BEST FRIEND - O tempo não apaga - Season 2

SINOPSE

As vezes o destino é cruel, magoa, faz sofrer, nos afasta de quem amamos, mas assim como ele é cruel, ele também pode ser bom e nos dar uma segunda chance, pra consertarmos os erros do passado.
Será que amigos podem ter uma segunda chance? Será que depois de algum tempo, depois de adultos, Harry, Lucas, Gabriela, Luan, Bruna e Marcela, poderão ser amigos de novo? E os sentimentos e magoas do passado? Realmente foram esquecidos e superados ou foram só guardados no fundo da alma e a qualquer momento podem vir a tona?
Depois de sete anos, esses seis amigos vão se reencontrar de novo, mas será que é porque sentem falta da amizade que tinham ou por causa de um segredo em comum...?


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10. CAPÍTULO 10

De repente ela começa a passar mal, me desesperei quando vi ela daquele jeito. Mas antes que eu pudesse fazer algo, o Luan a pegou no colo e já estava na porta saindo, sai correndo logo atrás, percebi que o Lucas estava sentado na cama, chorando inconsolável, ele tava com medo de algo pior acontecer, assim como eu... Deixei ele e a Bruna pra trás e segui o Luan, ali naquele momento, descobri que ele ainda amava a Marcela e não era pouco...

 

LUAN...

 

Quando a vi naquele estado, não sabia o que fazer, é culpa minha... Tenho certeza disso.

Mas quando ela começou a passar mal, me bateu um medo de perder ela, minha única reação foi pegar ela no colo e sair correndo pro hospital mais próximo, seja la quem fez isso com ela, iria pagar...

No percurso pro hospital, ouvia a Gaby chorar e o Harry também, ele tava desesperado...

Enfim chegamos, entrei correndo com ela nos braços. Gritei que ela tava tendo uma overdose e logo apareceram enfermeiros, que levaram ela e não me deixaram ir junto.

Algumas horas depois o medico veio falar com a gente, o Lucas já havia chegado no hospital com a Bruna, todos estávamos juntos.

- Foi vocês que trouxeram a Marcela pro hospital? – O médico perguntou.

- Foi sim doutor, fala pra gente como ela ta. – Harry falou com impaciência.

- A amiga de vocês teve muita sorte, por pouco ela não morre.

- Graças a Deus ta tudo bem. – Bruna fala aliviada.

- Mas como ta minha irmã doutor? Fala! – Lucas falou impaciente.

- Agora ela ta bem, mas vai precisar que alguém fique cuidando dela, ela precisa ficar em observação, vai ter crises de abstinência e vai precisar de alguém que impeça ela de fazer alguma besteira.

- Eu cuido dela – Lucas se prontificou.

- Acho melhor eu ficar com ela Lucas... – Harry falou olhando pro grupo.

- Alguem sabe me dizer se ela já usou drogas antes? – O medico pergunta nos olhando.

- A gente pode conversar a sós? – Não sei porque, mas o Harry ta escondendo alguma coisa.

- Claro.

Os dois saem e o grupo fica em silencio até que a Gaby se pronuncia.

- Gente, tudo bem que não somos mais amigos, mas eu não quero que nada de ruim aconteça a vocês, é serio mesmo, quando vi a Mah naquele estado, tive medo que ela estivesse morta.

- Credo, fala isso nem brincando. – Bruna disse.

Harry logo volta da sala do medico.

- Ela ta bem e amanha vai pro hotel, se quiserem pode ir pra suas casas. - Harry falou mais calmo.

- Eu não vou. - Lucas disse se levantando.

- Eu também não. - Disse.

- Gente nao complica, ela ta bem, não ha com o que se preocupar. - tava me dando vontade de bater no Harry. Eu tinha o direito de ficar la com ela.

- Já disse que vou ficar. - Lucas disse determinado.

- É melhor você descansar Lucas, ele já disse que ta tudo bem. - Bruna tentava convencer ele a ir pra casa.

- Também acho Lucas, ficar aqui so pra tumultuar? É melhor a gente ir e amanhã a tarde a gente passa no hotel pra visitar ela. - Gabriela falou tentando ajudar a Bruna.

- Tem certeza que ela ta bem? - O Lucas era muito desconfiado.

-Tenho sim, pode ir sossegado. - Harry disse.

Depois que todos foram embora, ficou só eu e o Harry, eu queria vê ela.

O Harry disse que ela não queria ver ninguém. Mas mesmo assim entrei. Ele se retirou e nos deixou a sós.

Ela tava dormindo, me aproximei da cama e passei a mão no rosto dela, apesar de estar no hospital, o cheiro dela era bom.

Queria beijar ela, abraçar e nunca mais soltar, eu vivo ela, fui um idiota ao tratar ela daquela maneira. Droga, eu sou um burro mesmo. É minha culpa ela estar aqui. Ainda bem que não aconteceu nada mais grave, não me perdoaria nunca...

Dei um beijo na testa dela, quando ia me levantar, ela pegou minha mão. Virei pra ela que tinha uma lagrima descendo no rosto.

- Porque ta chorando? - perguntei.

- Obrigada... - ela disse com voz embargada.

- Não to entendendo.

- Por não ter me deixado morrer.

-Fiz o que qualquer um de nós teria feito.

-Mesmo assim...

-Olha, desculpa se eu te tratei daquele jeito, não foi por mal, eu só... Eu so tava me defendendo...

- Tudo bem, eu entendo.

- Depois que te tratei daquele jeito, me senti muito mal. Não devia ter feito aquilo.

- Ta tudo bem Luan, eu mereço. Mas não queria que tivesse me visto daquele jeito, nem você nem os outros... To com vergonha... - ela coloca o rosto entre as mãos e ouço um choro reprimido.

Vou ate a cama e abraço ela, com dificuldade por causa do soro que ela tava recebendo, coloca os braços em volta do meu pescoço e chora com a cabeça no meu ombro, não disse nada, somente a abracei, ela queria conforto e eu estava dando.

- Me desculpa? - ela disse chorando.

- Nao entendi. Porquê ta me pedindo desculpa. - Falei confuso.

- Primeiro, por ter pisado nos seus sentimentos e não ter me importado com você e com seu amor. Segundo, por não ter sido uma boa amiga e terceiro, por ter sido fraca...

- Fraca?

- Faltava só dois anos e eu estaria livre.

- Você e o Harry ficam falando entre linhas, me explica o que aconteceu.

- Eu sinto vergonha, porque fui fraca, não resisti, deixei me levar pelas influencias e pela dor...

- Ei, eu não to aqui pra te julgar, só ta nós dois aqui, pode falar.

Nesse momento Harry entra no quarto.

- Luan, será que você poderia ficar com ela essa noite? Amanha venho buscar ela, preciso me livrar daquelas coisas que ta la no quarto.

Logo entendi que ele estava falando da faca e do lençol sujo de sangue.

- Tudo bem, se ela quiser eu fico, você se importa Marcela? - perguntei a ela.

- Não, tudo bem e o Harry precisa descansar.

- Então eu já to indo. - ele vai ate a Marcela e da um selinho nela, me da tchau e vai embora.

Quando ele sai, fecho a porta e me sentei na poltrona próxima a cama dela.

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