Valsa

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  • Publicado: 28 ago 2015
  • Últimas Atualizações: 28 ago 2015
  • Status: Movella acabada
uma valsa eterna às escuras explica bem o amor imortal, já descarnado, ainda sob uma respiração moribunda iluminada pelas chamas das velas.

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1. Valsa - capítulo único

Eu estava no cemitério do meu jardim sentado num túmulo, uma rosa vermelha no canto da boca, pernas cruzadas vestido veludo negro.
O vento que pairava no ar trazia algo estranho e quando eu olhava a lua, seu luar era enigmático.
Vinda da brisa noturna uma voz me chamou: "Ludivik, olha ao teu redor".
Eu olhei e via em tons de fogo a coisa mais linda que um vampiro pode testemunhar: um casal de ossos já rotos dançando no breu do meu cemitério.
Minha rosa caiu da boca quando eles, com vozes tumulares e baixas sussurraram: "estamos eternos ... Porquê? Porque fomos mártires ... um dia o sol queimou minha noiva e para não ficar sem ela, também me deixei ser queimado; agora estamos aqui pra te dizer que a morte é a ressurreição fatal".
Eu simplesmente voltei para minha mansão e me deixei no dia seguinte, queimar me no sol também.
Encontrei o amor ... o amor de uma assombração atemporal: a taça do Santo Graal.

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