When Love Comes Around | h.s.

Aster Duchassel sempre foi fissurada em histórias românticas e sonhadoras. Não é surpresa que logo ela decidiu seguir seus sonhos: 1 - casar com seu primeiro amor, Thomas Brams; 2 - e, por fim, escrever um romance de sucesso baseado em sua própria experiência. Quando sua autora preferida, Hayley Mcconell, some do mapa deixando para trás apenas uma lista de "O que fazer para perceber quando o amor aparece(sem corações quebrados)" em seu blog, Aster se vê tentada a completar cada item dessa lista ao lado de seu amado e assim escrever o seu conto de fadas. Mas como nem tudo são flores, seu pai acabou de se casar novamente, decidiu mudar-se para o outro extremo do país e Aster é forçada a finalmente conhecer e dividir o mesmo teto com seu meio irmão, Harry Styles. "So I took him by the hand And said 'hey there my friend' Would you like to take a walk around with me?" Criada em :23/10/2015

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5. Capítulo 4 - De New Hampshire à....East Granby?

O dia estava bem bonito para aquele horário. 9 horas da manhã. Hoje, além de ser o dia da viagem de lua de mel da Anne, minha madrasta, e do meu pai, também era o dia em que começaria minha viagem de aproximadamente 10 dias com a pessoa mais "agradável" do mundo, Harry, meu mais novo meio irmão. Devido a situação climática favorável, resolvi lavar a Scarlet, minha kombi, antes de irmos. Por algum tipo de milagre, eu vestia um shorts que eu me sentia confortável e uma blusa branca larga e velha do Thomas. Na rádio tocava "Best Day Of My Life" do American Authors, o que fez meu humor ficar ainda melhor. Minhas roupas já estavam praticamente ensopadas quando percebi estar sendo observada. "Ansiosa para nossa viagem juntos?" Harry gritou da varanda onde batia uns tapetes que sua mãe mandou há séculos que ele o fizesse. Eu pensei em não responder, mas talvez se eu falasse logo, ele cairia fora dali de uma vez. "Com certeza! Estou animadíssima, principalmente, porque eu vou com você" eu rolei os olhos e o encarei, captando sua expressão. Ele tinha parado de bater o tapete e me analisava de cima a baixo até parar o olhar, digamos, no meu tórax. Eu queria sumir. Me virei rapidamente para a minha querida Scarlet, mas ainda pude sentir seu olhar sobre mim. Qualquer pessoa ficaria calada, mas ele era o Harry: "Você não deveria ficar com uma blusa branca molhada em público." minha boca se abriu em um perfeito "o" e eu poderia jurar que meu rosto estava pegando fogo. Ele falava essas coisas com a maior naturalidade. Ridículo. ******** "Oh, meu Deus, eu vou sentir tantas saudades de vocês dois" Anne deu um abraço coletivo em nós dois pela milésima vez. Eu também estaria assim toda animada se estivesse indo passar a lua de mel na Escócia. "Não é como se nós estivéssemos indo para forca." Harry murmurou quando sua mãe nos soltou. "Coloque algum juízo na cabeça desse garoto" Anne bagunçou os cabelos do filho que sorriu amarelo. "Vou tentar" eu murmurei. Meu pai também veio nos abraçar e o perfume do Harry estava quase entranhando em meu nariz. "Usem camisinha" Harry disse quando nossos pais já estavam perto da porta de embarque e eles arregalaram os olhos. "Styles!" eu o repreendi e ele deu de ombros. "Não quero nem imaginar uma mistura minha e sua na mesma criança." ele riu e dessa vez eu o acompanhei. "Vamos, antes que eu arranque minha mãe de lá" ele passou um braço pelos meus ombros e me guiou até a saída. Seu toque, digamos, inesperavelmente amigável me deixou surpresa, mas não contestei. ******** "Harry Styles, eu pedi para você arrumar sua mala há dois dias. Qual parte você não entendeu?" eu berrei do andar de baixo. "A parte que você manda em mim, talvez." ele apareceu no topo da escada e eu bufei. Eu planejei sair de casa no máximo umas 4 horas da tarde, já eram quase 7. "Eu só preciso achar minha cueca." eu podia ouvir seus passos de um lado a outro no andar de cima. "Você só tem uma cueca, por acaso?" eu perguntei me olhando no espelho. Seria uma viagem longa e eu dirigiria todo o caminho. Meu cabelo estava preso numa trança única de lado, eu vestia uma calça moletom cinza, uma blusa salmão de ombro caído e , é claro, meu all star. "Não, mas é a cueca que cai melhor em mim." eu rolei os olhos. "Faz o seguinte, quando você terminar sua sessão mulherzinha, você pega suas coisas e o dinheiro de hospedagem em cima da cômoda e eu vou estar te esperando na Scarlet." eu peguei meu celular, minhas malas, minha máquina de escrever, meu fone de ouvido e fui em direção à minha kombi azul. "Quem é Scarlet?" pude ouvir Harry gritando quando passei pela porta das casa. 5 minutos. 30 minutos. 1 hora. Meu Deus do céu, já são 8 horas da noite. "Pronto. Agora podemos ir" ele sentou no banco carona e bateu a porta. "Nossa, você é tão rápido" seu perfume já tinha invadido todo o veículo. "Antes tarde do que nunca." ele estava vestindo uma camiseta preta lisa e jeans escuros. Ficamos em silêncio enquanto eu saía da garagem. "Quem nomeia uma kombi de Scarlet?" "Apenas, fique quieto. Com sorte chegaremos em algum hotel de Connecticut antes que amanheça." ******** Bocejei pela milésima vez naquela noite. Eu não tinha a mínima ideia de que horas eram, mas pelo fluxo de carros já deveria ser madrugada. Harry estava com fones de ouvido, dormindo desde o primeiro quilômetro que percorremos. "Nós deveríamos parar para descansar, você está quase dormindo no volante." a voz rouca de Harry era quase um murmúrio dentro do veículo. "Daqui a pouco estamos chegando em New Haven." eu disse dando mais um bocejo. Ele mexeu silenciosamente no celular. "Já era para termos chegado em New Haven há duas horas. Já são uma da madrugada." ele virou o celular para mim que mostrava o tempo de duração do nosso ponto de partida em New Hampshire até New Haven, Connecticut. Estávamos duas horas atrasados mas eu poderia jurar que segui o mapa direitinho. "Pare no acostamento e deixe-me ver o mapa." Harry disse dando vários toques na tela do celular e eu o obedeci. Ele pegou o mapa, virou, revirou e olhou por alguns instantes. "Você entrou na 90 ou na 91?" sua voz parecia calma demais. "Na 91" eu murmurei me preparando para o pior. Ele respirou fundo e apertou a ponta do nariz. "Você não confere o trânsito e a duração antes de entrar em uma via?" eu fiquei calada "A 91 além de demorar mais, vai estar fechada para o sentido ida daqui a 3km." "E agora o que vamos fazer?" eu deveria ter comprado um GPS novo. "A única coisa que dá pra fazer no momento, você quer dizer? Segue em frente e reza para achar um retorno antes de três quilômetros." eu saí do acostamento e fiz o que ele pediu. Ele colocou numa rádio qualquer e ficou tamborilando os dedos no painel. Bem, até o momento que a rádio começou a chiar. "Não...NÃO!" eu tirei os olhos da estrada por dois segundos apenas para encontrar Harry quase quebrando o painel. "Ei, querido, mais cuidado com a Scarlet, por favor." ele parou de bater no painel e se recostou no banco passando a mão pelos cabelos. "Nossa, a rádio estava tão agradável assim?" eu perguntei enquanto ele esticava a mão com o celular para todos os lados. "Não, florzinha, esse chiado significa que todos os nossos sinais sumiram, seja no rádio, seja no celular, não dá para ver nem nossa localização. E a menos que você saiba exatamente onde estamos nesse maldito mapa, estamos perdidos." Perdidos. Eu estava perdida. Perdida com o Harry ao meu lado. Só poderia ser um pesadelo. Olhei pelo retrovisor e não via mais nenhum carro atrás de nós, diminui a velocidade até que a kombi parasse. "O que eu faço agora?" ele olhou para mim como se eu fosse louca e eu apontei para os cones localizados no meio da estrada, impedindo a passagem. "Entra ali." Harry apontou para uma estrada de terra perto de onde estávamos. "Você tem certeza?" eu perguntei analisando o chão acidentado. "A menos que você queira ficar aqui e morrer no volante, então eu digo para você entrar logo nessa estrada." seu rosto tinha uma expressão sonolenta e estava marcado. Tive vontade de rir, mas a situação não estava favorável para nós, principalmente para mim. Minha cabeça estava quase batendo no teto por causa dos buracos. "Você não acha melhor procurarmos por informação?" Harry respirou fundo: "Porra, você sempre faz tantas perguntas assim? Não sei se você reparou, mas estamos sem sinal e num lugar deserto. Você quer pedir informação para quem? Deus?" ele começou gritando mas no final da frase já estava com uma voz cansada. Meus ouvidos já estavam doendo, assim como a minha cabeça. "Você poderia ser educado uma vez na vida? Eu estou com sono, mas não acho que aquele senhor seja uma visão." eu apontei para a figura de chapéu que estava a alguns metros de nós. Eu dirigi para mais perto e o senhor colocou a mão sobre os olhos devido a luz do farol. "Boa noite. O senhor saberia informar onde é o hotel mais próximo?" eu perguntei rezando internamente para que ele não fosse um ladrão ou um assassino. "Hotel? Olha, os 4 quilômetro daqui é só fazenda, se vocês forem achar um hotel vai ser daqui a uns 7 ou 10 quilômetros" Seu sotaque do interior era carregado e eu demorei alguns minutos para assimilar o que ele disse. "7 a 10 quilômetros? Que tipo de cidade tem um hotel a cada 10 quilômetros?" Harry exteriorizou meus pensamentos. "Bem vindos à East Granby." o senhor disse sem emoção e eu e Harry nos entreolhamos. *************************
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