Vida Espelhada

Catarina é aparentemente uma adolescente normal. Sua maior diferença para as outras meninas da sua idade é que seu pai, que ela acreditava ter morrido junto com a sua mãe, está vivo e observando todos seus passos a distancia. Um dia navegando pela internet ela descobriu uma série chamada 'Vida Espelhada' que é basicamente sua vida. Cabe a ela descobrir quem é o roteirista da série e confronta - los, afinal é sua vida e ninguém tem o direito de invadir ela. Nem mesmo alguém que deveria estar nela.

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2. Um-Variados inícios.

A pequena criança berrava a plenos pulmões no colo da mãe. O pai dirigia pelas estradas escorregadias em meio a uma chuva torrencial. Eles tinham de chegar logo ao seu destino.

Pai:Faça ela calar a boca, está me deixando com raiva.

Ele parecia irado. A mulher tinha medo, era tudo que sentia no momento medo. 

Pai: Coloque ela no bebe conforto. Pelo menos ela não berra no meu ouvido.

A mulher não era capaz de contestar o marido, não quando ele estava visivelmente alterado. Ela nem sabia para onde iriam com tanta pressa. Ela só sabia que ele estava trabalhando com muito afinco em um novo trabalho depois de levar uma bronca do chefe. Ela se soltou do cinto e com muito cuidado colocou a filha bem pressa no pequeno compartimento confortável no banco de trás. 

Pai: Ela está bem pressa? Não quero que nada aconteça com ela, nada pode acontecer com ela. Ela tem que ficar perfeita para dar certo. 

Ele falou em um tom nada agradável a mulher, e pela primeira vez que saíram de casa ela ousou se dirigir a ele. 

Mãe: O que não vai dar certo se ela não ficar perfeita?

Pai: A vida dela oras. 

Mãe: Nem as nossa dariam certo. 

Pai: A sua não vai dar de qualquer jeito. 

E antes de ela poder pensar no que ele disse viu um luz intensa. Choro, gosto de sangue e depois a escuridão eterna. 

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Madre: Meninas, essa é a Catarine, espero que ajudem ela a se ajustar aqui no orfanato. 

Cate:É Catarina. 

Madre: Como disse querida?

Cate: Meu nome é Catarina, e não Catarine. 

Madre: Foi o que eu disse, Catarine. Enfim. Vou te mostrar seu quarto. 

Ela bufou, menos com apenas seis anos de idade era tão cansada das pessoas que ás vezes nem parecia uma criança.

'Que mulher burra, que lugar chato. 'Era tudo que conseguia pensar. Seu alivio foi saber que ficaria sozinha em um quarto. Poderia chorar de saudades todas as noites sem nenhuma pertubação. 'Ai mamãe, eu queria tanto que estivesse aqui. Tanto.' Ela não se lembrava do rosto da mãe, só sabia que a amava muito, e todas as noites antes de dormir pedia a Deus que mandasse um abraço para sua mãe. 

Ao contrario do que se é esperado Cate não praguejava e odiava Deus por ter lhe tomado os pais. Ela agradecia por estar viva, mesmo quando ela se sente sozinha no mundo. Ela sabia que algum dia ela não se sentiria mais assim.  E por isso todas as noites ela fazia uma oração silenciosa antes de se deitar e chorar. 

'Papai do céu, hoje foi meu primeiro dia no orfanato. Estou tentando ficar feliz com isso, mas não deixo de pensar na mamãe. Como ela está hoje? Manda um abraço pra ela. Obrigada. Boa noite, amém.'

 

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Um novo primeiro dia depois de tanto tempo era completamente irritante. Cate estava com seus onze anos e a cara de mau humorada da sempre. Misteriosamente, ela havia ganho uma bolsa de estudo no Instituto Fluminense de Ensino Interno localizado em Petrópolis na Serra Fluminense.  Era uma escola reconhecida pela excelência dos alunos formados ali. Caterina  não fazia ideia de como tinha conseguido aquela bolsa, mas estava imensamente animada para a nova aventura. 

'Nem quero saber como consegui, vai que é um engano e me tiram a bolsa. Vou ficar quieta e aproveitar essa chance. ' 

O lugar era lindo, principalmente aos olhos da pre adolescente que quase nunca tinha saído da cidade paulista Vinhedo. Não que a cidade onde foi criada não fosse linda, mas ela precisava respirar novos ares. 

Diretora:Bem vinda Catarine.

Cate:É Catarina. 

Diretora: Como disse?

Cate: Meu nome, é Catarina e não Catarine.

Ela odiava essa confusão que as pessoas fazia, e a diretora fazer isso a fez revirar os olhos.

Diretora: Olha mocinha, aqui não aceitamos essas petulâncias. Se eu te chamar de Caterina você não deve reclamar. Entendeu? 

Cate:Certo senhora.

Diretora: Direto para o quarto. Cento e três.

Ela entregou a chave para a menina que assim que virou o corredor bufou e revirou os olhos sentindo muita raiva. Assim que entrou no quarto notou que não estava sozinha.

Cate: Oi, meu nome é CaTArina. Vou ser sua colega de quarto.

Pâmela: Bem vinda CaTErina. 

Era o inicio do tormento.

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