11. Hands On Me

O que a levava à loucura era a natureza dupla daquele rapaz – essa mistura de uma ternura, ingenuidade, com uma estranha vulgaridade tentadora.
Ela era a atração principal e ele o ingênuo rapaz que se renderia a seus encantos, mas quem diria, que um garoto tão jovem e inexperiente, faria daquela noite a melhor de suas vidas.

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1. Capítulo Único

Podia ouvir o som de aplausos. A casa estava lotada novamente. Não era como se eu ainda sentisse borboletas na barriga, essa sensação passou há anos. Fiz uma careta qualquer, me julgando por estar lá novamente. As cortinas se abriram lentamente, joguei a perna de cinta-liga, para cima. Como sempre fazia. A música começou a acelerar e em pouco tempo todos já podiam ver minha figura por completo. Virei para frente. Passei os olhos por todos os rostos, ali presente, como fazia desde a minha primeira apresentação. Em meio a todos os velhos babões, pude ver um rosto que me chamou a atenção, um garoto, que não aparentava ter mais de vinte anos, um olhar assustado e inocente. Me permiti abrir um sorriso, que não era tão sedutor como o que eu costumava a usar, mas um sorriso doce. Rapidamente me adverti mentalmente por ter feito isso. Deixei a boca entre aberta e continuei o show.
As cortinas se fecharam com muitos aplausos. Deixei o fundo do palco enquanto as meninas mais jovens entravam. Troquei de roupa rapidamente. Logo sentei-me em frente a penteadeira, arrumando minha maquiagem, porque a noite ainda seria longa. Acendi um cigarro, enquanto me encarava no espelho. Não possuía mais aquela beleza de uma ninfeta, mas por algum motivo, ainda era a atração principal. Sabia que um dia seria substituída, por uma garota mais jovem e mais bonita. Mas a sensação de ser a melhor dali, era tão satisfatória. Que eu passei a sentir medo.
As meninas entraram no camarim rindo. Balancei a cabeça para afastar os pensamentos.
Em pouco tempo, já estávamos em nossos devidos lugares na boate, uma banda qualquer tocava. Todas as dançarinas tocavam segundo o ritmo da música. Os homens as encaravam com um desejo eminente no olhar. Girei ao redor do poste, mantendo meus olhos fixos no garoto que permanecia sentado, imóvel. Aquele mundo parecia muito novo para ele, não se sentia confortável com todas as mulheres se oferecendo daquela maneira. O rapaz caminhou lentamente em minha direção. Ou melhor, em direção ao bar. Mordi o meu lábio inferior involuntariamente, atraindo o seu olhar. Seus cabelos eram em um tom de Gustin e seus olhos castanhos hipnotizavam facilmente. Eu me perguntava o que um garoto tão bonito fazia no Diablos. Alguém com um terço da beleza dele, já teria todas as garotas aos seus pés sem sequer tirar a roupa. Mas é claro, que seria muito melhor se tirasse.
Não era como se eu fosse viciada em sexo. Mas cá entre nós tudo o que é bom vicia.
Após lentamente se direcionar ao bar e pegar um copo de whisky, ele voltou a se posicionar a minha frente, curvando os lábios, mas logo voltou seus olhos ao chão. Como se a timidez voltasse a tomar conta de si. E foi a minha hora de agir. O meu olhar sedutor passou a um olhar fatal, como uma caçadora mira sua presa. Talvez fosse intimidador demais. Fatal demais. Mas dizem que é quando se está intimidado que sua adrenalina sobe. E era isso o que eu queria... Adrenalina.
Ele não se moveu. Permaneceu ali. Intercalando seu olhar entre o chão e os meus lábios.
Passei a dar atenção aos outros clientes que ali estavam. Afinal, todos pagaram para estar lá. E negócios são negócios, desejos a parte. Concordo que essa frase não combina nem um pouco com o meu emprego. Soltei uma risada irônica com esse pensamento. O que fez o homem grisalho que estava a minha frente levar sua mão até seu membro e o apertar. Arqueei a sobrancelha, mas logo mudei minha expressão para que ele não percebesse.
- Venha cá, me mostre do que você é capaz. – Virei para o homem de terno que estava sentado ao lado esquerdo do garoto que atraiu minha atenção. Tive vontade de rolar os olhos. Se eu o mostrasse um quarto do que posso fazer ele já estaria tendo um infarto.
Caminhei lentamente em sua direção. Encaixei minha perna ao seu lado. Levantei meus seios como se pedisse uma recompensa por estar lá. O homem prontamente tateou suas pernas e tirou da carteira de couro preta cerca de 100 dólares. Sorri em aprovação. Virei de costas. Abaixei lentamente. E abri os joelhos, sendo forçada a dar uma leve empinada na bunda. Olhei para trás, observando sua reação.
Por mais que desde o começo eu sentisse nojo, por caras assim. Não pela diferença de idade isso jamais, mas sim porque eles tinham uma aliança no dedo. E mesmo assim estavam imaginando aquele mesmo dedo da aliança dentro de você. Porque eles iriam sair dali, arrumar uma puta e depois chegar em casa e colocar o “amiguinho” deles na esposa. E apesar disso, eu adorava ver a cara de tesão deles. Uma vadia? Talvez por isso eu estivesse lá. 
O rapaz jovem deixou a casa cerca de uma hora depois. E eu continuei lá indagando sobre ele. Tão jovem e puro. Acreditem em sabia disso. Eu tinha um faro especial para isso.
A noite já chegava ao fim. Após horas dançando. E mais horas trancada em uma sala com um cara que queria me ver nua. O homem era boa pinta. Um metro e oitenta de altura, cabelos castanhos, olhos claros. Mas fedia a álcool, de uma maneira já não tão excitante assim. Coloquei meu sobretudo, retoquei o batom vermelho, baguncei os cabelos levemente. Já estava pronta para sair quando ouvi alguém bater na porta.
- ENTRE! – Gritei.
- Srta. Dellal, você tem mais um cliente. – O segurança falou. – Quarto 18. 
Fiquei brincando com o cigarro entredentes, até perceber alguém fazendo o mesmo. Sentado à beira da cama. Sua camisa branca continuava intacta. E seus olhos possuíam a mesma inocência do momento em que o vi pela primeira vez.
- Ontem foi meu aniversário. – Ele sussurrou baixo, como se não tivesse certeza que queria começar este assunto.
Andei em sua direção, sentando-me ao seu lado em seguida.
- Parabéns.
- Obrigado. – Ele sorriu. – Acho que decidi pelo pior lugar para passar meu aniversário.
Ambos rimos.
- Realmente, nada aconselhável. Não para um cara como você...
- Um cara como eu. Este é o problema. – Soltou um risinho sínico. – Qual o problema de caras como eu?
- Aí é que está. Não há problema nenhum em caras como você. – Tasquei o cigarro mais uma vez.
- Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar aqui, se não gosto desse tipo de lugar. – Falou como se lesse meus pensamentos. – Sou um fraco até para isso.
Soltou um risinho fraco.
- Eu namorava uma menina. Todos diziam que ela sempre fora apaixonada por mim, mas eu demorei anos para me tocar. Só que quando as coisas têm que acontecer elas acontecem. E foi assim com a gente. Ela era linda... Ninguém nunca tinha percebido o quão linda ela era. Era minha melhor amiga, minha companheira.
- E é por isso que dói tanto. Certo? – Perguntei sorrindo.
- Isso é o que mais dói. – Ele curvou o lábio, forçando um sorriso. – Nunca esperei isso, não dela. Na primeira oportunidade ela foi embora. Se mudou, logo após a nossa formatura. Eu prometi que ia esperar por ela, independente de quantos anos isso levaria.
- Vo... É... Você é virgem? – Gaguejei como não fazia há muito tempo.
- Sou... – Ele riu, pude sentir minhas bochechas corarem, soltou um suspiro. – Não é como se nenhuma outra tivesse tentado, mas por mais que o meu corpo pedisse por aquilo, eu me controlei, porque a amava. E acho que esse foi o meu maior erro. Ontem ela finalmente voltaria. Voltaria para os meus braços... Pelo menos era isso o que eu achava.
- O que ela fez assim de tão ruim? Ficou com outros lá? – Tasquei o cigarro mais uma vez.
- Ela não simplesmente ficou com outros caras. Eu estava a esperando, arrumado, cabelos perfeitamente alinhados, perfume posto...
- E ela não apareceu? – Perguntei curiosa.
- Apareceu. Ela apareceu acompanhada de outro homem, com uma aliança no dedo, e uma barriga.
- Que vadia! – Comentei e ele riu.
- E é por isso que eu estou aqui.
- Porque depois de tantos anos sem foder ninguém, você pensou que vir a uma boate e arrumar uma das dançarinas no final seria mais fácil que comer qualquer conhecida.
- Mais ou menos isso. – Ele riu. 
- Então entrou lá. E viu que era muito melhor que todos aqueles homens e resolveu sair.
- Na verdade, não. – Ele falou se levantando. – Foi aí que eu te vi. Apesar de estar ali, parecendo tão submissa aqueles homens. Você é uma grande mulher. A todo o momento mostrava que era você quem mandava e todos respeitavam isso.
- Então você me escolheu? – Arqueei uma das sobrancelhas.
- Você não é uma prostituta. Eu sei disso. Mesmo que eu tentasse qualquer coisa, a decisão seria sua... – Ele passou a mão por sua testa e me ajudou a levantar.
- Por isso decidiu conversar comigo. – Ri irônica.
- Jamais daria certo. Não sou tão interessante assim. – Ele abaixou a cabeça e colocou as mãos em seus bolsos. – Eu só quis conversar. E achava que uma estranha seria a melhor pessoa para isso. Desculpa incomodar...
Dito isso o garoto deu meia volta e saiu. Por algum motivo eu queria que ele voltasse. Então fiquei ali encarando a porta. Esperando pelo que eu sabia que hora ou outra iria acontecer.
- Ei! – A voz rouca se pronunciou ao lado de fora. – Eu não perguntei seu nome.
Abri a porta. Ele deu um passo à frente encostando-se a seu batente.
Shay. Shay Dellal.
Pude ver sua boca se abrir, seu queixo cair. E se olhos se fixarem em mim. Ri sozinha já esperando por essa reação.
- Quem diria. Uma das jornalistas mais influentes do mundo, nessa vida noturna. – Foi tudo o que ele conseguiu dizer.
Dei de ombros.
- Não é como se eu não tivesse outra escolha. Só...
- Você é incrível. – Ele concluiu sorrindo. – Não, eu não estou dizendo isso só para te comer. Realmente te acho incrível.
Um silêncio se manteve no ambiente.
- Você não quer saber o meu nome? – Ele perguntou. 
- Eu terei de tirar a roupa para isso?
- Não. Mas seria melhor se tirasse. – Soltou uma risada sexy.
- Então vou te dar um presente de aniversário. – Curvei um dos meus lábios maliciosamente.
Vamos jogar.
- A cada coisa que me contar sobre você, vou tirar uma peça de roupa.
- Acho que sei o bastante sobre mim. – Ele riu. Me mostrando seu olhar mais atraente.
- E então Sr. Eu Vim Para Uma Boate Para Descontar Minhas Mágoas, qual o seu nome?
- Tire a roupa que eu te falo. – Provocou.
- Bem, acho melhor você fechar a porta.
Ele riu e fechou a porta, sentando-se em uma cadeira a minha frente.
Tirei o casaco lentamente e o deixei cair. Sobrando, portanto apenas a saia curta, a blusa de franjas douradas e a lingerie preta que o esperava. Ele analisou cada parte exposta, como se horas antes já não tivesse visto tudo aquilo. Então parou os olhos em minha tatuagem. Levantou uma de suas sobrancelhas.
- O meu nome é Gregory Gustin. – Respondeu sorrindo. – O que significa essa tatuagem?
Balancei minha cabeça negativamente, antes de jogar meu pescoço para trás. O olhar de baixo para cima e abrir um sorriso malicioso.
- Não vou te contar isso assim. De mãos beijadas. 
Após alguns minutos me encarando desentendido. Ele começou a desabotoar sua camisa branca. Botão por botão. E mesmo naquele jogo de sedução, em que sua tentativa de ser um homem sexy estava funcionando. Gregory me passava inocência. E isso me dava ainda mais tesão. Em pouco tempo eu já podia ver seu peitoral, definido, mas nada que parecesse forçado. Curvei o canto da boca em aprovação. A medida que a blusa branca escorregava por seu corpo, uma parte nova ficava à mostra. E os meus olhos gostavam do que viam. O abdômen trincado e as entranhas irresistíveis. Por um segundo eu tive inveja da mulher por quem ele esperou por tantos anos. Mas logo pensei em quão idiota ela fora por deixar um homem como ele escapar.
- Sei que pode ser um pouco decepcionante... – Gregory comentou, quebrando o clima. 
Fiz uma expressão indignada e ele prosseguiu.
- Mas são regras do jogo. Prometeu vai ter que cumprir. – Ele riu sexy novamente e por mais estranho que isso possa parecer, minhas pernas estremeceram com aquele som.
- Ela significa... – O encarei semicerrando os olhos. – A raposa só ataca ao anoitecer.
Ele soltou uma gargalhada gostosa. E eu o encarei ainda mais profundamente.
- Não tem nada de decepcionante em você, porque ainda insisti nisso?
- Eu não vou responder nenhuma pergunta fora do jogo, Shay.
- Certo! – Coloquei a mão na cintura. – Mas não é isso que eu quero saber... O que você faz?
Perguntei depois de pensar muito. Assim conseguiria arrancar de sua boca informações como idade, curso e ainda aproveitava um belo duplo sentido. Andei lentamente em direção ao rapaz que permanecia sentado no sentido oposto ao da cadeira, com os braços apoiados em seu encosto apenas me observando.
- Me ajude com isso. E isso não foi uma pergunta e sim uma ordem! – Ele subiu o olhar mordendo o lábio inferior. E... Por Deus, ele sabia o quão sexy ficava ao fazer isso?
Ele abriu o feixe da blusa, a qual ele logo deslizou por baixo. Estufei o peito involuntariamente enquanto me virava em sua direção. Acho que o extinto de predadora já fazia parte de mim. Abaixei lentamente e ele seguiu-me com os olhos. Deixei meus seios próximos o suficiente de sua face. Então eu enrosquei os dedos em seus cabelos Gustins.
- Você ainda não me respondeu, Gustin. – Cochichei próximo a seu ouvido.
- Eu curso direito, estou no terceiro período. – Ele respondeu rápido.
Continuei distribuindo beijos por toda a extensão de seu corpo. Enquanto calculava quantos anos ele deveria ter.
- Vinte anos. – Afirmei.
- Vinte e um para ser mais exato. – Ele riu fazendo com que seus músculos perfeitos se contraíssem. – Recém-completados.
Sabia que ele era novo demais para mim. E o quanto eu seria julgada por ter uma relação com um garoto tão jovem, mas àquela altura do campeonato, eu já não me importava mais. Eu faria daquela noite a melhor para ele. 
- Quer saber de uma coisa?
- Eu vou ter que tirar a roupa para isso? – Voltou a se concentrar em mim.
Balancei a cabeça afirmativamente. Ele removeu as calças lentamente. Deixando sua boxer preta da Calvin Klein à mostra. Soltei uma gargalhada prazerosa e pude o ver corar, mesmo que Gregory olhasse para baixo.
É seu aniversário todos os dias que você estiver comigo. – Falei me aproximando ainda mais dele.
Um sorriso brotou em meus lábios. Ele passou a mão em seus cabelos. Logo levantou o olhar, mordia o seu lábio inferior.
- Não tem nenhuma outra pergunta a fazer? – Me olhou semicerrando os olhos em desafio. 
Você gosta do que vê?
Ele colocou suas mãos em minha saia e a deslizou, juntamente com suas mãos pelo meu corpo. Rebolei algumas vezes para ajudá-lo com a saia. Em poucos segundos já estava só de lingerie à sua frente. O puxei pelos cabelos para cima, esperando não estar sendo muito agressiva com ele.
Gregory aproximou nossos corpos. Deu uma volta ao meu redor, me puxando contra si em seguida. Através de minha bunda já podia sentir o volume sob a boxer preta. Não pude evitar fazer movimentos circulares com o corpo, enquanto ele me puxava para ainda mais perto. Gregory passou meus cabelos para o lado, deixando minha orelha totalmente descoberta. Distribui alguns beijos desde meu pescoço até chegar ao lóbulo da minha orelha, onde ele deu uma leve mordiscada. Joguei meu pescoço para trás, sentindo minhas pernas bambearem. Há quanto tempo eu não fazia aquilo? Um amor tão doce?
- Você ainda quer que eu responda? – Soltou uma gargalhada deliciosa, me fazendo contrair as pernas.
Murmurei um “Aham” em resposta. Então ele me girou como um brinquedo em seus braços. Segurou em minha nuca de maneira firme, mas não violenta, puxou minha cintura para si, mantendo seus olhos fixos em minha boca. Curvei meu lábio em aprovação. E então nossos lábios se tocaram, nossas línguas começaram uma dança, sem urgência, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Eu não queria confessar, mas estava derretida por aquela doçura. Pela calma. Pela simpatia. Estava me sentindo uma adolescente novamente. E eu o faria se sentir como um homem por completo. Já estávamos quase sem fôlego, quando eu afastei a minha boca, em seguida mordi seu lábio inferior levemente.
Se você gosta do vê, - fiz uma pausa para que ele prestasse ainda mais atenção no que eu diria a seguir – então ponha suas mãos em mim!
Gregory me empurrou contra a parede. Iniciando mais um beijo. Este era mais ardente, o ritmo acelerado de nossas línguas somado ao roçar de nossos corpos. Ele abocanhou a alça de meu sutiã e a retirou sem usar suas mãos. Foi aí que um “detalhe” passou pela minha cabeça, as câmeras que ficavam em cada um dos quartos. Praguejei contra elas mentalmente, olhei para o canto onde a câmera se encontrava. Gregory olhou para mim desentendido, então direcionou o olhar para o mesmo lugar que eu.
- Você se importa com isso? – Perguntei para ele, com medo da resposta.
- Podemos resolver isso depois. – Abriu seu belo sorriso.
Gustin fez sinal para que eu virasse de costas. O obedeci. Ele ficou brincando com a alça que restava do sutiã. Antes que a soltasse pousou suas mãos em minhas costas. E começou a delinear meu corpo com as duas grandes mãos.
Deixe suas mãos em mim, não as tire! – Ordenei.
Ele desceu as mãos até minhas nádegas. E as apertou com força. Sabia que neste momento minha calcinha já devia estar ensopada. Queria que ele soubesse disso. Seria maravilhoso se ele percebesse o quanto eu o desejava. Minhas mãos estavam sobre a parede. Gregory retirou uma de suas mãos, para dar um tapinha ardido na minha bunda. Logo ele abriu o feixe de meu sutiã e o retirou delicadamente. Pude perceber que ele havia se afastado, olhei por cima do ombro e pude ver o sutiã a frente da câmera de vídeo. Soltei um riso alto.
- Posso te tocar, agora? – Falou de longe.
Antes de responder, caminhei em sua direção. O empurrei na cama redonda. Segurei seus braços acima da cabeça. Estava por cima. Então o admirei. Admirei seu rosto tão bonito, seus cabelos bagunçados nos momentos anteriores, seus lábios chamativos, seu corpo jovial e perfeito. Era assim que eu o definia: jovial e perfeito. Eu estava ajoelhada uma perna de cada lado. Ele retirou meus saltos, os jogando no chão. Puxei suas mãos para cima, fazendo com que ele erguesse o corpo levemente. Levei uma de suas mãos até a minha nádega esquerda e a outra repousei sobre meu seio.
- Coloque suas mãos em mim. – Pedi calmamente, apesar da urgência que havia em mim.
Ele apertou com força os dois locais indicados. Afastou sua cabeça por algum tempo, mordeu seu lábio inferior como se já tivesse algo em mente. Gregory passou a distribuir beijos por meu pescoço. Tirou sua mão de meu seio e passou a contornar meus lábios com o dedo. A que estava depositada na bunda, subiu centímetro por centímetro lentamente até que ele chegasse as minhas costas. Então me puxou para si. Concedi a entrada de sua língua e começamos mais um beijo. Este era um beijo de urgência. Cheio de tesão. Minhas unhas arranhavam suas costas sem dó nenhuma. Antes mesmo que eu percebesse, ele girou seu corpo ficando por cima. Soltou novamente sua gargalhada, tão gostosa que fez com que minhas pernas estremecessem. O encarei indignada. Então Gregory levantou as mãos como se avisasse não ter culpa de nada. Mordi meu lábio inferior, arqueei minhas costas, segurei em sua nuca e direcionei sua cabeça até os meus seios. Passou a língua ao redor de meu mamilo lentamente. Para em seguida abocanhá-lo. E chupar o bico com gosto. Com uma de suas mãos começou a brincar com a lateral de minha calcinha. Passou a distribuir os beijos pelo meu tórax e foi descendo cada vez mais. Até chegar próximo a minha intimidade.
- Posso colocar minhas mãos aí? – Ele semicerrou os olhos.
Ri sozinha. Assenti com a cabeça. E abri vagarosamente as pernas.
- Este é aquele momento que você fala algo com uma voz sacana. – Comentei com uma voz sexy.
- Algo como? – Arqueou uma de suas sobrancelhas.
- Algo como: Você tem o bolo posso colocar as velas nele? – Falei forçando uma voz rouca.
Ele soltou uma risada abafada.
- Você merece um castigo depois dessa! – Usou um tom autoritário.
Eu sabia que por pior que fosse o que eu falei, ele não perderia o tesão. Esta era uma das vantagens de ter um garoto inexperiente na sua cama. Ele conhecia cada um dos truques da sedução preliminar. E eu o ensinaria todo o resto. Gregory retirou minha calcinha molhada com delicadeza. Passou os dedos por minhas pernas, mas parou antes de chegar ao tão desejado local.
- Posso colocar minhas mãos aí? – Ele pediu gentilmente.
- Eu sou sua esta noite, Gustin. Você deve manter suas mãos em mim! – Sorri em sacanagem.
Abri um pouco mais as pernas para que ele tivesse uma visão completa. Mordi o lábio inferior, aguardando por sua próxima ação.
- Quantos aninhos você tem? – Perguntou calmo.
- Trinta e um. – Respondi fazendo uma careta.
- Uau, você é tão linda, Shay. – Me encarou novamente. Tive vontade de pedir que ele não tirasse os olhos de mim. – Uma loba em pele de cordeiro.
Riu.
- Mas isso não me impede de te castigar mocinha, – pousou os olhos em minha intimidade e sorriu sacana – um dedinho para cada década de vida.
Contrai minhas pernas já sabendo o que viria a seguir. Gregory pressionou meu clitóris e em alguns segundos ele invadiu meu corpo com seus três dedos. Começou a fazer movimentos circulares. E eu soltei alguns gemidos baixos. Requebrei algumas vezes tentando o ajudar, mas ele sabia o que estava fazendo. Algum tempo depois meu líquido já escorria por minhas pernas. Eu senti que estava perto do ápice. Então rebolei mais forte algumas vezes e ele chegou. Mordi meu lábio inferior. Meu corpo estremeceu.
- Eu aguento. – Disse após analisar sua expressão. 
Travei minhas pernas ao redor de seu corpo. Girei meu corpo para ficar por cima. Pretendia retribuir tudo o que ele fizera naquela noite. A adrenalina já havia subido por toda a extensão de meu corpo, agora eu iria lhe mostrar uma parte que eu sabia. Primeiramente mordi o lóbulo de sua orelha, sussurrando o que queria fazer com ele a seguir. Extintivo apertou minhas nádegas com força. Soltei uma risada sacana à beira de seu ouvido. Comecei a delinear cada linha bem definida de seu corpo com a minha unha. Até chegar a suas entranhas. Ah, e que belo convite elas faziam. Fiquei brincando com o seu membro ainda por cima do pano. Podia notar sua rigidez. E isso fazia com que escorresse ainda mais líquido de mim. Massageei o local, enquanto ele se contraia.
- Não se segure... – Sussurrei.
Ele gemia baixo, com uma voz extremamente rouca. Era tão sexy e não precisava fazer muito esforço para isso.
- Se entregue para mim! – Ordenei finalmente abaixando sua boxer preta.
Analisei seu pênis grande e grosso. As veias pareciam querer saltar. Abaixei minha cabeça e passei a língua lentamente desde a região do “V” até chegar ao seu pau. Chupei levemente a cabecinha. Mas não ia fazer isso com ele. Eu queria que ele se tornasse finalmente um homem. Queria ensinar para ele tudo o que eu sabia. E era isso que eu iria fazer.
- Chegou a sua hora, Gustin. Qual é a sensação? – Perguntei mantendo o contato visual.
- É maravilhosa. – Ele falou como se estivesse tomando coragem.
Peguei na gaveta um pacotinho quadrado. Não olhei seu sabor como de costume, estava ansiosa para conhecer aquele garoto a fundo. Retirei a camisinha dali. Ele sorriu. A deslizei por seu membro carinhosamente, fazendo massagem pouco a pouco. 
Então começou a enfiar apenas a cabeça de seu membro em mim várias vezes lentamente. Soltei um gemido, mas sorri em seguida. Não era como se todos os homens me deixassem boba assim, alguns inclusive eram capazes de me fazer gemer em pouquíssimo tempo, mas com ele era diferente. Gregory possuía uma doçura em cada movimento, uma inocência extremamente excitante. Então ele decidiu se entregar de vez a mim. Invadiu meu corpo de uma maneira que eu pude sentir centímetro por centímetro de seu corpo em mim. Arfei algumas vezes e ele me acompanhou. Ele fazia movimentos circulares e eu passei a rebolar sobre seu pau o ajudando a sentir prazer e a me dar prazer. Uma de suas mãos puxava meu cabelo enquanto a outra contornava minhas coxas. Gregory invadiu minha boca com sua língua. Às vezes eu mordia sua boca, em uma tentativa de conter meus gemidos. Não podia dizer que ele era o melhor homem que já passou pela minha cama, mas sem dúvidas se esforçava. E era arrasador no que fazia com simplicidade. Pude sentir que ia gozar. Então passei a fazer movimentos mais rápidos e ele também aumentou a intensidade. Apertei ainda mais as minhas pernas em seu corpo e em questão de segundos senti o seu jato invadir meu corpo.
Deixei meu corpo cair para o lado. E fiquei admirando a expressão extasiada do rapaz. Ele mantinha um sorriso bobo em seu rosto, passou as mãos por seus cabelos. Mordi meu lábio o admirando. Cobri meu corpo com o lençol branco e ele fez o mesmo. Então retribuiu o olhar, me admirando.
Ele me puxou para perto e dormimos assim. Por um momento eu havia me esquecido que estava em uma boate. Depois de ter feito mais um de meus shows. Estava me xingando mentalmente, pois agi como uma adolescente. Eu esqueci de tudo quando os lábios de Gregory tocaram os meus. Por mais que eu soubesse que na manhã seguinte, tudo poderia acabar. Gregory foi tudo, tudo o que eu precisava naquele momento.
Abri meus olhos já com um sorriso em lábios, tateei a cama, mas ele não estava lá. Bufei colocando o travesseiro em minha cara. Como fui burra ao ponto de pensar que ele seria diferente? Não importa quantas vezes um homem já fodeu, ele sempre vai abandonar a prostituta no dia seguinte. Ah, mas todos os homens que já passaram uma noite comigo voltaram e eu os torturei sexualmente. Então ouvi aquela risada gostosa que eu ainda não me esquecera. Quando descobri meu rosto dei de cara com um Gregory de boxer a minha frente.
- Você não achou que eu fosse embora. Achou? – Ele perguntou sorrindo.
- Eles nunca ficam. – Respondi dando de ombros.
- Mas sempre voltam, não é? – Falou colocando sua camisa branca. 
- É... Eles voltam com mais dinheiro, mais tesão e mais sacanagem.
Levantei-me pronta para recolocar as roupas. Então ele se sentou na ponta da cama e ficou me observando. Não me importei. Era a primeira vez dele. Seria normal se quisesse se lembrar de cada detalhe. Juntei as peças espalhadas pelo chão e o sutiã apoiado na câmera e me recompus. A calcinha primeiro. O sutiã em seguida.
- Você é tão linda, Shay Dellal. – Ele comentou me encarando.
Permiti que meus lábios se curvassem.
- Já pensou em se casar? Ter filhos? – Prosseguiu naturalmente.
- É óbvio que já. – Falei colocando os brincos. Soltei um suspiro. – Quando eu tinha a sua idade eu pensava em me casar, ter filhos... Mas o tempo passou e eu passei a ter outras prioridades.
Ri e ele me acompanhou.
- Você ainda quer saber se eu gostei do que vi? – Gregory me perguntou dócil.
Murmurei um “Aham” e aguardei pela resposta.
Eu gostei tanto do que vi, que poderia colocar uma aliança ali! – Falou apontando para o meu dedo.
Sorri abertamente com o seu comentário. Era ingênuo a esse ponto. Por mais confiança em mim que eu tivesse, tinha que ver a realidade e sabia que todos os homens que passavam por ali, só voltavam para me foder novamente. Não que na minha vida longe da casa fosse muito diferente. E em algum momento eu deixei de me importar. Homens tinham medo de mulheres independentes, tinham tesão nelas, mas se casavam com aquelas que os obedeceriam. Gregory se levantou me abraçou por trás e distribuiu beijos pelo meu pescoço. Virei de frente para ele. E nos beijamos calmamente.
Mas antes disso terá que manter as suas mãos em mim. – Falei sorrindo.
- Não estou brincando, Dellal. Vamos ser tipo a Beyonce e o Jay Z. – Soltei uma gargalhada devido à comparação.
- Não vou tirar as minhas mãos de você.
 

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