Corações de Vidro

Vivi na escuridão por muito tempo, era como uma escrava para aqueles que diziam serem meus pais, mas um dia não aguentei, vi os grandes portões abertos e sabia que aquela seria minha única chance de fugir e quem sabe ter uma vida melhor, não pensei duas vezes e fugi daquele lugar, somente com as roupas do corpo e que infelizmente não eram quentes o suficiente para me aquecer naquele inverno...

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1. Prólogo

Vivi na escuridão por muito tempo, era como uma escrava para aqueles que diziam serem meus pais, mas um dia não aguentei, vi os grandes portões abertos e sabia que aquela seria minha única chance de fugir e quem sabe ter uma vida melhor, não pensei duas vezes e fugi daquele lugar, somente com as roupas do corpo e que infelizmente não eram quentes o suficiente para me aquecer naquele inverno, já estava à noite e era a primeira vez na minha vida que vi a lua, fiquei encantada coma grande bola brilhante no céu que só sabia como era por causa de meus livros.

Entrei no meio da floresta que era ali perto de casa e comecei minha caminhada. Aquele vento frio estava me congelando, já havia andado muito e tinha certeza que não me encontrariam ali, provavelmente só dariam conta que fugi ao não me encontrarem no dia seguinte.

Sentei-me perto de um arbusto e uma arvore me encolhendo fazendo a barra do meu vestido, que um dia já tinha sido branco, cobrir minhas pernas por completo e tentei me aquecer, o que foi em vão, o frio era imenso e quase não o suportava mais, minha garganta já ardia me fazendo tossir, me levantei e voltei a andar, não iria adiantar continuar ali, a cada passo que dava ia me sentindo mais fraca nunca havia andado tanto assim em minha vida, afinal sempre fui mantida presa em casa e só podia andar pela mesma para cumprir minhas obrigações, mas me forcei a andar mais um pouco até não aguentar e me sentar ali mesmo no meio da floresta ofegante com o vento gelado passando por mim fazendo-me arrepiar, encostei-me a uma arvore me encolhendo tentando me aquecer, minha tosse ia ficando cada vez pior e aos poucos meus olhos iam se fechando por mais que tentasse mantê-los abertos não conseguia, o cansaço era tanto que minhas pálpebras pareciam pesar quilos, eu não consegui manter meus olhos abertos...

[...]

Acordei com uma forte dor de cabeça olhei em volta e percebi estar em um lugar estranho e iluminado, o que fazia meus olhos arderem já que sempre fiquei presa em uma casa escura somente com algumas velas como iluminação, fechei meus olhos e levei minhas mãos ao rosto, minha garganta ainda ardia e me fazia tossir muito, ouvi passos se aproximando temi quem pudesse ser, mas respirei fundo e tirei as mãos de meus olhos, mas a claridade me impedia de ver quem era e novamente levei as mãos aos olhos.

– Vejo que já acordou. –uma voz forte masculina, mas doce ao mesmo tempo, disse se aproximando. –Por que esta tampando o rosto? –fiquei meio indecisa se respondia ou não, mas decidi responder, quem quer que seja não poderia ser pior do que as pessoas com quem passei os últimos anos.

– Não consigo enxergar com tanta luz... –disse e ouvi minha voz sair rouca e falhada, sem contar a ardência que causava grande incômodo.

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