Amor Vermelho

Katherine, uma jovem que já soube desde os seus dois meses de vida o que é sofrer. Foi abandonada por seus pais aos seus dois meses de vida em um orfanato, sem ao menos saber seu nome verdadeiro. E aos seus quatro anos ela foi adotada pelos Stwarts. Sr e a Srª Stwarts antes de adotar Katherine tiveram um filho, Edward Stwart. Após seu aniversário de dezesseis anos foi diagnóstica com uma doença - quase - incurável. Ela teria que passar por uma cirurgia de risco, com pequenas chances de sobreviver - e ela não sobreviveu. Mas o vampiro, Nathan (ex príncipe Irlandes), estava disfarçado de enfermeiro para pegar sangue ao seu clã ouviu de longe os batimentos de Katherine irem parando devagar, uma morte lenta, porém dolorosa. E ao ouvir o coração de Katherine parando e sua alma já sendo levada, Nathan, foi até ela cortando o pulso próprio e derramando seu sangue nos pequenos lábios da menina fazendo seu coração voltar a bater em um pulo, seus pulmões voltaram a se encher de oxigênio e seus

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2. Capítulo 1

 

As ruas de Londres estavam escuras e vazias pelo horário. Havia chovido por algumas horas e Katherine teve que parar em um ponto de ônibus para não se molhar. Depois de algumas horas sentada no ponto de ônibus ela conseguiu se acalmar e refletir sobre o que estava acontecendo em sua vida. Quando ela entrou na floresta e respirou o ar puro que as árvores transmitiam esqueceu de tudo, até quem ela era. Naquele momento Katherine era apenas uma menina contemplando a natureza. Depois da chuva passar ela finalmente tomou coragem e levantou do banco do ponto de ônibus e começou a andar na direção da sua casa calmamente, não se preocupando em andar 3km a pé.

Enquanto andava vários carros passavam por ela fazendo seu cabelo voar bruscamente, Katherine pensava em todos que já amou. Seus 'pais", seu "irmão", seus "tios" e amigas de escola que a abandonaram ao decorrer do ano.

Após Kat virar outra esquina encontrou o carro preto de seu "pai" que desceu do mesmo depois de ver sua "filha" parada entre há cem ou cento e cinquenta metros de distância do carro. Kat excita dando dois passos para trás mas logo parou vendo seu "irmão", Ed, descer do carro e correr em sua direção. Ao contrário de Ed, Kat ficou parada observando seu "irmão" até ela. Ele lhe abraçou e levou uma de suas mãos em seu cabelo e outra em cima de sua cintura a apertando contra si.

— Eu fiquei tão preocupado com você. Pensei em mais de cem possibilidades de coisas ruins que podiam acontecer com você, irmã. Nunca, mas nunca mais faça isso de novo. Está bem? Nós te amamos e nunca vamos deixar você. — ele fala enquanto coloca suas mãos em cada ombro de Katherine que o olhava triste, se arrependendo por ter saído assim da clínica. E logo as palavras que ela disse para sua "mãe" rondavam em sua mente "Eu não sou sua filha". Ela se sentiu culpada por ter falado tais palavras a sua "mãe". Sua "mãe" não tinha nenhuma culpa pelo temperamento de Katherine, pelo contrário, ela já levou Kat milhares de vezes no mesmo psicólogo. Doutor Parker — mesmo sendo seu psicólogo era seu amigo. Sam é divertido para um psicólogo, considerando que tem o dobro da altura de Kat, mas eles viraram amigos. Sam tem uma pequena queda por Kat e ele, por ser mais velho, prefere esconder isso — até de si mesmo.

O "pai" de Kat olhava seus filhos atentamente relembrando lembranças de Katherine e Edward quando crianças. Sempre foram inseparáveis até na escola, nunca se desgrudaram. Até o final do nono ano, eles já estavam se formando quando Ed começou a namorar uma garota que tinha muito ciúme de Kat com seu "irmão". Ed tentou dizer a ela que os dois eram só "irmãos" mas não foi o suficiente. Ele parou de falar com Kat para o bem do seu namoro. A pessoa que cresceu com Kat, representou ser seu "irmão" a abandonou por causa de uma garota qualquer. Kat ficou muito magoada na época e nunca voltou a ter a mesma relação com seu irmão. Ela queria empurrar Ed e jogar tudo isso contra ele, mas ela estava cansada de mais para fazer isso então só ficou calada enquanto andava até seu pai o abraçando e pedindo desculpas.

— Está tudo bem, filha. Está tudo bem — o Stwarts diz levando sua filha até o carro e abrindo a porta do veículo —Vamos para casa, temos muito a conversar.

Katherine sentiu sua garganta secar. A mesma respirou pesadamente e fechou os olhos ainda tendo esperanças disso tudo ser apenas um pesadelo.

[...]

Katherine estava parada em frente ha sua casa, seu irmão já havia decido do carro a um tempo. Seu pai preferiu conversar a sós com Katherine que balançava suas pernas nervosamente se perguntando o porquê de ele ainda não ter começado a conversar com ela. Então ela tomou coragem e falou um pouco baixo:

— Do que vamos conversar, pai?

Ele virou o rosto olhando Katherine e suspirou voltando a olhar para frente.

— Eu quero que faça a cirurgia.

Katherine ficou paralisada por alguns segundos e depois tentou abrir a porta do carro mas estava trancada.

— Kat...

— Não, pai — ela o interrompeu gritando — Eu não vou fazer a cirurgia.

— É para o seu bem, Kat, se não fizer a cirurgia irá morrer.

— E se eu fizer a cirurgia eu vou morrer do mesmo jeito.

— Você tem chances de sobreviver...

— Você sabe que não tenho, eles iram retirar meu coração e colocar outro no lugar — ela falou abaixando o tom de voz e suspirou — Eu já estou praticamente morta, pai.

A jovem suspirou pesadamente e olhou para a janela escondendo suas lagrimas que desciam pelo seu rosto sem parar.

— Por favor, nós de uma chance de salvar você. Me dê uma chance de salvar você.

Kat não respondeu. Ela preferiu ficar em silêncio olhando pela janela. Ela não cansava de olhar aquela paisagem. Sua casa e mais vinte no meio de uma floresta. Seus "pais" vieram morar nesse lugar, um pouco distante do centro da cidade para ficarem um pouco em paz, criarem seus filhos em um lugar calmo.

O pai de Katherine a olhou mais uma vez e destrancou o carro. No mesmo estante ela abriu a porta e saiu correndo em direção a sua casa. Eram coisas de mais para ela. Kat só tinha dezesseis anos e estava diagnostica com uma doença que ela nem se preocupou em saber o nome. O que importava para ela era que a vida dela estava acabando e aos poucos ela podia sentir isso.

Katherine ficou um tempo olhando a porta mas logo abriu entrando em sua casa dando alguns passos na direção da escada subindo os degraus devagar. Não queria fazer barulho para acordar sua mãe. Faltava algumas horas para amanhecer e Kat estava completamente sem sono. Entrou em seu quarto, se jogou em sua cama e olhou para sua escrivaninha que continha seu notebook, Ipad e bloco de notas. Ela se estica e pega seu notebook abrindo e ligando-o.

Katherine não sabia direito o que pesquisar. Parte dela queria saber como é morrer ou presenciar a morte. Então, seus dedos correm pelo teclado e logo ela entra em um site qualquer.

"[...] Os pesquisadores do estudo AWARE querem descobrir o que acontece ao cérebro quando o corpo começa a desligar, se é possível para as pessoas verem e ouvirem durante a parada cardíaca e o que ocorre durante as experiências fora do corpo[...]"

Ela anota o resumo disso em seu bloco de notas. "Se eu ter uma parada cardíaca vou conseguir ouvir ou ver pessoas xx"

Olhando pela janela Katherine suspirou admirando o lindo nascer do sol.Ela iria sentir saudades disso. E por um momento, Katherine pensou que já estavapreparada para o que vier na cirurgia. Vida ou morte. Ela já estava preparadadesde a sua festa quando olhou Ed sorrindo para ela, o mesmo sorriso de quandoeles eram pequenos. Mas o choque de saber que irá morrer aos seus dezesseis anos impediu que ela sentisse a alegria que continha seu corpo, mesmo ela tendo sofrido sua vida toda. Mas agora ela conseguiu abrir os olhos e pensar o que era certo a se fazer. "Se eu morrer, pelo menos vou saber que tentei" ela pensou ainda olhando o sol nascendo lindamente.

 

Ela levantou da sua cama e saiu do seu quarto correndo e descendo as escadas rapidamente, não se preocupando em cair ou torcer o pé. Então ela vê seu pai sentado no sofá junto a seu irmão. Katherine sorri e olha para os dois.

— Que dia vai ser a cirurgia?

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