H2o Combat

O mundo está em conflito e terroristas querem matar os últimos 70 sobreviventes de uma parte do Brasil onde se encontram 87% de toda a água que resta no mundo.

0Likes
0Comentários
37Views
AA

2. Lembranças de um bom alvorecer

O homem que atende pelo nome de Dalton, entra floresta a dentro a procura de sobreviventes para levar a grande tenda—Uma grotesca lona de circo encardida encontrada nos arredores das estradas ali por perto, tão antiga que parece de terror, ou algo parecido. A maior, no centro da cidade de tendas, que conta com dois médicos e uma enfermeira— a comando da figura imponente e fortemente armada, a líder dos colonos ocupadores da cidade de tendas.

Quando mais Dalton penetra a floresta, mais claras ficam as súplicas de uma voz feminina que pede por ajuda, o homem dá um tiro em uma árvore, para chamar a atenção de quem quer que esteja ferido precisando de ajuda, carrega o rifle de assalto seu cinturão de munições, um kit de primeiros socorros e dois cantis, um de vodca e outro com água do riacho que corta a cidade das lonas.

—Tem alguém aí? Tem alguém ferido? Eu vim ajudar. — o homem grita com as mãos em forma de cone próximas aos lábios carnudos, não demora muito até que tenha uma resposta.

—AQUI, AQUI PORFAVOR, ME AJUDE. — a resposta é feminina, e chora por ajuda.

—Tudo bem, mantenha a calma, estou aqui, mas preciso da sua ajuda, continue falando comigo e vou seguir sua voz, certo? —Os sons de tiros são audíveis fora da floresta, provavelmente na área de combate.

—Tudo bem, tudo bem. — A garota responde, gemendo e agonizante.

—Você tem perto de você alguma arma, pistola, sinalizador, granada, algo que faça um barulho alto?

—Tem um sinalizador, mas está longe de mim.

—Tente pegá-lo

—TEM A DROGA DE UM PRÓJETIL ENFIADO NA MINHA BARRIGA.

—Mantenha a calma, tente pegar, se arraste, sem mexer a barriga.

—NÃO TEM COMO FAZER ISSO, VOCÊ É SURDO OU OQUE?

—Calma Barbie, só estou tentando ajudar você, escute, estou levando aqui, um Kit de primeiros socorros, você foi atacada pelos mortáliadores?

—Sim, eu fui, estou perdendo muito sangue. —A voz da garota ecoa, quase inaudível, o homem grande puxa do cinturão um cantio de vodca e dá um longo gole, avista uma pilha de folhas secas e deduz que a garota esteja apoiada atrás, leva em consideração o sinalizador pouco distante da pilha, prevenindo-se contra eventuais ataques, empunha o rifle de assalto e engatilha-o, vira lentamente ao redor da pilha, e quando seus olhos encontram a poça de sangue que escorre entre os dedos da garota que geme e se contrai, solta o rifle de assalto no chão abre o kit de primeiros socorros e encharca um algodão de álcool, sem dizer nenhuma palavra, desamarra a atadura improvisada com tecido da blusa rasgada e limpa o ferimento, a garota grita e se contrai, o ferimento começa a desinflamar, o homem tira uma série de pílulas, uma anti-inflamatória, uma dorflex, uma tandrilax, um relaxante muscular, e algumas outras, dá uma a uma na boca da garota e acompanha com água do cantil, enquanto a garota bebe água, Dalton termina de tratar o ferimento no abdômen da moça, prende a última gaze com esparadrapo velho e encardido do estoque médico da grande lona, quando termina olha o rosto da menina e nota algumas feridas, encharca então com álcool outro pedaço grande de algodão e limpa os ferimentos no rosto de porcelana moreno da moça, aproveita e limpa os esguichos de lama e sangue, e percebe a beleza da garota.

—Você tem vodca aí? —A garota pergunta friamente.

—Tome. —O homem dá o cantil a ela que vira um longo gole com uma careta, ele olha, sorri e continua seu trabalho.

—Do que está rindo?

—Bebeu porque gosta e precisa ficar embriagada para suportar situação de todos, ou nunca tomou um gole e estava curiosa? —A garota sorri para ele.

—Qual seu nome?

—O meu? É Dalton, mas pode chamar de ton, e o seu? —Diz com um sorriso malicioso depois que termina o trabalho e senta-se ao lado da garota na pilha de folhas secas e começa arrumar tudo novamente na pequena maleta de primeiros socorros, a garota o fita.

—Mize.

—Então, Mize, como veio parar aqui com um tiro no abdômen?

—Não sei ao certo, mas você salvou minha vida, obrigada, admito que pensei que fosse mais um dos mortáliadores. —Ele sorri e dá de ombros.

—Rondas matinais, as vezes nossos homens se perdem, bando de imbecis. —ela sorri do termo que o homem usa.

—Você pode me explicar porque essa guerra? Oque está acontecendo? —Por um momento Dalton que está agachado arrumando os suprimentos para, sensibilizado com a pergunta inocente e difícil, por um momento vem à tona o começo disso tudo, as guerras que vários países travaram e vieram aos noticiários, guerra por algo fútil, Dinheiro, que já não tem valor, hoje, as pessoas compram carros com dois litros de água mineral, e bens materiais já valeram mais... mas agora as coisas pioraram, agora as guerras são por água, temos a última e maior reserva de água do mundo, porque não pode haver paz? Porque a água que temos é limitada, por um momento Dalton se pôs a pensar, se tivesse dado mais valor, se tivesse feito sua parte, sua esposa não teria sido morta a queima roupa por um mortaliador, seus filhos não teriam sidos enforcados na sua frente por terem bebido água em garrafinhas, o que era tão normal, o que essa porção do mundo se tornou, o que nos tornamos, e por água, água! Os banhos agora são de 5 segundos e as pessoas envelhecem mais rápido pela falta de hidratação... a natureza se mantém com a água da chuva que é pouquíssima.

—Água, suprimentos, chuva, vida. —quaisquer resquícios de alegria jazem do rosto do homem.

—Quem são esses... mortalizadores?

—Os Mortáliadores? São uma espécie de guardiões da água, terroristas, e querem nos matar para ficar com o restante da água, há três anos vivemos em tendas, e somos liderados por uma mulher, a imperadora com julga a si própria, e nos orienta e ajuda no que pode, já não comemoramos mais nada há anos, dês de o primeiro ataque, com o passar do tempo identificamos os terroristas como mortáliadores, nosso sistema de comida, suprimentos médicos, água, e roupas é simples, sirva na guerra e tenha o que comer, beber, vestir, as crianças são exceção lembrando que as leis foram modificadas e a maioridade é alcançada com doze anos, apenas negócios, se alguém for pego roubando água, é dado aos mortáliadores, é isso, por isso nos julgamos colonos, sobreviventes, soldados.

—Eu sei onde tem água para sustentar 70 homens por anos.

 

       *         *         *

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...