Crônicas entre Linhas

Simples e poucos versos sobre os mais variados simples. Venha e delicie se com ordinários versos que escondem em suas entrelinhas gigantescos mundos. Venha, leia, releia, imagine e reflita. Questione se, opine, discorde e grite. Venha e sinta, Crônica!

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4. Quando eu vejo alguém morrer...


 
     Embora eu sempre tente fugir,

sempre que eu vejo alguém morrer, ou ouço falar 

de morte, começo a ficar estranho. Começo a sentir medo,

e ao mesmo tempo

curiosidade, logo fico repetindo a mim mesmo:

"Como é morrer?" ou
"Como eu sei que estou vivo?". Com o tempo me tornei 

meio depressivo, comecei a falar menos, observar mais.

E finalmente compreendi.

  A depressão é estranhamente mortal, quando sentimos,

não sabemos mais sair,

e é como se estivéssemos morrendo.

A vida fica sem graça e sem sentido.

Mas a graça retorna quando alguém sorri para você,

quando nos irritamos

ou até mesmo quando choramos por algo.

No fim, não importando se são 

sentimentos bons ou ruins, nos sentimos vivos.

 É isso que nos prova que não 

estamos mortos. Então ouça o que digo:

Se não quiser morrer, corra e lute pela vida

pois enquanto você sentir algo, ainda há esperança de se ficar vivo.

Viver é sentir, e é isso que nos importa.

 

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