31 dias com o sábio

Se você tivesse a oportunidade de descobrir os porquês de sua vida, os porquês das suas dificuldades, os porquês de seu sofrimento, os porquês de suas dúvidas, os porquês de sua existência, quais perguntas você faria? O que você faria de novo? Onde você consertaria o que fez de errado? E como você faria isso? Todos temos um novo começo, um reflorescer, pois nascemos e moremos a todo momento. A cada célula morta, outra nasce, a cada respiração, um sufoco. Assim somos definidos, definidos no tempo, na existência, nos dias, nas semanas, nos meses, em anos e na vida. Este livro contém a essência dos 31 dias do despertar, os conselhos da sabedoria ressuscitada, com lições para a sua vida nas palavras de Jhonatas (Jhon) o único ser vivente que encontrou o Éden, o lugar sagrado. Nele um velho sábio e os seus ensinamentos inspiradores o ajudou a encontrar um novo caminho, a paz interior.

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2. PONTO DE PARTIDA

Jhon era um grande empresário, solteiro, bem-sucedido, porém, frio, egoísta e um tanto soberba. As suas palavras de ordem era: eu, a minha vida e o meu ego.
Como de praxe todo final de ano Jhon viaja para um lugar na terra. Neste ano, ele decidiu ir para o Alaska, esquiar na neve e fazer grandes escaladas. Mas, seus planos foram bagunçados, devido as mudanças climáticas, os aeroportos suspenderam os serviços. Desanimado e muito estressado pelo ocorrido, volta para a casa, mas resolve em meio do caminho descansar e passar a noite em um hotel próximo.
Quando Jhon chega no hotel é recepcionado pelo mensageiro Thiago e pela recepcionista Marta. Cansado da viajem e de dirigir, pede a recepcionista que ande logo com o serviço para que ele possa descansar.
Irritado com a demora, Jhon exclama em voz alterada e irônica:
-Quantas horas ainda vai demorar, posso fazer minha cama aqui e acampar!
-Calma Senhor! Nós já estamos resolvendo, aguarde só um momento, responde Marta.
Após cinco minutos de espera, Jhon é levado a Suíte Máster do Hotel pelo mensageiro, que coloca suas malas no quarto.
Jhon com toda estupidez, só falta jogar o mensageiro pela janela do apartamento, esse com rapidez logo deixa o quarto.
Ainda reclamando sozinho, Jhon continua a maldizer o local:
-Quê espelunca, que imundice, olha o que encontrei, um cisco no chão.
-Deixa eu calçar meus pés para não contrair nenhuma lepra.
Arrogante como sempre reclama de tudo. Este adentra no toalete, toma uma ducha, após, pede o jantar pelo interfone, janta e adormece logo depois. 
A noite estava fria e muito úmida devido à forte tempestade. No amanhecer, ainda em chuva, Jhon acorda com o telefone que tocava desesperadamente.
-trin, trin, trin, trin!
-Que droga! Quem ousa incomodar meu sono? Só pode ser os serviçais desta espelunca.
-Alô! Quem é?
-Bom dia! Jhonatas, aqui é o Carlos, Gerente de Finanças de sua empresa. A empresa teve um baque financeiro devido a bolsa, estamos entrando em processo de falência, nossas ações despencaram terrivelmente.
Os acionistas estão enfurecidos, estamos em reunião, precisamos de você aqui na gerência para tomar as medidas cabíveis.
-Ok! Carlos, daqui a uma hora chego!
Em pressa partiu Jhon de volta para a empresa. Quando chegou, logo foi rodeado pelos acionistas. Desesperado sem saber o que dizer, parti ele para a reunião emergencial.
Não houve muito o que fazer, a empresa faliu a vida de Jhon desestruturou-se, o esplêndido empresário ficou pobre, acabou nas ruas da grande cidade, onde sempre passava com seu carro do ano.
Em pensamentos tristes e confusos, Jhon pensou:
-Como pode eu, um grande empresário, perder tudo, falir desastrosamente, como pode o dinheiro escorrer pelos dedos. Onde foi parar minha nobreza, meu brilho, minha riqueza.
Jhon, então começa a chorar, a sua sensação foi a mesma de uma criança abandonada pelos pais na rua.
Sem mais nenhum propósito, perdido e confuso, Jhon tenta o suicídio e planeja como o fazer.
Ele anda pela cidade à procura de uma corda, faz uma forca amarra em uma ponte sobre o mar e como o último passo pula.
Balançando-se, já com falta de ar, ele desmaia, quando próximo a morte, a corda rompe e Jhon caí no mar furioso.
Ainda desmaiado, o mar o leva sobre as ondas violentas. Jhon acorda assustado, como que fugisse de uma fera que o espreita a morte, então ele levante-se e olha para todos os lados.
Sem reconhecer aquele lugar, com a imagem do seu ato na cabeça, ele pensa:
-Será que morri e estou no céu?
O local era como um jardim, com muitas árvores frutíferas, pássaros e animais variados.
Vi eles caminharem juntos, pastarem juntos, nadarem juntos, voarem juntos, rastejarem juntos.
Então pensei:
-Será que o mar levou-me para alguma floresta, ou será que fizeram alguma brincadeira comigo e estou em um reality show.
Logo comecei a explorar o local, era como uma floresta tropical, banhada por um mar verde-esmeralda. Os Céus eram limpos e de um azul intenso. No centro da floresta tinha uma Árvore Imensa, nela doze lindos frutos.
-Daqueles eu nunca tinha visto e provado!
Fiquei tentado para subi na árvore, mas quando tentei, da densa floresta surgiu um leão, uma águia, um bezerro e um animal com face de homem.
Eles surgiram dos quatro cantos da floresta, posicionaram-se um no norte, um no sul, um no leste e o último no oeste. Parecia que estavam guardando aquela árvore. Confuso e sem entender a preocupação daqueles animais, tentei me aproximar da árvore novamente, porém fui surpreendido por um coro de onomatopeias.
O urgi do leão, o piar da águia, o berrar do bezerro e o grito do último estrondaram na floresta adentro, ambos se envolveram em luz e em direção a árvore partiram, a fim de protegê-la de mim.
Logo vi o ranger das árvores, e como em coro, elas se abriram fazendo um caminho adentro da floresta, no final do caminho vi uma luz que se aproximava cada vez mais, curioso permaneci a espera apara ver o que era aquela luz.
Eis que ela se aproximou, dissipando-se, assim como ela, os animais pararam de brilhar indo na direção daquele que brilhava, as criaturas o abraçavam como as crianças ao ver seu pai chegar. Sua aparência era de um idoso, então perguntei:
-Quem é você? Onde estou? Aqui é o Céu? Você é DEUS? Se é o Céu porque eu estou sozinho aqui? Cadê os meus semelhantes?
-Aqui não é o Céu, você não morreu e eu não sou DEUS. Sou apenas um protetor, sou a sabedoria encarnada, sou um antigo sábio, escolhido pelo criador entre os demais para tomar conta deste lugar. Aqui é o Éden, onde tudo começou, inclusive você. 
Esses são meus olhos sobre este paraíso, o leste, o sul, o norte e o oeste. Com a ajuda deles eu protejo a tudo o que habita aqui.
-E você quem é? Como chegou aqui e porque veio para cá?
 Meu nome é Jhonatas, Jhon é meu apelido, sou filho de. Antes dele concluir o velho sábio o interrompeu.
-Eu perguntei quem é você e não de quem você é filho.
-Eu sou um suicida, quase sem voz ele falou.
O velho ainda a indagar, fez outra pergunta.
-Porque tentou o suicídio?
-Estava confuso, perdido e desorientado, eu não tinha mais nada na vida, tinha perdido tudo. Não vi mais sentido em permanecer vivo.
Por um período de tempo, o velho ficou em silêncio, com semblante pensativo, ele então falou:
-Acompanha-me Jhon, vem, quero te mostrar uma coisa.
Adentrando a floresta nos caminhamos por um período de tempo, junto a nós vinham os quatro animais.
Por onde o velho passava, tudo falava com ele, admirando-o como algo puro e intocado. Quando pensei em reclamar, ele disse:
-Chegamos, este é o rio da vida, olhe para ele o que você vê?
-Eu me vejo, vejo a minha empresa, vejo meus amigos, vejo meus bens, vejo minhas viagens, meus carros, etc.
-Levante-se Jhon!
O velho então bagunçou a água, disse:
-Olhe Jhon e diga-me o que vê agora.
Quando olhei de novo, senti como um rasgar dentro de mim e disse:
-Eu não quero ver mais.
-O que foi que você viu Jhon?
-Nada!
-Diga-me, o que foi que te abalou tanto assim ao ponto de te ferir intensamente?
Quase chorando, ele respondeu:
-Vi muitas famílias destruídas pela minha ganância, vi muitos morrendo porquê de mim, vi muitos passando fome, perdendo tudo, vi o sofrimento deles. Mas, depois vi o meu suicídio, a minha tristeza, assim como eles sofreram.
-Esse Jhon é o rio da vida, tudo o que colhemos, algum dia plantamos, é a lei do universo.
-Ás águas deste rio pode levar para todas as direções, como também, pode lavar e matar a sede dos que buscam a paz, dos que buscam alegria, dos que querem um novo começo, dos que querem a libertação.
-Você está satisfeito Jhon com o que você viu? Se você quiser uma mudança adentre no rio lave seu corpo, beba da água e eu o batizarei na submersão, a você darei novo corpo, darei uma nova oportunidade.
Sem pensar, como um cão com sede pulei dentro do rio. As suas águas eram cristalinas e refrescantes. Logo o sábio falou:
-Aproxime-se Jhon!
-Eu te batizo e te dou o direito de um novo começo, a você faço vazo novo, em você nova vida e uma nova oportunidade.
As águas brilharam em intensa luz, encobriram-me em harmonia e esplendor. Senti meu corpo despelar, rasga-se, senti como se saísse um peso de minhas costas, senti uma paz intensa, uma vontade de gritar, sentir uma felicidade intensa que parecia nunca acabar, senti como se tivesse nascido de novo.
Quando então levantei, não era mais Jhon que estava ali, era um ser novo, puro, amoroso, límpido e cristalino como àquelas águas.
O velho então perguntou:
-Quem é você agora Jhon?
Em alegria eu gritei para toda a floresta:
-Eu sou novo! Eu sou novo!
Em resposta, toda a floresta se agitou e as árvores rangeram em intensa alegria.
O velho com um sorriso intenso riu com nobreza e sabedoria, e por um período de tempo rimos juntos. Meus olhos rasaram em água e despenquei a chorar.
Eu nunca imaginei que isso fosse possível, como eu pude ser aquela pessoa arrogante e estúpida. Como pude machucar tantas pessoas, só por soberba.
-Acalma-te Jhon, disse o velho. Segue-me novamente.
Ainda molhado segui o velho pela floresta, desta vez, os quatro animais não nos seguiram mais. Eles adentraram na floresta e sumiram entre as árvores.
O velho então levou-me para uma cabana no alto de uma árvore centenária. A vista era linda, lá a brisa que vinha do mar era intensa e refrescante.
-Assente-se Jhon!
 Sobre a mesa tinha frutas, ele vendo a minha fome, ofereceu-me o alimento.
Não hesitei e comi duas maçãs, muito saborosas.
Do meu acordar e de tudo o que tinha procedido ainda era dia, mas já fazia muito tempo que estava de dia então perguntei ao velho.
-Como você sabe que horas são? Como saber quando vai anoitecer?
-Aqui Jhon não a noite, aqui só existe dia. O tempo aqui não é o mesmo de onde você vem, o tempo aqui é sagrado.
-Ainda confuso perguntei: como vou saber a hora de dormir e a hora de acordar?
-A hora de dormir é a hora que seu corpo pedi, a hora de acordar é quando seu corpo acordar. Descanse Jhon e deixe seu corpo pedi que ele acorde!
Quando acordei vi o velho em pé na janela de sua cabana olhando em direção à floresta.
Então ele perguntou:
-Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra?   Qual é o seu nome e qual é o nome de seu filho, se é que sabes?
-DEUS e seu filho é JESUS, foram eles! Mas, porque indaga-me sobre isso?
Vem aqui e veja, olhe sobre a janela me diga o que ver.
-Vejo um arco-íris, de luz!
-O que mais você vê?
-Vejo uma porta!
-O que mais você vê?
-Vejo-me entrando pela porta.
-Então siga seu coração, vá. A hora chegou!
Descemos da árvore, os quatro seres nos acompanhou, seguimos pela floresta até a luz que nascia da Árvore da Vida. Lá o velho sábio voltou a brilhar em luz intensa, tornando-se um anjo de luz, este como um trovão ordenou:
-A você eu concedo a honra do renascer, a você eu concedo a paz interior, a você eu concedo os 31 dias com a sabedoria encarnada.
-Adentre na porta e siga os ensinamentos dos 31 dias.
Os quatro animais começaram a brilhar em raios de luz. Riscando-se a norte, a sul, a leste e a oeste da Árvore da Vida. As quatro direções uniram-se no ponto comum: a Árvore da Vida.
Como o ranger de uma porta, do tronco da árvore ela se abriu:
-Esta é a porta que viu Jhon, ela é sua.
Que a cada dia de caminhada, você tenha o sumo da sabedoria, e no último dia, você encontrará a saída. A libertação de seu ser, o novo começo, a nova vida.
-Entre Jhon!
-Eu algum dia vou retornar aqui para te visitar? Você vai me visitar algum dia?
-Sim Jhon, um dia te visitarei, mas aqui você não mais voltará, não há mais necessidade, o propósito já se cumpriu.
-Adentre, sob os seus caminhos eu vos abençoo, vos glorifico e vos guardo. Seja feliz com o braço daquele que conduz!
-Entenda as palavras de inteligência; para obter os ensinamentos do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade. Dê aos simples prudência e aos jovens, o conhecimento e bom siso.
-Ouça o sábio e cresça em prudência; seja instruído e adquira habilidade para entender os porquês de sua vida e o princípio do saber.
Jhon adentra na porta do tronco da Árvore da Vida que se fecha e em luz se dissipa. A partir daquele momento ele começa a correr como uma criança nas estradas de luz em busca da porta de saída.
E a cada dia que se passava ele aprendia uma nova lição, assim sucedeu o:

 

 

1ª DIA

O espírito de ganância tira a vida de quem o possui. Esta é a sorte de todo ganancioso. Mas, o honesto, o humilde, o bondoso e o manso habitaram seguro, tranquilo e sem temor do mal.

 


2ª DIA

A sabedoria deve ser buscada como a prata e como os tesouros escondidos, quando os achar, acharás o conhecimento. A verdadeira sabedoria é reservada aos retos, é escudo para os que caminham na sinceridade, que guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos santos.


 


3ª DIA

Feliz é o homem que encontra a sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor é seu lucro do que o lucro do ouro e da prata. É Árvore da Vida para os que a alcançam, e feliz são todos os que a retêm.


 


4ª DIA

Os pais devem dar de bom ensino a seus filhos e os filhos devem estar atentos para conhecer o entendimento, pois a sabedoria dos pais diz: retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive; adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas se afaste.
Não desampare a sabedoria, e ela o guardará. Ama-a, e ela o protegerá. Pois o princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.
Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; darei a tua cabeça um diadema de vitória e uma coroa de glória, eu, a te entregarei.

 

 

 

 

5ª DIA

O bom homem deve afastar os seus caminhos da mulher impura e adúltera. Não se deve nem aproximar da porta de sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os seus dias, a perversos; para que os seus bens, os estranhos não venham a possuir; e o fruto do seu trabalho não entre em casa alheia; e gemas no fim da vida quando se consumirem o seu corpo e a sua carne.


6ª DIA

Os preguiçosos, vão ter com a formiga o exemplo. Considera o seu caminho e sê sábio. As formigas não têm chefe, mas no verão ajuntam seus mantimentos, dia após dia, sem cessar. Até quando os preguiçosos ficam deitados? Quando se levantaram de seu sono eterno?
Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobreviverá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

 


7ª DIA

A maldade é feita de sete princípios: olhos altivos; língua mentirosa; mãos que derramam sangue; coração que trama projetos iníquos; pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que fala mentira, mas o seu berço está naqueles que semeia contenda entre os irmãos.

 

 

8ª DIA

A excelência da sabedoria habita na prudência; dispõe de conhecimentos e transborda os conselhos. Esse é o entendimento, a fortaleza do ser.


 

9ª DIA

A loucura dos ladrões é tão cega que os fazem pensar que: águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos e os amaldiçoados. E os seus convidados estão nas profundezas do inferno.

 

 

10ª DIA

A boca dos justos é manancial de vida, mas na boca dos perversos mora a violência. O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.

 

 

 


11ª DIA

A balança enganosa é uma abominação, mas a alma generosa prosperará; e quem dá de beber será dessedentado. Se o justo é punido quanto mais o perverso e o pecador.

 

 


12ª DIA

Na vereda da justiça, está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte, pois quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido.

 

 

 

13ª DIA

A boa inteligência consegue favor, mas o caminho dos pérfidos é intransitável. Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura.

 



14ª DIA

A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba. Está na boca da insensata a vara para a sua própria soberba, mas os lábios da prudente a preservará.

 


15ª DIA

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim. De suas bocas nada mais derrama, a não ser estultícias.
Assim, aquele que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.



16ª DIA

O entendimento, para aqueles que o possuem é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo. O coração do sábio é mestre de sua boca que aumenta a persuasão nos seus lábios.

 



17ª DIA

Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.

 


18ª DIA

Responder antes de ouvir, é vergonha para a face. O coração do sábio adquire o conhecimento, e os ouvidos dos sábios procura o saber.
A morte e a vida estão no poder da palavra, o que bem a utiliza do seu fruto come.



19ª DIA

Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir. Muito propósito há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá.

 


 

20ª DIA

Como águas profundas, são os propósitos do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los. Pois, os que amam o sono empobrecem, abri os olhos e a eles faltará de seu próprio pão.

 


21ª DIA

O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra. O sábio escala a cidade dos valentes e derriba a fortaleza em que ele confia. O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.

 


22ª DIA

Os peritos em suas obras serão expostos a reis e não entre a plebe. Inclina o ouvido, e ouve as palavras dos sábios, e aplica o coração ao meu conhecimento. Porque é coisa agradável os guardares no teu coração e os aplicares todos em suas palavras.

 


23ª DIA

Quando jantares com grandes homens, atente-se bem para a sua face e seus olhos. Esteja alerta e não cobice os seus delicados manjares, pois, são comidas enganadoras.

 


24ª DIA

Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma; pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.

 


25ª DIA

Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. Como pendentes e joias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.

 


26ª DIA

Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda. Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.

 


27ª DIA

Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz. Assim, melhor é a repreensão branda e franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, do que, os beijos de quem odeia, esses são enganosos.

 


28ª DIA

Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.

 

 


29ª DIA
Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira. E com a grandeza do seu ser endurece as pilastras.

 

 

 

30ª DIA

Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
Toda palavra de DEUS é pura; ele é escudo para os que nele confiam.


 


 31ª DIA
Abre a boca a favor do mundo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.

 

 

 

Este foi o último dia da caminhada de Jhon. A cada dia que passava era como se uma parte do corpo dele despertasse daquele sono profundo. Ele acordou em uma sala de hospital, deitado sobre uma maca. Ao seu lado tinha uma mulher, que o olhava esperançosa à espera de seu despertar.
Jhon com dificuldade na fala, perguntou:
Quem é você?
-Oi Jhonatas eu sou Rute, vi quando você tentou se suicidar, foi eu quem cortou a corda e te salvei de se afogar naquele mar revolto. Porém, você entrou em coma e já faz 31 dias que nele você está.
-Sempre venho saber notícias sobre você, saber como você está.
-Obrigado Rute por você me salvar! Obrigado por acreditar em meu acordar! Obrigado por fazer-me companhia todo esse tempo!
-Você acredita em DEUS, Rute?
-Sim Jhonatas, eu acredito!
-Eu tive um sonho Rute, estive em um lugar sagrado e conheci um velho sábio, com ele aprendi muitas coisas e pude nascer de novo.
-Lá eu aprendi a importância do amor, do respeito, da gratidão, da integridade e da benevolência. Hoje, eu sou um novo homem.
-Como você era Jhonatas?
-Eu era uma pessoa difícil, arrogante e muito soberba, mas a sabedoria dele fez nascer em mim um novo ser, parece que despertei de um pesadelo, retirei de minhas costas os pesos dos meus atos.
-Deus é um bom pai Jhonatas! Ele nos ama eternamente e sempre nos faz crescer.
-Pode me chamar de Jhon!
-Certo (risos), a partir de agora te chamo de Jhon!
 -Quando você estava em coma orei muito por você. Vê naquela estante estão minhas pelúcias preferidos: o leão, a águia, o bezerro e o último que foi eu mesmo quem fiz, ele representa a bondade dos homens, por isso a sua semelhança.
Jhon por um momento ficou calado em meio a pensamentos longínquos (Eu os vi no Éden, eram eles que protegiam a árvore).
-Quase em choro ele fala, eu os vi Rute, eles andavam comigo em meu sonho, eram eles o leste, o norte, o oeste e o sul do Éden. Eles eram os olhos do sábio sobre aquele imenso paraíso. Enfim, eles me protegiam de eu mesmo e dos meus maus comportamentos.
As lágrimas de Jhon começam a rolar pela sua face, Rute o abraça fortemente, nos braços de Rute Jhon adormece e entra em falência.
Rute comovida e desesperada, começa a chorar, em seus ouvidos o apitar da máquina que mede os batimentos cardíacos, cada vez em menor força. Desesperada ela começa a pedir socorro.
Adentram no quarto, uma enfermeira, um médico e mais dois ajudantes.
-Ela ainda em choro, pedi:
-Não Deus, não o deixe ir, não Deus, ele merece ficar, não Deus, eu quero ficar ao lado dele, não Deus, eu o amo, não Deus, ele mudou.
-Nããããããooooooo!
Rute desesperada clamava por ajuda, então pela janela do quarto entrou uma folha verde que caiu sob os pés de Jhon!
Na mente de Jhon vem como filme, a história de sua vida, desde a sua geração até o seu suicídio. O coração dele volta a bater ele lembra do paraíso, do velho sábio a sorrir com ele, dos quatro animais e da pureza daquele lugar.
Rute em alegria chora intensamente, mesmo sem a permissão dos médicos ela abraça-o como se conhecesse-o a muito tempo.
Ele então pensa (esse foi o primeiro abraço de amor verdadeiro que tive). Então, eles se beijam intensamente. Os médicos sem entender nada, apenas sorriem e emocionados choram.
Após dois anos, ele casa com Rute, tem dois filhos e volta a brilhar no mundo dos negócios.
Em uma noite de entrega de prêmios, Jhon é abordado por um mendigo. Ele lembra que o conhece de algum lugar, seus traços são familiares. O mendigo fala:
-Posso jantar com vocês esta noite, Jhon sem retrucar o abraça, Rute não entende nada, mas não hesita em abraçar o mendigo também. Todos ao redor os olham e os julgam. Mas, eles permanecem firmes em sua atitude.
Jhon puxa assunto e eles jantam muito alegres, como se fossem amigos a muito tempo.
Todos ficam em silêncio, porque é chegada a hora da entrega dos prêmios.
Jhon é chamado ao palco, ele abraça o mendigo e depois Rute. A atenção de todos é voltada para o palco.
Quando Jhon olha em direção a sua mesa o mendigo não estava mais lá. Sob a mesa, no lugar dele estava uma pomba branca, com um ramo verde em seu bico. Ela voa em direção a ele e pousa em seu ombro.
Ele então não aguenta e chora. De joelhos e emocionado agradece a DEUS pela sua felicidade e pelo renascer. Quando ele termina de agradecer a pomba abre voo e sai pela janela do lado.
Seu bater de asas era intenso e harmônico, em uma leveza que impressionou a todos. Estes levantam-se, com louvor ovacionam Jhon em um intenso bater de palmas, assovios e gritos de felicidade. As palmas eram tão intensas que ecoaram por muito tempo em minha cabeça.
Naquele momento, o meu pensamento só tinha uma certeza (a felicidade é algo que não tem preço, portanto nunca será comprada).
Quando ele retorna à mesa, sobre o prato limpo do mendigo está uma bíblia marcada com duas folhas de árvore. Uma folha no início dos Provérbios e outra no fim do livro. Sob a mesa tinha um bilhete escrito a mão, com a seguinte mensagem:

Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra?   Qual é o seu nome e qual é o nome de seu filho, se é que sabes?

Jhon abraça Rute, juntos seguram a bíblia e com muito carinho se beijam.

 

 

 

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