quando o sol se levantou, antes disso mais dois bibliotecários se juntaram a ele é Neiva, só depois disso finalmente caiu na cama para dormir. Agora acordava com o sorriso de Isaías na sua frente.

_Parece que foi uma noite e tanto pra você, passou a maior parte do dia dormindo, vamos, acorde a senhora Kátia está te esperando, e já vou te avisar vai escrever muito.

No refeitório Lucas foi bastante cumprimentado, e dessa vez não preciso ajudar na arrumação do refeitório, já estavam preparando o almoço então Lucas comeu algo rapidamente e junto de Isaías foi para a biblioteca.

O manual de Rubens e seu caderno estava em cima da mesa da senhora Kátia, foi a primeira coisa que viu quando se aproximou da mesa, a velha senhora trabalhava. Estava trabalhando na capa de um livro somente alguns segundos depois notou a presença de Lucas e Isaías.

_A Você acordou, venha se aproxime, eu não pensei que Rubens tinha deixado um manual tão bem-feito, e muito menos que você fosse entender esse monte de coisa complicada. Pessoalmente eu não entendi a maioria das coisas, só uma ou outra coisa.

Enquanto falava a senhora Kátia não levantava os olhos do seu trabalho

_Gostaria de ter terminado antes, mas tive que conversar com Neiva antes mas agora está pronto, aqui está.

A senhora Katia parou a capa que estava fazendo, e olhou para Lucas.

_Eu não consegui termina antes mas acho que assim está bom, ela levantou uma capa pronta de um livro para Lucas, estava escrito na capa “Manual de geração de energia Por Lucas e Rubens.”

_Neiva e eu concordamos que o manual seria seu e de Rubens, tudo bem para você?

Luca segurou bem perto de si, a capa do futuro manual.

Balançou a cabeça positivamente.

_Agora você pode ir ver o que estão fazendo com o seu trabalho, amanhã você começa a me ajudar na tipografia do manual,

O farol e o antigo mercado estavam cheio de gente, como Lucas nunca avia visto, não só de bibliotecários mas também de pessoas comuns, algumas pessoas da cidade foi complementá-lo e todos os bibliotecários também, quando foi aos pés do farol, homens subiam e desceu quase toda hora.

_É sempre assim, você consegue algo grande e logo vem um monte de bibliotecário pra ver se é augo útil pra cidade.

Neiva chegou falando e tocando ombro de Lucas.

Não tem jeito tudo que nós bibliotecário fazemos é para cidade e seus moradores, nossas invenções não nos pertence, mas não se preocupe eu sei que Katia cuidará para que todos nós reconheça.

Lucas passou o resto do dia entre idas e vindas à biblioteca e ajudando Neiva em uma coisa e outra, Isaías havia voltado para seus afazeres, e ele não se sentia pessoalmente inclinado aí ajudar a senhora Kátia na tipografia, o que ele queria mesmo era subir no farol mas não queria está lá com aquele monte de gente, gostaria de esta lar sozinho ou pelo menos, só ele Neiva, Isaías poderia vir também, a noite ia caindo lentamente quando não se podia ver mais nenhum raio de sol, Lucas viu o clarão do Farol passando pela janela, assustou-se e experimentou pela primeira fez a sensação de ver a luz de baixo, não resistiu, como a criança que era, saiu correndo para os pés do farol, avia umas dez pessoas ali Neiva veio logo em seguida e tocou seu ombro.

_Venha você tem que ver isso – Lucas e Neiva andaram até a praça principal aonde uma pequena multidão se formava admirando a luz do Farol, que passava por toda a cidade, o homem que controlava o farou parou um pouco na praça Lucas sentiu a luz no seu rosto; fez um gesto com quer para tentar tocá-la, mas o homem guiou a luz em outra direção.

Lucas não sabia dizer quanto tempo ficou na praça, o número de pessoas foi diminuindo lentamente o farol ficou mais lento até finalmente estacionar ali mesmo na praça, algumas crianças aproveitavam a claridade para brincar, os adultos ficavam conversando, fazia tempo que não havia uma noite tão alegre como aquela, Neiva notou a cabeça de Lucas se inclinando lentamente, o sono o avia atingido, ela mesmo estava muito cansada da noite passada, ela sorriu quando o Lucas acordou de um cochilo assustado.

_Acho que não será nem um problema se nós fomos dormir um pouco mais cedo hoje.

Neiva e Lucas atravessaram a praça ainda embaixo da luz do farol e ouvindo a risada das crianças.

///

Aquele era um dia especial para Lucas, deis do momento que acordou ele tinha a impressão de que todos sabiam disso, deis do primeiro momento todos ajudaram em sua tarefa até mesmo Kátia fez poucas pergunta sobre o manual, a dias havia tentado explicar pra senhora Kátia tudo que ela não entendia do manual de energia, ele também ainda não entendia completamente o manual, tinha passado a estuda outro livros para intende completamente o que Rubens, via escrito, logo percebeu que replica o trabalho de Rubens não seria um trabalho fácil, também aprendeu que Rubens havia construído uma réplica do gerador mais eficiente da história do homem, Rubens queria um capaz de gera muita energia, isso era importante para ele, e pelos cálculos do bibliotecários o gerador de Rubens era mais eficiente do que os apresentados nos livros; ao longo das leituras Lucas pode ver por que seria tão difícil construí outro gerador, o material utilizado por Rubens eram muito raros e não se encontrava facilment, por isso senhora Kátia trator de anunciar a cidade que a energia não estaria disponível rapidamente.

_O trabalho será árduo complicado vai demorar um bom tempo! - Foram essas as palavras que a senhora Katia utilizou na reunião com a cidade.

_O melhor a fazer é acabar com a ilusão, antes que se torne um problema - foi assim que a senhora Katia se dirigiu aos bibliotecários após o anúncio.

Mas hoje nada disso importa para Lucas não irá passar o dia pensando em como explicar o gerador de Rubens para a senhora Katia, hoje tem um encontro que espera a quase seis meses, e por isso seus passos eram rápido quase que corria pelas ruas da cidade.

Passou diretamente por quase todas as barracas da feira, sabia exatamente onde seus pais estavam ele sabia aonde eles gostava de montar sua barraca, ele esteve aqui todos os domingos nos últimos seis meses, mas dessa vez tudo é diferente tinha certeza que sua mãe estava la, ainda faltava dez paços para alcança a barraca quando viu uma mulher que reconheceu de longe, assim como ela também o reconheceu; ele sabia que sua aparência era inconfundível, todos na cidade sabia  bem quem ele era, deis de criança ele sabe bem disso da sua diferença.

Os paços da mulher foram rapidamente em sua direção, depois foi um abraço forte como ela sempre costumava da nele, o puxou para baixo da barraca, seu pai como sempre o cumprimentou com um tapinha nas costas e um  cafuné na cabeça.

_Fiquei sabendo sobre a energia – Sua mãe era uma das poucas pessoas que ainda não havia visto a luz elétrica, Lucas se perguntou porque ela não avia vindo, como todo mundo.

_Eu sei que eu deveria ter vindo o seu pai queria, mas eu não queria naquele momento você já estava sendo bastante paparicado pelo seu feito.

Lucas queria ter dito a ela que todos lhe elogiaram, Neiva lhe fez carinhos, mas, ainda assim, esperou por ela.

_Eu sei que você está bem, sei que está no lugar aonde você é útil, com sua leitura é escrita, eu fiz o melhor que pude por você, mas agora eu sei – Os olhos de sua mãe se encheram de lágrimas, ele já havia visto isso várias vezes e sempre por sua causa, bem no fundo Lucas sabia bem antes que isso ia acontecer, os olhares da sua mãe sempre eram diferentes pra ele, ela nunca dava aquele olhar pra nenhum dos seus irmãos, aquele olhar a aquelas lágrimas era sempre por culpa dele, Lucas sentia uma mistura de felicidade e culpa e por ela está ali, finalmente ela enxugou as lágrimas se recolocou em sua melhor postura, colocou a mão no ombro de Lucas e falou.

_Então filho vamos ver essa tal de luz elétrica.

///

O farol ficava a cada dia mais vazio, a medida que todos se davam conta que não seria fácil replicar o trabalho de Rubens, os poucos bibliotecários responsáveis pelo trabalho iam perdendo o interesse ou ficavam estudando sobre a energia na biblioteca. Lucas também se dedicava a isso, mas deis do momento que conseguiu o farol, sua cabeça ia de um livro para outro, estava mais interessado em saber as muitas aplicações para energia elétrica, por isso lia muitas histórias sobre o passado, ocasionalmente o livro do Apocalipse vinha a sua cabeça, ainda tinha vontade de lelo novamente, e sabe como a cidade sobreviveu ao fim do mundo mas isso não era mais possível, prometeu a Kátia que não voltaria lelo até ter idade para isso, então todas as noites após o jantar passou a pegar um livro de seu interesse e subia até o farol, antes de se dar conta muito das suas coisas avia ido parar ali.

Depois de duas noites maldormidas no chão do Farol Isaías o surpreendeu com uma cama, era uma cama velha mas muito boa, não custou nada para Lucas no dia seguinte Neiva lhe ajudou na limpeza, assim ali começou a passar todas as suas noites a maior parte delas na leitura de livros sobre a luz da energia que tanto admirava.

_Sabe como as pessoas estão chamando este lugar agora? – Neiva vinha pra ser despedir quase todo dia antes de ir Embora – O chamam de o farol de Lucas, eles ficam feliz que você sempre deixa a praça iluminada, alguns acham que você só vai dormir quando a última pessoas deixa a praça, mas já falei pra eles que isso não é verdade, você vai dormir quando livro acaba, você não tem obrigação de ficar acordado até o último homem la fora.

Em parte o que Neiva disse é verdade, mas lucas sempre olhava para a praça antes de desliga a luz, e quando tinha alguém, voltava para seu livro ou piscava a luz, e a pessoa ia embora, mas não costumava desliga até a pessoa sumir de vista.

_Eu já estou indo e não se preocupe muito com as pessoas lá fora, eles sabem que ira demorar etá isso se útil para todos.

Demorou um pouco até Lucas ir até a janela após parar um pouco livro, pensava um pouco sobre tudo aquilo e viu que já estava tarde a praça já estava vazia; ainda assim ficou ali por um bom tempo olhando para praça, estava no mesmo local que a sua mãe ficou quando esteve ali na última vez que conversaram.

Você sempre soube que era diferente, eu não queria que você se sentisse assim, queria que você se sentisse como os outros meninos – Essa foi a coisa mais importante que sua mãe disse naquele dia, mas os outros não usavam o que ele usa, ele não podia fazer o que os outros faziam, ele sabia o quanto ela queria que ele fosse igual, ele também queria mas ela estava sempre tão preocupada com ele, ela nunca esquecia por um momento sua diferença.

Os pensamentos de Lucas pararam por um instante, ao olha para a Praça, pessoas chegavam nela e não eram da cidade, eram desconhecidas, havia pessoas chegando da floresta, mas forasteiros na cidade.

///

Os bibliotecários corriam de um lado para o outro, buscando panos águas e medicamentos para os forasteiros, Lucas sabia que eles não estavam bem, deis do momento em que ele desceu do Farol; e foi retira Isaías da sua cama e levá-lo, para a praça principal, e logo em seguida a biblioteca se transformou em um grande tumulto, a senhora Katia foi acordada e Neiva foi trazida as pressas, todos foram muito rápidos em elevar os Forasteiros para biblioteca.

Mas isso não impediu que a cidade inteira ficasse sabendo da novidade ao amanhecer, lá forra o clima era de ansiedade; em pouco tempo, espalhou-se o boato de que os forasteiros traziam doença, agora a senhora Katia se preparava para fala para  toda a cidade, a reunião seria no local em que antigamente era a prefeitura.

Assim que todos que, ião a reunião saíram, Lucas partiu as escondidas, apesar de Isaías ter avisado que não era permitido crianças na reunião, mas agora Isaías e Neiva estavam muito ocupados com os forasteiros, então Lucas saiu de fininho pela porta, ele não foi visto, provavelmente pensariam que voltou para o farol, aonde todos passaram quase toda a manhã tentando fazê-lo ir, entrou pela porta do fundo, deis que chegou a biblioteca aprendeu a procurar outras entradas para os lugares que queria entrar, ficou atrás do palco a sua frente estava quase toda a cidade com exceção daqueles que moravam nas Fazendas.

_Eles estão doentes sim! Mas não são contagiosos.

As primeiras palavras da senhora Kátia geraram um intenso burburinho seguidos de perguntas uma em cima da outra.

_A senhora tem certeza sobre isso?

_Já passamos por isso a muito tempo, nós temos um teste e todos deram negativos,

_Mas vocês viram quer coisa horrível!

Aquelas palavras doeram em Lucas mais duque ele podia imaginar.

_Sim eles estão deformados, são horríveis, mas não passam nenhuma doença e nem todos estão completamente deformados.

Escondido atrás de uma das entradas do palco, Lucas não conseguiu conter suas lágrimas, suas mãos tremiam e seu coração estava disparado, a discursam prosseguiu mas ele não ouviu a grande maioria, eles queriam que os forasteiros fossem embora, então Kátia pediu para ele terem paciência, escondido Lucas não conteve suas lágrimas não conseguiu se segurar nem quando o Katia o encontro, não havia percebido o fim da reunião Katia fez sinal para os outros bibliotecários irem, então calmamente moveu seu corpo já velho e sentou-se ao lado de Lucas, e esperou que ele acalmasse suas lágrimas.

_Eu não vou mentir pra você, durante muito tempo a cidade ter olhou, como olha os forasteiros, mas por favor não os odeie por isso, vá para seu farol eu passarei por lá mais tarde.

Ela ficou por ali mais algum tempo até Lucas finalmente se levantar e sair para seu farol.

///

A subida não era fácil pra Katia então seus passos eram lentos na escada do Farol, ela não estava acostumada anda tanto assim após as refeições, da biblioteca até o farol não era um caminho longo mas para uma mulher de 60 anos, e levando uma bolsa e uma Lamparina não era um trajeto fácil. A bouça estava razoavelmente pesada Katia sabia que Lucas não tinha ido ao refeitório então trazia uma pequena marmita para ele, tinha sido um dia longo e toda aquela confusão com a cidade e ainda o encontro com Lucas,  e depois passou quase toda a tarde convencendo Isaías e Neiva a não incomodarem Lucas, ela foi obrigada a contar tudo que aconteceu assim que chegou na biblioteca, Os outros já aviam contado pate do que havia ocorrido, a Neiva e Isaías, o problema de um lugar aonde quase nada é mantido em segredo, foi a única coisa que resmungou, ela prometeu que resolveria tudo, e agora estava ali para cumpri com sua promessa, bateu na porta já a abrindo lentamente, viu Lucas sentado em sua pequena cama, o espaço ali era bastante pequeno, não havia vindo ali deis da morte de Rubins, não veio nem quando o farol foi aceso pela primeira vez, preferiu não se dar ao trabalho, também estava com muito trabalho com tipografia do manual de energia, o mau dos velhos, e não querer deixar as coisas para os mais jovens, então acabou vendo a luz somente lá de baixo, mas agora estava ali e podia dar uma olhada no gerador, e naquele minúsculo quarto quê cabe o pequeno Lucas tão perfeitamente.

Kátia sentou-se na pequena cama, ocupando quase todo o espaço restante colocou a bolsa a sua frente, retirou primeiramente a pequena marmita.

_Isaías me disse que você não come muito, então acho que isso será o suficiente eu espero que ele tenha razão.

O silêncio já era esperado, mas Lucas nem se quer esticou o braço para pegar, então Katia o colocou em uma ponta restante da cama.

Isaías e Neiva queria vim, mas eu os convenci a deixar você um pouco sozinho, cinto muito por você te ouvido aquilo, não que no fundo você já não soubesse o que eles pensam de você e da sua aparência.

Kátia inclinou-se para frente retirou o livro do apocalipse da bouça e o olho de Lucas seguiu o livro até o colo de Kátia, que o foliou pôr algum tempo até parar em uma página.

Katia aproximou-se de Lucas e movimentou o seu livro até ficar entre seu colo e o de lucas.

Vou deixar que você leia uma pequena parte do livro.

Depois da terrível chuva que atingiu a cidade tudo ficou ainda pior, a chuva era radioativa, e com eu imaginei alguma coisa radioativa atingiu o país, quem sabe o mundo todo, uma guerra talvez, um ataque terrorista ou um acidente, ser foi alguma dessas coisas uma grande região deve está isolada, mas há uma grande chance que o resto do mundo ainda esteja lá, isso que eu espero essa é minha esperança.”

Lucas terminou e tentou virar a página mas Katia o impediu, puxou o livro de volta para seu colo, voltou a foliá-lo e para em outra página, dividiu novamente o livro entre seu colo eu de Lucas.

Esses últimos dois anos foram desesperadores, com muitas mortes por radiação e doenças, espalhou-se a boato que a doença vem dos contaminados por radiação, não há nada que prove isso mas tivemos que isola os doentes do resto da cidade, usamos o prédio da escola.

(hoje e dia 23 de julho de 2231)

Só agora volto a escreve, deis do momento em que isolamos os doentes a doença foi contida mas a situação no prédio da escola está terrível, lá dentro eles estão no limite as pessoas aqui fora estão preocupados que ele saiam, mas la dentro e situação e desesperadora.”

Lucas respirava forte enquanto lia.

(3 de setembro de 2231)

Foi lamentável dois dos isolados fugiram do prédio, correram mas Pedro acabou os matando, foi aplaudido por quase todos da cidade, a cidade tem tanto medo que a doença volte a ser espalhar que se esqueceu que lá dentro também há seres humanos.”

09 de setembro de 2231

vou morrer me lembrando desse dia trágico, a escola pegou fogo eu tentei de tudo mas não tive muita ajuda, gostaria de não pensar que alguém da cidade tem augo ave com isso, mas, no fundo, do meu coração eu sei muito bem quem fez isso, eu tenho ouvido cochicho aqui e ali sobre uma solução definitiva para os contaminados, sei que e tudo é ideia de Pedro na prática ele tomou a cidade, ele mesmo veio me pressionar por uma solução definitiva, chegou a insinuar algo como isso, como um ato de Misericórdia, eu insisti que alguma daquelas pessoas estavam melhorando, depois um grupo da cidade pau mandado de Pedro venho me pergunta se mesmo curatos eles não poderiam transmitir a doença para os outros, falei que não podia dar uma resposta apropriada pra isso, e por isso tudo que tenho certeza que são eles os responsáveis por essas mortes.”

Lucas retirou o olho do livro e olho fixamente para Kátia, que expressavam olhar de lamentação.

Kátia voltou a puxa, o livro para seu colo.

_Muita coisa aconteceu nessa cidade Lucas, coisas ruins acontecem quando homens têm medo – A senhora Kátia voltou a colocar o livro entre ela e Lucas.

Isso iria acontece cedo ou Tarde, uma criança nasceu a três dias manchada pela radiação devido a falta ter informação, o debate começou, se a criança trazia doença ou não, mas é claro que não! Foi isso que eu disse a todos, mas a cidade esta cega de medo e à mãe e à criança estão isolados e o pior, a mãe não quer a criança.”


 

O pai a matou” – Os olhos de Lucas ser cheiram de lágrimas –- “Com o consentimento da mãe o pai matou aquela criança inocente, ele disse que não poderia criá-la e nem correr o risco de ela trazer uma doença, Pedro simplesmente o perdoou, os mandou para casa como se não tivessem feito nada e a cidade praticamente aplaudiu.”

Kátia puxou o livro assim que Lucas terminou a leitura, o fechou em seu colo.

É desnecessário dizer, mas outras crianças como aquela nasceram, as próximas páginas retratam isso uma a atrás da outra, a maioria mortas pelos seus pais, alguns foram mortos perlas mão de outro, quando os pais não tiveram coragem, isso e que Emanuel retratou até a sua morte, assim continuou ano após ano, tudo que mudou foi que Emanuel não estava mas aqui para relatá-la.

Isso nunca foi uma lei mas todo mundo sabia que uma criança nascida assim, morreria, mas aí a sua mãe teve você quando você nasceu ela se recusou a matá-lo, Não vou negar todos queriam a sua morte, então eu o envie pra fazenda mais longe, no início somente Neiva e eu chegávamos perto da sua família, pouco a pouco a cidade viu que você não trazia nenhuma doença, mas, ainda assim, você causava neles a mesma sensação que causa em mim, a certeza de que durante anos cometemos um terrível erro. Essa prática acabou a quase dez anos, junto com isso decidimos não fala do passado pra vocês crianças, decidimos esconder os nossos pecados.

Os forasteiros na biblioteca a traz tudo isso de volta, sinceramente tenho medo que a cidade aja como agiu no passado, eu torço para que não, mas a humanidade cria mundos estranhos, é incrível com somos capazes de mata mesmo sem ter nenhuma arma.

Pela primeira vez Lucas pegou seu pequeno caderno e lápis e escreveu uma única frase.

Agora temos Neiva”

Sim querida Neiva e genial, com suas curas, eu acredito muito nela, todo mundo sabe que e ela vai me substitui, ela vai cuidar de você. Você é inteligente Lucas é por isso que está aqui – Lucas sabia que não era totalmente verdade estava ali porque não era muito útil em uma fazenda, aqui é aonde ele tinha alguma utilidade.

///

O dia estava muito escuro, as nuvens cobriam o céu tão intensamente que Lucas ligou o farol assim que acordou, durante todo o dia o deixo ligado, lá de cima Lucas observava a praça da cidade, as ruas estavam vazias era de se esperar, estava prestes a começar.

Lucas os percebeu assim que saíram da biblioteca, três longos dias de discussão e a cidade finalmente chegava a uma decisão do que fazer com os forasteiros.

Dessa vez não houve nada que ele pudesse fazer pra ouvir a reunião, então muito pouco ficou sabendo, depois começou a desconfia assim que, a fazenda começou a ser preparada ouviu um pouco da conversa no refeitório, Logo chegou à conclusão que seriam movidos pra uma fazenda, e olhando agora para as ruas da cidade não era difícil perceber como a cidade era apegada ao passado, e como a cidade os temia, mas era eles quem deveriam temer a cidade.

A Porta Se Abriu Isaías foi o primeiro a sair carregando uma Lamparina, olhou na direção do farol por um instante, em seguida os Forasteiros começaram a sair e caminharam em direção à rua, então Lucas se lembrou do Farol, foi até la rápido, então começou a leva o farol até eles, até a porta da biblioteca, iluminando tudo que estava lá não precisou olhar pra saber que Isaías dava um sorriso, pouco depois a pequena multidão começou lentamente a se move, Lucas sabia que sua caminhada seria longa o que seria em grande parte no escuro, Neiva caminhava junto a eles Lucas tentava se lembrar que ela curava qualquer coisa.

O cortejo não era uma visão bonita, as cicatrizes, o corpo deformado, homens Com mãos que quase chegavam aos seus pés, homem cego, surdo-mudo ou com vozes que mais pareciam grunhidos, mas que não pareciam se incomodar em mostra o som da suas vozes, nesse momento Lucas se lembrou que também podia falar algumas palavras, mas sua voz era tão falha que pouco a pouco aprendeu esquecê-la, Neiva nunca conseguiu cura a sua voz, sua mãe não cansava de contar como Neiva curou sua audição, sua mãe lhe contava cada coisa que Neiva curou nele, cada gripe cada resfriado, como ela ensinou sua mãe a massageá-lo, com o óleo que ela preparava, ainda se lembra da felicidade das duas quando ele mostrou que podia abrir e fechar suas mãos, Agora via mãos que não se abriam, e rostos que não se acostumaram a ser coberto diante da sua aparência, agora eles já estavam no limite do Farol logo não daria mais para iluminá-los, ouviu passos na escada, esperou que a comitiva dos forasteiros sumisse, só então se virou e ali estava a senhora Katia sentada em sua cama.

_Eles ficarão bem! Nenhum deles se acostumaria a viver na cidade viveram uma vida inteira na floresta então não se preocupe com eles.

Lucas sabia o quanto a senhora Kátia temia o passado.

_Eu criei um revezamento vamos ensinar eles e inseri-lo na cidade lentamente, muito deles são quase como animais, mas são pessoas boas, eles não sabe o que aconteceu com o mundo, perderam a maior parte do conhecimento da História humana, sabem que houve uma terrível guerra, mas não sabem como começo, que irônico não acha, ainda não sabemos o que aconteceu com o mundo mas sabemos como eles era, já eles não sabe mas nem como era.

A senhora Kátia abriu um papel sobre a cama, fez sinal para Lucas se aproxima, lucas se aproximou é olhando papel em sua cama.

Esse é o mapa de até aonde conseguimos ir com segurança, eles vieram da aqui –a senhora Kátia apontou para uma parte do mapa – é uma floresta muito densa ninguém jamais voltou de lá, segundo eles a floresta tem um grande número de plantas venenosas e animais perigosas e deformados, o veneno que eles falam deve se radiação nas plantas eles já tem resistência, por ter sido expostos tanto tempo, mas nós ainda não, então aqueles alimentos são venenos para nós – Kátia deslizavam o dedo pelo mapa – Entre a nós é o mar, e aonde se encontra as nossas fazendas e um pouco de floresta segura. O que há depois da floresta densa ele também não sabem, mas há na floresta mais tribos como eles – Kátia levantou a cabeça e olhou para Lucas – Isso me leva ao motivo que me fez subir novamente essas escadas.

De repente uma sensação ruim passou pelo corpo de Lucas seu coração bateu mais forte com a voz da senhora Kátia sentiu algo errado em seu olhar, seu coração lhe dizia que não queria ouvir as próximas palavras.

Eles são membros da tribo mais próxima de nós, faziam uma excursão para além da Floresta a algumas semanas atrás quando virão uma nova luz no céu, a seguiram por dias até aqui, até o farol.

Decerta forma Lucas estava feliz, o farol serviu a seu propósito mas o coração de lucas bateu mas forte.

Agora sabemos que a mais pessoas lá fora, a luz do farou vai trazê-lo até aqui, mas a cidade não os quer, eles acreditam ser mais seguro que esses fiquem, mas não acham prudente atrair mais deles até aqui – Kátia deu um suspiro antes de soltar a frase – O farol tem que ser Desligado Lucas.

Foi esse o momento que o coração de Lucas finalmente desacelerou, Lucas senti um certo alívio, a cidade não queria ser encontrada não pela aquelas pessoas, não por pessoas como ele, com aquela aparência Lucas mal sentiu quando as lágrimas começaram escorrer do seu olho, Não moveu suas mãos para limpá-las deixou que descessem, por baixo do pano que cobria seu rosto deformado, dessa vez não sentiu suas mãos tremendo nem seu coração acelerado, sentiu apenas o braço de Kátia envolver seu corpo, sentiu o seu cheiro e de certa forma se sentiu em paz.

///

Apenas uma pequena luz brilhava no canto da biblioteca, como fazia quase todas as noites Katia estava lá, com suas ferramentas e o livro do apocalipse, a única diferença dos outros dias é que nesse momento, ela escrevia suas últimas palavras em seu livro seu rosto estava sereno, suas mãos estavam firmes, tinha consciência do momento e queria escolher bem suas últimas palavras.

Admito que fiquei preocupada quando Lucas Decidiu ir para fazenda dos forasteiros, a fazenda belo mundo, foi assim que os moradores a apelidarão por ironia mas o nome acabou pegando e os que estão lá, acabaram por gostar, ele se adaptou rápido aos novos amigos.

Ele está servindo quase como um professor nos últimos meses Lucas leu quase tudo sobre agricultura e Construção, e conseguiu fazer um ótimo trabalho na fazenda, não imaginei que alguém tão pequeno conseguiria se sair tão bem no trabalho do campo, apesar que de fato ele não faz nada, apenas os guia, são as mãos dos outros que fazem com absoluta exatidão o que lucas pedi, Lucas faz gestos com um maestro praticamente criando sua própria linguagem, Neiva me disse que ele está aprendendo a linguagem dos sinais, me disse até que ele a está a cumprimentando para facilitar o uso, criando uma nova língua.

Neiva será uma ótima substituta para mim, ela resistiu a ideia gosta da fazenda atualmente treinou muito dos seus homens para substituí-la no laboratório, só pra passar mais tempo com Lucas isso era de se esperar, ela não gosta de olhar pra aquele farol apagado, mas se comprometeu a não desafiar a cidade. Eu não temo um conflito entre a cidade e Neiva, ela é inteligente demais para isso sei que vai achara uma maneira de conciliar tudo, e sei que quando ler essas páginas lembrara há confiança que depositei nela.

Apenas uma coisa me preocupa ouvir murmurinhos alguns acham que eles acabarão por construir uma nova cidade naquela Fazenda, quero acreditar que isso não é verdade por quê eles fazem parte da cidade também, mas isso é algo que nunca terei certeza. Nós criamos mundos estranhos, aonde procuramos nos separar de nossos iguais por causa de pequenas diferenças, é isso que grande parte dos livros dessa biblioteca nos ensina mas poucos pararam para percebe.

A muitos que olham para aquela fazenda, e ver apenas homem deformados que não esconde seus rostos e seus corpos cheios de defeitos, eles não verão o menino livre e alegre que eu vejo, porque nunca enxergaram, o menino triste encapuzado que eu vi.

Fim!



 

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