Amor em Midgard - O Juramento de Deus

"O Tempo exigirá o Sol e a Lua, e em nome do Wyrd..." Marta Rinaldi passou dias memoráveis com o seu irmão mais velho, Pietro. Até que um dia o seu irmão desapareceu. Três meses se passaram, até que um dia, um estranho apareceu no museu histórico onde Marta trabalha. O estranho diz que o seu nome é Hoder, e afirma que irá levar Marta até o seu irmão Pietro. Três deuses aparecem no momento em que Marta estende a sua mão para seguir Hoder. Os deuses são Odin, Odur e Loki. Por que eles apareceram diante de Marta? O segredo está em torno do nascimento de Marta que será lentamente desvendado. Assim começa um conto romântico que abrange um mundo de mitologia nórdica!

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1. Prólogo

Conforme a reencarnação acontece na vida das pessoas... O próprio mundo tem os seus renascimentos... Os contadores de histórias não são encontrados em nenhum lugar e os seus registos escritos antigos são a única coisa que existe aqui em Midgard(Reino Humano).

O momento pelo qual um mundo novo está prestes a nascer... O conceito de um mundo onde não existe a Terra do Gelo e a Terra das Chamas a se encontrarem. Naturalmente nem a areia e água, nem as ondas errantes existem.

Não existem coisas como o chão ou o céu. A única coisa a ser encontrada é a abertura para o abismo... A Escolhida, guiada pelas Runas, será a criadora de um novo mundo. "O Tempo exigirá o Sol e a Lua, e em nome do Wyrd..."

Este sonho de novo... Desde o meu 20° aniversário, tenho um sonho com uma voz misteriosa. "O Tempo exigirá o Sol e a Lua, e em nome do Wyrd...". Qual será o seu significado?

- Bom dia. O que aconteceu, Marta? Tu estás com uma expressão estranha na cara. - a pessoa que está a falar comigo, encostada na porta, é Pietro Rinaldi, o meu irmão gémeo.

- Bom dia. Obrigada por me dizeres que eu pareço estranha.

- Por acaso tives-te aquele sonho de novo? O mesmo que eu tenho? - frequentemente compartilhamos os nossos sonhos e pensamentos.

Falamos a respeito disso como sendo parte de sermos gémeos. Uma sincronia misteriosa acontece entre nós às vezes.

- Tu também, Pietro...? Aquele que diz que o Tempo exigirá o Sol e a Lua, e em nome do Wyrd...? - Pietro assentiu com a cabeça, e então sentou-se na minha cama e segurou na minha mão.

Pietro sempre faz isso para que eu me sinta mais aliviada.

- Mas não tives-te uma sensação má, certo?

- Certo... - ele estava certo, eu não sentia nada de negativo em relação à aquele sonho.

Mas... Percebi que ansiava por aquela voz. Se há um fundo no meu coração... Um sentimento, que continuava a espalhar-se lentamente de partes ainda mais profundas do meu coração, talvez dominariam-me algum dia. Era esse o medo que eu sentia.

-Está tudo bem. Eu estou aqui contigo, Marta. - Pietro...

Do que podíamos nos lembrar, estávamos num orfanato. Ouvi dizer que aos dois anos de idade, o Pietro foi encontrado sentado num parque, a segurar-me nos seus braços. Aparentemente, atraímos a atenção das pessoas na época porque ambos tínhamos olhos vermelhos. Mas já não é mais assim. E agora que crescemos, recentemente deixamos o orfanato e começamos a viver sozinhos.

- Vamos, o pequeno-almoço já está pronto. Não te preocupes. Eu vou proteger-te, Freya... - que reconfortante, que alívio tem sido este tempo todo a mão do Pietro a fazer festas na minha cabeça.

Eu não fazia a mínima ideia de que aquelas seriam as suas últimas palavras... Pietro desapareceu subitamente da minha vista. Hey, Pietro... Porque me chamas-te de Freya?

Três meses passaram-se desde que o Pietro desapareceu. Sem ideia alguma de onde ele poderia estar, eu não podia fazer mais nada a não ser chamar a polícia. Agora, excepto pelo facto do Pietro ter desaparecido, a minha vida quotidiana não mudou coisa alguma.

Ainda assim, há um sofrimento indescritível dentro de mim enquanto voltava ao trabalho, como se eu tivesse perdido metade do meu corpo e alma. É como se eu pudesse esquecer a minha tristeza somente enquanto concentrava-me no trabalho... Trabalho como assistente de pesquisa da história antiga num museu histórico.

Não tenho nenhum talento especial, mas gosto de história, de sentir os longos, longos anos do tempo perdido no passado do mundo. De decifrar o grande romance de cada ruína e dos documentos antigos com as minha próprias mãos. É desse tipo de trabalho que eu gosto.

- Senhorita Marta, alguns livros antigos chegam hoje.

- Livros antigos? Percebo. Mal posso esperar.

- Bem, o problema é o seguinte, será depois de fecharmos o museu...

- Por mim, está tudo bem. Ficarei aqui para receber o pacote. Então não tem problema, certo?

- Oh, obrigado! Então eu vou embora.

Livros antigos, hein... De qual tempo, serão?

- Com licença, eu vim entregar isto...- quando virei-me, havia um homem com a cabeça coberta por um capuz, segurava uma caixa velha de madeira.

Estes são os livros antigos? Estão mais adiantados do que eu pensava.

- Obrigada. Posso verificar o conteúdo?

- Claro. Faça o favor.- recebi a caixa de madeira do homem de capuz e abri a tampa...

Havia um pergaminho que parecia ser muito antigo, coberto por uma espécie de couro. Reparei em alguns escritos ao lado do pergaminho...

- Runas, precebo...

- Você consegues ler isso?

- Acho que diz... O livro da Edda.

- Eu sabia. Você consegue ler. Faça favor e pegue este livro, Lady Freya.

- Freya? - quando o homem do capuz tirou o pergaminho da caixa e o entregou nas minha mãos, o pergaminho começou a brilhar e era como se tivesse ganhado vida... - O que é isto?! O que fizes-te?!

- Está confirmado. Você é Aquela que eu procurava. A Deusa da Lua, Lady Freya. - Freya? Mas do que ele está a falar?

Conforme eu recuava, o homem gradualmente aproximava-se. Ele tirou o seu capuz, que era tão profundo como estavam os seus olhos, e tinha um sorriso caloroso na sua cara. Quando olhei mais de perto, percebi que os seus olhos ainda estavam fechados.

- O meu nome é Hoder. Se você vier comigo, para Niflheim estará no mais alto dos nove mundos.

- Nove mundos? Do que estás a falar? E eu não sou a Freya. O meu nome é Marta Rinaldi!! - Hoder sorriu de uma forma que deu-me calafrios e caminhou directamente até mim.

- Veja, este Livro da Edda que começou a ganhar vida é a maior prova. Venha comigo... Lorde Frey, também... Oh, esqueci-me, aqui em Midgard ele é chamado de Pietro. Lorde Pietro a aguarda. - o que...?

- Tu disses-te Pietro? O Pietro está no teu mundo?

- Sim, ele a aguarda em Niflheim. - o Pietro está a minha espera...

- E-ei! Quem é a Freya? Porque me chamas-te por esse nome? - o Pietro também chamou-me assim uma vez..

Os lábios do homem que se chamava Hoder formaram uma longa curva e os seus longos dedos tocaram levemente na minha face.

- Deixe-me ter a honra de explicar. Você é ninguém menos do que a própria Lady Freya. Você é Aquela que está destinada a salvar os mundos dos deuses. Assim como o Lorde Frey... Sim, Lorde Pietro.

- A... Ainda assim, mostra-me algo que possa provar o que tu acabas-te de dizer!

- Uma prova? Bem, o pergaminho começou a brilhar assim que o tocou. Isso não é o suficiente? Muito bem, então. Mais uma coisa. Os olhos de rubi que você e o seu irmão gémeo possuem... Essa é a prova dos deuses de Vanir. Agora venha, Lorde Pietro está chamando por si. - naquele momento, quando o meu coração estava prestes a seguir as suas palavras..

- Há quanto tempo, Hoder.

- Merda... Ora, ora, devo chamá-lo de irmão mais velho, meu pai? - ouvi a voz de um homem novo atrás de mim quando me virei...

Um homem usando uma pala, com um sorriso na cara, estava a vir na minha direcção.

- De irmão, certo? Pelo menos no mundo actual. Quem diria que você reencarnaria? Que surpresa.

- Por favor, não interfira.

- Então esta rapariga é Freya? Ora, ora, quem teria adivinhado que ela reencarnaria em Midgard. - sem o som de passos, o dono daquela voz de repente segurou nos meus ombros contra o seu peito e olhou para a minha cara com um sorriso.

- Não! Solta-me!

- Ei, não se lembra de mim?

- Não me digas que você, o deus supremo, se esqueceu?

- Ah... O que era? Oh, já sei!

- Que as suas memórias são apagadas quando você reencarna em Midgard.

- Isso mesmo. Eu lembro-me. Hoder, você ficou bastante esperto, isso deixa-me orgulhoso.

- Realmente, você dá-me nojo. Nunca pude entender por que um homem como você faz parte da minha linhagem...

- Não venha-me com essa. De qualquer forma, agora você está em Niflheim, Hoder?

- Não é da sua conta, irmão. Agora, que tal partirmos, Lady Freya? - não fazia ideia do que estava acontecer, eu ainda estava a ser segurada por este homem que olhou-me na cara mais uma vez.

O seus olhos eram cheios da cor mais profunda do oceano. Aqueles olhos despertaram algo no fundo, dentro de mim.. Na minha mente nebulada, algumas letras apareceram. Quando percebi que era o nome do homem à minha frente, o nome saiu dos meus lábios.

- Odin...?

Odin: Viu? Você se lembrou de mim! Isso mesmo, sou o deus supremo de todos os mundos, Lorde Odin!!

O que é está sensação estranha...? Não o conheço, e no entanto, o conheço..

- Agora que você sabe, virá comigo.

- Como? Por que devo ir contigo?

- O... O que?!

- Não vou com um estranho, foi o Pietro que me disse!

- Tu ainda és a amante do seu irmão como sempre.

- A... Amante do meu irmão?!

- Entendo. Essas coisas não mudam. - o homem chamado de Odin, olhando para cima, sorriu e então segurou nos meus ombros ainda com mais força.

- Ha ha, você é obstinada como sempre. Deve deixá-lo e vir comigo para o seu próprio bem... - uma sombra escura vinha na minha direcção, por trás de Hoder.

Quando algo como uma corda sombria agarrou no meu pulso, subitamente uma espada reluzente a cortou.

- Ahh!

- Vocês todos! Eu é que estou destinado a levá-la comigo! - quando me virei, vi um homem com um longo cabelo prateado como um belo cavaleiro, parado.

Quase fui ferida! O que está acontecer!?

- Merda! É você, Odur?

- Correto. Sou o Odur. Essa dama é a princesa de Vanaheim. Vou escoltá-la de volta.

- Parece que algo de interessante está acontecer aqui.

- O que? Mas o que está acontecer hoje!!

- Ora, ora, você deve ser Aquela. Sou o seu aliado. Por favor, pegue a minha mão.

- Meu deus... Odur, e até mesmo o Loki...

- Ok, Ok. Loki, cuide da sua vida. Não há sentido para você a levar.

- Oh, vamos, Odin, estou sempre a fazer tudo por você, sabia? Nesta situação, dois são mais vantajosos do que um. Não acha? - vantajoso?

Mas o que...?? Vou ser levada para algum lugar?

Odin e o homem chamado de Loki que está ao seu lado olharam para o Hoder e Odur.

- Ora, ora, isto se tornou complicado demais. Mas minha Lady Freya, você certamente irá me escolher, certo?

- Freya, você esqueceu o nosso relacionamento? Me deixe contar uma coisa. Você é a minha amante.

- Isso é uma grande mentira!! Princesa! De fato, eu sou... Deixe lá. Mas retorne comigo, por favor!

- Que confusão. Deve ser difícil para si. E então? Também estou sempre do seu lado, sabe?

No momento em que todos os quatro estenderam as suas mãos para mim.. O tecto começou a ranger e o chão começou a tremer descontroladamente.

- T-terramoto?!

- Não, provavelmente estamos a ser transportados para lá.

- Merda, o portal para o reino humano realmente é frágil.

- Nunca tive a intenção de prejudicar este mundo, mas em breve, porque somos de mundos diferentes, este lugar estará em ruínas.

- Princesa! Aqui, por favor apresse a sua decisão!

Eu não fazia ideia alguma do que estava acontecer. Havia um pedaço de cimento a desabar do tecto e estava a cair na minha direcção.. Não!! Pietro!! Ajuda-me!! Como um flash peguei a mão de um dos quatro homens.. E Fechei os olhos com força.

Continua...

Olá meus queridos leitorespreparados para uma nova história cativanteOkem que mão ela terá agarradoQuem conseguem adivinharQuem queriam que fosseComentem e muitos votosbjs fofos.

 
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