Subconsciente


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1. Subconsciente

 

Eric do Vale 

 

 

Era bastante comum, no final da sessão, o meu analista perguntar-me se, durante a semana, eu tivesse algum sonho que gostaria de compartilhá-lo. A minha resposta, naqueles três anos de analise, sempre foi não. Depois que recebi alta, ficou combinado de que eu poderia procurá-lo, caso achasse pertinente. Somente agora, tive essa vontade. Mas, desisti da ideia, porque, no meu entender, eu já tinha a resposta para aquilo.  

Hoje, não tirei da minha cabeça aquela música, Girl, You'll Be A Woman Soon. E até sei o porquê: ontem, assisti, pela televisão, Pulp Fiction: Tempo de Violência. Ela pode não ser mais uma garota, mas, para mim, sempre será, por isso eu canto: “Girl, You'll Be A Woman Soon”; “Please, come take my hand”.

 Aquela única vez que nos encontramos valeu por toda a vida! Não há um dia que eu deixe de contemplar a beleza dela, pelo Faceboock, e me pergunto: “Haverá alguma chance de, um dia, nos encontrarmos novamente? Se depender de mim, sim. E ela bem sabe disso.

Hoje, se ela chegasse para mim e dissesse: “Eu quero você”, eu, sinceramente, diria que sim.  Contudo, tenho que cair na real: atualmente, encontro-me casado e, por sinal, com uma mulher maravilhosa. Talvez, seja esse o motivo dela me evitar, sempre que teclo ou tento telefonar-lhe. Nunca entendi direito o motivo dela não querer mais falar comigo. Por isso, não a procurei mais.

Depois que o filme terminou, fui dormir. O que foi aquilo? Acordei, tomei banho e fui para o trabalho pensando no que tinha sonhado: estava em uma casa de veraneio, quando a vi chegando. Então, fomos passear pela praia.  Acessei o Faceboock, vi, mais uma vez, as fotos dela e cantei: “Girl, You'll Be A Woman Soon”; “Please, come take my hand”.

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