When Love Comes Around | h.s.

Aster Duchassel sempre foi fissurada em histórias românticas e sonhadoras. Não é surpresa que logo ela decidiu seguir seus sonhos: 1 - casar com seu primeiro amor, Thomas Brams; 2 - e, por fim, escrever um romance de sucesso baseado em sua própria experiência. Quando sua autora preferida, Hayley Mcconell, some do mapa deixando para trás apenas uma lista de "O que fazer para perceber quando o amor aparece(sem corações quebrados)" em seu blog, Aster se vê tentada a completar cada item dessa lista ao lado de seu amado e assim escrever o seu conto de fadas. Mas como nem tudo são flores, seu pai acabou de se casar novamente, decidiu mudar-se para o outro extremo do país e Aster é forçada a finalmente conhecer e dividir o mesmo teto com seu meio irmão, Harry Styles. "So I took him by the hand And said 'hey there my friend' Would you like to take a walk around with me?" Criada em :23/10/2015

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4. Capítulo 3 - O Acordo Quase Perfeito

 

 

Minha trégua com o meu meio-irmão só durou algumas horas. Nos dias seguintes, suas indiretas e piadinhas continuaram, porém quando eu pensava em responde-las, meu pai me lançava um olhar sério me obrigando a engolir quantos sapos fossem necessários.

O que mais eu temia era que em alguns dias meu pai e Anne viajariam finalmente em lua-de-mel, porém se eu não conseguisse uma permissão do meu pai urgentemente, eu seria obrigada a passar o resto das minhas férias com o Styles. E isso não era uma opção considerável.

“Bom dia, pessoas.” Falando no demônio...Ele chegou perto do meu ouvido “Bom dia, Aster.”

Geralmente, eu tinha uma coisa por garotos de voz rouca, Tom tinha uma voz rouca, mas a do Harry tinha um jeito especial de me irritar.

Meus olhos estavam pesados pela noite mal dormida, eu podia sentir minhas olheiras profundamente profundas.

“Dormiu bem?” Lógico que sim, uma ser que por acaso tem o quarto ao lado do meu resolveu escutar música achando que estava num show de rock.

Eu tinha perdido a conta de quantas vezes eu havia ido bater em sua porta pedir para que ele abaixasse o som

Eu respirei fundo e dei meu sorriso mais falso.

“Maravilhosamente bem e você?” seu sorriso era de quem estava se divertindo às minhas custas. Ai que ódio.

“Sim, consegui dormir bem melhor depois das suas visitinhas à minha porta.” Eu revirei os olhos e meu pai chamou a atenção de nós dois.

“Asty, eu estava conversando mais cedo com o Harry e a Anne sobre como a casa vai ficar enquanto eu e a Anne estivermos viajando e também sobre sua viagem.” Ele apontou para mim e eu que estava quase cochilando em cima do meu prato, despertei imediatamente.

“Eu não tenho nada contra você ir visitar seus amigos em Lakeport, o problema é que você tem 16 anos vai sozinha e numa kombi.” Eu revirei os olhos. Meu pai sabia que eu era desenrolada e já tínhamos conversado sobre as precauções que eu deveria tomar.

“E, Harry, me desculpa querido, mas não acho que você tenha condições de tomar conta dessa casa sozinho.” Anne continuou. Todos ali pareciam compartilhar uma expressão animada. Eu estava perdendo alguma coisa ali?

“Por isso, nós conversamos e entramos em um acordo, que nesse momento só depende de você aceita-lo, Asty. Caso contrário, sinto muito, mas você não vai poder ir.” Meu coração estava batendo forte. Não poderia ser o que eu estava pensando. Não.

“Por favor, pai, vá direto ao ponto” minhas mãos suavam frio.

“Você pode viajar, Aster,” continue pelo amor de Deus “mas Harry terá que ir com você.” Meus olhos quase saltaram para fora das órbitas.

“Como é?” eu não queria acreditar nos meus ouvidos.

Como eu passaria dias viajando com aquele garoto irritante e desagradável. Além disso, era praticamente um estranho viajando comigo. Eu não o conhecia nem um ponto sobre ele. E se ele fosse uma tarado ou um ninfomaníaco e eu passaria dias sozinha com ele.

“Aster!” meu pai chamou minha atenção novamente “Qual é a sua resposta?”

Eu peguei meu guardanapo e limpei lentamente meus lábios.

“Sem chance.” Joguei o guardanapo de qualquer jeito na mesa. “Com licença.” Eu corri para o meu quarto. Que não era nem meu, de fato. Aquilo era muito injusto. Isso favorecia todo mundo, exceto eu.

Entrei no meu quarto e bati a porta. Meu pai reclamaria desse comportamento mais tarde. Eu queria chorar e gritar ao mesmo tempo. Eu queria ter um momento à sós com o Tom, só eu e ele, mas com o Harry eu tinha certeza que ele ficaria no meu pé, como um guarda-costas.

Olhei para minha escrivaninha que estava perfeitamente organizada com minha máquina de escrever no centro. Minha fiel e única amiga nessa cidade idiota. Fiz a única coisa que me tiraria daquela realidade: Escrever.

"Brennel e eu trocávamos cartas regularmente. Eu acreditava de olhos fechados em nossas promessas.

Meu pai havia concordado que eu fosse visitar Brennel, mas com uma condição: eu teria um guarda pessoal. Como se não bastasse ser a menina mais protegida de Troudehall, devido ao meu destino de futura rainha do Reino Maior, eu teria que viajar com um homem desconhecido 24h ao meu lado"

"Aster" eu ouvi a voz do meu pai atrás da porta. Eu não respondi e então ele entrou assim mesmo. Não virei minha cadeira para ele, nem disse uma única palavra. No quarto só se ouvia o barulho dos meus dedos contra as teclas da máquina..

"Aster, não seja infantil" eu parei subitamente e me virei em sua direção.

"Infantil? Uma das únicas coisas que eu não sou é infantil, mas o senhor parece não notar isso." eu cruzei meus braços e ele sentou em minha cama."Todo mundo parece notar o quão responsável eu sou, menos o senhor."

"Ah, você não entende..." ele passou as mãos no rosto com um ar cansado.

"Esclareça, por favor."

"Eu tenho medo" eu podia perceber o tom triste em sua voz.

"Medo?"

"É, Aster," ele respirou fundo "Você é a única lembrança viva e real que tenho da sua mãe, eu não me perdoaria se algo acontecesse com você" meu coração e minha expressão dura pareciam amolecer aos poucos. Eu não podia culpá-lo.

"Além do mais, Anne gosta tanto de você e eu vejo o quanto ela deseja que você e Harry se conheçam melhor e convivam bem." eu rolei os olhos. 

"Eu tentei,pai, eu juro, mas ele é intolerável." meu pai deu um risinho e eu o imitei.

"Se esforce só um pouquinho mais." eu fiquei séria novamente.

"Mais?" eu quase gritei "Eu deixei minha casa, meu colégio,meus amigos, meu namorado, minha vida em Lakeport, tudo porque me importo com sua felicidade, por que o senhor não faz um esforço pela minha?"

"É lógico que me importo com sua felicidade, Aster. Porém, Anne não acha uma boa ideia deixar a casa para o Harry tomar conta."

"E então eu tenho que levar a criancinha comigo? Isso é muito injusto." eu me levantei ainda de braços cruzados e fiquei andando de um lado para o outro balançando a cabeça negativamente.

"Aster, olha, então vamos fazer o seguinte," ele se levantou com uma expressão de quem estava indo contra a sua própria vontade. "Você faz essa viagem com o Harry e se quando vocês voltarem vocês ainda não conseguirem ter uma convivência amigável ou você achar que aqui realmente não é o seu lugar, eu deixo você voltar a  morar em Lakeport." eu parei de andar no mesmo instante e arregalei os olhos.

"Você faria isso?" eu perguntei ainda descrente.

"Se isso for fazer você feliz." o seu olhar triste voltou mas ele deu um sorriso. "Então, sim. Claro, se você aceitar o acordo." eu sorri de orelha a orelha.

"Acho melhor você ir avisar ao seu companheiro de viagem." eu fiz uma careta e nós dois caímos na gargalhada, dei um abraço nele e saí do quarto para ir até a porta ao lado da minha.

Bati na porta umas 3 vezes até que finalmente a porta foi aberta. Vestindo apenas uma camiseta e graças a Deus, uma cueca.

"Você poderia ter um pouquinho de respeito pelas pessoas que moram aqui" eu murmurei e ele riu.

"Bem, minha mãe já me ver com menos roupa do que isso desde que eu nasci, seu pai tem tudo o que eu tenho e você," ele me olhou de cima a baixo "É só fingir que não viu nada disso quando sair daqui." eu fiz uma cara de nojo e ele deu um sorriso que mostrava seus dentes brancos, brilhantes e alinhados. E, é claro, suas malditas covinhas.

"Agora, o que você quer, gatinha?" ele piscou para mim, tirou um fio do cabelo do meu rosto e eu dei um tapa na sua mão. Senti meu rosto esquentar.

"Arrume suas malas," eu peguei a maçaneta  de sua porta "Nós partimos em dois dias" então eu bati sua própria porta em sua cara. Dei um sorriso triunfante.

Eu tinha que ligar para o Thomas e contar as boas novas.

Em aproximadamente 10 dias, eu estaria com ele novamente.

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