DARK (Tradução PT BR)

Ela era inocente; ele, perigoso. Mas logo ela percebeu que, algumas vezes, é preciso conhecer a escuridão antes de poder apreciar a luz.
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Esta fanfic não é de minha autoria, é apenas a tradução para o português brasileiro.


Autora desta Fanfic : Hannah (http://han-rawr.tumblr.com)


Idioma original: Inglês (http://dark128.tumblr.com/)


IMPORTANTE: O material nesta fanfic é impróprio para menores de 18 anos.

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2. 02

Eu saí do táxi depois de pagar o motorista, meus amigos me deram tchau enquanto eu caminhava até a porta da frente da minha casa. Eles tinham praticamente feito um interrogatório sobre o que tinha acontecido com o Harry, eu ainda estava um pouco abalada com a coisa toda.

Subi pro meu quarto, tirei minha roupa e joguei-a no cesto de lavar, penteei meus cabelos e peguei minha roupa na cômoda. Coloquei a camiseta, e fui para o banheiro enquanto colocava as calças do pijama. Acendi a luz meio sonolenta, e escovei os dentes. Coloquei meu cabelo para trás e inclinei a cabeça para o lado, a escova de dentes caiu de meus lábios entreabertos e caiu na pia. Fiquei chocada quando vi a ferida vermelha e roxa no meu pescoço. Eu passei meus dedos molhados sobre a ferida, estremecendo ligeiramente. Ele me marcou. Estremeci com o pensamento, tentando se livrar da lembrança de seus lábios na minha pele e como sua língua acalmou sobre a mordida. Suas palavras “Você é minha agora” ecoaram na minha mente. Tentei afastar Harry de meus pensamentos, rapidamente voltei a escovar os dentes.

Terminei, ficando pronta para ir dormir e fui me enrolar nas cobertas. Minha cabeça rolou para o lado e tateei o edredom até eu encontrar o que estava tremendo. Eu segurei o celular na frente do meu rosto. Era uma mensagem do Harry. Meu coração acelerou um pouco e eu me forcei a abrir a mensagem.

De: Harry

“Sabe, você devia fechar as cortinas antes de tirar a roupa. Obrigado pelo show, amor. H x”.

Levantei da cama e fui até a janela, olhei para fora e vi um grande carro preto estacionado do outro lado da rua.  Senti o medo me atingindo, Harry estava encostado no carro, com os braços cruzados sobre o peito forte. Mesmo no escuro, eu podia dizer que ele tinha um sorriso arrogante estampado em seu rosto. Ele se desencostou e entrou no carro, sentando-se no banco do motorista. E então ele acelerou e ficou fora de vista em segundos.

 "No que eu fui me meter…“

***

"Bom dia, Bo”.

Minha mãe chamou da cozinha ao me ouvir descendo as escadas, andei pelo corredor e me olhei no espelho pendurado na parede. Me olhei outra vez assim que me lembrei do machucado horrível na minha pele. Eu rapidamente cobri o pescoço, puxando meu cabelo longo por cima do ombro satisfeita, agora ele estava escondido e então eu empurrei a porta da cozinha.

“Bom dia Mã…”

Eu parei imediatamente assim que vi um menino de cachos castanhos escuros sentado no balcão. Isso não poderia estar acontecendo.

Minha mãe estava de costas, então Harry estava livre para me olhar de cima a baixo com aqueles enormes olhos verdes.

“Oi Bo, este menino bonito estava lá fora então o convidei para entrar”

Um sorriso se espalhou pelo seu rosto, fazendo suas covinhas aparecerem.

“Oi, Harry.” Eu disse educadamente.

“Tudo bem, Bo?”

Não respondi.

“Mãe, posso falar com você um pouquinho?” Eu perguntei entredentes.

Soltei a Harry um sorriso triste, e puxei minha mãe para o corredor até onde sabia que ele não poderia nos ouvir.

“Por que você convidou ele pra entrar?”, Sussurrei com raiva.

“Ele disse que era um amigo seu, ele é muito simpático!”

"Mãe, ele podia ser um assassino.” Eu a repreendi.

“Claro que não Bo, Harry é adorável."  Ela disse sorrindo.

Revirei os olhos, eu tinha certeza que ele tinha usado seu “charme” sobre ela. Pressionei os dedos nas têmporas tentando colocar minha cabeça no lugar. Eu não sabia  com quem eu estava mais irritada, com Harry por aparecer sem ser convidado ou com minha mãe por ter deixado ele entrar.

"Eu fiz café da manhã. Vamos. ”

Ela pegou minha mão e me puxou de volta para a cozinha, onde Harry ainda estava sentado. Ele sorriu enquanto eu me dirigia a ele e me sentei no banco do lado. Soltei um suspiro quando senti a mão quente de Harry na minha coxa. Eu dei um tapa nela e ele riu baixinho. Eu tive uma sensação horrível de que ele tinha gostado quando dei o tapa. Minha mãe se afastou de nós para se concentrar em não queimar a comida que estava na panela.

“Mmmm.” Harry cantarolava baixinho.

Ele começou a inclinar-se para perto de mim, mas eu coloquei minha mão em seu ombro antes que ele pudesse chegar muito perto.

“Por que você está aqui?” Sussurrei bruscamente.

“Para ver você.” Ele sorriu.

Eu não gostava do jeito que ele me olhava, tinha que ter outra razão pela qual ele tinha aparecido do nada sem ser convidado. Então virei o rosto para não ter mais que olhar pra ele. Eu pulei um pouco quando senti ele pegar meu queixo para me forçar olha-lo denovo.

“Eu vou te levar pra sair amanhã à noite.” Ele falou.

Estremeci com suas palavras, que eram mais uma afirmação do que uma pergunta. Meus olhos se arregalaram e minha mãe se virou com um sorriso no rosto.

“Q-quê?” Eu gaguejei.

“Oh, isso seria ótimo, não é mesmo, Bo?” Ela exclamou.

Harry tirou a mão do meu rosto e colocou-a em meu joelho. Eu estava prestes a argumentar quando minha mãe me interrompeu novamente.

“Ela iria adorar!”

“Por que você não me ligou, por que veio aqui?” Eu perguntei frustrado.

“Porque você teria dito não.” Ele sussurrou baixinho.

“O que faz você pensar que eu não vou dizer não, agora?” Eu perguntei asperamente.

Ele olhou para minha mãe, que parecia um pouco chateada de eu não ter dito sim logo. Eu não era tão popular com os meninos e ela parecia estar bem feliz que Harry tenha aparecido na nossa porta. Para ela era um sonho ter um cara mega atraente querendo sair com sua filha. Para mim, era o meu pior pesadelo. Ele não só tinha me dado uma mordida no pescoço contra a minha vontade, mas também tinha me visto só de calcinha e sutiã tudo isso em poucas horas. E ainda mais ele me assustava pra caramba.

Antes que eu percebesse o que estava acontecendo, minha mãe e Harry tinham combinado de ele me pegar amanhã a noite. Harry sorriu para mim.

“Bom, eu tenho que ir. Obrigado pelas panquecas Sra. Ellis”.

“Pode me chamar de Heather.”

Ele sorriu para ela antes de descer do banquinho. Eu estava congelada e aí ele se inclinou e me deu um beijo na bochecha.

“Bo, vá com ele até a porta!” Minha mãe me incentivou calmamente.

Eu bufei, saltei do banco e andei atrás dele, a porta da cozinha se fechou e de repente eu estava sozinha no corredor com Harry. Ele não perdeu tempo e me empurrou contra a parede. Meus olhos espremidos fechados em um estremecimento. Seu corpo pressionado no meu, me segurando no lugar. Meus dois pulsos estavam presos em uma de suas mãos grandes. Eu vi ele sorrir e tentei o meu melhor para aumentar a distância entre nós, mas ele era muito forte. Sua figura alta elevando-se sobre mim.

“Não faça isso.” Eu implorei.

Harry ignorou o meu protesto, os dedos suavemente alisando minha bochecha. Meu cabelo longo foi empurrado para longe do meu ombro, enquanto olhava para o ferimento que ele mesmo tinha deixado em minha pele, sua boca curvando-se um sorriso.

“Fica bem em você.” Ele sussurrou em meu ouvido.

Ele pressionou seus lábios sobre a marca no meu pescoço. Ele teve o cuidado de não pressionar forte demais e então eu relaxei um pouco quando ele se afastou, na esperança de que seria o fim da tortura e ele iria embora. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. Harry manteve-se próximo, seu cabelo encaracolado fazendo cócegas no meu rosto quando ele deu outro beijo no meu pescoço.

“Você tem um cheiro bom.” Ele falou ofegante.

Ele dolorosamente prendeu meus pulsos contra a parede encaixando os quadris no meu. Eu choraminguei no contato áspero e Harry deixou escapar um gemido gutural. Minha cabeça caiu para a frente sobre seu ombro, senti como se minhas pernas fossem ceder a qualquer segundo. Seu peito subia e descia rapidamente e sua respiração aumentou.

Mas antes que eu percebesse, Harry me soltou e virei a cabeça vendo-o sair bem rápido pela porta.

“Vejo você amanhã à noite, Bo”.

Ele piscou para mim e então se foi. Minha cabeça estava girando e então desabei, me sentando no chão.

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