Recomeçando a viver

LIVRO REGISTRADO.
Daniel Valdez quer justiça... Em outros tempos o homem espetacular era um adolescente desengonçado, a beleza oculta pela acne e sua timidez excessiva. Era o melhor amigo de Elle, a garota mais linda que se pode imaginar, a loira de olhos cor de esmeraldas, foi seu amor platônico. Elle tinha em si uma mistura perfeita: líder de torcida, dona de um corpo escultural e uma inteligência incrível. Durante muito tempo ele pôde contemplar isso de perto, enquanto estudavam, a loira o via apenas como um irmão, com um coração de ouro. Até que Edward Morrow entrou na história, e Daniel perdeu o amor da sua vida e a amizade que tinham.
Porém, algo aconteceu.
Algo que destruiu a amizade dos dois.
Algo que fez Daniel mudar, e o que havia de bom, se tornou um desejo de vingança.
Depois de dez anos, o homem poderoso, que ele se tornou, vai fazer uma viagem ao passado e mostrar que com Daniel Valdez, ninguém mexe. Mas, o que acontecerá quando seus olhos cruzarem com os da loira eston

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2. Capítulo 1

* Nota da escritora:

Quero explicar que não posto capítulos totalmente revisado, pois os totalmente revisados e modificados, ficam guardados até uma futura publicação. Faço isso com todos os livros que escrevo.

Capítulo 1 

Elle era minha amiga desde a nossa infância, não apenas infância, nascemos na mesma maternidade. Nossas famílias eram amigas há mais anos do que se possa imaginar, e eu, bom, eu era loucamente apaixonado por Elle bem antes do primeiro dente dela cair, e ela descobrir que não existe fada do dente, e que na realidade, a fada do dente era a sua mãe, que sempre deixava uma moeda debaixo do travesseiro dela. Ela chorou por uma semana completa, e acho que passou um bom tempo para poder se acostumar com o que tinha descoberto.

Elle e eu, éramos inseparáveis, acho que ela tinha pena desse ser decrépito que sou apesar de ter a mesma idade que ela. Ela cresceu com um brilho que poucas pessoas tinham, e com uma força de liderança jamais vista. Adorava o jeito que ela mexia no cabelo ou até mesmo o jeito que coçava o canto da boca, quando estava nervosa. Às vezes imaginava beijando aquela boca, mas ai a realidade me tomava por dentro e a vida mais uma vez era cruel comigo. Eu era apenas um reles mortal, sonhado em possuir a mulher mais perfeita da terra.

Na escola olhava sempre para ela, que sempre estava sorrindo ao lado da sua parceira de laboratório. Cabelos presos como rabo de cavalo, era a marca registrada dela. As pontas douradas e levemente cacheadas. Elle era o tipo de garota que qualquer um naquela escola, poderia se apaixonar, e não digo isso como o melhor amigo dela, porém como uma pessoa que entende o que é ter a Elle como amiga. Sim, eu era o melhor amigo dela e a vida não poderia ser mais cruel comigo, além de nascer feio e uma abominação da natureza, era apaixonado pela minha melhor amiga de infância.

Eu era o ser mais esquisito do mundo, mas espere, não foi sempre que me sentia desse jeito. Elle às vezes fazia com que eu me sentisse o mais ser perfeito do universo, e isso acabava, quando a via com os outros amigos dela tirando 'onda' com ela, por ser minha amiga. Ela não se importava, pelo contrário, ela me defendia como ninguém tinha me defendido na vida, e não estou falando dos meus pais, estou falando das pessoas que faziam parte do meu círculo de amizades. No caso dela, isso seria assassinato social, já que ela era a capitã das líderes de torcida e atleta número um de Burnet. Só existia uma pessoa no mundo que sabia o que eu sentia por ela, o Estevan. Estevan Oriol era o meu primo, que venho no novo México para acabar com o resto de vida que eu tinha. Ele não era apaixonado por Elle, mas a chamava de namorada. Não que eu tivesse ciúmes... Mentira! Eu morria de ciúmes dela, mas fazer o quê? Não poderia dizer que a amava. Os caras que ela namorava, eram praticamente modelos da Calvin Klein. Não tinha como competir com eles. Eram sempre saradões, cheios de esteroides e músculos exagerados nos braços, e sem um pingo de cérebro, acho que o cérebro tinha queimado com os anabolizantes de cavalos.

— Acorda — resmungou Estevan, batendo na minha cabeça — não é hora de sonhar hermano.

— Não dá — falei suspirando — ela é perfeita.

— Você só observa — falou sem paciência — uma hora você vai ter que falar com ela.

— Nunca.

— Você é um frouxo — disse dando outra tapa na minha cabeça.

— Não é ser frouxo — expliquei arrumando a armação do óculos — só não sou o certo para ela.

— Daniel, você sempre diz a mesma coisa "Não sou o certo para ela" — disse olhando para mim — ela não vai ficar aqui para sempre.

— Não importa — dei de ombros.

— Eu sei que você se importa sim — sussurra rindo da minha cara — você fica ai se torturando, enquanto ela fica saindo com esses caras ridículos.

— Ao menos, eu sou o melhor amigo dela — respondi indiferente.

— Serio? — falou irritado — você é um banana, sabia?

— Sou...

— O que os senhores tanto conversão? — pigarreou o professor de química mais chato do mundo – senhor Ahern e nós dois olhamos para ele, fechando a boca — foi o que eu imaginei. Nada de produtivo. Senhor Valdez e Senhor Oriol na sala da direção depois da aula — todos estavam nos olhando, ou melhor, olhando para mim.

— Droga.... — resmunguei.

— Muito me surpreende senhor Valdez. Você é um exemplo de silêncio e invisibilidade — falou senhor Ahern com o olhar duro e frio.

— Desculpa cara, mas agora você vai ter um pouco de emoção — sussurrou Estevan sorrindo, enquanto o senhor Ahern voltava a explicar a matéria e eu murchava na cadeira.

De longe dava para ver ela me olhando de lado.

— Serio. Você é um banana — falou sorrindo.

— Senhor Oriol – senhor Ahern se virou para encara-lo – o rapaz tagarela vai querer visitar a sala do diretor antes do previsto?

— Não senhor — falou se endireitando na cadeira, mas sem perder a cara de pau, que só ele tinha.

— Olha o que você me faz passar.... — resmunguei olhando serio para ele.

— Eu? — resmungou baixinho, fazendo cara de inocente — Dani, eu sou a melhor parte da sua vida, sendo ao mesmo tempo a pior parte — disse contendo o riso — você deveria me agradecer por isso.

— Idiota — falei para ele, balançando a cabeça. Mas era a mais pura verdade. Estevam era a parte mais emocionante, que exista na minha vida, esmo sendo do jeito errado.

— De nada — falou ele, segurando o riso.

— Já chega! — gritou senhor Ahern, e todos se assustaram — Vocês dois... — apontou com o indicador — para a diretoria, agora!

Ao sair da sala, sentia os olhares de todos me seguindo. Era um acontecimento único. Eu Daniel Valdez indo parar na diretoria por conversar na hora da aula. Trágico. E tudo ficou pior quando olhei para Elle, e que estava de boquiaberta com o que tinha acabado de acontecer. Ela normalmente sempre ficava chocada, quando algo de inusitado acontecia na minha vida.

— Seu filho de uma... — comecei a falar, mas parei antes que saísse algo que não fosse apropriado. Minha tia não tinha culpa, de ter um filho como Estevan.

— Dani... Dani... — suspirou, e estampou o sorriso mais descarado que ele tinha — você tem que sair dessa casca horrorosa que você usa — disse ele olhando para minhas roupas e olhando para o meu óculos — você tem que aterrorizar, pegando todas as gatinha do colégio.

— Estou muito satisfeito comigo — resmunguei indo em direção a diretoria — e o máximo de terror que eu vou fazer, e assustar as garotas. Então, estou muito bem do jeito que estou.

— Você é o cara mais estranho da escola — deu de ombros, como se aquilo fosse explicar meu alto nível de popularidade — você nunca vai conquistar uma garota vestindo esse saco de arroz, e nem sengo o gênio da física e da química.

— Eu não quero conquistar as garotas Estevan, e ser gênio da física e química, ainda vai me abrir portas para um futuro promissor — falei abrindo a porta da secretaria. A parte mais irritante era à cara de espanto da senhora que ficava o dia todo sentada em uma cadeira velha e enferrujada.

— Você quer uma garota — debochou, me cutucando com o cotovelo — Elle é  gata.

— Eu sei que ela é  gata. Eu não sou cego — olhei atravessado para ele — você não deveria falar dela assim....

— Isso te incomoda? — perguntou, me desafiando e com um sorriso de satisfação no canto da boca.

— Sim.

— Por quê?

— Você sabe o motivo.

— Você é um banana Daniel — falou rindo, ou melhor, gargalhando.

— Estevan... — me dignifiquei a ficar quieto arrumando meu óculos.

— Odeio esse seu óculos — falou ele mexendo na lateral, e voltando ao normal — você sabia que já existe lentes de contato? — perguntou fingindo perplexidade.

— Sei sim.

— Vamos lá! Usar uma lente não ia lhe fazer mal.

— Não. Estou bem assim.

— Você vai morrer virgem — disse rindo.

— Senhor Oriol... — falou o diretor ao abrir a porta e de novo aquele olhar de espanto — e senhor Valdez? — perguntou com espanto.

— Oi senhor Casey — falei acenado acanhado para ele.

— Não precisa explicar — falou balançando a cabeça, nitidamente exasperado — já sei o motivo pelo o qual você veio parar aqui. Oriol.

— Não fiz nada — se defendeu Estevan, levantando os braços e sorrindo — eu sou inocente.

— Você inocente? Acho muito difícil você ser inocente em alguma coisa — proferiu senhor Casey irritado com a brincadeira — você pode voltar para sala senhor Valdez, que eu vou ter uma conversinha com seu primo.

— Obrigado senhor Casey — agradeci, saltando de alegria por dentro, mas fiquei com dó de Estevan... Mentira! Não fiquei.

— Droga! — resmungou Estevan.

— Vamos senhor Oriol — pediu senhor Casey, estendendo os braços para que ele o acompanhasse para entra na sala — a suspensão lhe espera.

Sai correndo da diretoria, antes que o senhor Casey mudasse de ideia e me suspendesse também.

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