When Love Comes Around | h.s.

Aster Duchassel sempre foi fissurada em histórias românticas e sonhadoras. Não é surpresa que logo ela decidiu seguir seus sonhos: 1 - casar com seu primeiro amor, Thomas Brams; 2 - e, por fim, escrever um romance de sucesso baseado em sua própria experiência. Quando sua autora preferida, Hayley Mcconell, some do mapa deixando para trás apenas uma lista de "O que fazer para perceber quando o amor aparece(sem corações quebrados)" em seu blog, Aster se vê tentada a completar cada item dessa lista ao lado de seu amado e assim escrever o seu conto de fadas. Mas como nem tudo são flores, seu pai acabou de se casar novamente, decidiu mudar-se para o outro extremo do país e Aster é forçada a finalmente conhecer e dividir o mesmo teto com seu meio irmão, Harry Styles. "So I took him by the hand And said 'hey there my friend' Would you like to take a walk around with me?" Criada em :23/10/2015

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6. Chapter 5 - Sweet Dreams

 

"Ali! Acho que ali é um hotel, graças a Deus!"- ele apontou para uma casa demasiadamente grande e com letreiros neons onde se lia  'Sweet Dreams - OT L' devido a algumas letras com as luzes queimadas.

"Eu acho que isso é um motel." eu disse receosa.

"O que te faz pensar isso? Para mim parece um hotel normal." Harry deu de ombros.

"Um hotel não se chamaria 'Doces Sonhos' com letreiros roxos neons." eu estacionei em uma vaga livre um pouco longe da recepção do hotel.

"Você faz muitos pré-julgamentos, não acha? Vamos" ele não esperou uma resposta e foi logo abrindo  a porta.

Harry abriu a parte de trás da kombi enquanto eu saía da mesma, e então ele me entregou uma das minhas malas que tinha uma etiqueta escrita 'Roupas' colada na parte de cima.

Andamos até a recepção e encontramos um jovem com mais ou menos nossa idade vidrado na televisão.

"Boa noite." eu disse sutilmente para não assustar o rapaz, o que não ajudou muito já que ele não me ouviu.

"BOA NOITE!" Harry gritou e o pobre garoto quase caiu da cadeira.

"B-boa noite, sou Joseph. Me desculpem é que esse é o último episódio da minha série favorita" ele não tinha o mesmo sotaque que o senhor de algumas horas atrás, e seu sorriso ia de orelha a orelha.

"Que ótimo! Quer que a gente espere ou prefere que eu traga chá com biscoitos?" Harry, sempre um doce de pessoa.

"Harry!" eu o repreendi e o sorriso de Joseph desapareceu. Ele pegou uma ficha e começou a pedir nossos dados.

"60 dólares o casal." Joseph disse terminando de anotar.

"Puta que pariu, 60 dólares por casal"

"Nós não somos um casal." eu murmurei mas os dois me ouviram e me encararam. "O que foi?"

"Vocês acertam amanhã até o meio-dia que é a hora de saída." Joseph continuou sorrindo para mim e Harry assentiu com a cabeça ainda mal humorado."Quarto 7" ele entregou as chaves para mim e sussurrou."Por favor, não deixe ele quebrar nada."

"Vou tentar" eu pisquei e o seu sorriso aumentou.

"Vamos, Aster." eu revirei os olhos e segui o chato.

Subimos umas escadinhas e aquele cheiro de mofo estava irritando meu nariz.

Harry pegou a chave da porta e tentou por uns 5 minutos abrir a porta, até que ela finalmente abriu.

"60 dólares para ficar uma hora tentando abrir a porta."

Eu olhei a cama redonda e o espelho no teto e torci o nariz.

"Dorme na cama que eu me viro no chão." Harry disse jogando sua mala de qualquer jeito num canto do quarto, levantando um monte de poeira e eu tossi.

"Não precisa, a cama é grande o suficiente para caber eu, você e o seu ego." eu disse e ele gargalhou jogando a cabeça para trás.

"Eu acho que você preferiria o Joseph dividindo a cama com você" ele estreitou seus olhos e eu arregalei os meus.

"O quê? Eu tenho namorado, seu idiota." ele gargalhou mais um pouco, mas sua voz era cheia de seriedade.

"Não parecia pelo jeito que vocês estavam flertando lá embaixo" eu dei um tapa no braço dele e ele segurou meu braço para que eu não desse outro.

"Eu estava sendo gentil, uma coisa que você não sabe ser. E além do mais, se eu estivesse não seria da sua conta." eu lancei um olhar esperto para ele "A menos que você esteja com ciúmes." eu brinquei e ele soltou meu braço.

"Não" ele respondeu rapidamente "Eu mal te conheço."

"Graças a Deus" eu murmurei.

********

Acordei ao ouvir uns sons estranhos. Cala a boca, pelo amor de Deus, Harry.

Os sons foram ficando mais altos. Eu não lembro de ver ele roncando na kombi.

Abri os olhos e meu acostumei com a escuridão do  quarto e, é claro, com a minha imagem refletida no espelho em cima de mim.

Ainda era madrugada. Eu esfreguei meus olhos e foi então que eu ouvi claramente. Eu não queria acreditar, era um...gemido. E muitos outros o seguiram.

Harry dormia que nem pedra ao meu lado.

Virei para um lado e para outro, pus meu travesseiro de viagem no meu rosto, tapei meus ouvidos, mas eu não conseguia dormir.

Eu sabia que aquilo era um motel. Como é que Harry conseguia dormir tranquilamente com aquele barulho todo?

Foi então que eu vi. Ele usava um protetor de ouvido para dormir, espertinho. Bem, eu tentaria mesmo que ele me matasse depois.

"Styles?" eu cutuquei o seu braço e ele resmungou alguma coisa e virou para o outro lado. "Harry?" eu balancei o seu braço e ele se virou para mim e passou o braço por minha cintura.

Eu dei um tapa em seu braço e ele arregalou os olhos e arrancou os protetores.

"O que foi? Tá tudo bem?" o olhar dele era preocupado e por um momento eu me arrependi de ter o acordado daquele jeito.

"Você disse que aqui não era um motel." eu disse baixinho com medo que ele começasse a gritar novamente.

"E você me acordou só para isso, Aster?" ele tirou a mão da minha cintura.

"Tá ouvindo o que eu tô ouvindo?" ele ficou calado por alguns instantes.

"Meu Deus, tem gente que vem fazer sexo nesse fim de mundo." ele revirou os olhos e sentou na cama se espreguiçando. "O que você quer que eu faça?" ele perguntou mas sua voz não parecia rude.

Eu apontei para os seus protetores e ele levantou uma sobrancelha.

"Você quer meus protetores?" sua voz elevou um pouco e eu me encolhi. Porém, para minha surpresa, ele levantou com os protetores na mão, os lavou e me entregou.

"Obrigada" eu ainda estava surpresa com a sua atitude.

"Vê se dorme."

********  

A claridade começou a incomodar meus olhos. Tomei um susto pela milésima vez ao abrir os  olhos e ver o meu reflexo.

Eu não ouvia nada. Harry andava de um lado para o outro no quarto e eu tirei os protetores.

Quando ele percebeu que eu havia acordado, ele não fez uma cara muito boa.

"O que foi agora?" eu sentei e me espreguicei o máximo que eu pude.

"Estamos ferrados" ele disse baixinho e olhou pela janela. "Em meia hora teremos que esvaziar o quarto." ele pareceu ver algo do lado de fora e saiu fechando todas as janelas e cortinas.

"Qual é o problema? É só arrumarmos nossas coisas e partiremos." eu senti uma dor nas costas. Aquela cama era horrível. Só de pensar que a essa hora eu poderia estar acordando num hotel decente em New Haven, meus ombros amoleciam.

"Se ao menos Joseph estivesse aqui..."Harry disse perdido em pensamentos.

"Joseph? O que você está falando?" eu fiz uma cara confusa e ele se virou para mim.

"Como eu posso começar?...Eu esqueci de pegar o dinheiro para hospedagem." eu esperei para ver se era alguma piada, mas ele estava sério.

"Você o quê?"

"Eu peguei o cartão de alimentação e os vales combustível, mas esqueci o dinheiro de hospedagem." eu arregalei os olhos.

"Onde vamos dormir agora?" Isso não poderia estar acontecendo. Eu queria gritar, chorar e bater nele ao mesmo tempo.

"Será que não poderíamos falar com o Joseph que assim que nós chegássemos na Califórnia nós mandaríamos o dinheiro para a conta daqui?" eu sugerir sem conseguir pensar em algo melhor.

"Esse é o problema, Joseph não está aqui, quem está tomando conta é o próprio dono. E ele tem uma cara de mafioso italiano e uma arma presa na cintura, eu não me arriscaria a tentar fazer amizade com ele.

"Estamos ferrados" eu olhei para Harry esperando uma solução aparecer.

"Só tem uma coisa que podemos fazer para sair daqui em 20 minutos" ele deu um sorriso afetado.

"E o que é?" eu estava com medo da expressão maléfica dele.

"Fugir."

********  

"Styles, você tem certeza que não podemos conversar com ele?" eu estava com a cabeça na estreita janela do banheiro enquanto Harry já estava lá embaixo com nossas malas.

"Eu te aconselho a descer logo antes que ele nos ouça e sejamos assassinados" ele chacoalhou  os lençóis que se estendiam desde a janela até o chão amarrados como uma corda.

"Você é tão dramático" eu rolei os olhos.

"Eu não quero pagar para ver. Se você não descer eu vou deixar você aqui sozinha." ele disse cruzando os braços impaciente. Eu ouvi um barulho de batidas firmes na porta e arregalei os olhos.

"Senhores, é hora de esvaziar o quarto." eu coloquei o indicador na frente dos lábios para o Harry não abrir a boca e ele mexeu os lábios como quem diz "o que foi?" eu apontei em direção a porta e ele pareceu entender o recado, pois se  embaixo da 'corda'.

Minhas mãos começaram a suar e eu sabia que aquilo não era um bom sinal para uma pessoa que está prestes a usá-las para se sustentar.

As batidas se tornaram constantes . Era agora ou nunca.

Me apoiei no parapeito da janela enquanto ainda estava com as duas pernas firmes na louça daquele vaso sanitário nada higiênico. Verifiquei se o nó que me sustentaria estava bem preso, coloquei uma perna pelo espaço pequeno da janela e apoiei a outra no parapeito.

Senti a brisa me atingir quando coloquei meus pés na parede e estremeci.

"Eu estou aqui embaixo." ouvi Harry falar o mais baixo possível e tentei me acalmar.

Então foi a vez dos meus pés começarem a suar. Em menos de 10 segundos eu estaria no chão morta e meus últimos minutos de vida teriam sido fugindo de um motel em uma cidade que eu desconhecia a existência.

Isso tudo só aconteceria, é claro, se não fosse por dois braços firmes e fortes que me sustentaram.

Meus olhos estavam fechados e bem apertados, só abriram quando Harry perguntou se eu tinha me machucado.

Minhas costas estavam doendo pela queda, mas olhar para aqueles olhos verdes me fez dar a mínima atenção possível para aquele detalhe.

"Eu... eu estou bem" ficamos nos encarando por alguns segundos e eu pensei ter visto aqueles olhos em algum lugar. Então, ele sorriu..oh, meu Deus, ele sorriu e...meu celular tocou no meu bolso.

"Agora o sinal pega..." Harry murmurou me pondo no chão e eu ignorei seu comentário.

Olhei no visor do meu celular e era meu pai. Abri um sorriso no mesmo instante.

"Alô, filha?" meu pai falou do outro lado da linha e por um segundo esqueci de todos os meus problemas."Já estamos na Escócia. Como vocês estão?"

Considerando que estamos fugindo de um motel e que eu quase morri nessa fuga:

"Estamos bem" eu disse simplesmente. Anne pediu ao fundo para perguntar como estávamos nos relacionando.

"E você e o Harry? Não tentaram se matar enquanto dormiam, certo?" meu pai perguntou com a voz brincalhona, Anne o repreendeu, eu ri e olhei para Harry que estava a poucos metros de distância tentando se equilibrar com as malas, inclusive a minha.

"Por incrível que pareça, estamos nos dando relativamente bem." eu disse e Harry fez sinal para que eu olhasse na direção onde estava um senhor olhando com os olhos semicerrados para nós. Ele pareceu perceber o que estávamos tentando fazer e gritou um nome desconhecido.

"Ele está chamando o dono dessa espelunca, temos que ir." Harry disse.

"Pai, eu tenho que ir agora. Mais tarde eu te ligo" nós nos despedimos e eu peguei minha mala da mão de Harry e saímos correndo em direção à Scarlet.

Fui em direção ao banco do motorista, mas Harry me parou:

"Deixa que eu dirijo." eu dei de ombros, entreguei a chave da kombi e fui para o lado do passageiro.

"Desgraçados" eu ouvi um grito atrás de nós que vinha de um senhor barrigudo e bigodudo de sotaque forte correndo e ele tinha uma espingarda na mão.

Opa, ele tinha uma espingarda na mão.

"Harry, ele vai atirar." eu me encolhi no banco.

"Relaxa, ele não enxerga nem o próprio pé." Harry acelerou mais um pouco.

"Eu vou caçar vocês por todo os Estados Unidos" o barrigudo gritou.

Harry riu e gritou de volta:

"Um dia nós te pagaremos...um dia " ele realmente não tinha noção. Um barulho de tiro me assustou e pude ver sua marca numa placa na nossa frente.

Do nada começamos a rir que nem loucos:

"Até nunca mais, East Granby"

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(N/a: 

 

hey, sweeties

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Leia também: Dance With Me | Livro I : http://www.movellas.com/pt/story/201407200700496598-dance-with-me

Até a próxima

xx)

 

 

 

 

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